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O Fora do Normal

Caros Amigos Gpexpert,


Neste fim de semana temos o GP Mônaco de F1, normalmente o GP mais esperado do ano, mas este ano mais do nunca. Já que cria-se uma grande expectativa de que seja tudo diferente do que a F1 está acostumada ver nesta temporada.
Numa pista em que ultrapassar é muito difícil e asa móvel e KERS tem pouco efeito, seria suficiente para que as coisas não fossem iguais ao que estamos vendo. Entretanto, existe algo mais forte que os fatos citados, o desgaste de pneus em Mônaco é muito inferior a Barcelona e outras pistas, o que significa que as estratégias mudam e não teremos aquele bombardeio de pit-stops.Teremos dois, talvez um pit-stop por carro.Sem contar o risco de chuva, que sempre é presente em Monte Carlo.
Sem a necessidade de guardar pneus para a corrida, os treinos devem ser bastante movimentados e sem dúvida, é vital ter uma boa posição de largada em Mônaco.O "pessoal" deve se arriscar nas voltas rápidas, devemos ter o melhor treino classificatório do ano.
Na corrida, saber o momento da troca de pneus é crucial para vencer, pois asa móvel não tem o mesmo efeito como em outras pistas.Passar não é fácil.
No cassino de Monte Carlo, será interessante em quem apostar para a vitória neste fim de semana. A Ferrari ainda é favorita, tem um bom carro e Alonso já venceu duas vezes lá.Mas não deve ser tão favorita como foi em Barcelona. A RBR deve estar mais forte, numa pista em que a velocidade final não é alta e os pneus não devem acabar tão rapidamente. Dentro desse contexto, não podemos esquecer que a equipe venceu as últimas 3 corridas em Mônaco,sendo duas com Mark Webber, que se dá bem nesta pista.
Muitos apontam a Mercedes como favorita a vitória. Sem dúvida, é sua melhor chance no ano, já que o desgaste de pneus ajuda e não será tão fácil para ultrapassar as flechas de prata. Porém, o carro da Mercedes também tem como característica, ser rápido de reta e não tão bom em pistas de baixa velocidade, sem contar que precisaria fazer a primeira fila novamente para dar certo a estratégia.
A Lotus é a grande incógnita neste contexto apresentado e sem ter um carro que largar nas primeiras filas, o que esperar de Raikkonen?
Falando em expectativa, nunca se esperou tão pouco da Mclaren nesta corrida, mesmo com uma frente nova, com um carro de aerodinâmica ruim, dificilmente chegará no Q3.Será a surpresa negativa, provavelmente.Esperamos que alguma outra equipe que não foi citada aqui seja a surpresa do fim de semana.
E agora é aguardar e torcer para que toda esperança de uma boa corrida se concretize.
Normalmente, sou sempre ácido e down com as coisas, mas posso dizer que sou privilegiado por fazer aniversário no dia mais importante do automobilismo mundial. Mônaco, Indianápolis e Charlotte 600, precisa mais? Eu acho que não.
Abraços and keep yourself alive!


 


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Grande Prêmio da Bélgica de 1973


Tudo começou duas semanas antes do GP da Espanha. Nesse dia, Emerson Fittipaldi e a Lotus foram a Zolder fazer um teste particular no circuito belga, que no mês seguinte receberia o Grande Prêmio local. Emerson saiu extremamente preocupado com a situação da pista, sem guard-rails, zebras e, principalmente, com o asfalto em frangalhos. Fittipaldi fez um relatório apontando 35 problemas e cobrou providências dos organizadores. Duas semanas depois Emerson voltou a Zolder e encontrou um asfalto novo totalmente destruído por causa de um corrida no domingo anterior e prova estava para ser cancelada, quando os organizadores pediram um prazo de uma semana para colocar uma segunda camada de asfalto, que aliviaria os problemas da pista, além de terminarem as reformas de segurança. Acompanhado do secretário da Comissão Esportiva Internacional, Claude Legesk, e do presidente da GPDA, Denny Hulme, Fittipaldi voltou à Zolder na data marcada e se as reformas de segurança estavam ok, o asfalto era a grande questão. Ele resistiria? A resposta seria não. Com uma hora e meia de treino de sexta-feira, vários carros sofreram acidentes e o treino foi suspenso. 

Os pilotos se uniram e exigiram uma carta aos organizadores no qual eles se comprometeriam em cancelar a prova caso chovesse no sábado (e na Bélgica isso era bastante comum) ou se o asfalto estivesse em más condições. Sem essa carta, a greve estava feita. Por voltas das 12:30 de sábado, Jacky Ickx pegou sua Ferrari e treinou por conta própria, para espanto dos pilotos. O belga não fazia parte da GPDA e não ligava muito para o quesito segurança nas corridas. Quando Ickx voltou aos boxes, os organizadores entregaram os pontos e assinaram a carta e os treinos recomeçaram no sábado. Ronnie Peterson conseguiu a pole após os dois carros da Tyrrell dominarem os treinos livres, mas os carros azuis também seriam superados pela McLaren de Hulme e do local Ickx, enquanto Emerson sofria com um problema na bomba de gasolina que lhe daria um grande susto na corrida.

