Home | Publicações GP | Parceria | rss Rss | Facebook FaceBook | twitter Twitter | Contato

Últimos Posts

Grande Prêmio de Mônaco de 2005

Após a vitória sem contestação em Barcelona, a McLaren e Kimi Raikkonen pareciam ressurgir no campeonato e serem os maiores rivais de Fernando Alonso e da Renault, que amargaram uma derrota em casa. Com a Ferrari ainda sofrendo com os pneus Bridgestone, a tendência é que McLaren e Renault, usuários dos pneus Michelin, fossem as equipes mais forte em Monte Carlo, lugar de muitas surpresas nos anos anteriores. Antes de desembarcarem em Mônaco, todas as equipes fizeram testes com ênfase nos pneus, com a trupe da Michelin concentrada em Paul Ricard, enquanto a Ferrari testava sozinha os pneus da Brisgestone em Fiorano. Mesmo suspensa, a BAR testou em Paul Ricard, mas a volta do time inglês seria apenas em Nürburgring.

No domingo pela manhã, Fernando Alonso foi o mais rápido, mas Raikkonen, que tinha sido o mais rápido no sábado, ficou com a pole com pouco mais de um décimo na frente do espanhol. A briga entre Alonso e Raikkonen prometia! Mostrando-se em leão de treino, Mark Webber novamente marca um tempo competitivo e fica com o terceiro tempo, na frente da outra Renault de Fisichella e de Trulli, em ótima fase com a Toyota. Michael Schumacher era apenas oitavo, com Barrichello em décimo, mostrando que a Ferrari, pelo menos em 2005, não teria chances de título. No sábado pela manhã, Montoya provocou um grande acidente na subida do Cassino, que envolveu ele e o desafeto Ralf Schumacher. Montoya acabaria punido e como a Toyota não teve tempo hábil de consertar o carro do alemão, os dois largariam na última fila, com ambos tendo carro para fazer uma corrida de recuperação. 

Grid:
1) Raikkonen (McLaren) - 2:30.325
2) Alonso (Renault) - 2:30.406
3) Webber (Williams) - 2:31.656
4) Fisichella (Renault) - 2:32.100
5) Trulli (Toyota) - 2:32.590
6) Heidfeld (Williams) - 2:32.883
7) Coulthard (Red Bull) - 2:33.867
8) M.Schumacher (Ferrari) - 2:34.736
9) Villeneuve (Sauber) - 2:34.936
10) Barrichello (Ferrari) - 2:23.983

O dia 22 de maio de 2005 amanheceu ensolarado e quente, típico de um dia primaveril às margens do Mediterrâneo. O Grande Prêmio de Mônaco aconteceria sem maiores problemas e com tempo bom, diminuindo bastante as chances de zebras acontecerem. Nos bastidores, chamava a atenção a falta da família real de Mônaco, já que essa seria a primeira corrida após a morte do príncipe Rainier III. Outro fato que chamava atenção, mas nos boxes, era a Red Bull promovendo o filme Star Wars: A Vingança dos Sith, com os mecânicos da equipe vestidos com a roupa da tropa imperial e Chewbacca também marcava presença. Voltando à pista, no apagar das cinco luzes vermelhas, Kimi Raikkonen não tem muitos problemas em bater Alonso e assumir a ponta da corrida. Isso, em Monte Carlo, já é mais de caminho andado rumo à vitória. Mais atrás, Webber não aproveita a sua boa posição no grid com outra largada horrorosa, com o australiano caindo para quinto, superado pelos italianos Fisichella e Trulli. Mais atrás, Massa faz uma boa largada e deixa para trás seu companheiro de equipe Villeneuve e o compatriota Barrichello, para subir para nono.

Como é bastante comum em Mônaco, não importa a época, a corrida começa com uma procissão, mesmo Montoya, tendo largada lá de trás, já tendo pulado para 12º na terceira volta. Lá na frente, os três primeiros abriam vantagem para o resto, com Raikkonen abria gradualmente uma vantagem sobre Alonso. O espanhol da Renault era mais rápido no primeiro setor, mas Raikkonen era mais veloz nas duas outras parciais. Montoya estava preso atrás de Barrichello, enquanto Ralf estava colado na traseira do novato Vitantonio Liuzzi, mas como, oh novidade, mesmo mais rápidos, JP e Ralf não conseguiam a ultrapassagem nas apertadas ruelas de Mônaco. A corrida seguia estática e sem maiores arroubos de emoção, até Christijan Albers rodar na curva Mirabeau na volta 23. O piloto da Minardi ficou atravessado na pista e o primeiro a chegar no local foi Coulthard, que parou tranquilamente, mas Michael Schumacher não fez o mesmo e bateu com força na traseira da Red Bull de David. Os dois carros da Sauber vieram logo a seguir e formou-se o engarrafamento. Safety-car na pista e os estrategistas tinham que colocar as pestanas para trabalhar. Do incidente, apenas Coulthard, com o difusor e a asa traseira quebrada, estava de fora. Schumacher e Albers retornariam à corrida, após visitas aos respectivos pits.

