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Dança da chuva

Caros Amigos do Gpexpert,

Teremos nesse domingo temos Malásia, a expectativa é a mesma.Menos de 20 carros, domínio da Mercedes e vitória de Hamilton,Se Lewis era favorito em Melbourne, esse fim de semana muito mais.A F1 está na berlinda esse ano por culpa dos altos gastos e pela mudança dos motores.Embora tentou buscar uma proximidade as inovações dos carros de rua com os motores híbridos e dar uma resposta as questões ecológicas, tomou os pés pelas mãos.Um motor extremamente caro, complexo e afônico.Um motor que só a Mercedes acertou a mão e por isso domina a F1 e se não houver mudanças de regulamento,tudo fica como está,mas deve se punir que foi mais eficiente?
Talvez a única esperança neste fim de semana, seja uma chuva, não que isso tire a corrida de Hamilton,pois ele é ótimo na chuva, talvez seja pior para Rosberg, mas é a única chance do imprevisível acontecer.
A chance de chuva é menor,já que a corrida será mais cedo que foi nos últimos anos.Vamos aguardar.
Abraços and keep yourself alive!

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Grande Prêmio do Brasil de 1995

A triste temporada de 1994 havia deixado marcas eternas na F1 e os carros estavam bem diferentes quando a F1 chegou à Interlagos para a primeira corrida de 1995. O downforce dos carros havia diminuído drasticamente e os carros voltavam a derrapar como há muito não se via, causando alguns transtornos na pré-temporada, com várias rodadas. A segurança dos bólidos também estava reforçada, particularmente nas laterais do cockpit. Entre os pilotos, apenas Pedro Paulo Diniz era um verdadeiro novato, pois Andrea Montermini, Mika Salo, Domenico Schiattarella e Taki Inoue participaram de pelo menos uma corrida em 1994. Diniz, por sinal, correria pela equipe Forti Corse, de algum sucesso nas categorias de base, mas que só ascendeu à F1 em 1995 graças ao investimento da família Diniz na equipe. O carro, totalmente amarelo, era muito ruim, o mesmo acontecendo com Pedro Paulo Diniz, que teria ao seu lado o veterano Roberto Moreno fazendo um papel de tutor para o brasileiro.

Durante a pré-temporada, a Jordan surpreendeu ao conseguir liderar algumas sessões, fazendo com que Rubens Barrichello criasse uma expectativa para que ele pudesse levar novamente o Brasil para os primeiros lugares na F1. Contudo, parodiando o que se diz no futebol, 'treino é treino, corrida é corrida'. Aquela atitude de Rubens, com o apoio da Rede Globo, fez com que o piloto brasileiro passasse, com o tempo, a ser uma piada ao longo dos anos. Por sinal, esse Grande Prêmio do Brasil teria um clima cinzento e nostálgico, pois era a primeira corrida brasileira sem Ayrton Senna, morto praticamente um ano antes. Isso fez com que as arquibancadas estivessem vazias nos dois primeiros dias de treinos, mas o público retornou com força no domingo. Não haviam grandes mudanças nas equipes de ponta, com Damon Hill (Williams) e Michael Schumacher (Benetton) sendo os grandes favoritos ao título de 1995, com seus companheiros de equipe (David Coulthard na Williams e Johnny Herbert na Benetton), como coadjuvantes de luxo. Nigell Mansell correria pela McLaren, mas o inglês se provou largo demais para o cockpit do carro e seria substituído por Mark Blundell. Ron Dennis, que nunca gostou de Mansell (e a recíproca era verdadeira), ficou muito irritado pela exposição de sua equipe daquela forma.

Se havia expectativa com a Jordan, a realidade apareceu nos treinos, com Williams e Benetton dominando o pelotão. O recapeamento de Interlagos, para diminuir as ondulações, não surtiu o efeito desejado e os pilotos reclamaram bastante justamente das ondulações, que fizeram foi aumentar. Schumacher sofreu um forte acidente na sexta, mas o alemão se recuperou e foi o mais rápido no sábado, mas o piloto da Benetton foi incapaz de superar o ótimo tempo feito por Damon Hill na sexta-feira e o inglês da Williams ficou com a pole. Passando a utilizar motores Renault, a Benetton parecia ainda mais forte, mesmo com a Williams mostrando um carro bem mais estável. Para desgosto do público brasileiro, Barrichello decepcionou nos treinos e largaria em 15º, tomando mais de 1s do seu companheiro de equipe, Eddie Irvine.

Grid:
1) Hill (Williams) - 1:20.081
2) Schumacher (Benetton) - 1:20.382
3) Coulthard (Williams) - 1:20.422
4) Herbert (Benetton) - 1:20.888
5) Berger (Ferrari) - 1:20.906
6) Alesi (Ferrari) - 1:21.041
7) Hakkinen (McLaren) - 1:21.399
8) Irvine (Jordan) - 1:21.749
9) Blundell (McLaren) - 1:21.779
10) Panis (Ligier) - 1:21.914

O dia 26 de março de 1995 estava muito nublado em São Paulo, trazendo um aspecto ainda mais sombrio para aquela corrida. A conhecida festa nas arquibancadas para Senna estava longe de acontecer naquele dia cinzento de 1995. Uma série de homenagens foram feitas e Rubens Barrichello, ainda em sua luta para ser o novo darling da torcida brasileira, correu com um capacete especial, tendo o famoso desenho de Senna no seu capacete. Na luz verde, Damon Hill não aproveitou sua pole e foi ultrapassado por Schumacher ainda na curva um, enquanto Herbert também largava mal e perdia três posições. Fora um toque entre Panis e Katayama, que ocasionou o abandono do francês, a largada foi tranquila.

Damon Hill tentou um ataque em cima de Schumacher, mas como acontecera em Adelaide, o alemão fechou a porta, porém o inglês segurou a onda e preparou o bote para mais tarde. Os dois primeiros colocados começaram a aumentar a vantagem para o terceiro colocado Coulthard, que corria doente, com uma amidalite. Apenas na décima volta de 71, Schumacher colocou a primeira volta em Diniz, mostrando o quão lento eram os carros italianos. Além do próprio brasileiro... Diniz acabaria a corrida em último sete voltas atrás do vencedor da corrida. A pré-temporada tinha visto muitos problemas mecânicos e na corrida em Interlagos não foi diferente, com quebras, logo no começo da prova, de Frentzen, Irvine e Katayama. Porém, a quebra mais triste do dia se deu na volta 17, com Barrichello encostando o seu Jordan no box com problemas de câmbio, numa prova totalmente sem brilho do que seria o anfitrião da festa. Mesmo correndo juntos, Williams e Benetton estavam numa estratégia diferente, com Schumacher tendo que forçar, pois teria que parar três vezes, no que Hill se mantinha numa ótima situação, pois o inglês pararia apenas duas vezes.

Schumacher fez sua primeira parada na volta 18 e o alemão acabou perdendo tempo, quando teve que desviar da Jordan quebrada de Barrichello. Hill aproveitou a pista livre para acelerar e quando o inglês fez sua primeira parada, ele voltou à frente de Schumacher. Várias equipes tiveram problemas nos pit-stops, em especial a Ferrari, que liberou Berger enquanto um mecânico ainda terminava de apertar uma porca, fazendo com que o austríaco perdesse muito tempo. Um precioso tempo. Mesmo um pouco mais pesado do que Schumacher, Hill aumentava a vantagem sobre o alemão, mas na volta 30 o piloto da Williams perdeu rendimento e na volta seguinte, acabou abandonando com problemas de câmbio. Schumacher liderava com boa margem sobre Coulthard, enquanto um surpreendente Mika Salo ficava em terceiro, mas 40s atrás da Williams, porém à frente de Hakkinen e das duas Ferraris. Contudo, Salo ainda não estava plenamente acostumado com os desafios físicos que um carro de F1 impunha em 1995 e passou a ter câimbras e logo foi alcançado pelo compatriota Hakkinen. Salo acabaria rodando e perdendo um tempo precioso, que fatalmente o colocaria na zona de pontuação no final do dia. Berger fazia uma boa corrida de recuperação e ultrapassa seu companheiro de equipe Alesi durante a segunda rodada de paradas. 

