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Previsões e palpites para 2016

Caros Amigos do GP Expert,

Agora com o fim dos testes e como eminente início de temporada, vamos fazer uma análise e dizer o que esperar da temporada.Para que fique claro, são meros palpites que não tem nenhum grau de certeza, um parte de achismo outra parte de experiência de muitos anos de F1.Vamos analisar aqui cada equipe e seus pilotos, indo por ordem de importância.


Mercedes:mais uma vez deve dominar o campeonato, guardou tudo que podia nos testes e teve grande consistência e durabilidade.Deve ter a mesma média de vitórias este ano, não acredito que irá vencer todas.
Pilotos: Hamilton tem tudo para dominar e levar o tetra,tem Rosberg sob controle mental,as derrotas no final de 2015 foram mero relaxamento e ajuda ao alemão para ser vice.Rosberg está sob pressão,precisa brigar pelo título.Caso contrário, não corre na equipe em 2017, tem Bottas e Werlein com muitas possibilidades de roubar seu lugar.

Ferrari: A Ferrari evoluiu,mas não suficiente para criar medo na Mercedes.Deve ser segunda força e vencer as corridas que a Mercedes não conseguir.Expectativa de três ou vitórias,mais seria surpresa.
Pilotos:Vettel se refez em 2015 na equipe italiana depois de um ano horrível em 2014,deve ser o piloto que vai vencer as corridas para a equipe.Kimi Raikkonen é outro que está em situação delicada,tem que fazer uma grande temporada para ajudar Vettel a brigar pelo título em 2016 e ajudar a equipe com pontos no mundial de construtores.Corre sério risco de desemprego em 2017.

Williams: Começou mal os testes,mas melhorou na segunda semana, vai lutar para ser a terceira força,brigar por pódios,nada além disso,vitória só em situação extrema.
Pilotos:Valteri Bottas deve mais vez o primeiro piloto da equipe fazendo mais pontos que Massa, precisa de uma boa temporada para tentar ser piloto da Ferrari ou Mercedes em 2017.Massa fará mais do mesmo,brigará por pontos e pódios,nada mais.Outro que corre risco de aposentadoria para 2017.

RBR: Não fez nada de significativo nos testes, o chassi parece bom,mas continuará sofrendo com motor em 2016,mesmo com a Renault afirmando que esta nova versão é meio segundo mais rápida que a antiga.Deve ficar brigando por pontos e algum pódio no ano.Muito pouco pelos anseios dos taurinos.
Pilotos:Ricciardo deve fazer mais ponto que Kvyat,2015 foi uma exceção,coisas de F1.É outro que tenta uma vaga em equipe melhor.Kvyat é outro precisa fazer uma boa temporada, pois Max Verstappen deve ser a bola da vez em 2017.

STR:Se adaptou muito rápido ao motor Ferrari,mas por um motor de segunda mão,vai tentar no máximo ser equipe de meio de pelotão,nada mais.Com sorte,fica na frente da equipe matriz.
Pilotos:Max tem que provar que não foi apenas um relampejo,tem tudo para estar numa grande equipe em 2017.Carlos Sainz  precisa mostrar serviço e pontos,pois o processo de fritura da Red Bull é sinistro.Se não for bem, fica fora da F1 2017.

Force India:Foi uma grande surpresa na primeira semana de testes, mas depois ficou discreta.Tem uma boa dupla de pilotos e pode ser a quarta força da F1 em 2016,quem sabe um pódio.Porém, sofre com o fantasma da falta de dinheiro em caixa.
Pilotos:Sergio Perez foi bem melhor que Hulkenberg em 2015 e tem tudo para ser o número 1 da equipe em 2016.Caso não evolua Hulk pode deixar a F1 em 2017 para correr na WEC.

Mclaren:A equipe parte do seguinte princípio "pior que  2015, impossível", já mostrou melhoras de confiabilidade e um motor bem mais rápido que o de 2015.Entretanto,não parece ser suficiente para ser vencedor em 2016.Deve brigar para fazer pontos em todas as corridas e com muita sorte um pódio.
Pilotos:Alonso deve fazer mais pontos que Button em 2016,2015 foi um aborto da natureza, resta ver o quanto vai ser paciente Alonso este ano.Não me espantaria vê-lo fora da F1 em 2017,mas não é tão provável assim.Button,quase se aposentou,mas hoje é o carro do desenvolvimento do carro,mas se a equipe for muito mal, aposenta no fim de ano.

Renault:A grande incógnita do ano,não dá para saber em que pelotão irá andar em 2016.Pouco apareceu nos testes,não fez tempos expressivos e não deve brigar por nada além de pontos em todas as corridas, sonha em andar na frente da RBR.
Pilotos:Magnussen deve andar na frente e bem na frente de Jolyon Palmer e isso não deve dizer muito,pois o inglês não é nenhum craque.Palmer é um que começa a F1 com as costas na parede.Nunca foi um excelente piloto e não escolhido pela cúpula atual da equipe e se não tiver um ano muito bom será chutado pelos Franceses.
  
Sauber:Atrasou a entrega do carro novo para a segunda semana testes, perdendo quilometragem com o carro novo.Todavia, pouco evoluiu de um carro para outro.A dupla de pilotos será a mesma para 2016 e a falta de dinheiro também.
Pilotos:Nasr precisa trabalhar muito para sair da Sauber em 2017, a equipe é limitada e não deve sair deste patamar em breve, caso contrário corre sério risco de sair mais um brasileiro de quem se falou muito e fez pouco.Ericsson,um pagante de luxo.

Haas:Começou bem no quesito "quebras", o carro quebrou pouco,mas em velocidade não foi nada brilhante, sonha em pontuar regularmente,mas deve ficar no fundo de pelotão.Vamos ver qual será a reação de Gene Haas quando a realidade aparecer.
Pilotos:Grosjean é o primeiro piloto e trabalha para ser Ferrari em 2017.Estaban não é horrível,mas agrega pouco.

Manor:Melhorou bastante para 2016,mas o seu buraco é tão grande que não deve deixar de ser a última.Missão:pontuar pelo menos uma vez em 2016 e nada mais.
Pilotos:Werlein é o primeiro piloto, tem chance de mostrar algo para estar na equipe principal em 2017.Haryanto não é horrível,mas pode ser o novo Maldonado, foi muito mais lento que Werlein nos testes.

Bom, por hora é isso.Como disse são apenas palpites.Muita coisa vai estar errada no fim do ano quando formos consultar este texto,mas é sempre legal prever o futuro.
Abraços and keep yourself alive.

  

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GP do México 1986 -Penúltimo Capítulo.

Caros Amigos do Gpexpert,

Estamos mais uma vez pela Saga de 1986, chegando à penúltima batalha. México. A F1 a voltava a Cidade do México depois de um longo hiato e podia ver o campeonato ser decidido. Mansell poderia ser campeão, caso vencesse a corrida, caso fosse ao pódio e nem Piquet e nem Prost vencessem ou se nenhum dos três pontuasse.
Senna, já fora da disputa do título depois de uma infeliz pane seca em Portugal, fez a pole com Piquet ao seu lado, Mansell era o terceiro. Na largada, Mansell deixa o carro morrer e fica para as últimas posições. Piquet e Senna tomam a frente com Berger e Prost juntos, com todo o resto ficando para trás devido à carambola de Mansell.
 Mansell tratou de buscar as posições, mas não estava nada fácil devido ao trânsito de carros lentos a sua frente.Prost passou Berger e foi a caça de Senna, mas os três estavam bem próximos de Piquet que liderava.
Começaram os pits-stops. Prost foi o primeiro a parar com pit-stop ruim, voltando em sexto, logo em seguida, foi Piquet que parou e voltou em quarto. Senna tomou a ponta com Berger colado. Ayrton parecendo prever que Berger tinha ” coelhos na cartola” tentou resistir ao máximo, mas sem conseguir ficar muito tempo na pista. Parou e Berger assumiu a ponta.