Grid:
1) Peterson (Lotus) - 1:22.46
2) Hulme (McLaren) - 1:23.00
3) Ickx (Ferrari) - 1:23.10
4) Cevert (Tyrrell) - 1:23.22
5) Beltoise (BRM) - 1:23.25
6) Stewart (Tyrrell) - 1:23.28
7) Reutemann (Brabham) - 1:23.34
8) Pace (Surtees) - 1:23.34
9) E.Fittipaldi (Lotus) - 1:23.44
10) Revson (McLaren) - 1:23.52

O dia 20 de maio de 1973 estava quente e com tempo firme, para alívio de pilotos e organizadores, mas o trabalho não cessou em nenhum momento para deixar o asfalto em um nível decente durante a prova. Como praticamente não se treinou na sexta-feira, a pista foi liberada para um treino livre e um faro curioso aconteceu quando o pole Ronnie Peterson sofreu dois acidentes com os dois carros que o sueco tinha à disposição e quase o tiraram da corrida. Porém, na largada, o sueco manteve a ponta seguido por Ickx, numa grande largada, e Cevert, enquanto Hulme caía para quarto. Mostrando o quão bem estava o carro da Tyrrell, François Cevert não espera terminar a primeira volta para ultrapassar Ickx e assumir a segunda posição, enquanto Stewart larga mal e cai para oitavo, logo à frente de Emerson. 

Com o acidente que sofrera pela manhã, Peterson parecia sem confiança em seu carro e é ultrapassado por Cevert ainda na segunda volta, com o francês da Tyrrell disparando quando que imediatamente. Com o problema do asfalto na cabeça, boa parte dos pilotos resolve maneirar no ritmo inicial de corrida e correm quase quem em linha, com receio de sujar seus pneus na sujeira. Na quinta volta Stewart tenta ultrapassar José Carlos Pace, mas o brasileiro não alivia e não apenas fecha o escocês, como proporciona ao seu compatriota Emerson efetuar a ultrapassagem. Algumas curvas depois, Fittipaldi é mais eficaz do que Stewart e deixa Pace para trás. Uma volta mais tarde, a Ferrari de Ickx começava a desenvolver um problema na bomba de óleo que o faria abandonar mais tarde, porém, o óleo deixado pelo carro do belga faria Hulme rodar e cair para as últimas posições. A evolução de Fittipaldi e Stewart (que rapidamente passou Pace) era estonteante e quando encostaram no quarto colocado Beltoise, este teve que ir aos boxes com problemas no cabo do acelerador do seu BRM. O terceiro colocado Carlos Reutemann também tinha problemas em seu motor e quando Emerson se aproximou dele na 14º volta, o argentino finalmente abandonou com o motor fundido.

Cevert tinha uma boa vantagem de 6s sobre Peterson, enquanto Emerson e Stewart se aproximavam dos seus companheiros de equipe. Porém, Peterson tinha problemas com os freios de sua Lotus e não resiste aos ataques de Emerson e Stewart, caindo para quarto. Quando Emerson assumiu o segundo lugar, imediatamente a Tyrrell avisou a Cevert que o brasileiro vinha mais rápido e o francês aumentou seu ritmo, porém, o asfalto começava a se soltar em alguns lugares e Cevert acabaria rodando na curva do cotovelo, caindo para oitavo, mas ainda na prova. E com um carro rápido. Infelizmente para a Lotus, esse não era o caso de Emerson Fittipaldi, que via os problemas da bomba de combustível se manifestar nesse momento e com Stewart apenas meio segundo atrás, ele não foi páreo para o rival, sendo ultrapassado pelo escocês na volta 26. Seria a ultrapassagem da vitória para Stewart e o começo do tormento de Emerson, que via seu motor falhar em altas rotações. Para piorar, Cevert vinha que nem um foguete e fazia volta mais rápida em cima de volta mais rápida, subindo o pelotão rapidamente. Emerson ainda se mantinha 5s atrás de Stewart, enquanto Cevert ultrapassa José Carlos Pace e Ronnie Peterson, com seus problemas de freios cada vez piores, para assumir o terceiro lugar. Um pouco depois da metade da corrida, os freios de Peterson não respondem e o sueco acaba saindo da pista, sofrendo seu terceiro acidente do dia. Mesmo com uma pilotagem espetacular, Peterson não sabia o que era marcar pontos em 1973.

Stewart consegue abrir 20s sobre Emerson Fittipaldi, que via, impotente, a aproximação de Cevert. Sem potência suficiente em seu carro por causa do problema na bomba de combustível, o brasileiro praticamente cede sua posição a Cevert na volta 48, completando a dobradinha da Tyrrell em Zolder. Aquele não era o melhor momento para os pilotos brasileiros, pois Pace, num ótimo quarto lugar, tem que ir aos boxes com problemas de vibração em seu Surtees e quem assume o quarto lugar é Niki Lauda, mas o austríaco estava longos 20s atrás de Emerson, que rezava para a bandeirada. Porém, o asfalto traiçoeiro faz suas vítimas, como Jean-Pierre Jarier, Clay Regazzoni e Mike Beuttler. Mesmo com um minuto na frente de Emerson, o duo da Tyrrell pilota com muita cautela e recebem a bandeirada tranquilamente, com Stewart 35s na frente de Cevert. O mesmo não se podia dizer de Emerson. Faltando duas voltas para o fim, a bomba de combustível do seu Lotus finalmente quebra e ele se arrasta na pista, gerando até uma cena curiosa. Uma volta atrás e vendo Emerson lentamente com o braço levantado, Beltoise praticamente pára seu carro e acena para o 'vencedor' Fittipaldi. O brasileiro recebe a bandeirada ainda em terceiro lugar, graças a briga entre Andrea de Adamich e Niki Lauda, que acabaram se atrapalhando e não capitalizaram o problema de Fittipaldi. O italiano fez a ultrapassagem sobre Lauda na última volta. Com essa vitória, Stewart se iguala aso 24 triunfos de Juan Manuel Fangio e mostrava que estava na briga pelo título com Emerson, sempre no pódio nas cinco corridas de 1973, mas vendo sua vantagem cair cada vez mais para Stewart e seu novo Tyrrell 006.