Antes de fazer sua terceira e última parada, Schumacher ainda teve tempo de marcar a volta mais rápida da corrida e mesmo retornando à pista na frente de Coulthard, o alemão manteve um ritmo forte para receber a bandeirada com 11s de vantagem sobre o escocês. Na briga pelo último lugar do pódio, Hakkinen foi surpreendido por um problema incomum: um pássaro estragou sua asa traseira e o finlandês perder muito do equilíbrio do seu McLaren. Berger aproveitou o infortúnio de Hakkinen para assumir o terceiro lugar nas voltas finais, mas o austríaco terminou uma volta atrás de Schumacher. Havia sido um domínio de Schumacher e dos motores Renault, mas havia um grave problema acontecendo nos bastidores. Antes das corridas, as fornecedoras de combustível mandavam amostras de gasolina para a FIA e era homologada. Após os treinos, a Elf, fornecedora de Williams e Benetton, teve problemas com a gasolina, fazendo com que uma nova especificação de gasolina fosse apresentada à FIA, mas isso não era legal. Isso fez com que Schumacher e Coulthard fossem desclassificados após a corrida, com Berger chegando a estourar o champanhe da vitória nos boxes da Ferrari, já de noite. Após muita polêmica (mais uma, após um 1994 cheio de polêmicas com desclassificações por vários motivos), a FIA resolver apenas multar a Elf, Williams e Renault, mas manteve o resultado da pista. Depois de um 1994 tão cheio de problemas, Schumacher começava a defender seu título... com mais problemas extra-pista!

Chegada:
1) Schumacher
2) Coulthard
3) Berger
4) Hakkinen
5) Alesi
6) Blundell 

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Grande Prêmio do Brasil de 2000


Faziam seis anos que o Brasil não sentia o gostinho de um compatriota seu ganhar o Grande Prêmio local. Após a morte de Senna, Rubens Barrichello sempre competiu em equipe pequenas e nunca teve chances reais de vencer a corrida em Interlagos, que ficava muito próximo a sua casa. Agora na Ferrari, o povo brasileiro se vestiu de vermelho e pintou de rubro as arquibancadas de Interlagos, na esperança de Barrichello derrotar as McLarens e, principalmente, Michael Schumacher, que jogou uma pelada no Maracanã, mas toda a mídia tratou de antipatizar ainda mais o alemão frente ao público brasileiro. Para muitos, se quisesse vencer, Barrichello teria que ganhar do alemão.

Porém, o que marcou aquela corrida no Brasil foi o vexame que aconteceu durante a Classificação. Os pilotos tinham pressa em tentar marcar um tempo, pois os céus paulistanos eram ameaçadores e chuva poderia cair a qualquer momento. Quando a dupla da McLaren já ponteava o treino, uma placa de publicidade caía suavemente dentro da pista, provocando a primeira bandeira vermelha. Quando a pista foi liberada, todos os pilotos foram à pista na medida em que o céu ficava cada vez mais escuro, mas outra placa publicitária caiu e o pano vermelho foi novamente mostrado. Placa recolocada, Barrichello estava com parciais que lhe dariam a pole, quando uma terceira placa publicitária caiu bem no momento em que Alesi vinha a toda na reta. O francês ainda atingiu a placa da Marlboro e o treino foi interrompido mais uma vez. De forma inacreditável, Galvão Bueno disse que a placa da Marlboro poderia cair, pois era ela quem pagava o salário de Barrichello... Me poupe! Como castigo, a chuva finalmente veio e o brasileiro ficou em 4º, frustrando a torcida brasileira e deixando os organizadores embaraçados, inclusive com acusações de sabotagem de grupos políticos querendo derrubar Celso Pitta da prefeitura. Houve ameaças de Interlagos sair do calendário, mas muito mais do que sabotagem, ficou evidente a falta de cuidado no qual a cidade de São Paulo tinha com seu autódromo na época.

Grid:
1) Hakkinen (McLaren) - 1:14.111
2) Coulthard (McLaren) - 1:14.285
3) M.Schumacher (Ferrari) - 1:14.508
4) Barrichello (Ferrari) - 1:14.636
5) Fisichella (Benetton) - 1:15.375
6) Irvine (Jaguar) - 1:15.425
7) Frentzen (Jordan) - 1:15.455
8) Villeneuve (BAR) - 1:15.484
9) Button (Williams) - 1:15.490
10) Zonta (BAR) - 1:15.515

O dia 26 de março de 2000 estava quente e nublado, havendo inclusive chance da chuva que atrapalhou a Classificação poder voltar durante a corrida. Desde os tempos de Senna, Interlagos não via tanta gente nas suas arquibancadas e todo o público tinha uma certeza: Barrichello colocaria Schumacher no bolso e venceria na frente de ua torcida, ávidos por uma vitória consagradora do brasileiro, que ainda perseguia sua 1º vitória na F1. Desde os primeiros treinos, ficava claro e evidente que a vitória ficaria entre os pilotos de McLaren e Ferrari, que dominavam as duas primeiras filas e uma boa largada seria essencial. Por isso, Schumacher partiu com tudo para cima de Coulthard e como o escocês deixou seu carro patinar, o alemão já estava em 2º antes da primeira curva. Hakkinen cruzou a primeira volta em primeiro, mas com Schumacher em seu vácuo e numa clássica manobra de ultrapassagem em Interlagos, o alemão deixou o piloto da McLaren para trás no final da reta dos boxes, enquanto mais atrás Barrichello fazia exatamente a mesma coisa com Coulthard, assumindo a 3º posição.

Imediatamente Schumacher passou a imprimir um ritmo alucinante e em poucas voltas tinha uma diferença significativa para Hakkinen, que tentava segurar Barrichello, que o pressionava fortemente. O brasileiro chegou a errar e perder a 3º posição para Coulthard, retomando logo depois. Com o tempo, estava ficando claro que as duas Ferraris estavam mais leves e parariam mais cedo, mas enquanto Schumacher fazia sua parte, Barrichello era atrasado por Hakkinen. Apenas na 15º volta, o brasileiro consegue assumir a 2º posição, mas já estava incríveis 16s atrás do companheiro de equipe. Schumacher, confirmando as expectativas, pára cedo e indica sua estratégia de três paradas.

Após sua parada nos boxes, Barrichello estava em 4º, mas seu acelerador passou a não funcionar direito. Para piorar, outros acionamentos hidráulicos começaram a falhar e na volta 28, após um pequeno incêndio, o piloto brasileiro encostou no box da Ferrari para abandonar. Parte da torcida brasileira, frustrada, também abandonava Interlagos. E uma quebra começava a cair na boca das equipes de F1: problema hidráulico. Porém, nem tudo era ruim para a Ferrari, quando Mika Hakkinen chega aos boxes lentamente quatro voltas mais tarde para abandonar mais uma vez, ficando zerado em pontos. Para melhorar a vida de Schumacher, o segundo colocado Coulthard estava tendo problemas de câmbio, já tendo perdido a primeira e a terceira marchas.

Lá na frente, Schumacher estava sem pressão, mas ainda assim andando muito rápido e fixando o recorde da pista de Interlagos de então e após sua última parada, Michael tinha uma vantagem confortável e venceu com enorme tranquilidade, liderando o campeonato com 100% de aproveitamento. Coulthard marcava os primeiros pontos da McLaren, mas a vistoria após a corrida indicou que vários carros estavam irregulares, inclusive a Ferrari de Schumacher e a McLaren de Coulthard. Contudo, apenas a McLaren do escocês foi punida por estar com o aerofólio baixo demais e o escocês, assim como a equipe de Ron Dennis, saía do Brasil com as mãos abanando. Com a desclassificação de Coulthard, um jovem inglês de 20 anos marcava um ponto pela primeira vez na F1. Seu nome? Jenson Button.