Por incrível que pareça, Raikkonen ficou na pista, esperando que o seu ritmo o colocasse numa boa posição para permanecer na ponta após o reinício da corrida. Porém, a sorte do finlandês foi que Trulli resolveu utilizar a mesma estratégia, ficando em segundo. Alonso era o primeiro dos que tinham ido visitar os pits, seguido por Webber, Heidfeld e Massa. Tendo que esperar que a Renault reabastecesse o carro do seu companheiro de equipe, Fisichella caiu para oitavo. Quando a corrida voltou ao seu ritmo normal, Raikkonen saiu em disparada, num ritmo alucinante, enquanto Alonso estava preso atrás de Trulli e, o que era pior, estava estragando os seus pneus. Com o carro mais rápido da pista, Raikkonen fez sua única parada na volta 40 e voltou confortavelmente na ponta, praticamente garantindo a vitória. Mais atrás, a corrida era animada, com os dois carros da Renault começando a sofrer com o desgaste dos pneus. Alonso segurava a dupla da Williams, enquanto Fisichella, já em sexto devido às paradas de Trulli e Villeneuve, liderava um trenzinho que tinha Barrichello, Montoya e Liuzzi. Mais lento que os demais, a Renault resolve arriscar uma única parada, mas os demais pilotos, atrasados pelos carros franceses, vão aos pits por uma segunda vez. Nessa rodada de paradas, quem se deu bem foi Heidfeld, que antecipou sua parada e com pista livre, surgiu à frente de Webber, que reclamou com sua equipe depois da prova. Montoya fazia o mesmo e 'ultrapassava' Barrichello nos boxes, mas o brasileiro acabaria punido por excesso de velocidade nos boxes e cairia para décimo, logo à frente de Michael Schumacher. Fisichella sofria com os seus pneus, assim como Alonso e segurava Trulli, Montoya, Massa e Villeneuve. Era uma corrida animada, fora dos padrões monegascos!

Numa tentativa ousada, mas que não daria muito certo, Trulli tenta ultrapassar Fisichella na freada do grampo Loews e o toque entre os italianos é inevitável, fazendo com que ambos fossem aos boxes para reparos. Pior foi o que aconteceu com a Sauber. Com ambos os carros na zona de pontuação e fazendo uma corrida sólida, tudo foi pelos ares quando Villeneuve tentou uma ultrapassagem atabalhoada em cima de Massa na Saint Devote, destruindo a corrida de ambos e da Sauber. Talvez que por essas e outras, Felipe tenha chamado de Villeneuve de babaca meses antes...

Enquanto Raikkonen fazia uma corrida solitária na frente, não demorou para que a dupla da Williams encostasse em Alonso novamente. Heidfeld ensaiava a manobra na chicane do porto, conseguindo o seu intuito faltando apenas sete voltas para o fim. Vendo o que o companheiro de equipe fez, Webber sabia o caminho das pedras, mas Alonso não deu mole, cortou a chicane duas vezes, mas na terceira oportunidade, o australiano assumiu o terceiro posto. O ritmo de Alonso era tão mais lento, que o quinto colocado Montoya encostou nas últimas voltas, trazendo consigo Ralf, Barrichello e Michael Schumacher colados. Sem ser muito incomodado, Kimi Raikkonen venceu pela quarta vez na carreira e assumia de vez o cargo de principal rival de Alonso na briga pelo campeonato. Em uma corrida forte, a Williams colocou seus dois pilotos no pódio, sendo o primeiro de Webber, mas o australiano não parecia muito feliz no pódio. Alonso fez tripas coração para permanecer em quarto, frente aos fortes ataques de Montoya, mas o espanhol garantiu os importantes cinco pontos da quarta posição, mas mais atrás houve polêmica. Na última volta, Schumacher não tomou conhecimento de Barrichello e o ultrapassou na chicane do porto, deixando o brasileiro possesso. Para muitos, isso era apenas mais um chororô da longa série de Barrichello, mas aquilo foi a gota d'água de Rubinho, que meses mais tarde anunciaria a sua saída da Ferrari. Com a McLaren se mostrando cada vez mais forte nas mãos de Kimi Raikkonen, todo o bom trabalho da Renault e de Alonso rumo ao título estava em xeque!