Chegada:
1) Stewart
2) Cevert
3) E.Fittipaldi
4) De Adamich
5) Lauda
6) Amon

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O Ligier JS21 Ford Cosworth V8 de Raul Boesel

O JS21 se constituiu no projeto de estréia do engenheiro francês Claude Gallopin para a Ligier na Fórmula 1. Marcou também a temporada de despedida dos motores aspitados na equipe, pois no ano seguinte os ingleses Ford Cosworth seriam substituídos pelos Renault. Foi também com esse modelo que o piloto brasileiro Raul Boesel encerrou sua carreira na Fórmula 1, depois de ter estreado no ano anterior na March Grand Prix Team.

Raul Boesel e o seu Ligier JS21 Ford Cosworth no Grande Prêmio do Brasil de 1983 no Autódromo de Jacarepaguá

Ligier Gitanes

  • Ano: 1983
  • Chassi: JS21
  • Motores: Ford Cosworth DFV 3,0L V8 e Ford Cosworth DFY 3,0L V8
  • Pneu: Michelin
  • Chefe de Equipe: Guy Ligier (França)
  • Projetista: Claude Gallopin (França)
  • Aerodinâmica: Henry Durand (França)
  • Diretor Técnico: Michel Beaujon (França)
Foto: Miguel Costa Jr., Rio de Janeiro, RJ, 13.03.1983
Fonte: http://www.diariomotorsport.com.br

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Logos da Formula 1


Começando pelo logo da própria Fórmula 1.
Pouca gente sabe, mas o símbolo apresenta um "F" e DOIS "1s": um vermelho e outro branco.

O cavalo rampante sobre o fundo amarelo da Ferrari era o símbolo usado no avião de Francesco Barraca, um piloto de caça italiano que morreu como herói na Primeira Guerra Mundial. A pedido da mãe de Barraca, Enzo Ferrari adotou o emblema em seus carros.

A estrela de três pontas da Mercedes representa a fabricação de motores para serem usados em terra, água e ar.

A Alfa Romeo, primeira campeã da Fórmula 1 tem um logo bastante interessante. De um lado, há o brasão da cidade de Milão (a cruz vermelha, presente também no escudo do time do Milan). Na outra parte, há o símbolo da família real milanesa: uma serpente devorando um homem desesperado!
O nome é a junção de A.L.F.A (Anonima Lombarda Fabbrica Automobili) com o sobrenome de seu fundador, Nicola Romeo.

O símbolo da Renault é um diamante, que representa a sofisticação dos donos dos carros da marca (Renault já foi carro apenas de ricos, acreditem).


O logo da BMW representa uma hélice de avião. Originalmente, a fábrica produzia motores para aeronaves.

O símbolo da Auto Union consiste em quatro anéis entrelaçados, cada um deles representando uma das quatro empresas que deram origem à marca: Audi, Horch, DKW e Wanderer. O logo representa a união entre elas.

O logotipo da Ford nada mais é que a assinatura de seu fundador, Henry Ford.

O touro está presente no escudo da Lamborghini graças ao fanatismo de seu fundador, Ferruccio Lamborghini, por touradas. Alguns carros da marca, como Diablo e Murciélago têm nomes de touros famosos.

O logo da Porsche é formado pela sobreposição de dois brasões: o do fundo representa o estado de Baden-Württenberg. O outro, no centro, representa a cidade de Stuttgart, na Alemanha, sede da empresa.

A Maserati ostenta o tridente de Netuno, símbolo da cidade de Bolonha.


O leão da Peugeot (esquerda) homenageia a cidade de Lyon (brasão à direita).


O logo da Honda é um "H" levemente inclinado para a direita, simbolizando o caminho para o futuro.


O símbolo da toyota consiste na sobreposição das letras que formam o nome da montadora (é possível ver, no logo, a presença das letras "t", "o", "y" e "a").



O primeiro logo da McLaren trazia o desenho de um kiwi. O simpático bicho é muito comum na Nova Zelândia, terra do fundador da equipe, Bruce McLaren. Já o logo atual mostra um bumerangue estilizado, que é um objeto símbolo do país.

Pra quem não sabe, Red Bull é uma marca de energéticos...
O austríaco Dietrich Mateschitz, durante uma viagem a Tailândia, descobriu um líquido que continha, entre outras substâncias estimulantes, cafeína e taurina. Daí, os touros presentes no símbolo da bebida e da equipe.

A Lotus traz as iniciais de seu fundador: Anthony Colin Bruce Chapman.
O verde é a cor designada para carros de origem britânica competindo em eventos internacionais.
O amarelo representa os dias ensolarados que Chapman esperava ter pela frente em sua empresa.


Como a BAR pertencia a British American Tobacco (BAT), seu logotipo traz uma folha da planta.

A falecida Arrows possuia esse nome em referência a seus fundadores: Franco Ambrosio (A), Alan Rees (R), Jackie Oliver (O), Dave Wass (W) e Tony Southgate (S) . O segundo "R" foi colocado para dar sonoridade e formar a palavra Arrows (flechas). E é exatamente esse o símbolo da equipe.

O logotipo da Prost é um velocímetro, mas que ainda não havia atingido a velocidade máxima, mostrando que a equipe ainda teria a melhorar.

O símbolo da Shadow é o herói "The Shadow" (O Sombra, no Brasil). O personagem foi concebido para os programas de rádio na década de 1930. Foi criado por Walter Brown e chegou a ser interpretado por Orson Welles. Posteriormente, também foi para os quadrinhos e para o cinema.

A Reynard recebeu esse nome por causa de seu fundador, Adrian Reynard. Entretanto, quem aparece no símbolo é outro Reynard, uma raposa que foi protagonista de alguns contos datados dos séculos XII e XIII. O personagem era malandro e desagradável, mas bastante esperto e carismático.