Chegada:
1) M.Schumacher
2) Fisichella
3) Frentzen
4) Trulli
5) R.Schumacher
6) Button

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Sem sal

Caros Amigos do Gpepxert,

E finalmente começou a temporada de 2015.Começou e não bem, Começou deflagrando muitos problemas.Bom, começou, mas parece que estava  terminando.
A corrida não foi a pior de todas,principalmente levando em conta os 15 carros que participaram e apenas 11 terminaram.Com esse número, o nível de cobrança nem deve ser tão alto. Terminar 11 carros em uma primeira corrida não é nada de tão anormal,afinal estamos na primeira etapa e são carros novos.O problema é que 5 nem sequer largaram.Já logo de cara as duas Lotus ficaram fora, ficamos com 13. 
Pela falta de carros tivemos poucas brigas e por consequência poucas batidas.Com isso outro problema apareceu, o excesso de durabilidade dos pneus.Quase todos fizeram uma troca só,com isso tivemos poucas variações de estratégias.Só Raikkonen foi a duas paradas e poderia dar certo , mas a Ferrari tirou qualquer possibilidade do finlandês.Onde estão os pneus agressivos que a Pirelli iria usar 2015?
Não Obstante a isso, o pior de tudo foi o domínio da Mercedes, foi maior que em 2014, e principalmente, a apatia de Nico Rosberg.Que corrida inexpressiva do Alemão!A corrida deixou claro algumas coisas.Hamilton será tricampeão, sem dúvidas,Rosberg só ganha corridas se Hamilton tiver problemas, e que a Mercedes pode vencer todas corridas do ano.Prognóstico terrível para o ano.
E a Mclaren?O que dizer de um carro 3 segundos mais lentos que os mais rápidos e com um motor que não dura nada?Eu ainda confio nos japoneses, mas por quanto tempo? E a paciência de Alonso?
O que se salvou da corrida foi a Sauber e principalmente Nasr, não foi tão brilhante como a imprensa pintou devido a falta de carros, mas fez bem seu papel, nunca é ruim ser quinto na estreia.Que não seja uma aparição isolada.
Massa vinha na dele,nada de brilhante, teve uma tática errada de box e Vettel. numa Ferrari que evoluiu, usou da esperteza para chegar ao pódio.Não foi o fim do mundo para Massa.
A RBR foi outra decepção, o Motor Renault traiu Kvyat e fez Ricciardo andar mais atrás que o normal.Hoje a equipe está no nível da STR, que esperava fazer seus pontos com Verstappen,mas viu um surpreendente Sainz chegar aos pontos, eu não esperava tanto do espanhol.
RBR,STR, Sauber e Button-Perez-Kimi proporcionaram os eventos  da corrida já que nem me Lembro de Hulkenberg na corrida e as Mercedes já tinham um script pronto para domingo.
E foi isso, a F1 começou e deixou uma impressão muito ruim.Se for assim, os problemas para a categoria só aumentarão, que a Austrália tenha sido apenas um lapso e que estejamos muito errados pelas perspectivas.
 Abraços and keep yourself alive!

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Pé no Freio

Bom meus amigos do GP Expert é hora de colocar um pouco o pé no freio, na verdade já venho fazendo isso a um bom tempo. É triste para mim ter que diminuir a velocidade aqui do site, claro que alguns colaboradores ainda continuarão por aqui e eu mesmo continuarei aqui, mas, não terei tanto tempo para administrar o site vou me concentrar em novos projetos que comecei a desenvolver, hoje não disponho mais de tanto tempo livre que tive nos últimos anos para poder montar o site, mas a enciclopédia tanto da F1 quanto da Formula E irei procurar manter sempre com novos dados.

E se você estiver afim de ser um colaborador do GP Expert me envie um e-mail, terei o maior prazer em ter mais um parceiro quer dizer mais um amigo aqui no GP Expert. 

Que fique bem claro este não é o fim do GP Expert e só uma diminuição na minha contribuição em notícias e em postagens, mas a enciclopédia estará funcionando, portanto meus amigos, até breve !


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Meu Momento Senna


Todo mundo deve ter um momento Senna. E esse Momento foi do Ex-piloto de F1 Érik Comas. Que foi salvo por ele, o Senna... Uma Homenagem para o nosso querido Ayrton Senna! Espero que tenha gostado do Vídeo.

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Grande Prêmio da Austrália de 2000

A F1 ia para Melbourne para a sua primeira corrida do ano 2000 com a mesmo expectativa dos dois anos anteriores, onde McLaren e Ferrari dominaram o campeonato, sempre com vantagem para Mika Hakkinen e a McLaren. Porém, haviam novas peças naquele tabuleiro da frente. A McLaren continuava com a mesma dupla de pilotos (Hakkinen e Coulthard) desde 1997 e fez uma pré-temporada marcada pela velocidade e a inconfiabilidade. Era esperado que os problemas da McLaren fossem sanados à tempo, enquanto que na Ferrari, que fez seus testes praticamente sozinha em suas pistas na Itália, a novidade era a chegada de Rubens Barrichello à equipe, após uma ótima temporada na Stewart em 1999. O brasileiro chegou com a expectativa de repetir o desempenho do seu ídolo Ayrton Senna, que chegou na McLaren em 1988 sendo campeão, mas Michael Schumacher mostrou quem mandava ao ser mais rápido do que seu companheiro de equipe em todos os testes na Itália, mas Barrichello sempre reivindicaria uma melhor posição dentro da Ferrari.

A Jordan tinha feito uma excelente temporada em 1999 e manteve Heinz-Harald Frentzen, para muitos, o melhor piloto de 1999, e trouxe o promissor Jarno Trulli. A Stewart foi comprada pela Ford e agora era conhecida como Jaguar, num dos carros mais belos daquele ano e tendo Eddie Irvine como primeiro piloto, após vários anos do irlandês ficando na sombra de Schumacher na Ferrari. A Williams teria o novíssimo motor BMW, mas também estrearia o jovem Jenson Button, de apenas 20 anos e uma temporada no automobilismo, onde foi terceiro na F3 Inglesa. Outro estreante era Nick Heidfeld, protegido da Mercedes e então campeão da F3000, na equipe de Alain Prost.

Os primeiros treinos indicaram que a pole seria decidida entre os quatro pilotos de Ferrari e McLaren, com Schumacher tendo uma ligeira vantagem após marcar o melhor tempo do final de semana no último treino livre, mas o alemão teria que correr com o carro reserva, após um acidente no final dessa mesma sessão. Esse lapso de Schumacher foi aproveitado por Hakkinen, que logo após a metade do treino de classificação fez o melhor tempo do dia. Schumacher foi atrapalhado em suas últimas duas tentativas e acabou na segunda fila, também superado por Coulthard, que errou em sua última volta rápida e a bandeira amarela resultante acabou fazendo Schumacher perder sua volta mais rápida, que possivelmente lhe daria a pole. Rubens Barrichello, em sua primeira sessão de classificação em uma equipe grande, ficou em quarto após sair da pista em sua melhor volta, enquanto era seguido pela dupla da Jordan, Irvine e Villeneuve, num grid sem muitas surpresas.

Grid:
1) Hakkinen (McLaren) - 1:30.556
2) Coulthard (McLaren) - 1:30.910
3) M.Schumacher (Ferrari) - 1:31.075
4) Barrichello (Ferrari) - 1:31.102
5) Frentzen (Jordan) - 1:31.359
6) Trulli (Jordan) - 1:31.504
7) Irvine (Jaguar) - 1:31.514
8) Villeneuve (BAR) - 1:31.968
9) Fisichella (Benetton) - 1:31.992
10) Salo (Sauber) - 1:32.018

O dia 12 de março de 2000 estava quente e ensolarado em Melbourne, como havia sido em todo o final de semana e com os carros sofrendo muito com o calor. Jenson Button largava na última fila, dando munição aos que o criticaram pela sua falta de experiência, mas o inglês da Williams deu sua resposta ao ser o segundo colocado no warm-up, ficando logo atrás de Barrichello. Quando as luzes vermelhas se apagaram, a dupla da McLaren saiu sem problemas, mas os dois pilotos da Ferrari saíram bem lentamente, sendo atacados pela dupla da Jordan. Com muito custo, Schumacher permaneceu na terceira posição, enquanto Barrichello é menos feliz e fica atrás de Frentzen, o que seria algo que o brasileiro iria amargar bastante. Ainda durante a primeira volta, Johnny Herbert seria o primeiro abandono do ano.