Berger sumiu na frente e em nenhum momento a Benetton cogitou de trocar os pneus Pirelli, diferentes da Lotus,Williams e McLaren (Goodyear), o vencedor estava decidido. Porém, para o resto muita coisa ainda valia, Piquet e Mansell fizeram suas segundas paradas, Nelson ficando mais atrás e Mansell longe dos pontos. Senna também  precisou de mais uma parada, com isso Prost foi a segundo, mas Piquet ainda precisou de mais uma parada (3ª) ainda, voltando em sexto a frente de Mansell, ficando em situação dramática no campeonato.

A corrida chegava ao final, com Senna em terceiro pressionado por Johansson, até que o motor da Ferrari estoura e o Sueco fica fora, no óleo do motor da Ferrari, Patrese bate a Brabham e fica fora também, quarto e quinto fora na mesma volta.Piquet sobe a quarto, sobrevive no campeonato e Mansell quinto descarta os pontos.
Nas voltas finais, nada muda e Berger conquista a sua primeira vitória e a primeira vitória da Benetton na F1. Prost se fortalece na briga do título em segundo e Senna fecha o pódio em terceiro.
Mais uma vez, veremos um vídeo da primeira parte da corrida retirada do youtube do canal do MrVinnicius1995 mostrando esta corrida histórica.
Abraços and keep yourself alive. 

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Grande Prêmio da África do Sul de 1976

Mais de um mês após a primeira etapa em Interlagos, a F1 chegou à Kyalami com algumas novidades, mas com Niki Lauda como grande favorito. Após um início de campeonato desapontador, a Lotus se viu sem seus dois pilotos que correram no Brasil, com Mario Andretti assumindo o carro da Parnelli, que estrearia na África do Sul, enquanto Ronnie Peterson rescinde seu contrato, decepcionado com o carro que tinha em mãos, somado às duas temporadas ruins que teve na Lotus, e foi para a March. Colin Chapman teve que se conformar com dois pilotos inexperientes (Bob Evans e Gunnar Nilsson) para correr em Kyalami, enquanto corria contra o tempo para acertar o seu novo carro (e desenvolver o seu novo conceito de carro-asa em segredo). Fora das pistas, Lauda chegava à Kyalami com sua nova namorada, a bela Marlene Knaus, com quem se casaria poucas semanas depois, enquanto James Hunt era perguntado sobre a rumorosa separação com Suzy, que naquele momento estava nos braços de Richard Burton, no outro lado do Atlântico...

Mesmo em posições bem distintas no amor, Lauda e Hunt brigam pela pole-position, com vantagem, assim como aconteceu em São Paulo, para o inglês da McLaren, superando o rival da Ferrari por um décimo de segundo. A grande surpresa foi ver John Watson colocar seu novo Penske, que teve seu carro sob suspeita, por causa de uma aleta lateral, em terceiro lugar no grid, com Mass confirmando a boa fase da McLaren, completando a segunda fila. Regazzoni ficou num obscuro nono lugar, logo à frente de Peterson, se adaptando rapidamente ao seu novo carro. O sueco ainda viu sua antiga equipe ficar em 23º (Evans) e 25º (Nilsson).

Grid:
1) Hunt (McLaren) - 1:16.10
2) Lauda (Ferrari) - 1:16.20
3) Watson (Penske) - 1:16.33
4) Mass (McLaren) - 1:16.45
5) Brambilla (March) - 1:16.64
6) Depailler (Tyrrell) - 1:16.77
7) Pryce (Shadow) - 1:16.84
8) Laffite (Ligier) - 1:16.88
9) Regazzoni (Ferrari) - 1:16.94
10) Peterson (March) - 1:17.03

O dia 6 de março de 1976 amanheceu nublado em Joanesburgo, mas não havia previsão de chuva e todos os pilotos largariam com pneus slicks e sem a preocupação com o tradicional excessivo calor que marcava o Grande Prêmio da África do Sul naqueles tempos. Quando foi dada a bandeirada, Lauda traciona bem, o inverso acontecendo com o pole Hunt, que caiu para a quarta posição. Watson também larga mal e com isso, Mass e Brambilla sobem para segundo e terceiro, respectivamente, enquanto que no meio do pelotão, um acidente envolve o anfitrião Ian Scheckter, atingido na traseira na freada da primeira curva pela Williams de Michel Leclere, fazendo o sul-africano abandonar a sua prova caseira imediatamente.

Sem Hunt para lhe pressionar, logo Lauda começa a abrir vantagem sobre o segundo colocado, que na freada da primeira curva, a Crowthorne, da segunda volta, já era a March de Brambilla. Tentando se recuperar de sua má largada, Hunt logo ultrapassa o seu companheiro de equipe Mass e pressiona Brambilla pelo segundo lugar, assumindo a posição na sexta volta, mas já se encontrava 5s atrás de Lauda, que acabava de marcar a volta mais rápida da corrida, mantendo um ritmo forte no começo de prova. Mass e Brambilla passam a brigar pela terceira posição, se distanciando de Hunt, que corria sozinho em segundo. Motivado com seu novo carro, Peterson corria na quinta posição e liderava um bom grupo de carros, que tinha também Depailler, Pryce, um decepcionante Regazzoni e Jody Scheckter. Porém, na 16º volta, Peterson acaba saindo da prova ao desviar de Depailler na Crowthorne, enquanto o francês da Tyrrell cai para 12º. Quem se aproveita da confusão é Tom Pryce, que assume a quinta posição e se aproxima de Brambilla, que perdia rendimento. Lauda liderava com tranquilidade, mas um problema nos freios de sua Ferrari fazem com que o austríaco tivesse dificuldades de dirigibilidade, mas Lauda mantém o ritmo forte e tinha 12s de vantagem em cima de Hunt. A Brabham iniciava sua parceria com a Alfa Romeo de forma problemática, com Reutemann e Pace abandonando a corrida com problemas de lubrificação do motor, por erro de projeto no reservatório de óleo do novo carro.

Outro que abandonava era Jarier. Após uma ótima corrida em Interlagos, o francês da Shadow abandona discretamente na 29º volta, quando corria apenas em 14º. Brambilla é ultrapassado por Pryce, Regazzoni e Scheckter, saindo da zona de pontuação e sendo perseguido por um grupo formado por Watson, Laffite e Andretti. O italiano da March tinha sérios problemas de equilíbrio em seu carro e saía muito de frente. Na metade da prova, a corrida fica estática e até mesmo chata. Para quem pensa que corridas chatas só acontecem nos dias de hoje... Com seu problema de equilíbrio na Ferrari, Lauda diminui o seu ritmo forte, mas Hunt tira poucos centésimos por volta, deixando Niki com uma boa vantagem sobre o inglês, enquanto Mass também corria sozinho em terceiro. Pryce vinha num sólido e solitário quarto lugar, até ter um furo no pneu na volta 44, fazendo com que o galês fosse aos boxes trocar o pneu defeituoso. Em tempos de pit-stops quase improvisados, Pryce perde muito tempo. Nesse momento, a única briga na corrida era pela quarta posição, herdada por Regazzoni, mas o suíço era pressionado por Scheckter, que consegue a ultrapassagem na volta 50, enquanto o sexto colocado Laffite abandona com o motor quebrado. Três voltas depois é a vez do motor Ferrari de Regazzoni se entregar, deixando o suíço zerado após duas corridas, enquanto Lauda liderava sua segunda corrida.