O símbolo da Super Aguri possui 3 elementos:
- O 'S' mostra o desafio para que a equipe e seus pilotos encontrem um traçado perfeito em uma corrida.
- O 'Fogo' representa a capacidade em dominar tudo.
- A 'Estrela-Ninja' está relacionada a potência, velocidade e precisão.

Fonte: http://formula-2.blogspot.com.br/2011/10/logos-da-formula-1.html

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Alex Caffi vê etapas de Caruaru e Goiânia como treino preparatório

Durou 12 voltas a primeira corrida de Alex Caffi na Fórmula Truck. O piloto italiano disputou o GP Aurélio Batista Félix, no último domingo (19) em Caruaru (PE), com o caminhão Iveco número 21 da Dakarmotors. Abandonou a disputa depois de 12 voltas, com problemas mecânicos. A prova no Autódromo Internacional Ayrton Senna teve vitória do gaúcho Régis Boessio, novo líder do Campeonato Sul-Americano da categoria.

A disputa em Caruaru contou pontos como segunda das quatro etapas do Sul-Americano e foi, também, a terceira das dez que compõem o calendário do Campeonato Brasileiro. A próxima etapa da categoria dos caminhões mais rápidos do mundo, válida apenas pelo Brasileiro, está confirmada para o dia 9 de junho em Goiânia (GO), onde o palco da competição também leva o nome Autódromo Internacional Ayrton Senna.

Apesar das dificuldades que enfrentou no fim de semana, Caffi saiu de Caruaru satisfeito. “O meu caminhão ficou pronto a menos de uma semana da corrida. O motor só foi ligado na noite anterior ao primeiro treino, aqui mesmo no autódromo. A gente sabia que teria vários contratempos, porque não houve tempo para enfrentar esses contratempos em um treino de preparação, como gostaria de ter feito”, explanou Caffi.

Largando em 18º entre os 24 participantes da corrida, que colocou em disputa o GP Aurélio Batista Félix, o italiano ficou satisfeito com as situações de corrida que experimentou. “Chegando agora com um caminhão que precisa ser desenvolvido, imaginei que fosse andar atrás, mas consegui fazer parte do pelotão intermediário, fiz e levei ultrapassagens, defendi a posição algumas vezes. Valeu como aprendizado”, narrou.

O intervalo de três semanas até a etapa goiana inviabiliza a realização do treino preparatório pretendido por Caffi. “O caminhão volta para a sede da equipe para mais mudanças e adaptações serem feitas e vamos para a corrida em Goiânia, que vai ser mais um treino. Tudo vai ser aprendizado para mim e desenvolvimento para a equipe. Depois vamos fazer os treinos para pensar em resultado na corrida de julho em Interlagos”, adiantou.

Apesar da experiência de quase três décadas no automobilismo, que inclui seis temporadas no Mundial de Fórmula 1, Caffi vê-se na condição de estreante. “Um piloto experiente com caminhões poderia comandar o trabalho de desenvolvimento com maior agilidade, mas não tenho essa experiência com caminhões, preciso aprender com todos aqui. O que vivi em Caruaru me deu a certeza de que esse desafio será agradável”, encerrou.

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Detroit-1988: A primeira vez de Minardi e Rial

Martini levou a Minardi ao primeiro ponto da história da escuderia em Detroit-1988
Martini levou a Minardi ao primeiro ponto da história da escuderia em Detroit-1988

O dia 19 de junho de 1988 na Fórmula 1 pode ser considerado um divisor de águas na vida de duas escuderias. Rial e Minardi estrearam na zona de pontuação da categoria máxima do automobilismo no GP dos Estados Unidos. É bem verdade que os holofotes daquela prova estavam voltados para o brasileiro Ayrton Senna (McLaren), vencedor da sexta etapa do Mundial. Mas coube aos italianos Andrea de Cesaris (Rial) e Pierluigi Martini (Minardi) a primazia de levar suas equipes à gloria. De Cesaris foi o quarto lugar, enquanto Martini assegurou a sexta posição. Duas histórias opostas que encontraram no circuito de rua de Detroit um ponto em comum: a chegada pela primeira vez ao top 6.

História 1: A Minardi ingressou na Fórmula 1 em 1985, tendo justamente Martini com o time. Pierluigi se arriscou a substituir Senna na Toleman no GP da Itália de 1984, mas não conseguiu se classificar. Giancarlo Minardi, então, decidiu apostar na promessa italiana para o ano seguinte. O problema é que o M185 era um carro muito frágil e colecionou diversos abandonos. Foi um ano para esquecer. O melhor resultado um oitavo lugar no GP da Austrália. Insatisfeito, Martini deixou a Minardi e passou dois anos na Fórmula 3000. Um passo para trás, com o intuito de retornar ao circo.

De Cesaris desfila pelas ruas de Detroit: um incrível quarto lugar com o Rial
De Cesaris desfila pelas ruas de Detroit: um incrível quarto lugar com o Rial

História 2: Em 1987, o ex-dono da antiga equipe ATS, o alemão Gunther Schmid, se animou com o decisão de dar fim à era turbo para 1989 e decidiu montar um novo time para estrear já na temporada 1988: a Rial. Para o novo projeto, contratou o projetista Gustav Brunner, na época na Ferrari. Esteticamente, o modelo era chamado de “Ferrari Azul”. Para o cockpit, Schmid contratou De Cesaris. O carro era veloz, mas foi projetado com um tanque de combustível com capacidade reduzida. Por conta disso, apesar de Andrea flertar com os pontos em várias corridas no início de 1988, abandonava por pane seca.