Não demorou para que a dupla da McLaren disparar na frente, com Hakkinen liderando confortavelmente, mas Schumacher estava na espreita, esperando qualquer vacilo dos dois primeiros, enquanto abria boa vantagem sobre a Jordan de Frentzen, que era fortemente pressionado por Barrichello, que tinha um ritmo bem melhor do que o alemão, mas não conseguia a ultrapassagem. A corrida seguia sem grandes mudanças, quando Pedro de la Rosa bateu no muro na sexta volta, após uma repentina quebra na suspensão do Arrows do espanhol. Irvine vinha logo atrás e na tentativa de desviar de Pedro, acabou rodando e com dois carros rodados, o safety-car deu o ar da graça. Algumas voltas mais tarde, a corrida voltou ao seu ritmo normal, menos para Coulthard, que reduziu a velocidade do seu carro de repente e foi aos boxes, para tentar consertar o seu problemas, mas o escocês não demorou muito para abandonar a prova com o motor quebrado. Porém, era apenas o início do pesadelo da McLaren, pois cinco voltas depois, foi a vez do motor Mercedes Benz de Hakkinen virar, literalmente, fumaça e ver a liderança da corrida cair no colo de Schumacher.

Involuntariamente, Schumacher era ajudado por Frentzen e com isso o alemão pôde fazer sua parada tranquilamente na metade da prova, colocando combustível suficiente para terminar a prova, voltando à pista em terceiro, logo atrás de Barrichello. Porém, o trabalho da Ferrari ainda não acabara e com Rubens não conseguindo ultrapassar Frentzen, a Ferrari mudou a estratégia do brasileiro e colocou menos combustível no carro de Barrichello para que ele ganhasse tempo em relação à Frentzen. Porém, o trabalho de Barrichello foi facilitado quando Trulli, que poderia atrapalha-lo, quebrou o motor e quando Frentzen fez seu pit-stop, além de colocar muito combustível para finalizar a prova, o mecânico responsável pela mangueira acabou se atrapalhando e o alemão perdeu mais tempo do que o devido. A 'ultrapassagem' de Barrichello estava consumada, mas não demorou para que o dia da Jordan piorasse quando Frentzen retornou aos boxes algumas voltas depois, com problemas de transmissão. A dobradinha da Ferrari estava garantida. Porém, com o carro mais leve pela troca de estratégia, Rubinho se aproximava cada vez mais de Schumacher e aqui no Brasil, Galvão Bueno se esgoelava, enquanto Reginaldo Leme lançava a informação de que nenhum novato havia vencido em sua estreia pela Ferrari. Não devemos esquecer que o Brasil vivia um jejum de sete anos sem vitórias na F1 e quando Barrichello passou Schumacher na reta dos boxes, com o alemão praticamente acenando e dizendo 'vai, vai, vai', Galvão estourou! Então, alguém deve ter avisado que Barrichello ainda precisava parar pela segunda vez e faltando 14 voltas para o fim, o brasileiro faz um splash-and-go, não troca os pneus, e retorna à pista num confortável segundo lugar.

Com o abandono de Frentzen, quem assumia o terceiro lugar era Ralf Schumacher, surpreendendo as melhores expectativas da Williams e da BMW. Ele estava à frente de Villeneuve, Fisichella e Jenson Button, mas a brilhante corrida de estreia do inglês acaba quando o seu motor estoura. Quando Button abandona, Ricardo Zonta na segunda BAR, a Sauber de Salo e a segunda Benetton de Wurz encostam nesse pelotão, trazendo um pouco de entretenimento para o público, mas só se vê uma única ultrapassagem, quando Salo ultrapassa Zonta já no finalzinho da corrida, garantindo o sexto lugar, a última posição pontuável de quinze anos atrás. Michael Schumacher recebeu a bandeirada para uma tranquila vitória, enquanto Barrichello completava a dobradinha da Ferrari com a melhor volta da corrida. Num pódio feliz, Ralf Schumacher supera as expectativas e fica com um terceiro lugar, enquanto Jacques Villeneuve comemorava muito os primeiros pontos da história da BAR, dando motivos de alegria para a Honda, em seu retorno oficial à F1. Fisichella foi o quinto, enquanto Salo colocava o terceiro motor Ferrari entre os seis primeiros, mas o finlandês acabaria desclassificado por uma infração em sua carenagem e com isso Ricardo Zonta marcava seu primeiro ponto na F1. Ferrari e McLaren mostraram que dominariam a F1 e dividiriam as vitórias no ano 2000, como fizeram nos últimos dois anos.

Chegada:
1) M.Schumacher
2) Barrichello
3) R.Schumacher
4) Villeneuve
5) Fisichella
6) Zonta  

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Grande Prêmio dos Estados Unidos de 1990


A temporada de 1990 se iniciava ainda com toda a polêmica do título de Alain Prost em 1989, com direito a fechada de porta do francês em cima do seu rival e inimigo Ayrton Senna. A McLaren protestou a desclassificação do brasileiro, mesmo Prost sendo seu piloto e como resultado começou uma guerra política entre Senna e Jean-Marie Balestre, presidente da FISA e amigo de Prost. Antes da última corrida de 1989 em Adelaide, Senna concedeu uma entrevista coletiva cheia de rancor com relação a Prost e a política da FISA, resultando numa retaliação de Balestre, que julgou o recurso da McLaren improcedente e ainda multou Senna em 100.000 dólares e suspendeu por seis meses o piloto por pilotagem perigosa, algo que foi revertido meses depois com Senna fazendo um pedido de desculpas público ante a Balestre. Porém, a mágoa continuava forte.

Totalmente sem clima na McLaren, Prost assinou com a Ferrari e seria o companheiro de equipe de Nigel Mansell na equipe italiana, fazendo da vida do inglês difícil, pois Prost assinou com a Ferrari garantindo para si o status de piloto número um. Senna teria como novo companheiro de equipe o ex-ferrarista Gerhard Berger, definitivamente um piloto rápido, mas sem a ambição de Prost ou Mansell. Senna teria vida tranquila dentro de sua casa. A Williams esperava que um ano de experiência com a Renault poderia render bons frutos e por isso permaneceu com Boutsen e Patrese, enquanto Piquet deixava a Lotus e faria um contrato de risco com a Benetton, onde ganharia por ponto ganho. Quem arquiquetou todo o acordo foi Flavio Briatore, futuro inimigo de Piquet. Enquanto isso, a Lotus continuava sua queda acentuda rumo a extinção.

Senna sempre foi o ás em treinos de classificação, sendo o recordista de poles na F1 naquele momento, mas, cena rara, acabou derrotado nos treinos no circuito de Phoenix para Gerhard Berger, que ficou com a pole logo em sua estréia na F1. Os pneus Pirelli mostraram o potencial que rendeu ótimos resultados aos seus clientes em 1989 e conseguiu o milagre de colocar uma Minardi na primeira fila, com Pierluigi Martini. Seguindo as surpresas, Andrea de Cesaris e o atrevido Jean Alesi compartilhavam a segunda fila, com Senna apenas em 5º, compartilhando a 3º fila com seu desafeto e compatriota Piquet. A Ferrari tinha feito ótimos testes na pré-temporada, chegando a quebrar vários recordes ao longo do inverno, mas decepcionou com Prost em 7º e Mansell apenas em 17º.