Chegada:
1) Raikkonen
2) Heidfeld
3) Webber
4) Alonso
5) Montoya
6) R.Schumacher
7) M.Schumacher
8) Barrichello

Mais

Grande Prêmio da Europa de 2000

Desde os tempos do velho Nordschleife, as corridas em Nürburgring se caracterizavam pela inconstância do clima, porém, no novo circuito mais curto, a chance de estar chovendo em uma parte do circuito e não em outra, era diminuta, mas ainda assim o clima seria preponderante para a corrida alemã, mas com nome de Grande Prêmio da Europa. A corrida de 1999 tinha sido cheia de surpresas pela inconstância do tempo, mas se não chovesse, a corrida seria decidida, como sempre há quinze anos atrás, entre McLaren e Ferrari. Mesmo com Schumacher liderando o campeonato ainda com uma margem confortável, a McLaren estava muito confiante após duas dobradinhas consecutivas e com os carros prateados claramente mais rápidos em condição de corrida. 

Havia previsão de chuva para qualquer momento durante a classificação e por isso todos os pilotos vão rapidamente à pista e na metade da sessão, Coulthard tinha a pole provisória após sua segunda volta rápida, seguido de perto por Schumacher e Hakkinen. Então, a chuva deu as caras e faltando dez minutos para o fim da classificação, estava claro que a pole de Coulthard permaneceria intacta até o fim, para desespero de Michael Schumacher, pois a pista de Nürburgring fica relativamente próximo da sua cidade natal. Atrás do quarto colocado Barrichello, havia muito equilíbrio, com Ralf Schumacher sendo o melhor do resto numa boa exibição em casa da BMW.

Grid:
1) Coulthard (McLaren) - 1:17.529
2) M.Schumacher (Ferrari) - 1:17.667
3) Hakkinen (McLaren) - 1:17.785
4) Barrichello (Ferrari) - 1:18.227
5) R.Schumacher (Williams) - 1:18.515
6) Trulli (Jordan) - 1:18.612
7) Fisichella (Benetton) - 1:18.697
8) Irvine (Jaguar) - 1:18.703
9) Villeneuve (BAR) - 1:18.742
10) Frentzen (Jordan) - 1:18.830

O dia 21 de maio de 2000 estava nublado e havia novamente previsão de chuva para qualquer momento em Nürburg, nas montanhas de Eifel. Porém, quando os pilotos foram alinhar seus carros no grid, a pista estava seca, mas nos boxes as equipes deixavam os pneus de chuva prontos para qualquer eventualidade. A pergunta não era 'se', mas 'quando' a chuva cairia em Nürburgring. Enquanto a chuva não vinha, o pole Coulthard faz uma péssima largada e era superado facilmente por Schumacher, mas nem o alemão, nem David, esperavam pela largada relâmpago de Hakkinen, que passou entre os dois carros da primeira fila para ficar na liderança ainda antes da freada da curva um. Barrichello ainda tentou uma manobra em cima de Coulthard na curva um por fora, mas o piloto da Ferrari recua, enquanto mais atrás Villeneuve fazia outra largada sensacional, algo em que o canadense estava se especializando no ano 2000, e pulava para quinto, enquanto Trulli se enroscava com Fisichella e Irvine durante a primeira volta e o italiano da Jordan acabava tendo um pneu traseiro furado, abandonando a corrida ali mesmo.