A História Comum: Eis que Detroit chegou. Por um lado, a Rial contava com um carro veloz para De Cesaris. Do outro, a Minardi enfrentava uma crise. Giancarlo Minardi demitiu o espanhol Adrian Campos por baixo rendimento. Para correr ao lado do também espanhol Luis Perez-Sala, o chefe do time chamou Martini mais uma vez. O bom filho estava de volta. Após mais de dois anos, Pierluigi se viu no circo. E causou frisson logo nos treinos. Impetuoso, o italiano classificou a Minardi na 16ª posição, assombrosos 1s5 à frente de Perez-Sala, apenas o 25º. Do lado da “Ferrari Azul”, Andrea foi bem, alinhando seu Rial em 12º.

Graças a Martini, a Minardi conquistou seu primeiro top 6; time levou 52 GPs para isso
Graças a Martini, a Minardi conquistou seu primeiro top 6; time levou 52 GPs para isso

Na largada do GP dos Estados Unidos, De Cesaris conseguiu se manter na mesma posição do grid. Martini, por sua vez, completou a primeira volta em 18º. Logo no início, o destaque foi o piloto da Rial: na volta 8, Andrea superou o francês Phillipe Streiff (AGS). Na passagem seguinte, ultrapassou Nelson Piquet (Lotus). De Cesaris não parou por aí: na volta 13, ganhou a posição de Derek Warwick (Arrows). Com as quebras de Alessandro Nannini (Benetton) na volta 14 e de Nigel Mansell na volta 18, o italiano da Rial se via no surpreendente quinto lugar.

Enquanto De Cesaris surgia no top 5 na volta 19, Martini se encontrava num incrível sétimo posto. O italiano da Minardi também contou com as quebras para ascender em Detroit. Todavia, travou um duelo acirrado com René Arnoux (Ligier), ganhando a posição do francês na volta 14. Os dois italianos contaram com o abandono do compatriota Riccardo Patrese (Williams), na volta 26, para ganharem mais uma posição: Andrea era o quarto; Pierluigi, o sexto.

Nos Estados Unidos, De Cesaris conquistou os únicos pontos da Rial em 1988
Nos Estados Unidos, De Cesaris conquistou os únicos pontos da Rial em 1988

Na volta 35, Mauricio Gugelmin (March) deixou o GP. Assim, Martini assumiu o quinto lugar. Porém, De Cesaris estava distante dele. A partir daí, os italianos trataram de conservar seus equipamentos. Pierluigi foi mais cauteloso, e para assegurar a Minardi na zona de pontos, não resistiu ao ataque de Jonathan Palmer (Tyrrell). O inglês tirou o quinto lugar de Martini na volta 51, a 11 voltas do fim. Isso não importava: o que mais valia era o ponto, conquistado após 52 corridas. Festa para o time de Giancarlo Minardi. E comemoração também na escuderia de Gunther Schmid: três pontos após a sexta prova no circo.



Duas histórias, mas com algo em comum: Rial e Minardi marcaram seus primeiros pontos na Fórmula 1 em Detroit-1988. Também foram os únicos pontos conquistados pelas duas escuderias naquela temporada. Por isso, o GP dos Estados Unidos teve um sabor todo especial para os italianos De Cesaris e Martini.


fonte: Contos da F1 - Twitter Contos da F1 e Facebook Contos da F1

Matéria cedida gentilmente por Douglas Williams proprietário do Contos da F1

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O domingo negro de Monza

Quando relembramos os piores dias do automobilismo, sempre pensamos em corridas como Le Mans-1955, Bélgica-1960 (com a morte dos pilotos Harry Schell e Chris Bristow) e San Marino-1994. Porém, em 1933, tambem aconteceu um dos piores momentos da história do esporte a motor. No Grande Prêmio de Monza daquele ano, chamado de "o domingo negro", três dos maiores pilotos da Europa perderam suas vidas: Giuseppe Campari, Mario Umberto Borzacchini e Stanislaw Czaykowski.

O Grande Prêmio de Monza (Gran Premio di Monza) era uma corrida realizada no Autódromo Nacional de Monza, na Itália.  Na época, o traçado da pista era bem diferente do atual, não possuía chicanes e contava com um trecho oval, com inclinação de 21 graus.
O traçado misto possuía 5,793 km, enquanto o oval contava com 4,250 km.

O traçado de Monza em 1933 (wikipedia)


Após o terrível acidente ocorrido em 1928, onde Emilio Materassi e 27 espectadores morreram, o Grande Prêmio da Itália foi cancelado em 1929 e 1930. Não querendo abandonar a corrida naquela pista, o Grande Prêmio de Monza foi seu substituto durante esses anos. Mesmo depois que o GP da Itália voltou ao calendário, o GP de Monza foi mantido como uma prova separada.
 

Em 1933, os dois eventos foram disputados no dia 10 de setembro, uma vez que o circuito não esteve disponível mais cedo, devido a reformas. Pela manhã, o Grande Prêmio da Itália foi realizado. A corrida, com mais de 50 voltas, compreendeu ocircuito oval e também o misto. A prva teve iníco às 9:30 da manhã, com um grid de 19 carros. Após 2h 51m 4s, Luigi Fagioli, pilotando um Alfa Romeo P3, saiu vencedor.

O Grande Prêmio de Monza, no período da tarde, ocorreu apenas na pista oval . A prova foi dividida em três baterias eliminatórias curtas (com 14 voltas), seguidas por uma final mais longa (22 voltas). Os competidores foram divididos em três grupo, de acordo com o tamanho dos motores e os quatro primeiros de cada um deles poderiam alinhar-se para a final.

Aquele Grande Prêmio despertou grande interesse por parte dos espectadores, pois prometia uma feroz disputa entre Alfa Romeo, Maserati e Bugatti. Essa última havia preparado um novo motor de 2.8 litros, mas o diretor da equipe, Meo Costantini, explicou que a equipe oficial ainda não estava pronta para correr. Assim, apenas os pilotos com Bugattis particulares apareceram. Dentre eles, encontrava-se o conde polonês
Stanislaw Czaykowski.