Grid:
1) Berger (McLaren) - 1:28.664
2) Martini (Minardi) - 1:28.731
3) De Cesaris (Dallara) - 1:29.019
4) Alesi (Tyrrell) - 1:29.408
5) Senna (McLaren) - 1:29.431
6) Piquet (Benetton) - 1:29.862
7) Prost (Ferrari) - 1:29.910
8) Grouillard (Osella) - 1:29.947
9) Boutsen (Williams) - 1:30.059
10) Modena (Brabham) - 1:30.127

O dia 11 de março de 1990 estava nublado e abafado em Phoenix, mas não havia a perpectiva de chuva, que caiu forte na sexta. A mudança da corrida para o início do ano tinha razão de ser, pois o forte calor do deserto do Arizona castigou sobremaneira os pilotos em 1989, onde apenas seis completaram a corrida. Exaustos. Ainda na metade de 1989, quando estreou na F1, Jean Alesi já tinha impressionado a todos e mostrava que era a grande revelação do final da década, mesmo tendo em mãos apenas um Tyrrell. Logo na largada, o francês mostrou a que veio largando de forma que já lhe era característico: agressivamente. Berger se preocupou mais em fechar Martini e praticamente abriu passagem para Alesi, que deu um chega pra lá em De Cesaris e contornou a primeira curva na frente, numa audaciosa freada por fora.

Pela primeira vez na carreira, Jean Alesi liderava uma corrida de F1 e o jovem de apenas 24 anos estava abrindo vantagem so




bre Berger, De Cesaris e Senna. Após a má largada, Martini não seria mais um fator na corrida e acabaria abandonando ainda no começo. Senna fazia uma corrida incomum as suas características e fazia uma prova de espera, apenas ultrapassando De Cesaris na quarta volta e apenas acompanhando Berger, que fazia uma boa estréia, mas era ofuscado por estar sendo derrotado por um novato com um carro de equipe, naquele momento, pequena. Porém, Berger nunca foi considerado um piloto de sorte e isso ficou claro quando ele bateu no muto na oitava volta. Um erro comum num circuito de rua estreito, mas na verdade o piloto da McLaren tinha apertado, ao mesmo tempo, acelerador e freio no meio da curva...

Já em segundo, Senna novamente faz uma corrida de espera, apenas acompanhando de perto Alesi, que fazia uma prova excepcional. O piloto da McLaren sabia que os pneus da Tyrrell de Alesi não durariam muito com aquele ritmo e em algum momento o francês perderia rendimento. Mais atrás, outro que fazia uma corrida forte era Piquet, que segurava com certa facilidade Prost e na volta 16 ultrapassa De Cesaris, assumindo a 3º posição. Três voltas depois, Prost vai aos boxes trocar seus pneus, mas a Ferrari acaba se atrapalhando e o francês perde muito tempo e as chances de um bom resultado na estréia pela scuderia. Boutsen vinha próximo e quando De Cesaris vai aos boxes, o belga ultrapassa Piquet e assumia definitivamente a 3º posição da prova, mas todas as atenções estavam voltadas para a briga que estava para acontecer lá na frente.

Alesi dava mostras que seus pneus estavam se desgastando e Senna sabia que estava chegando a hora de dar o bote. Na volta 30, o brasileiro estava colado na Tyrrell de Alesi e a ultrapassagem era apenas questão de tempo. Ou não? Mesmo com um dos melhores carros do pelotão e sendo muito mais experiente que Alesi, Senna não esperava pelo o que vinha pela frente. O único ponto claro de ultrapassagem em Phoenix era a forte freada no final da reta dos boxes e na volta 33 Senna cumpriu seu dever de casa ao colocar sua McLaren por dentro e efetuar a ultrapassagem. Ou seria melhor a consagração do novato? Surpreendentememente, Alesi retarda ao máximo a freada e na curva seguinte, consegue um espetacular xis no brasileiro, assumindo a ponta novamente. Conta a lenda que Senna ficou furioso com a humilhante ultrapassagem que levou, mas o Campeão Mundial de 1988 não podia ficar se remoendo por muito tempo e já na volta seguinte repetiu a manobra, freando forte na primeira curva, mas fechando a porta de Alesi na curva 2, fazendo com que Senna e Alesi contornassem três curvas apertadas e rodeadas de muros lado a lado, numa das ultrapassagens clássicas dos anos 90.

Senna venceria a corrida com facilidade, com confortável vantagem sobre Alesi, que permaneceu em 2º. Mesmo conquistando sua 21º vitória na F1, até mesmo Senna sabia quem era o grande herói daquele dia abafado no Arizona. Alesi tinha impressionado a todos com sua agressividade e seu 2º lugar naquele dia era uma clara indicação que a França teria um substituto à altura de Alain Prost. O tempo mostraria que, por causa de escolhas erradas na carreira, Alesi se tornaria uma eterna promessa, mas aquele dia se tornou um clássico para a F1, onde até mesmo um piloto experimentado como Senna se impressionou. "São com manobras como essa que tiro prazer do meu trabalho," disse o brasileiro na entrevista após a corrida.

Chegada:
1) Senna
2) Alesi
3) Boutsen
4) Piquet
5) Modena
6) Nakajima

Mais

Grande Prêmio da Austrália de 2005

Após o domínio imposto pela Ferrari em 2004, não demorou para que a FIA tentasse medidas para 'reequilibrar' a F1 novamente, como foi feito em 2003, com relativo sucesso, mesmo que Michael Schumacher tenha conquistado seu sexto título na ocasião. Para 2005, as mudanças se deram na aerodinâmica dos carros, que ficariam mais difíceis de guiar, mas a principal mudança se deu nos pneus. Se boa parte do domínio da Ferrari em 2004 se deu pela plena adaptação do time italiano aos pneus Bridgestone, a FIA resolveu radicalizar e fazer com que os pneus durassem a corrida inteira, mas o reabastecimento ainda era permitido.

Com relação aos pilotos, muitas mudanças aconteceram, mas a Ferrari permanecia com a sua consagrada dupla Michael Schumacher-Barrichello. Após um 2004 bem abaixo das expectativas, a Williams dispensou Ralf Schumacher e com a saída de Juan Pablo Montoya para a McLaren, o time trouxe o ascendente Mark Webber para a equipe e promoveu uma espécie de 'vestibular' durante a pré-temporada entre Nick Heidfeld, o preferido da BMW, e Antonio Pizzonia, piloto de testes da Williams e preferido dos ingleses. Para piorar as coisas para o manauara, ele não teve uma boa convivência com Webber nos tempos da Jaguar e Heidfeld, bem mais experiente, foi o escolhido, mas ficava demonstrando de uma vez por todas, a grande divisão entre Williams e BMW. Falando em Jaguar, a Ford cansou da brincadeira e resolveu finalizar sua participação na F1, vendendo à equipe no final de 2004. Foi a deixa para que Dietrich Mateschitz deixasse para trás sua atividade de apenas patrocinador para entrar de vez na F1 como equipe, nascendo assim a Red Bull, já comandado pelo jovem Christian Horner, que teria o veterano David Coulthard, após anos na McLaren, junto do jovem Christian Klien, fruto das canteiras da Red Bull. A McLaren teria a explosiva dupla Raikkonen e Montoya, enquanto a Toyota parecia finalmente investir mais nos pilotos, após anos trazendo pilotos menos famosos, ao contratar Jarno Trulli e Ralf Schumacher para a sua equipe. A Renault trazia de volta Giancarlo Fisichella para correr ao lado do talento inato e protegido do chefe Flavio Briatore, Fernando Alonso, enquanto a Sauber substituía Fisichella pelo polêmico Jacques Villeneuve, que meses antes tinha sido chamado de 'babaca' pelo seu agora companheiro de equipe Felipe Massa, no programa 'Linha de Chegada'.

Foi com esse line-up que a F1 se preparou para a sua primeira corrida de 2005. Era uma época em que as equipes piores colocadas no Mundial de Construtores colocavam um terceiro carro na sexta-feira para testar e a McLaren, vindo de uma péssima temporada em 2004, utilizaria muito bem Pedro de la Rosa e Alexander Wurz como test-driver naquela temporada. Outra diferença também era na classificação, onde cada piloto dava uma volta rápida no sábado e outro no domingo pela manhã e o somatório dos dois tempos definia o grid. Essa 'ideia' apareceu pelo furacão que apareceu em Suzuka em 2004, tumultuando aquele final de semana, mas logo essa classificação dividida seria abandonada de tão impopular que ela se tornou. E logo de cara daria uma enorme dor de cabeça, que praticamente definiu a corrida no domingo. Uma pancada de chuva durante a classificação no sábado estragou a volta de muita gente. Giancarlo Fisichella estava recolhendo seu Renault após fazer sua melhor volta do dia, quando chuva apareceu. Sobrou para Felipe Massa, com pneus slicks, ter que abortar a volta e largar em último. O campeão Schumacher foi outro a sofrer com a chuva e largaria na penúltima fila. No final, a primeira fila seria toda italiana, pela primeira vez desde 1984, com Trulli ficando em segundo. Mark Webber, estreando na Williams e correndo em casa, ficaria na segunda fila, enquanto Jacques Villeneuve, numa má atuação até ali, teve sorte bem diferente do seu companheiro de equipe e largaria numa boa quarta posição.