Porém, Hunt tirava aos poucos a diferença para Lauda, mas apesar da luta do inglês da McLaren, a corrida já estava perto do fim. Brambilla, ainda com os mesmos problemas do início da corrida, segurava os ataques de Watson pela quinta posição. Porém, o que faria Brambilla perder a posição, não apenas para Watson, mas também para Andretti e sair da zona de pontuação foi que o March ficou sem combustível nas voltas finais, fazendo com que a March realizasse um improvisado reabastecimento e relegando Brambilla ao oitavo posto, lembrando sempre que em 1976 apenas os seis primeiros colocados marcavam pontos. Emerson Fittipaldi vinha fazendo uma corrida satisfatória, andando no mesmo ritmo do recuperado Tom Pryce em seu Shadow, mas o brasileiro acabou tendo o motor do seu Copersucar quebrado nas voltas finais. Lauda ainda teria um pequeno drama adicionado ao problema de equilíbrio do seu carro, quando faltando seis voltas para o fim, um furo lento apareceu em um dos seus pneus e Niki teria que se equilibrar para ver a bandeirada final. Hunt baixa de 5s para 1.3s sua desvantagem no final, mas seu esforço final não foi o suficiente e Lauda vence pela segunda vez em 1976, com as duas McLarens completando o pódio, mostrando mesmo que a temporada seria uma disputa entre Ferrari e McLaren. Schecker faz uma corrida anônima na quarta posição, enquanto aguardava o seu novo P34, e Watson marcava os primeiros pontos da Penske, o mesmo fazendo Andretti com a Parnelli. Mesmo a McLaren estando bem competitiva, o ritmo de corrida da Ferrari era melhor, ainda mais contando com a excelente fase de Lauda. Porém, muita coisa ainda iria acontecer na temporada de 1976...

Chegada:
1) Lauda
2) Hunt
3) Mass
4) Scheckter
5) Watson
6) Andretti   

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GP da Alemanha de 1986: A dobradinha esquecida

Caros amigos do Gp Expert,

Continuamos nossa saga por 1986,chagando agora ao GP da Alemanha,muito se fala da famosa dobradinha brasileira em que Piquet-Senna deram show na Hungria,mas poucos se lembram que uma corrida antes os fizeram outro espetáculo em Hockenheim.
Piquet ainda enfurecido com os problemas estava disposto a mostrar quem era o primeiro piloto da Williams,sendo bem mais rápido que Mansell nos treinos,mas não passou da terceira fila.As Mclarens fizeram a primeira fila com Rosberg anunciando aposentadoria na pole.
Na largada,Senna saindo da segunda fila,força entre as duas Mclarens e assume a ponta trazndo Berger em segundo, mas a confusão viria mais atrás com Johansson tocando em dois carros e tirando Teo Fabi da prova.
Rosberg em uma manobra só,passa Senna e Berger e Pique começa a sua arrancada passando Prost,Berger e Senna chegando a segundo.Prost passa Senna e Berger abandona, Mansell vai indo num sonolento quinto lugar.Piquet arma o ataque e passa Rosberg e assume a ponta, abrindo na frente.
Começam os pit-stops, com todos mantendo suas posições, mas Piquet  e Mansell precisam de mais um pit-stop e Piquet cai para terceiro, mas atropela a concorrência, passa Prost e numa Manobra épica  passa Rosberg por fora assumindo a ponta.
Nas voltas finais começa o drama da Gasolina,as diferenças encurtam e o ritmo diminui.Senna passa Prost na penúltima volta e ultrapassa Rosberg na última, que fica sem gasolina.Piquet com aluma sobra vence,Senna se arrasta e cruza em segundo,Prost não consegue e fica sem gasolina e fica a pé na reta,desce do carro empurra,mas não consegue.Com isso, Mansell sobe a terceiro.
Uma corrida excelente para os brasileiros foi ofuscada pela corrida seguinte,mas não esquecida aqui.Vemos hoje, mais um vídeo retirado do youtube de posse do MrVinicius1995 com a largada desta corrida.
abraços and keep yourself alive. 

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GP DA INGLATERRA DE 1986:A GUERRA COMEÇA

Caros Amigos do Gpexpert,

A história dessa corrida começa na manhã daquele domingo.Piquet,pole, testa o carro reserva faz apenas o vigésimo terceiro tempo, resumo: carro estava horrível e Piquet dispensa o carro reserva.
A corrida:Piquet e Mansell fazem a primeira fila. Na Largada:Piquet-Senna tomam a ponta, Mansell, de cara, tem o câmbio quebrado e mal larga,parecia o fim para o inglês,mas...um acidente muda tudo.Thierry Boutsen tem acelerador travado, bate na barreira de pneus e volta à pista, causando uma grande confusão.A Ferrari de Johansson empurra a Ligier de Jacques Lafitte para um paredão de concreto,num ponto em que não se bate carros em Brands Hatch.Lafitte bate quebra as duas pernas, a bacia e encerra a carreira, na corrida igualaria o recorde participações de Graham Hill (176).Conclusão:a corrida que tinha os brasileiros na ponta para em bandeira vermelha.
Em uma hora para a retirada de Lafitte do carro.Piquet dorme e Mansell troca de carro usando o reserva de Piquet (aquele horrível)!
Segunda Largada:Piquet pula na ponta com Berger indo em segundo e Mansell em seguida.Rapidamente,Mansell passa Berger e vai para cima de Piquet.Pouco tempo depois,Mansell passa Piquet e assume a ponta.Nessa altura Rosberg,Senna,Berger,Alboreto já estão fora da prova e Prost, num terceiro bem longe.Piquet começa a perder contato com Mansell e antecipa o pit,Mansell para depois.Piquet, mesmo com pneus aquecidos, não consegue passar Mansell, que depois começa a controlar a distância e vence a corrida na frente de sua torcida.
Mansell em estado de graça e Piquet com cara de velório,sem entender como o carro horrível havia o vencido.Piquet tão bravo afinal disse a seguinte frase:"Torço para Prost e Senna continuem na briga do título também".Vejam o nível de estresse que Piquet estava.
O vídeo de hoje retirado do youtube do Edson N.,mostra a primeira largada e a batida de Lafitte.
abraços and keep yourself alive!

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1986:Gp Espanha, a batalha campal.

Caros Amigos do Gp Expert,

Segunda etapa do Campeonato:Jerez,Sul da Espanha.
Começa com Senna-Piquet,na primeira fila,de novo.Largada!Senna-Piquet tomam a ponta,Mansell cai para sexto ao final da primeira volta,mas começa uma reação incrível,passando um por um chegando a segundo.E depois de aproveitar uma ultrapassagem em um retardatário, passa Senna e assume a ponta.
Parecia que Mansell iria embora na ponta,mas voltas depois,Senna começa a retirar a diferença e cola em Mansell,trazendo Prost como fiel perseguidor dos dois.Piquet já havia abandonado a prova, quando começou uma das maiores batalhas que a F1 já viu.
Mansell, que já havia se dado mal em enroscos com Senna nas duas últimas corridas,não permitia que Senna o passasse de forma nenhuma.Foram várias vezes, que Senna quase bateu em Mansell tentando ultrapassar e algumas saídas de pista.Mansell furioso como nunca, sofreu a ultrapassagem onde menos esperava e ainda perdeu a posição para Prost.
Parecia tudo definido,mas...Mansell,espertíssimo, vai aos boxes,troca os pneus e volta voando,quebrando recordes da pista.Passou por Prost e voa para cima de Senna,mas a corrida está quase no fim.
Na última curva, Mansell cola em Senna,sai na reta no vácuo,tenta de um lado a passagem,toma a fechada, tenta no outro lado,mas a reta é curta e Senna vence por pífios 0,0014 segundos!
Uma das chegadas mais apertadas  da história.A volta de desaceleração mostra que nenhum dos dois sabe quem ganhou,mas Senna é confirmado vencedor.Ufa!
Veja o compacto dessa corrida espetacular tirado do Youtube.Abraços and keep yourself alive! 