A primeira bateria teve iníco às 14:00h. Uma breve garoa havia molhado um pouco a pista, mas a mini-corrida aconteceu mesmo assim e foi vencida por Czaikowsky, a uma velocidade de 181,56 km/h. O fato que mudaria a história da corrida aconteceu na sétima volta,quando a Alfa Romeo de Felice de Trossi quebrou um pistão e derramou cerca de 22 kg de óleo na entrada da Curva Sul.  


Guy Moll, que terminou a prova em segundo lugar, passou sobre a mancha de óleo e derrapou. Após a corrida, ele protestou sobre as condições perigosas naquela curva, exigindo que atitudes fossem tomadas. Durante o intervalo entre a primeira e a segunda bateria, a mancha de óleo foi limpa com vassouras e recebeu um revestimento de areia. Somente essas medidas superficiais foram tomadas.

Campari e Borzacchini eram os principais concorrentes da segunda eliminatória. O primeiro competiria com um Alfa Romeo P3, enquanto Borzacchini pilotaria o Maserati no qual Campari venceu o Grande Prêmio da França daquela temporada. Os dois carros tiveram seus freios dianteiros removidos, como era comum em pistas de alta velocidade.

Quando passaram pela Curva Sul, as rodas traseiras de seus bólidos deslizaram sobre a areia, que não deu aderência suficiente (embora algumas fontes digam que eles não chegaram a passar pelo local e o acidente se deu quando tentaram desviar do mesmo). Apesar de sua habilidade, Campari perdeu o controle do carro, o Alfa Romeo derrapou e virou várias vezes. Ele foi morto instantaneamente, esmagado pelo próprio carro.

Giuseppe Campari

Borzacchini, que vinha próximo, pisou no freio, mas também derrapou, passou por cima da borda da pista e seu carro virou. O piloto foi atirado para fora do cockpit, gravemente ferido. Ele ainda foi levado para o hospital, mas morreu logo depois. Castelbarco também derrapou e teve a sorte de sair somente com escoriações. Barbieri, que teve mais tempo para reagir, trouxe seu Alfa para dentro e saiu ileso.

O Maserati de Borzacchini após o acidente

Apesar do acidente gravíssimo, que não pôde ser visto pelo público, a corrida foi continuada, com apenas três carros na pista. Apenas mais tarde, quando Barbieri voltou caminhando de volta aos boxes, a tragédia foi anunciada ao público. Renato Balestrero venceu, seguido por Lelio Pellegrini e pela pilota Hellé Nice. 
 
Depois de muita discussão entre pilotos e organizadores, foi decidido, acreditem, realizar a terceira eliminatória! Com mais de duas horas de atraso, cinco pilotos participaram. Marcel Lehoux, em seu Bugatti T51, venceu após 14 voltas, à frente de Pietro Ghersi, também de Bugatti, e Clemente Biondetti da MB-Speciale.

Para a corrida final, 11 pilotos alinharam no grid. Czaikowsky assumiu a liderança, à frente da Lehoux. Porém, o domingo negro ainda não havia terminado e, na décima volta, o Bugatti do polonês derrapou, passou por cima da borda, virou várias vezes e caiu de cabeça para baixo, prendendo o piloto. O carro pegou fogo imediatamente e apenas o corpo carbonizado do polonês foi recuperado dos destroços. Só então a corrida foi interrompida.  

No momento da paralisação, a ordem era: Lehoux (Bugatti), Moll (Alfa Romeo), Bonetto (Alfa Romeo), Straight (Maserati), Balestrero (Alfa Romeo), Biondetti (Maserati), Ghersi (Alfa Romeo), Cornaggia (Alfa Romeo) e Hellé Nice (Alfa Romeo).  

A revista alemã "Auto, Motor und Sport" escreveu que, para estabelecer a responsabilidade por esses acidentes, a Procuradoria Real de Milão abriu uma investigação. Segundo um inquérito realizado por três peritos, houve uma mudança nas condições da pista durante a corrida, mas a aderência dos carros foi diminuída devido a perdas de óleo e pneus desgastados. As manchas de óleo na Curva Sul foram limpas pela administração e cobertas com areia. Além disso, os gestores haviam solicitado aos pilotos, por escrito, para serem cuidadosos naquele local. Assim, o juiz descartou qualquer responsabilidade por parte dos organizadores da corrida de Monza!

Tazio Nuvolari, um dos maiores pilotos de todos os tempos, havia disputado o GP da Itália e também deveria correr o GP de Monza, ficando de fora devido ao estado ruim de seus pneus. Devido a esta circunstância, ele não esteve envolvido. Tazio ficou profundamente abalado e passou a noite inteira ao lado do corpo de seu amigo Borzacchini.

Em homenagem a Borzacchini, o circuito de Magione, na província de Perugia, próximo de onde ele nasceu, foi renomeado como "Autódromo Mario Umberto Borzacchini". Aqui, cabe uma curiosidade: o nome de batismo de Borzacchini era "Baconino Francesco Domenico". Em 1930, sob o governo de Benito Mussolini, o piloto foi pressionado a correr com um nome italiano (Mario Umberto) porque, ao nascer, seus pais lhe deram o nome de um ativista socialista russo (Mikhail Bakunin).

A tragédia levou ao fim do circuito original de Monza. Várias chicanes foram construídas e o oval foi abandonado, tendo somente a sua parte sul utilizada, em combinação com o circuito misto, até ser demolido em 1939.