Grid:
1) Fisichella (Renault) - 3:01.460
2) Trulli (Toyota) - 3:04.429
3) Webber (Williams) - 3:04.996
4) Villeneuve (Sauber) - 3:06.846
5) Coulthard (Red Bull) - 3:07.212
6) Klien (Red Bull) - 3:07.477
7) Heidfeld (Williams) - 3:09.130
8) Button (BAR) - 3:12.128
9) Montoya (McLaren) - 3:14.645
10) Raikkonen (McLaren) - 3:15.558

O dia 6 de março de 2005 estava nublado e com risco de chuva para a corrida, que acabou não se confirmando. Porém, a grande preocupação das equipes, de como iria se comportar os pneus por 305 km seguidos, foi bastante diminuída, pois com um clima ameno, a borracha Bridgestone e Michelin seria menos posta em prova. A primeira largada foi abortada quando Raikkonen ficou parado no grid. Na segunda largada, a que valeu, Fisichella e Trulli saíram sem problemas, enquanto Coulthard, em sua primeira corrida fora da McLaren em nove anos, se aproveita da má saída de Webber e Villeneuve para assumir um ótimo terceiro lugar. Largando no meio do pelotão, Alonso e Barrichello ganham posições no apagar das luzes vermelhas, o mesmo não acontecendo com Schumacher. Villeneuve mostrava que não tinha ritmo para se manter na posição que estava e rapidamente perde terreno.

Para sorte de Fisichella e Trulli, Coulthard também não tinha um bom ritmo de corrida, e segurava atrás de si um pelotão de carros. Já correndo em nono, Villeneuve fazia algo parecido, segurando um terceiro pelotão atrás de si, inclusive um ansioso Fernando Alonso, louco para mostrar o verdadeiro potencial do seu carro, algo que Fisichella fazia lá na frente. Provavelmente instruídos pelas equipes, os pilotos não forçavam demais, para tentar garantir uma vida saudável para os pneus e por isso, não houve ultrapassagens até a primeira rodada de paradas, só de reabastecimento, com Alonso finalmente ultrapassando Villeneuve. Demonstrando também o quão forte estava a engenharia da F1 no momento, Albers abandonou na volta 17 com problemas de câmbio em sua Minardi, no que seria o único abandono devido a problemas mecânicos. No final do dia, dezessete dos vinte carros que largaram dez anos atrás veriam a bandeirada na volta 57 do Grande Prêmio da Austrália.

Após a primeira rodada de paradas, Fisichella mantinha uma boa vantagem sobre Trulli, enquanto Barrichello e Alonso mostravam muita velocidade quando conseguiram ter pista livre e com isso ganharam quatro posições cada, com o brasileiro subindo para terceiro, enquanto o espanhol era quarto. Coulthard, estreando pela 'novata' Red Bull era quarto, segurando um perigoso Mark Webber. Ambos fizeram boas estreias. Porém, o sonho de uma boa posição de Trulli se esvaiu quando teve um furo no pneu traseiro, fazendo o italiano perder muitas posições. Quase ao mesmo tempo, Ralf Schumacher foi aos boxes para... apertar o cinto de segurança! Péssimo momento para a Toyota. Após fazer sua segunda parada, Michael Schumacher passou a atacar seu compatriota Heidfeld pela nona posição, mas numa manobra, no mínimo, otimista, o heptacampeão mundial acabou tocando na Williams de Heidfeld e se deu pior, com Schumacher indo aos boxes abandonar devido aos danos em sua Ferrari e mostrando que 2005 seria muito, muito diferente do ano de ouro que foi 2004 para o alemão.

Após a segunda rodada de paradas, a corrida ficou definida. Os pilotos tentaram conservar ao máximo motor e pneus, esses, surpreendentemente, bem conservados ao final das corridas, não importando a marca. Giancarlo Fisichella venceu de ponta a ponta a corrida, finalmente podendo sentir o gosto da vitória no pódio, pois sua primeira vitória no GP Brasil de 2003 só seria confirmada alguns dias depois. Fisichella estava, ao mesmo tempo feliz e preocupado, pois soube-se depois que ele quase não correu naquele dia, pois seu filho estava doente na Itália, mas para a sua sorte, o menino melhorou e ele venceu de forma categórica em Melbourne. Alonso ainda tentou pressionar Barrichello e formar uma dobradinha da Renault, mas Rubens usou sua experiência para manter o espanhol atrás de si e garantir bons pontos para a Ferrari e largar na frente de Schumacher no Mundial. Porém, o maior desafio da Renault não estariam nos carros vermelhos, como se veria mais tarde. Raikkonen fez uma grande corrida de recuperação após largar dos boxes para terminar em oitavo, marcando um ponto. A McLaren mostrava seu enorme potencial, mas aquele dia foi azul. Azul Renault!

Chegada:
1) Fisichella
2) Barrichello
3) Alonso
4) Coulthard
5) Webber 
6) Montoya
7) Klien
8) Raikkonen

Mais

A análise dos testes e as perspectivas para 2015

Caros Amigos do Gpexpert,

Vamos dar um tempo em 1985 para voltarmos a 2015.Finalizada todas as sessões de testes, agora é a hora certa para fazer uma análise e dar os pitacos sobre a temporada que começa dia 15.Vamos passar por cada equipe com seus pilotos:

Mercedes:Embora tenha liderado apenas 2 dias de testes, trabalhou muito a única falha que seu carro tinha, a confiabilidade.Parece que obteve seus objetivos.Quando quis, andou forte, amassou a concorrência.Deve dominar a F1 em 2015 de novo.
Pilotos: Se em 2014, Hamilton era favorito. Em 2015, muito mais.Se não tiver um início atrapalhado que teve em 2014, Hamilton deve ser campeão fácil. Rosberg chegou ao seu limite técnico.

Williams: Embora muito otimista, foi discreta no início dos testes, mas nesta parte final, melhorou.A Williams não tem objetivos de título em 2015, a ideia é não cair de nível, no máximo, ser segundo no mundial de construtores e quem sabe,vencer alguma corrida.Algo possível.
Pilotos:Bottas deve terminar o ano a frente de Massa já que "parece" ser o mais rápido da equipe, Felipe não deve terminar o ano longe de Bottas,melhorou bastante no final de 2014.

RBR:A pré-temporada de 2015 foi bem melhor para os taurinos do que 2014.Embora não tenha empolgado, andou muito mais do que no passado, o que é um progresso.Não deve ir além do foi em 2014. 
Pilotos:A dupla de pilotos é um ponto chave da equipe.Ricciardo é um bom piloto,mas será um grande primeiro piloto?Kvyat é uma interrogação.

Ferrari:Foi muito bem nos testes de Jerez, em Barcelona,discreta.É um ano de muita humildade em Maranello, fazia muito tempo que a equipe não dizia que ficaria feliz com só 2 vitórias.A Ferrari pode melhorar em 2015, mas realmente, sonhar com mais de 2 vitórias,neste momento parece utopia.
Pilotos:a saída de Alonso fez bem a Ferrari, embora tenha perdido piloto excepcional que ajuda compensar as deficiências do carro, ganhou paz nesse processo de restruturação. Vettel é piloto que vive uma lua de mel com a equipe e Raikkonen não é piloto de dar declarações que prejudiquem a equipe, um ano humilde, mas com paz em Maranello.