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1986:Início Promissor

Caros amigos do GPexpert,

Começando a temporada de 1986, em Jacarepaguá.E foi de maneira perfeita:Senna e Piquet fazendo a primeira fila.Na largada,Senna pula na ponta com Mansell passando Piquet e tomando o segundo lugar.Ainda na primeira volta,Mansell com um carro muito rápido,precipita-se e tenta passar Senna no momento errado.Resultado:Senna fecha Mansell, que perde o controle do carro,bate e fica fora.Senna e Piquet na frente.Festa da torcida!
Duas voltas depois,Piquet muito rápido e com uma posição muito melhor,ultrapassa Senna e vai embora.Daí para frente a corrida, fica até monótona com os dois brasileiros espaçados e controlando a corrida.Destaque o elevado número de quebras,costume na primeira corrida do ano e a corrida de recuperação de Prost, que saiu de nono, passando todo mundo chegando a segundo e depois a primeiro no pit stop de Piquet.
Por pouco tempo, Piquet passou Prost e depois o francês abandonou com o motor quebrado.A dobradinha Brasileira voltava.Piquet e Senna mudavam de posição nas trocas de pneus e final fecharam o resultado perfeito para o Brasil.Destaque para as Ligiers que fizeram terceiro e quarto, com Lafite e Arnoux.
Os vídeos de hoje tirados do youtube mostram o início dessa corrida e o Jornal Nacional da véspera do GP,notem o destaque dado a Senna e Piquet,mas convenhamos:eles faziam na pista por merecer!
Abraços and keep yourself alive!


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A vez do seis

Caros amigos do Gpexpert,

Depois de uma longa e estúpida pausa estamos de volta.Seria hora de analisar testes e perspectivas para o ano que começa,mas tudo a ser dito agora, não passa de mera especulação.
Por isso,vamos voltar no tempo, ver o melhor de uma temporada de ano 6.Eu vejo F1 faz quase trinta anos,então não dá para citar as temporadas de 56,66,76 (que pode ser vista no filme Rush),tivemos uma temporada "chulé" em 1996, a disputa entre Damon Hill e novato Jacques Villeneuve.Um boa temporada em 2006, bem disputada por Schumacher e Alonso, mas temporada boa mesmo foi a inesquecível de 1986.
Para alguns, a melhor temporada da história da F1.Como todas as temporadas, tivemos boas corridas e corridas ruins,mas a disputa pelo título entre Prost-Mansell-Piquet-Senna foi algo que poucas vezes visto.Uma temporada equilibrada por quase todo ano, que terminou na épica final em Adelaide, coroando um bicampeonato esplendoroso de Prost.Para o Brasil, um ano excelente,mesmo sem título, muitas vitórias e grande atuações,tendo Piquet e Senna como protagonistas.Um tempo que não volta mais.O Pesar daquele ano foi o acidente fatal de Elio de Angelis com o inovador Brabham BT55 em Paul Ricard, cavaleiro negro deixou saudades...
De início, vamos mostrar um tributo à 1986,retirado do youtube e feito pela F1archives, a música  "Holding out for a Hero" de Bonnie Tyler para uma temporada cheia de heróis. 
Abraços and keep yourself alive.

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Nico Hulkenberg confiante para a temporada de 2016 da Fórmula 1


Nos últimos anos a Mercedes e os seus dois pilotos, Lewis Hamilton e Nico Rosberg tem dominado o Campeonato do Mundo de Fórmula 1, ficando complicado para os restantes pilotos acompanharem o andamento destes dois pilotos.

No entanto o piloto de 28 anos da Force India, Nico Hulkenberg afirmou esta semana que irá dar o seu melhor na próxima temporada para conseguir assim conquistar o seu primeiro pódio na Fórmula 1.

Apesar do piloto alemão já ter brilhado em outras modalidades, isso não tem acontecido na Fórmula 1, muito devido ao elevado andamento de Hamilton e de Rosberg, já que estes dois pilotos têm conseguido nos últimos anos manter um ritmo muito superior ao dos restantes pilotos.

Em entrevista á Autosport, o piloto alemão da Force India começou por afirmar o seguinte: “Algumas coisas fogem do nosso controlo. Mas precisar de estar constantemente a aprender com qualquer erro, principalmente com os nossos. É assim que se evolui, é isso que importa. Quero que esta seja a minha melhor temporada em termos de pontos e de posição no final do ano. E quero estar no pódio."

Hulkenberg revelou ainda estar muito satisfeito com  o prolongamento do seu contrato com a Force India, lembrando que o piloto alemão neste momento tem contrato até ao final da temporada de 2017.

"Renovei o meu contrato com a Force India e estou ansioso para fazer o melhor. A Fórmula 1 sempre foi um desporto de equipas, sempre teve a ver  com quem estamos a trabalhar e estou muito feliz com a minha, a Force India".

O piloto germânico afirmou que ainda era muito cedo para saber como iria ser a temporada do Campeonato do Mundo de 2016 da Fórmula 1, no entanto acredita que todos se estão a preparar muito bem e que será um campeonato mais equilibrado.

Na temporada de 2015  Nico Hulkenberg conseguiu terminar no top 10 no Mundial de Pilotos, ficando na décima posição com 58 pontos conquistados.

Lembrando que o Mundial de Pilotos foi uma vez mais conquistado pelo britânico Lewis Hamilton que terminou com 381 pontos, sendo que nas apostas desportivas da bet365 Lewis Hamiltn é novamente o favorito para conquistar o Titulo Mundial.

Já no Mundial de Construtores a Force India terminou na 5. posição com 136 pontos, sendo que a Mercedes foi a grande vencedora tendo terminado com 703 pontos.

As equipas estão neste momento a preparar a temporada de 2016, que irá começar no dia 20 de Março, em Melbiurne com a realização do Grande Prêmio da Austrália.

Por ultimo referir que este ano o Campeonato do Mundo de Fórmula 1 irá ter mais duas corridas do que o ano passado, fazendo 21 no total.

Os Grandes Prêmios para 2016 irão acontecer na: Austrália, Bahrein, China, Rússia, Espanha, Mônaco, Canada, Baku, Áustria, Inglaterra, Hungria, Alemanha, Bélgica, Itália, Singapura, Malásia, Japão, Estados Unidos da América, México, Brasil e finalmente Abu Dhabi que irá acontecer no dia 27 de Novembro de 2016.

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Grande Prêmio do Brasil de 1976


A Formula 1 iniciava a temporada de 1976 com várias novidades. Boas e ruins. A principal era a saída do bicampeão mundial Emerson Fittipaldi para a equipe de sua família, numa tentativa de levar o carro brasileiro rumo ao estrelato, desafiando as equipes estrangeiras. O primeiro contato de Emerson com o Copersucar foi em Paul Ricard e o brasileiro encontrou vários problemas estruturais, tanto do carro, como também da equipe, nova e cheio de problemas de noviciado. Porém, os testes realizados em Interlagos em Dezembro de 1975 tinham sido bem promissores. Assim como era promissor a equipe Hill, dizimada em um acidente de avião em novembro de 1975, matando o lendário Graham Hill e a revelação da temporada anterior, Tony Brise. Sem Emerson Fittipaldi, que saiu de forma conturbada, a McLaren trouxe James Hunt da Hesketh, que foi absorvida pela parceria entre Frank Williams e Walter Wolf, pois Lord Hesketh simplesmente não tinha mais dinheiro. A Ligier estreava utilizando os espólios da antiga Matra e trazendo o promissor (mas não jovem) Jacques Laffite.

A expectativa em Interlagos era acerca da performance de Emerson no Copersucar. Taxado de louco por muitos, o brasileiro deu uma ponta de esperança aos compatriotas com uma atuação impressionante com o modelo FD-04 nos treinos, colocando o carro na quinta posição e sempre andando no pelotão dianteiro. Porém, a surpresa maior foi ver James Hunt estrear muito bem pela McLaren e conquistar a sua primeira pole position na F1, superando a Ferrari do atual campeão Niki Lauda. Tentando repetir a incrível performance do ano anterior, Jean Pierre Jarier pôs seu Shadow negro (e sem patrocínios...) em 3º, à frente de Regazzoni. Brabham e Lotus decepcionaram amargamente nesse início de temporada, com posições apenas intermediárias para seus reconhecidamente bons pilotos.