Monza após 1933 (wikipedia)


Após o domingo negro, o Grande Prêmio de Monza só retornou em 1948, sendo disputado até 1952. A primeira dessas edições foi uma corrida de Fórmula-1 e as outras de Fórmula-2. Nenhum deles contou para o Campeonato Mundial.
 

Eis algumas cenas da corrida:



http://formula-2.blogspot.com.br/

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McLaren - Honda


Honda e a Mclaren????

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Massacre Vermelho

Caros Amigos do GP Expert,

E Barcelona já foi! Não foi tão ruim como eu esperava, mas longe de ser tão bom. Tivemos ultrapassagens e brigas, mas falta algo lá que não dá gosto as corridas.Mas isto pouco importa agora.

O que vale é que a Ferrari massacrou a concorrência. Foi a mais rápida em todo no fim de semana, menos na classificação, onde a Mercedes prevaleceu, mas como sempre afundou.

Alonso com um ritmo de corrida imbatível, fez seu papel e ganhou fácil. Tão bom o ritmo de corrida da Ferrari, que Felipe Massa largou em nono e chegou no pódio. Alonso e a Ferrari passam a ser os grandes favoritos ao título e não há por que pensar em algo diferente.

No meio das Ferraris, ficou o inteligente e confiável Kimi Raikkonen, que de pouco em pouco, vai se mantendo na briga do título.

Em contra partida, uma RBR esquálida apareceu em Montmeló. O Fraco desempenho é atribuído ao elevado desgaste de pneus que o carro tem, mas ninguém sabe se é só isso. Se realmente o carro é bom e o problema são os pneus, veremos em Mônaco.

Por falar em pneus, o que dizer da Mercedes? É muito triste ver uma equipe fazer uma primeira fila com tanta autoridade e ser tão lenta na corrida.Hamilton e Rosberg não merecem esse sofrimento.

A Mclaren continua mal e este ano está perdido, não há mais esperança. O melhor agora é focar em 2014 e também no projeto Honda- 2015. Em compensação a Force India é a boa surpresa de 2013, mas quero o que vai fazer em Mônaco.

Para Finalizar, quero fazer algumas críticas.

Primeiramente, foi dito na TV que o terceiro lugar de Massa era uma "grande alegria para o Brasil". Pois bem, o resultado foi bom, mas grande alegria?

Para quem viu Senna e Piquet fazerem história na F1, devemos ficar tão contentes assim, com um terceiro lugar de um piloto que não vence uma corrida a quase 5 anos?!

Massa que me dá alegria nos finais de semana, atualmente, só o Macarrão!

Seguidamente, a falta do grande Reginaldo Leme as transmissões de F1. Além da Classe e Educação de Regi, o cara tem mais de 40 anos de F1, isso não se joga fora. Muito menos, pela participação pouco construtiva de Rubens Barrichello na transmissão.(Com todo respeito que Rubinho merece).

Finalmente, Mariana Becker dá um banho neste novo repórter (meu xará) que foi colocado. Ela sabe como proceder. Casou bem com o estilo da F1.

Volta Reginaldo! Volta Mariana!
Abraços and keep yourself Alive!



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Onde está o Kimi?



Para descontrair um pouco, fica esta bela ilustração do Pilotoons, e como o título já sugere onde Está o Kimi?

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Comparativo entre McLaren Honda e McLaren Mercedes

Com o anuncio da volta da Honda como fornecedora de motores para a McLaren uma união vencedora volta a F1. Veja um comparativo entre a era Honda e a era Mercedes e veja a McLaren está fazendo a coisa certa ou não.

fonte: Revista Warm Up

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Grande Prêmio de Mônaco de 1983



Após quatro Grandes Prêmios, a disputa estava acirrada entre Nelson Piquet e os franceses Alain Prost e Patrick Tambay na briga pela liderança do campeonato, com o brasileiro e o representante da Renault empatados na liderança do campeonato. Até poucos anos antes, os motores turbo sofriam horrores nas tortuosas curvas de Mônaco, mas já em 1982 isso tinha ficado no passado quando o duo da Renault dominou a prova. Para perdê-la por erros dos seus pilotos. Por isso, o trio Renault-Ferrari-Brabham lutaria pela ponta da corrida monagasca, mas o atual campeão Keke Rosberg e seu Williams com o velho Cosworth tentariam se sobressair nos circuitos travados e de rua, como o finlandês havia feito em Long Beach e em Mônaco não seria diferente.

Porém, os pilotos equipados com motores turbo dominaram na quinta-feira, primeira dia útil do GP de Mônaco, com Prost e Arnoux bisando a dobradinha da primeira fila de 1982. O primeiro carro aspirado era o de Rosberg numa boa quinta posição, logo à frente de Piquet. A previsão de tempo para todo o fim de semana era de instabilidade climática e quem acabaria sofrendo bastante com isso seria a McLaren. John Watson e Niki Lauda não conseguiram acertar seus carros com os pneus Michelin e por isso ficaram apenas em 22º e 23º na quinta-feira. Porém, como ficara provado em Long Beach, quando Watson e Lauda conseguiram uma dobradinha depois de largarem fora do top-20, os experientes pupilos de Ron Dennis teriam uma chance de se recuperar no sábado. Teria. Os dois acertaram bem seus carros no sábado pela manhã durante os treinos livres, mas a chuva apareceu com força à tarde, fazendo impossível que os pilotos melhorassem seus tempos de quinta-feira. Como naquele tempo só largavam vinte carros, Lauda e Watson teriam que ver a corrida pela TV.