Force India:Andou muito pouco com seu carro novo,não dá nem para avaliar é uma incógnita,mas não se espera nada.Por lógica, deve ser a pior equipe de 2015 ( só melhor que a Manor), pois terá que desenvolver o carro durante o ano.
Pilotos:Tem dois bons pilotos,mas devem ficar limitados aos problemas de desenvolvimento do carro.

Lotus:A Lotus é uma equipe que deve melhorar muito em 2015. Com motor Mercedes, e um carro totalmente novo, fez algum barulho nos testes, deve voltar a frequentar os pontos regularmente, nada muito além disso.
Pilotos:São rápidos,mas inconstantes.Maldonado e Grosjean são garantia de emoção e gastos em qualquer equipe. 

Mclaren:Se formos analisar apenas os tempos  e durabilidade do carro, poderíamos cravar que será um inferno o ano para McLaren, mas por se tratar de McLaren-Honda-Alonso esperamos um começo difícil, mas um futuro promissor. De início, só brigará por pontos.
Pilotos:Tem uma dupla boa para desenvolvimento do carro.Alonso andará na frente (e bem na frente) de Button, que deve se despedir da F1 no final do ano.Esperamos que Alonso seja tão paciente com  a equipe como parece estar sendo até agora.

STR:Fez mais do mesmo, como sempre.Quase ninguém comentou as suas atuações nos testes.Deve fazer alguns pontos e só.
Pilotos:São o destaque da equipe.Acredito muito no Max Verstappen, que deve ser o novato do ano, mas não esse gênio todo.Carlos Sainz deve ser ofuscado por ele.

Sauber: A equipe Suíça parte do seguinte pensamento:"Não há como ser pior que 2014", a equipe melhorou,sim, mas não deve estar tão bem como se viu nos testes.Brigar por pontos em algumas corridas já será bom para os suíços e nada mais.
Pilotos:Uma dupla questionável. Sem currículos, vão ser alvo de críticas, a equipe deveria ter pelo menos um piloto mais rodado e reconhecidamente bom.

Manor:Vai simplesmente completar o grid e vender lugares a pagantes, vai ser muito mais lenta que todo o resto e se tiver regra 107% nem deve conseguir classificar seus carros.O que se deve esperar de uma equipe que nem viu o carro,patrocinadores e usará motor 2014.
Pilotos:Will Stevens, dizer o que?!

Abraços and keep yourself alive!  

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Grande Prêmio da África do Sul de 1975

Após as duas corridas sul-americanas, a F1 teve um mês para se preparar para a terceira etapa do Mundial de 1975 e com isso, várias equipes mostraram várias novidades para o Grande Prêmio da África do Sul. A Ferrari mostrava o seu novo 312T, cuja grande novidade era o até então inédito câmbio transversal, além do novo motor Flat de 12 cilindros. Outras equipes a terem novidades foram Tyrrell, Shadow e March, que apresentaria seu novo piloto, a italiana Lella Lombardi, que trazia o patrocínio da Lavazza. 

Durante os treinos em Kyalami, Graham Hill sofre um sério acidente após o bicampeão não ver o óleo deixado do motor quebrado de Ronnie Peterson e mesmo ileso, Hill percebe que as cercas de segurança não resistem ao incidente e todos os pilotos ficam nos boxes, enquanto os consertos são realizados. Quando a pista está aberta aos carros, Tyrrell e Brabham dominam os treinos e José Carlos Pace conquista sua primeira pole de sua carreira na F1, derrotando seu companheiro de equipe Carlos Reutemann por apenas sete centésimos de segundo. O piloto da casa Jody Scheckter consegue um bom terceiro lugar, superando Lauda e Depailler, enquanto Mario Andretti consegue um soberbo sexto lugar com seu Parnelli. A atual campeã McLaren não consegue um bom resultado e Emerson Fittipaldi largaria em 11º, com Mass em 14º. A Shadow também decepciona, com Jarier em 13º e Tom Pryce em 19º.

Grid:
1) Pace (Brabham) - 1:16.41
2) Reutemann (Brabham) - 1:16.48
3) Scheckter (Tyrrell) - 1:16.64
4) Lauda (Ferrari) - 1:16.83
5) Depailler (Tyrrell) - 1:16.83
6) Andretti (Parnelli) - 1:16.89
7) Brambilla (March) - 1:17.05
8) Peterson (Lotus) - 1:17.14
9) Regazzoni (Ferrari) - 1:17.16
10) Watson (Surtees) - 1:17.17

O dia primeiro de março de 1975 estava nebuloso nos arredores de Johanesburgo, mas não havia risco de chuva para o Grande Prêmio da África do Sul, que novamente recebe um bom púbico. De brancos. Havia uma certa expectativa de como Pace se comportaria largando pela primeira vez na ponta na F1, mas mostrando que o brasileiro estava acostumado com a posição em outras categorias, o piloto da Brabham mantém facilmente sua posição, enquanto Scheckter se aproveita da indecisão de Reutemann para assumir a segunda posição, com o argentino ainda sendo surpreendido com a belíssima largada de Ronnie Peterson, que saiu da oitava posição, para ultrapassar Reutemann na curva Crowthorne por fora para assumir o terceiro lugar.

Correndo em casa e tendo total apoio da torcida, não demorou para Scheckter atacar Pace, enquanto Reutemann tentava ultrapassar Peterson na briga pelo terceiro lugar. No início da terceira volta, Scheckter pega o vácuo de José Carlos Pace na entrada da reta dos boxes e na frente das arquibancadas principais, assume a ponta de sua corrida caseira pela primeira vez na carreira, para delírio do público local, enquanto Reutemann também supera Peterson e passa a atacar seu companheiro de equipe, que não tinha um bom desempenho no começo da corrida. Com seu Lotus claramente abaixo da posição que ocupava, Peterson rapidamente era pressionado pela segunda Tyrrell de Depailler, cedendo a quarta posição para o francês na quinta volta e sendo logo alcançado pelo um trio de carros que andavam juntos, com Lauda, Regazzoni e Fittipaldi, que fazia uma boa corrida de recuperação. O sueco não é páreo para o trio e logo vai aos boxes trocar um pneu, enquanto que lá na frente, Scheckter começava a abrir distância frente aos dois carros da Brabham, com Pace claramente segurando Reutemann, fazendo com que Depailler se aproximasse da dupla sul-americana. Pace tinha sérios problemas na reta e em duas voltas, é ultrapassado por Reutemann e Depailler, caindo para a quarta posição. Numa das histórias folclóricas da F1, conta-se que o mal rendimento de Pace, que o faria não ter rendimento na longe reta de Kyalami o resto da tarde, seria por causa de um problema prosaico: um mecânico da Brabham havia esquecido um molho de chaves (ou seria uma chave de fenda?) dentro do cockpit de Pace e a peça estava justamente atrás do acelerador, fazendo com que Pace não conseguisse acelerar 100%...

Após se livrar do companheiro de equipe, Reutemann tentou uma aproximação à Scheckter, mas o argentino tinha sérios problemas de equilíbrio nas curvas, enquanto o piloto da casa conseguia controlar bem da pressão do argentino nas longas curvas de Kyalami. Depailler vem isolado em terceiro, 8s atrás de Reutemann, enquanto Emerson vinha num bom quarto lugar, após ultrapassar o compatriota Pace. Ainda no embalo de problemas bizarros nesse Grande Prêmio, Jacques Laffite entra nos boxes na volta 30 com os pés queimados, pois sua equipe tinha se esquecido de colocar o isolamento térmico atrás do radiador do seu Williams... Quando a metade da corrida se aproximava, Emerson Fittipaldi perde rendimento e é ultrapassado por Pace e as duas Ferraris. O brasileiro vai aos boxes e percebe-se que um cabo de vela estava desconectado do seu motor e com isso Fittipaldi perde a chance de marcar bons pontos, além de ter sua bela corrida de recuperação irremediavelmente estragada. Mesmo com problemas de velocidade, Pace tenta uma aproximação em cima de Depailler, que não consegue andar no mesmo ritmo dos líderes. Scheckter tem uma vantagem que varia de um a três segundos sobre Reutemann, mas o argentino estava sob controle. A corrida era dominada amplamente por Tyrrell e Brabham, com a dupla da Ferrari, Lauda e Regazzoni, andando sempre juntas, mas cerca de 30s atrás dos líderes.