Grid:
1) Hunt (McLaren) - 2:32.50
2) Lauda (Ferrari) - 2:32.52
3) Jarier (Shadow) - 2:32.66
4) Regazzoni (Ferrari) - 2:33.17
5) Fittipaldi (Copersucar) - 2:33.33
6) Mass (McLaren) - 2:33.59
7) Brambilla (March) - 2:33.63
8) Watson (Penske) - 2:33.87
9) Depailler (Tyrrell) - 2:34.49
10) Pace (Brabham) - 2:34.54

O dia 25 de janeiro de 1976 amanheceu com sol forte em São Paulo, no dia de mais um aniversário da metrópole. A largada seria dada por sinais luminosos, que aos poucos substituíam a tradicional e antiquada bandeirada de largada. Talvez mal acostumado com a novidade tecnológica, os protagonistas da primeira fila largaram mal e quem se aproveitou disso foi Regazzoni, que pulou para primeiro na famosa Curva 1, enquanto Lauda também ultrapassava Hunt. Jarier não larga tão bem e Fittipaldi faz o autódromo de Interlagos vibrar ao pular para 4º, mas ao contornar a Curva 1, a corrida do brasileiro estava acabada. Um problema na bomba de combustível fazia com que a alimentação do Copersucar cortasse nas curvas para a esquerda, fazendo com que Emerson ficasse extremamente lento nas Curvas 1, 2 e da Ferradura. Fittipaldi cruzaria a primeira volta em 8º, perdendo muito tempo nos boxes mais tarde tentando consertar o seu problema e terminaria a corrida apenas em 13º, três voltas atrás do vencedor. "O carro é bom. E muito, podem acreditar", foram as palavras de Emerson Fittipaldi após a corrida. Palavras que não seriam nada proféticas...

As duas Ferraris começavam a disparar na frente, enquanto Hunt fazia de tudo para se aproximar dos carros italianos. Brambilla, que havia feito uma ótima largada, segurava Jarier na briga pela 4º colocação, enquanto mais atrás, as duas Lotus de Mario Andretti e Ronnie Peterson se degladiavam pela honrosa... 18º colocação! O novo Lotus 77 se revelava um fracasso retumbante no seu início de desenvolvimento e Colin Chapman ameaçou abandonar a F1 se não vencesse em 1976. Para piorar as coisas para o chefe de equipe, Peterson fechou Andretti no Bico de Pato, quebrando a suspensão dianteira do americano. Sendo que o próprio sueco abandonaria logo depois. Na briga pela 6º colocação, Mass toca na traseira da Shadow de Tom Pryce e tem que ir aos boxes no final da segunda volta, iniciando uma boa corrida de recuperação que o colocaria nos pontos. Regazzoni nunca engoliu muito ter sido superado Lauda em 1975 e por isso nem pensa em fazer jogo de equipe, segurando o companheiro de equipe mais veloz, permitindo a aproximação de Hunt e de Jarier, que havia ultrapassado Brambilla na quarta volta.

Os quatro primeiros andavam colados, com a Ferrari levando clara vantagem nas retas, mas Regazzoni só se segurou até a oitava volta, quando foi ultrapassado por Lauda no final de Retão. Com seu jeito agressivo, o suíço não aliviou em nada para Hunt e Jarier, permitindo que Lauda abrisse 6s de vantagem apenas na primeira volta em que liderou a prova brasileira! A dupla de perseguidores só não perdeu mais tempo porque na volta seguinte Regazzoni teve um pneu furado na Curva do Lago e lentamente foi aos boxes. Não antes que Hunt e Jarier, irritados por terem sido segurados por tanto tempo, terem batido rodas com a Ferrari!

Com Lauda bem distanciado na ponta, o destaque da corrida passou a ser a briga pelo 2º lugar entre Hunt e Jarier, que foi praticamente decidida na 26º volta, quando o motor Ford Cosworth de Hunt passou a funcionar com sete cilindros e por isso o inglês foi ultrapassado na curva do Lago. Sem a presença incômoda do piloto da McLaren, Jarier aumentou seu ritmo e chegava a tirar 1s por volta de Lauda, cuja a Ferrari já não tinha o mesmo rendimento. Perdendo rendimento a cada momento, Hunt tentou tirar leite de pedra de sua McLaren e o resultado se viu na 32º volta, quando saiu forte na Curva do Sol e finalmente seu motor estourou, espalhando óleo no local. Isso seria decisivo para o resultado da corrida. Na volta seguinte, menos de 2s atrás de Lauda, Jarier não viu a mancha de óleo e perdeu o controle do seu Shadow, destruindo seus sonhos de conseguir a sua primeira vitória na F1. Sem nenhum outro piloto por perto, Lauda conseguiu uma bela vitória, iniciando muito bem sua caminhada rumo ao bicampeonato. Se aproveitando dos abandonos e problemas à frente, Depailler e Pryce completaram o pódio. Emerson tinha provado que sua ida para a Copersucar não era tão louca assim naquele momento, enquanto a McLaren tentava manter o ritmo com Hunt, mas estava claro que Niki Lauda e sua Ferrari era o piloto a ser batido!

Chegada:
1) Lauda
2) Depailler
3) Pryce
4) Stuck
5) Scheckter
6) Mass

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Erros e Acertos de 2015

Caros Amigos do Gpexpert,

Faz tempo que não tem postagem,mas simplesmente por que a temporada não foi digna mesmo.Mesmo assim, vou fazer um "mea culpa",comparando o que eu escrevi com aquilo aconteceu,vamos ver mesmo, erros e acertos:

em preto a coluna de março, em vermelho  a nova parte em dezembro:


Mercedes:Embora tenha liderado apenas 2 dias de testes, trabalhou muito a única falha que seu carro tinha, a confiabilidade.Parece que obteve seus objetivos.Quando quis, andou forte, amassou a concorrência.Deve dominar a F1 em 2015 de novo.
Pilotos: Se em 2014, Hamilton era favorito. Em 2015, muito mais.Se não tiver um início atrapalhado que teve em 2014, Hamilton deve ser campeão fácil. Rosberg chegou ao seu limite técnico.

Na mosca,não merece qualquer adição!!


Williams: Embora muito otimista, foi discreta no início dos testes, mas nesta parte final, melhorou.A Williams não tem objetivos de título em 2015, a ideia é não cair de nível, no máximo, ser segundo no mundial de construtores e quem sabe,vencer alguma corrida.Algo possível.
Pilotos:Bottas deve terminar o ano a frente de Massa já que "parece" ser o mais rápido da equipe, Felipe não deve terminar o ano longe de Bottas,melhorou bastante no final de 2014.

Um bom nível de acerto,embora tenha caído o número de pódios, e sua classificação no campeonato.Pilotos vendeu o que prometeu! 

RBR:A pré-temporada de 2015 foi bem melhor para os taurinos do que 2014.Embora não tenha empolgado, andou muito mais do que no passado, o que é um progresso.Não deve ir além do foi em 2014. 
Pilotos:A dupla de pilotos é um ponto chave da equipe.Ricciardo é um bom piloto,mas será um grande primeiro piloto?Kvyat é uma interrogação.

A RBR caiu,mais ainda.Resultados ruins,brigas com a Renault.Esperava ter um motor melhor para 2016 (Ferrari-Mercedes),mas vai ficar um Renault modificado.Ano para esquecer, sem vitórias.Kvyat sem empolgar ficou na frente de Ricciardo.Incrível,mas Ricciardo teve mais problemas no carro durante o ano!

Ferrari:Foi muito bem nos testes de Jerez, em Barcelona,discreta.É um ano de muita humildade em Maranello, fazia muito tempo que a equipe não dizia que ficaria feliz com só 2 vitórias.A Ferrari pode melhorar em 2015, mas realmente, sonhar com mais de 2 vitórias,neste momento parece utopia.
Pilotos:a saída de Alonso fez bem a Ferrari, embora tenha perdido piloto excepcional que ajuda compensar as deficiências do carro, ganhou paz nesse processo de restruturação. Vettel é piloto que vive uma lua de mel com a equipe e Raikkonen não é piloto de dar declarações que prejudiquem a equipe, um ano humilde, mas com paz em Maranello.

A Ferrari foi melhor que pensávamos,mas muito longe da Mercedes.Venceu 3 corridas,ressurgindo Vettel.A expectativa vai ser maior em 2016.