Grid:
1) Prost(Renault) - 1:24.840
2) Arnoux(Ferrari) - 1:25.182
3) Cheever(Renault) - 1:26.279
4) Tambay(Ferrari) - 1:26.298
5) Rosberg(Williams) - 1:26.307
6) Piquet(Brabham) - 1:27.273
7) De Cesaris(Alfa Romeo) - 1:27.680
8) Laffite(Williams) - 1:27.726
9) Jarier(Ligier) - 1:27.906
10) Warwick(Toleman) - 1:28.017

O dia 15 de maio de 1983 estava chuvoso e carrancudo no principado comando pela família Grimaldi. Porém, não era nenhuma tempestade e mesmo o warm-up sendo realizado com pista molhada, proporcionando momentos de escapadas e derrapagens controladas dos pilotos, quando o momento do sinal verde se aproximava, apenas uma garoa caía em Monte Carlo. Era hora das apostas. Pneus para pista seca ou molhada? Os líderes resolveram ser convencionais e montaram seus pilotos com pneus para pista molhada, mas Williams, Marc Surer da Arrows e Derek Warwick da Toleman resolveram arriscar e largaram com pneus para pista seca. Foi o início de uma vitória histórica da Williams! Mesmo com a pista escorregadia, Rosberg pulou de quinto para segundo ainda antes da St. Devote, enquanto Arnoux largava muito mal, chegando a atrapalhar Piquet. Cheever pula para segundo por um momento, mas quando vê um Rosberg voador, se assusta e tira seu carro da frente. 

Ainda no descorrer da primeira volta Rosberg deixou Prost para trás e não seria mais incomodado por ninguém. A pista secava a olhos vistos e quem apostou nos pneus slicks, mesmo sendo bastante perigoso num primeiro momento, começaria a colher os frutos rapidamente. Após ultrapassar Tambay, Arnoux assume o terceiro posto quando deixa Cheever para trás na volta 3, bem distante do seu rival Prost, totalmente isolado em segundo. Nessa mesma volta Piquet percebe o erro tático de sua equipe e vai aos boxes colocar pneus slicks, enquanto Laffite, na outra Williams, passava com facilidade pelas duas Ferraris. E o francês só não fez o mesmo com Prost porque ele foi aos boxes colocar os pneus corretos da ocasião. Arnoux continuava com seu início ruim de temporada ao bater na saída do túnel, destruindo sua corrida como no ano anterior: errando sozinho.

Quando todos na pista estavam com os mesmos pneus, os quatro pilotos que largaram com pneus slicks dominavam a prova, com Rosberg, Laffite, Surer e Warwick, nessa ordem. O primeiros dos pilotos que pararam nos boxes era Prost, com Piquet, que foi um dos primeiros a parar e por isso ganhara bastante terreno, logo atrás. Com os pneus corretos, Prost e Piquet tiraram a diferença para Warwick, que vinha se aproximando da Arrows de Surer. Na volta 21, Piquet realiza uma ultrapassagem audaciosa sobre Prost dentro do túnel e sempre que o Galvão diz que viu isso apenas uma vez, quando Mansell ultrapassou o próprio Prost em 1991, me pergunto que o narrador global faltou a corrida de 1983... Agora com Piquet liderando, o duo se aproximou definitivamente de Warwick que, pressionado, partiu para cima de Surer. Os quatro passaram a correr colados, mas sem muitas chances de ultrapassagem entre eles. Por volta da 50º passagem, haviam poucos carros (11) na pista e Surer se aproximava da Tyrrell de Danny Sullivan para colocar uma volta no americano. Nesse momento Piquet, como ele próprio afirmou após a corrida, deu um espaço para esfriar seu carro, superaquecido após andar tanto tempo colado na traseira do seu antigo rival da F3 Warwick. Vendo a indecisão de Surer em ultrapassar Sullivan, Warwick resolveu arriscar na entrada da St Devote, mas tudo acabaria numa grande asneira do inglês. Warwick bate seu pneu dianteiro direito na roda traseira esquerda de Surer, fazendo o suíço bater muito forte, de frente, no guard-rail. Milagrosamente Surer sai inteiro do acidente, mesmo tendo seu Arrows bastante danificado, enquanto Warwick dá uma guinada para a direita, indo para a área de escape, uma das poucas, da St. Devote. Sua corrida também estava terminada ali.

Piquet tem a sorte de campeão de estar a uma distância segura do engodo e sai ileso do acidente, seguido por Prost, enquanto Surer e Warwick lamentavam a chance perdida de uma ótimo resultado para as suas medianas equipes. Porém, a sorte de Piquet e Prost ainda não havia terminado. Dezoito segundo atrás do seu companheiro de equipe, Laffite entra nos boxes na volta 54 bem lentamente e quando se aproximou do pit da Williams, ele acenou com os braços, identificando um problema terminal no câmbio. Quando Patrese abandonou na volta 64 com problemas elétricos, haviam apenas sete carros rodando naquele Grande Prêmio de forma bem espalhada e foi assim até o final. Keke Rosberg foi soberano e conquistou sua segunda vitória na carreira com enorme categoria, enquanto Piquet e Prost, bafejados pela sorte, conseguiram um pódio que os mantinham na briga pelo título, agora com Piquet desempatando a disputa a seu favor. Numa prova discretíssima, Tambay finalizou em quarto e mostrando a corrida se sobrevivência de trinta anos atrás, Danny Sullivan e Mauro Baldi completaram a zona de pontuação com duas voltas de atraso cada. Este seria os únicos pontos marcados por Sullivan na F1, enquanto o sétimo colocado, Chico Serra, encerrava melancolicamente sua carreira na F1 que parecia tão promissora pelo o que fizera nas categorias de base. Muitos ainda reclamavam do título de Rosberg em 1982, com apenas uma vitória, mas com uma pilotagem espetacular, junto com a sorte e o senso estratégico de todo campeão, Keke mostrava que estava entre as estrelas da F1 da época.

Chegada:
1) Rosberg
2) Piquet
3) Prost
4) Tambay
5) Sullivan
6) Baldi 

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