Na parte final da corrida, as duplas Scheckter-Reutemann e Depailler-Pace andam juntas, com poucos segundos separando-os. Scheckter conseguia escapar de Reutemann na parte sinuosa da pista, enquanto Pace não encontrava velocidade suficiente para ultrapassar Depailler nas longas retas de Kyalami. Nas últimas voltas, Clay Regazzoni tem problemas no cabo de acelerador de sua Ferrari e abandona quando corria em quinto, fazendo com que Jochen Mass entre nos pontos. Jody Scheckter se torna o primeiro sul-africano a vencer um Grande Prêmio local, tendo um combativo Carlos Reutemann logo atrás. Com um molho de chave ou uma chave de fenda, José Carlos Pace tem que se conformar com uma quarta posição, enquanto Lauda pontuava logo na estreia da nova Ferrari. Mesmo com o abandono, Emerson Fittipaldi permanecia na ponta do campeonato, seguido pela dupla da Brabham, num campeonato dominado pelos sul-americanos. Lauda tinha marcado somente cinco pontos, mesmo tendo pontuado nas três corridas até então. O novo carro tinha se mostrado promissor e se mostraria ainda mais com o tempo.

Chegada:
1) Scheckter
2) Reutemann
3) Depailler
4) Pace
5) Lauda
6) Mass 

Mais

Grande Prêmio da África do Sul de 1980


Com um mês separando as duas corridas sul-americanas e a etapa seguinte na África do Sul, a F1 fez um teste em Kyalami, local da única corrida africana do calendário. Algumas equipes usaram a oportunidade para testar seus novos carros, como foi o caso da ATS, que trouxe o promissor suíço Marc Surer para o time. Buenos Aires e Interlagos receberam severas críticas com relação as condições de segurança da pista e Kyalami não parecia muito diferente, quando Alain Prost bateu forte seu novo McLaren durante os testes, destruindo seu carro e machucando o pé. Na quinta-feira, primeiro dia de treinos, o francês voltou a preocupar a todos quando sua McLaren reserva teve a suspensão quebrada e Prost acabou machucando o pulso, ficando de fora do final de semana sul-africano. Porém, a cena mais dramática ocorreu com Surer, quando o suíço saiu reto na curva Club e destruiu a frente do seu ATS. Surer quebrou as pernas e ainda estava preso nas ferragens e produziu uma cena típica de uma época em que a segurança na F1 apenas engatinhava, quando ficou meia hora em pé, enquanto os comissários de pista o tiravam do carro.

Voltando à pista, a altitude de Kyalami somada a enorme reta dos boxes era um prato cheio para a Renault e os franceses não desperdiçaram a oportunidade para conseguirem a dobradinha na primeira fila, com Jean-Pierre Jabouille e René Arnoux sendo, em média, um segundo mais rápido que os demais. Nelson Piquet fez de tudo para acompanhar o ritmo da Renault, mas o máximo que conseguiu foi a 3º posição, seguido de perto dos dois Ligiers, mostrando a força da equipe gaulesa. Carlos Reutemann começava a reclamar da preferência que a Williams dava para seu companheiro de equipe, Alan Jones, e o argentino recebeu como resposta o carro do australiano nos momentos finais da Classificação. O resultado foi Reutemann, mesmo com pouco tempo de pista, ficando à frente de Jones. A Alfa Romeo tinha promovido um 'regime' em seu carro e o modelo italiano perdeu 30 kg, fazendo com que Patrick Depailler ficasse entre os dez primeiros, logo à frente dos representantes da outra equipe italiana da F1, a Ferrari. Outra equipe que havia proporcionado um regime em seu carro foi a Fittipaldi e Emerson estava satisfeito com a 18º posição no grid, mesmo após um teste promissor em Silverstone uma semana antes.

Grid:
1) Jabouille (Renault) - 1:10.00
2) Arnoux (Renault) - 1:10.21
3) Piquet (Brabham) - 1:11.87
4) Laffite (Ligier) - 1:11.88
5) Pironi (Ligier) - 1:12.11
6) Reutemann (Williams) - 1:12.15
7) Depailler (Alfa Romeo) - 1:12.16
8) Jones (Williams) - 1:12.23
9) Scheckter (Ferrari) - 1:12.32
10) Villeneuve (Ferrari) - 1:12.38

O dia primeiro de março de 1980 estava nublado e frio nas redondezas de Johannesburg, mas não havia previsão de chuva para a corrida, porém, o sol abrasador da África do Sul não castigaria os pilotos durante a prova. A Renault ainda sofria bastante com seu retardo no turbo em baixas rotações e a largada era claramente o ponto fraco da equipe, mas ninguém esperava por uma largada tão impressionante como a de Jones, que pulou da quarta fila para ficar ao lado dos dois Renaults na largada. Porém, a reta longa proporcionou que os dois carros amarelos contornassem a primeira curva confortavelmente na frente, com Jabouille à frente de Arnoux. Os dois carros disparavam frente aos demais e logo na primeira volta o 3º colocado Jones já tinha uma desvantagem considerável para Arnoux, que vinha colado em Jabouille.

Mesmo numa pista relativamente curta, o domínio da Renault era aparente e na quinta volta eles já tinham 4s de vantagem sobre Jones, que em troca tinha 1s de vantagem sobre Laffite e Reutemann. A Ligier começava a mostrar sua força quando Laffite ultrapassou Jones para ficar em 3º, enquanto Villeneuve dava mais um show. O canadense tentou uma ultrapassagem otimista sobre Piquet, pela 7º posição, mas Villeneuve acabou rodando e perdendo várias posições. Gilles imprimiu um ritmo fortíssimo e passava um a um, voltando a ocupar a 6º posição, quando seus pneus sentiram o esforço promovido por Villeneuve e o ferrarista começou a perder rendimento. Provando o quão mal estava a Ferrari, o então campeão Scheckter abandonou na volta 14 com o motor quebrado. 1980 seria o pior ano da história da Ferrari na F1.

Jabouille e Arnoux lideravam tranquilos, com uma ampla vantagem sobre Laffite, enquanto Jones quebra seu câmbio na volta34 e quem vinha 4º era justamente seu companheiro de equipe, Reutemann. Piquet se aproximava do argentino, mas trazia consigo Pironi, que tinha feito uma péssima largada, e estava num ritmo muito forte, tentando a recuperação. A corrida fica estática, até que Jabouille tem um pneu furado na volta 61, apenas 19 para o final, e para azar do francês, seu pneu furou imediatamente após a saída dos boxes. Como tinha acontecido em Interlagos, René Arnoux se aproveitou da má sorte do seu companheiro de equipe e assumia a liderança da corrida de forma folgada, enquanto Emerson Fittipaldi mostrava que ainda podia brilhar em determinadas situações, quando levou uma volta do 2º colocado Laffite e ficou colado atrás do piloto da Ligier até o final da corrida. Era o campeão mostrando que não havia perdido sua habilidade!

Porém, o melhor da corrida ainda estava por vir. Didier Pironi era o carro mais rápido da pista e se aproximava de Piquet, que tinha acabado de ultrapassar Reutemann e assumir a 3º posição. Quando o argentino foi aos boxes trocar seus pneus, Pironi tinha caminho livre para atacar Piquet. Nas últimas voltas, os dois protagonizaram uma disputa eletrizante pelo lugar mais baixo do pódio, com Piquet se segurando com um carro nitidamente inferior. Foram dez voltas até Pironi conseguir a ultrapassagem sobre o brasileiro, quando faltavam apenas quatro voltas para o fim. Arnoux recebe a bandeirada com uma vantagem superior a meio minuto, enquanto Laffite e Pironi completam um pódio todo francês. Arnoux, que até o início da temporada não havia vencido uma única corrida sequer, tinha dois triunfos em três corridas de 1980 e liderava o campeonato com folga, mas muita coisa ainda ia acontecer até o final do ano.

Chegada:
1) Arnoux
2) Laffite
3) Pironi
4) Piquet
5) Reutemann
6) Mass

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