Force India:Andou muito pouco com seu carro novo,não dá nem para avaliar é uma incógnita,mas não se espera nada.Por lógica, deve ser a pior equipe de 2015 ( só melhor que a Manor), pois terá que desenvolver o carro durante o ano.
Pilotos:Tem dois bons pilotos,mas devem ficar limitados aos problemas de desenvolvimento do carro.

Erramos feio! A Force India começou combalida,mas cresceu durante o ano, fez um bom carro.Teve uma posição honrosa no campeonato com um baixo orçamento.Boa surpresa!Perez teve um ano muito bom,bem melhor que o Hulk,mas nem se pode dizer que o Hulk foi mal.

Lotus:A Lotus é uma equipe que deve melhorar muito em 2015. Com motor Mercedes, e um carro totalmente novo, fez algum barulho nos testes, deve voltar a frequentar os pontos regularmente, nada muito além disso.
Pilotos:São rápidos,mas inconstantes.Maldonado e Grosjean são garantia de emoção e gastos em qualquer equipe.

Foi isso mesmo, um ano melhor que 2014,mas nada de excepcional.Grosjean foi grande surpresa do ano,muito superior a Maldonado que fez um ano péssimo! 

Mclaren:Se formos analisar apenas os tempos  e durabilidade do carro, poderíamos cravar que será um inferno o ano para McLaren, mas por se tratar de McLaren-Honda-Alonso esperamos um começo difícil, mas um futuro promissor. De início, só brigará por pontos.
Pilotos:Tem uma dupla boa para desenvolvimento do carro.Alonso andará na frente (e bem na frente) de Button, que deve se despedir da F1 no final do ano.Esperamos que Alonso seja tão paciente com  a equipe como parece estar sendo até agora.

Erramos de novo!O Ano da Mclaren foi um inferno mesmo!Ninguém esperava que fosse tão ruim.Para piorar minha previsão, Button foi melhor que Alonso na pontuação.Isso se deve mais ao carro, que ruim demais foi explorado melhor pelo motivado Button do que pelo chateado Alonso!

STR:Fez mais do mesmo, como sempre.Quase ninguém comentou as suas atuações nos testes.Deve fazer alguns pontos e só.
Pilotos:São o destaque da equipe.Acredito muito no Max Verstappen, que deve ser o novato do ano, mas não esse gênio todo.Carlos Sainz deve ser ofuscado por ele.

Acerto na equipe,nos pilotos vale ressalva.Sainz começou o ano bem melhor que Verstappen, marcou pontos primeiro e largou a frente do holandês várias vezes,mas depois foi se apagando e acabou mesmo ofuscado por Verstappen.

Sauber: A equipe Suíça parte do seguinte pensamento:"Não há como ser pior que 2014", a equipe melhorou,sim, mas não deve estar tão bem como se viu nos testes.Brigar por pontos em algumas corridas já será bom para os suíços e nada mais.
Pilotos:Uma dupla questionável. Sem currículos, vão ser alvo de críticas, a equipe deveria ter pelo menos um piloto mais rodado e reconhecidamente bom.

Mais um acerto em equipe.Nasr oscilou:começou muito bem,caiu no meio da temporada e no final melhorou.Ficou na frente de Ericsson,mas a Sauber ficou limitada a sua recorrente falta de dinheiro e amadorismo. 

Manor:Vai simplesmente completar o grid e vender lugares a pagantes, vai ser muito mais lenta que todo o resto e se tiver regra 107% nem deve conseguir classificar seus carros.O que se deve esperar de uma equipe que nem viu o carro,patrocinadores e usará motor 2014.
Pilotos:Will Stevens, dizer o que?!

E foi isso mesmo.Com relação aos pilotos:Mehri e Stevens não acrescentaram nada a F1 e não devem voltar em 2016,vi algum potencial no Rossi,mas resta ver se teremos Manor em 2016. A pergunta que não quer calar é: como conseguiram um contrato de motores com a Mercedes para 2016?

Abraços and keep yourself alive!  

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GP Brasil 1990

NAKAJIMA ESTRAGA A FESTA
A Formula 1 regressa em festa ao novo Interlagos. Ayrton domina os treinos e a corrida até se encontrar com Nakajima no Pinheirinho e dá 6ª vitória no Brasil ao cerebral Prost. Moreno não passa as pré com falta de gasolina, Gugelmin também fica de fora. Muito público, que recebe o Presidente Collor e vaia Balestre:
Por Francisco Santos
TemporadaDados do GP
Dez anos depois eles voltaram "a casa”. De onde nunca deviam ter saído. Nem por um ano apenas. Nem porque o Rio de Janeiro, é o... Rio, realmente a "cidade maravilhosa".
Aqui, sim, neste mais maravilhoso de todos os autódromos do mundo, cinquentão rejuvenescido com todo o esplendor da nova tecnologia a fazer brilhar ainda mais a sua topografia única, é o lugar perfeito para o GP do Brasil. Depois de nove anos em Jacarepaguá, a F1 regressou ao berço do automobilismo brasileiro, onde Emerson e "Moco" nasceram para a competição e fizeram vibrar o seu público vencendo três GPs.
E, agora, os paulistas ávidos de ver um GP de novo em sua casa, ali do lado do coração da indústria automotiva brasileira, queriam vivenciar a vitória do seu ídolo. Parecia que o batismo desta grandiosa obra só poderia ser feito com a champagne de Ayrton, esse "menino paulista bom" que conquistou o coração brasileiro.
Se a emoção de reencontrar a F1 aqui; se o reconhecimento do esforço de pôr de pé este autódromo em quatro meses; se as memórias de momentos históricos aqui vividos; se as recordações de realizações menores pessoais; se a tristeza da nova F1 me ter roubado para sempre a curva 1 onde me emocionara a ver e sentir Tom Pryce ser o primeiro a fazê-la de "pé em baixo"; se tudo isso, e mais a estonteante beleza daquele recinto enquadrado por uma alegre multidão sedenta de se reencontrar com a F1, e toda a sua imponência vista de helicóptero me deixava sem ar, de olhos embaçados, estou certo que a maioria dos 80.000 espectadores que encheram Interlagos sentiram-se defraudados quando tiveram de assistir à fatalidade da precipitação de Ayrton e a imperícia de Nakajima lhes roubar a vitória de Ayrton, um primeiro lugar que parecia não lhe fugir, pelo comando fácil e incontestado que teve até à 40ª volta. Ainda por cima, terem de "engolir" a 6ª vitória de Alain Prost no Brasil. Logo ele, que lhes roubara o bi de Ayrton de forma escandalosa.
Se tivesse dado para suster todas essas emoções até poderiam ter visto que se começava a desenhar ali uma nova temporada mais competitiva, com as Williams-Renault a discutirem os primeiros lugares - Boutsen poderia ter ganho a prova, não fosse a sua parada desastrosa no box -, a Ferrari de Prost com fiabilidade e andamento, e a nova garra de Piquet.
Mas, que importa Ayrton não ter ganho? Foi terceiro e continua a liderar o campeonato. O importante é que o GP do Brasil veio para ficar. Em Interlagos. Na sua nova antiga casa de sempre. Essa vitória ninguém lhes tira.

Primeiro contato: pilotos maravilhados.
Como se trata de uma pista nova, houve treinos livres na 5ª feira. Infelizmente choveu. Mesmo assim ainda deu para andar: de manhã, os motores Lamborghini V12 com sua maior suavidade a baixa rotação mostraram sua valia - Donnelly repetiu a proeza dos treinos sob chuva em Phoenix e voltou a ser o mais rápido, com Warwick em terceiro, Bernard quarto e Suzuki sétimo; à tarde, com pista menos molhada, Senna, Prost, Mansell e Berger repuseram a verdade, e Suzuki era quinto. Depois, os céus abriram-se numa chuva torrencial que alagou as boxes e fez prever o pior.
Mas, para já, todo o mundo estava maravilhado com Interlagos, embora se notasse ainda faltar acabar algumas coisas. Os boxes e o "pit lane" são agora do melhor que existe no mundo. Os 4.325m de pista mantiveram muito do carácter e temperamento dos 7.960m com subidas (subida do Lago), curvas de raio constante (Sol), apertadas (bico de Pato e Pinheirinho), retas longas, e descidas. O desafio continua o mesmo, e a visibilidade para o público espetacular. Só falta a curva 1, agora substituída pelo "S" do Senna.
Numa coisa os computadores falharam: a velocidade média de um F1 é mais baixa do que o previsto - apenas 200km/h, apesar de se atingirem 300km/h na linha de chegada.

Moreno sacrificado nas pré.
Oito da manhã: chuva fraca, pista úmida. Não foi surpresa as Lola/Lamborghini terem sido sempre os mais rápidos e passarem esta seleção com facilidade. Grouillard chegaria a fazer o melhor tempo, mas completou essa volta com a bandeira quadriculada já baixada. No entanto já havia feito o terceiro tempo, com Dalmas também conseguindo a qualificação, pela primeira vez desde que saiu da Larrousse na metade de 1989, e a primeira vez que um AGS passa as pré.
Quem não passou foi Roberto Moreno. Começou o treino com pneus de chuva, mas não chegou sequer a completar uma volta, pois um curto-circuito queimou a central eletrônica do carro. Passou para o carro de Langes. Fez o melhor tempo até então. Quando os Lola montaram slicks bateram-no imediatamente. Mas, Moreno não teve chance de responder, pois ficou parado no circuito sem gasolina, voltando para o box lavado em lágrimas. Langes, ficou sem carro. Tarquini e Gachot, com problemas de seletor de câmbio, Gary Brabham, com uma manivela quebrada antes de completar sequer uma volta, não passaram.

Os dois March de fora.
Fazendo o melhor tempo em todas as quatro sessões de treino, Ayrton Senna dominou por completo os dois dias.
Num circuito a 800m de altitude, os V10 e V12 tinham ainda mais vantagem sobre os V8. Não foi de estranhar que nas primeiras 3 filas provisórias do primeiro dia se encontrassem, por ordem, aos pares, os McLaren/Honda, os Williams/Renault, e as Ferrari, de novo com problemas de suspensão para conseguirem subir a temperatura dos pneus Q, o que sucedeu com vários outros carros. Mas, a diferença entre esses seis era de apenas 0,694s! Alesi estava em 7º. Senna e Berger eram os únicos a superarem os 200km/h de média.
A manhã seguinte começou da mesma forma, com Senna, Mansell e Gugelmin a baterem, e Prost de novo com o 2º tempo dos treinos livres. A tarde, os tempos não baixaram. A pista estava mais lenta, com óleo em algumas curvas. Mas, Ayrton, como de costume, suplantou até as condições: "Vi que nos últimos minutos, com mais borracha na pista, ela haveria de ficar mais rápida. Quando faltavam 10m saí com o mesmo jogo de pneus, só para checar. Vi que dava. Voltei à box, pus novo jogo de Qs, e esperei pelos últimos 3m para fazer a minha melhor volta." E, que volta! Perfeita. Menos de 0.5s que na véspera.
Na cauda do pelotão, catástrofe para os dois Leyton Hlouse - 29º e 30º tempos. Depois do pódio no Rio, em 1989, foi um desilusão para Maurício Gugelmin: "Tentamos tudo no carro, mas nada deu certo".

A grande festa
Enquanto os dias de treino tinham tido relativamente pouco público, no domingo de manhã toda a região de Interlagos já vibrava antes mesmo do raiar do sol. Nos acessos mais próximos o trânsito já era pesado, horas antes do "warm-up". No ar, dezenas de helicópteros levando os VIPs para as bancadas e hospitality centers especiais. Cá embaixo as filas se estendiam e as arquibancadas lotavam. Nas casas vizinhas os melhores lugares eram ocupados, a preços de ouro. Uma grande festa. Os 26 carros alinharam para a largada, e os dois McLaren dispararam na frente, com Ayrton no comando, perante a alegria da torcida. Mas, De Cesaris, que estava na 5ª fila do grid atrás de Alesi, largou bem e colocou-se ao lado do francês, por fora da aproximação da primeira curva para a direita, tentando-o passar. Claro que Alesi, que também largara bem e tinha Patrese, que partira lento, do outro lado, colado, não evitou o toque e o Dallara foi projetado no ar, acabando o seu GP logo ali depois de uma rodada sem consequências.
Mas, para a Scuderia Itália os problemas não acabavam aí. Gianni Morbidelli, o jovem piloto de testes da Ferrari, cedido para substituir Pirro (com hepatite), ficou com o acelerador preso, fez toda a 1ª volta em primeira, foi à box de onde saiu muitas voltas depois para fazer seu primeiro GP sem mais problemas sempre em último.
Vítima do toque entre Alesi e De Cesaris, Nannini teve um aerofólio danificado e teve de ir ao box. Na frente, as duas McLaren, com Berger colado a Ayrton. Boutsen em terceiro, a chegar em Berger. Mas, este forçava demasiado os pneus e teve de diminuir o ritmo, pensando em atacar depois da troca de pneus. Prost, Mansell e Patrese perseguiam os líderes. Mais atrás, a brigada dos V8, com Alesi no comando, seguido de Martini e Modena. Warwick de 24° no grid pulara para 17ª, mas a Lotus saía de frente e arruinava os pneus, pelo que teria de trocar muito cedo (14ª volta) e pôr mais apoio no aerofólio dianteiro. A 7ª volta, Alboreto força a ultrapassagem a Grouillard no "S" do Senna, e provoca a saída do Osella para a terra. Na volta seguinte, Boutsen passou Berger na reta, na freada para o "S". "Teve um significado simbólico para mim, pois não é todos os dias que se ultrapassa um McLaren na reta!", confessou, Thierry. Berger começava a sentir-se desconfortável no seu diminuto cockpit. Na frente, Ayrton aumentava, a sua vantagem perante um público delirante que via seu sonho em vias de consumação.
Tudo estava nos conformes: na frente, os V10 e os V12, depois os V8 com Pirelli, e depois os V8 com GoodYear. Os problemas de Berger aumentavam, e Prost atacava, para à 17ª volta o passar inexoravelmente, o que Mansell deixaria de poder fazer pois começava a ter problemas de estabilidade provenientes de uma barra estabilizadora com o seu comando de ajuste no cockpit preso no limite.
Entretanto o plantei era dizimado com os mais variados problemas mecânicos e à 28ª volta já 8 carros haviam abandonado. Piquet, que largara na 13ª posição, mostrava a sua nova disposição e atacava: à 26ª volta era 9º, e à 35ª, antes de trocar pneus, era 5º.
Boutsen, que mantinha firme o 2º lugar, embora já distanciado de Senna, parou à 30ª volta. Foi um caos. "Já vinha com problemas de freios, tendo de bombear o pedal nas principais freadas. Quando entrei no box pensei em fazer tudo certo, mas ao passar a lombada da entrada no box, esqueci-me de bombear o pedal do freio, que foi até ao fundo. Não consegui parar no lugar certo." Boutsen bateu um dos pneus que estavam dispostos no chão para ele, e, pior, no mecânico Richard Ford. O bico do carro teve de ser trocado, e com esta parada desastrosa de 1m20s, baixou para 11º lugar, com uma volta de atraso de Ayrton, e perdeu qualquer hipótese de boa classificação. Perderia até muito mais...
Os demais líderes fizeram suas trocas sem problemas e Ayrton continuava na frente tranquilo, agora seguido de Prost a uma distância que ambos mantinham entre 12 e 14s. Caffi, que corria bravamente apesar das dores no ombro (faltara a Phoenix devido a uma queda de bicicleta com fratura de clavícula), abandonava devido a falta de preparação física. Atrás de Prost, a 3s, ia Patrese, com 2s de vantagem sobre Berger. Mas, nada disto era notado. Na frente, Senna chegava em Nakajima para lhe dar uma volta. Normal. Mas, depois de esperar 4 curvas atrás do Tyrrell do japonês, Ayrton, com 12,5s de avanço sobre Prost, decide não esperar mais, até porque Naka-san lhe abre a passagem no "Bico de Pato". O japonês encosta à esquerda, os Pirelli pisam no asfalto com areia, derrapam um pouco, e ele não controla bem o Tyrrell, que volta para a curva, justo para onde Senna estava. O toque é inevitável, e o bico do McLaren voa. E com ele a glória de uma vitória em casa, e a esperança do público paulista.
Senna vai à box, troca de bico, e o povo emudece. Mutos saiem de Interlagos. Era demais para eles. Culpa de Nakajima? Ele confessaria mais tarde. Precipitação de Senna, que poderia ter esperado mais 3 curvas e ultrapassado na saída da "Junção", já que tinha 12,5s sobre Prost?
O que interessa é que a vitória fora perdida. Voltava à pista em terceiro, 27s atrás de Berger. Ainda se poderia esperar uma recuperação-foguete de Ayrton, tanto mais que fez a melhor volta logo depois da parada, mas o novo bico dava demasiado apoio aerodinâmico, desestabilizando o carro. "Não quis arriscar. Já era impossível ganhar, pelo que achei melhor assegurar-me do terceiro lugar, que serve as pretensões no campeonato".
Prost tinha 11s de vantagem sobre Berger, mas a 15 voltas do fim, este começou a atacar. Mas, depois teve de diminuir o ritmo: "Comecei a ter uma dor no pé, cada vez que freava, e depois comecei a sentir um ruído estranho, parecido com o de Phoenix, e pensando que era embreagem, abrandei".
Mas, as emoções não ficavam por ali. Piquet tivera uma troca de pneus ruinosa: o jogo de GoodYears que lhe montaram "era estranho, e o carro começou logo a sair de frente". Voltou a trocar à 48ª volta, baixando para 11º lugar. Mas voltou ao ataque, passando primeiro o seu colega Nannini, e depois chegando em Alesi. Os dois tinham decidido não trocar pneus, e já sentiam falta de estabilidade. A luta com Alesi foi emocionante, e Piquet só assegurou o sexto lugar na última volta, quando o jovem francês, com o carro já a sair demasiado de traseira, entrou na subida da reta de chegada um pouco largo demais, permitindo que Piquet, o passasse por dentro, ganhando o ponto por um comprimento. Patrese abandonaria, com uma rotura no radiador de óleo, enquanto Nannini pararia a alguns metros da chegada, com um pneu nas lonas, furado.
Agora, Prost, Berger e Senna esperavam no pódio a entrega dos troféus. Balestre já estava no aeroporto. Os pilotos esperavam no pódio. Sem saber o que fazer. Prost e Senna, mudos, evitando olhares mútuos. O Presidente Collor iria ao pódio, e teria de entregar a taça ao cerebral Prost, e apenas um abraço de consolação ao ansioso Senna. Foi uma pena a festa acabar assim. Mas, a F1 ganhou mais emoção, com as Ferrari e as Williams competitivas, e um Piquet lutador à espera do Benetton novo em Imola.

OS TOMATES DE BALESTRE Depois dos episódios de inverno, entre Jean-Marie Balestre, Ron Dennis e Ayrton Senna, poucos poriam a hipótese do Presidente da FISA ir a São Paulo, onde dificilmente seria bem recebido pelo público. Mas, Balestre tem peito, lá isso tem...e, "contra o conselho dos médicos para não fazer uma longa viagem de avião veio mesmo. No entanto, antes de viajar tomou duas providências "indispensáveis: Alarmado com as imagens dos noticiários da TV francesa, mostrando, como ridículo exemplo, os saques dos supermercados na sequência do Plano Collor, enviou uma carta ao Presidente da República do Brasil, Fernando Collor de Mello: "Fui informado pelos delegados da FISA das grandes dificuldades encontradas por todas as equipes e pilotos inscritos no GP do Brasil, etapa do Campeonato Mundial de F1 da FIA. Durante a recente visita a Paris, VExa e seu filho mostraram sempre grande Interesse no automobilismo e em seus campeões. Por esta razão tomo a liberdade de pedir a VExa para dar as necessárias ordens ao seu Governo de forma a que possa ser dado todo o apoio a todos os concorrentes do Campeonato Mundial. Eu próprio, apesar de um precário estado de saúde, decidi ir a São Paulo para controlar pessoalmente todas as condições que permitam o sucesso da realização de um bom Grande Prêmio." Como classificar esta carta? Bernie Ecdestone achou-a "uma ofensa ao povo e ao governo brasileiro", principalmente por sugerir medidas ao Presidente Collor. Antes de sair de Paris, Balestre enviou fax a Thamas Rohonyi, promotor do evento, a solicitar "Acolhimento VIP à sua chegada; transporte de helicóptero do aeroporto para a pista, ou escolta policial; apetrechos especiais no seu quarto de hotel, tais como assentos almofadados..." Na realidade, foi o próprio delegado Romeu Tuma Jr, que, a pedido do Ministério dos Estrangeiros, foi receber Balestre no aeroporto de Cumbica na manhã de sábado, com vários agentes federais, que o escoltaram sempre no autódromo, um dos quais com uma maleta que deveria esconder uma metralhadora. O seu passeio pelos boxes foi patético, perante as vaias do público da arquibancada, a quem fez questão de responder com o envio de um beijo. Pior foi sua conferência de imprensa. De uma falta de tacto, Balestre conseguiu deixar-nos a todos os jornalistas presentes bem irritados e ofendidos: "Infelizmente para os jornalistas que afirmaram que eu não podia vir porque tinha uma "bronquite política", aqui estou, contra as recomendações médicas. É que tenho o perverso prazer de enfrentar um público em delírio.  Gostaria de informar o público brasileiro que este é o nosso Campeonato Mundial, da FIA. Já tivemos problemas na Córsega com o Campeonato Mundial de Ralies e tivemos de lhes lembrar que se não fossem tomadas as medidas necessárias, ficariam sem o campeonato. E, olhem que eles são mais bravos que os brasileiros. Não nos atiram tomates, mas bombas. E, de qualquer forma, os brasileiros agora nem dinheiro têm para comprar tomates!... É a terceira vez que venho a São Paulo, e de todas as vezes - 1979 e 1980 foram pilotos franceses que ganharam o GP do Brasil!..." Que falta de chá! Nem mesmo os elogios feitos à construção de Interlagos conseguiram apagar essas frases infelizes.
ASSEMBLÉIA GERAL DA FIA: VOTO DE CONFIANÇA A BALESTRE.
DECISÕES DE COMISSÁRIOS: DEFINITIVAS De 13 a 15 de março, a A.G. da FIA e a Conferência Plenária da FISA aprovaram todas as decisões do Conselho Mundial da FISA quanto aos Campeonatos Mundiais de 1989 e 90 e as do Tribunal de Apelação Internacional (como se pode aprovar decisões de um tribunal?...); felicitaram os dirigentes da FISA; condenaram os ataques à FISA, sobretudo nos casos Senna e Le Mans; renovaram a sua confiança no Presidente Balestre; modificaram os estatutos do Tribunal de Apelação Internacional, passando as decisões dos Comissários Internacionais às provas dos Campeonatos do Mundo a ser definitivas, sem apelo.

VELOCIDADES MÁXIMAS
No segundo treino de qualificação, em km/h:
Intermediária / Linha de chegada
Sessão de pré-qualificação
R.Moreno 261,39 / 273,73
C.Langes 255,01 / 266,13
B.Gachot 253,87 / 268,37
G.Brabham 151,33 /

CIRCUITO JOSÉ CARLOS PACE
O autódromo de Interlagos foi oficialmente batizado com o nome do grande piloto paulista, com o descerramento de uma placa na entrada das boxes pela Prefeita Luiza Erundina, acompanhada da viúva de "Moco", Elda Pace, por Bernie Ecclestone, e vários amigos.

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