Assim, Hakkinen liderava à frente de um agressivo Michael Schumacher, seguidos por Coulthard e Barrichello. A boa largada de Villeneuve nas corridas anteriores já tinham estragado a corrida de vários pilotos e rapidamente um trenzinho se formou atrás do canadense da BAR em Nürburgring, liderado por Ralf. Ao final da terceira volta a Jordan já começava a empacotar suas coisas quando o motor Mugen de Frentzen quebrou. A temporada da Jordan em 2000 era completamente diferente do competitivo ano de 1999, quando Frentzen brigou pela vitória em Nürburgring. Na quarta volta, Fisichella ultrapassa Ralf Schumacher e parte para cima de Villeneuve, que se defendia bem, mas perdia muito terreno para o quarto colocado Barrichello. Na oitava volta Michael Schumacher marca a volta mais rápida da corrida e estava claramente mais rápido do que Hakkinen, mas enquanto o alemão tentava achar uma forma de ultrapassar o finlandês da McLaren, Michael olhava para o cada vez mais escuro céu sobre Nürburgring. E a chuva começou a cair, ainda leve, na nona volta. Quem se aproveitou da nova condição de pista foi Fisichella, que ultrapassou Villeneuve na última curva do circuito. Com a chuva aumentando de intensidade, Schumacher fez a sua manobra vencedora na volta 11, ultrapassando Hakkinen no final da reta oposta, na freada da chicane. Rapidamente o alemão abre uma boa vantagem sobre Hakkinen, que já havia demonstrado não gostar muito de correr na chuva. A pista, cada vez mais lisa, proporcionou vantagens para quem tinha habilidades nessas condições traiçoeiras e Barrichello pôde ultrapassar Coulthard na reta dos boxes, após o escocês escorregar na última curva.

Com pista livre e usando sua lendária habilidade em correr em pista molhada, Michael Schumacher rapidamente abria vantagem sobre um desequilibrado McLaren de Hakkinen, que controlava sua vantagem sobre Barrichello. Quando a corrida se aproximou do seu primeiro terço, a chuva apertou de vez e os pilotos foram, não apenas reabastecer seus carros, como também colocaram os pneus apropriados para chuva. Dos pilotos da frente, Coulthard foi o primeiro a ir aos boxes, enquanto Schumacher e Hakkinen tem problemas em seus pit-stops (o alemão devido, novamente, a mangueira de combustível e Mika devido a uma porca que demorou a ser apertada). Quando voltava à pista, Schumacher quase foi ultrapassado por Coulthard, que se aproveitou de estar com os pneus apropriados por mais tempo e de um pit-stop sem problemas, para subir para segundo, porém, o escocês reclamou de Michael sobre a manobra que o alemão fez no final da reta dos boxes. Quem também reclamava, novamente, era Barrichello. O brasileiro não se entendeu com Ross Brawn na hora correta de ir aos pits e acabou ficando tempo demais na pista molhada com pneus slicks, fazendo com que Brawn trocasse sua estratégia para três paradas para tentar recompor o tempo perdido pelo brasileiro na confusão. Depois da corrida, Rubens chiaria com a Ferrari. Novamente... 

Porém, Coulthard estava com o seu McLaren completamente desequilibrado e de forma surpreendente, Hakkinen fazia uma bela corrida com piso molhado. Com Schumacher já abrindo 10s de vantagem, Coulthard abre passagem para Hakkinen assumir o segundo lugar e tentar se aproximar de Schumacher. Em vão. Schumacher fazia uma corrida excepcional debaixo de chuva, chegando a ganhar mais de 1s sobre Hakkinen, que se distanciava cada vez mais de Coulthard. Com uma estratégia diferente, Barrichello ficava no tráfego e muito longe do problemático Coulthard. Na volta 30, uma disputa bonita entre Irvine, Verstappen e Ralf Schumacher acabaria numa carambola no final da reta dos boxes e os três, que brigavam pela sétima posição, acabariam abandonando a corrida. Os quatro pilotos da frente fazem suas segundas paradas sem problema desta vez, mas com Barrichello ainda tendo que fazer uma terceira parada, caindo para sexto e precisando ultrapassar Fisichella e De la Rosa para assumir sua quarta posição original. Com o carro mais leve, Barrichello se livra dos dois, mas quando faz sua terceira parada, com dezesseis voltas para o final, o brasileiro assume definitivamente o quarto lugar, mas bem longe de Coulthard.

Com a pista encharcada e as quatro primeiras posições definidas, a corrida fica estática até o final. Para desespero de Barrichello, ele leva uma volta de Schumacher na volta 57, restando ainda dez para o final. Por causa do spray, os pilotos da frente tiveram muitas dificuldades de ultrapassar os retardatários. Com o carro mais leve, Barrichello esboça um ataque em cima de Coulthard nas voltas finais, mas o escocês é ajudado pelo seu companheiro de equipe, quando Hakkinen, uma volta na frente em segundo, se coloca entre Coulthard e Barrichello. Assim, Michael Schumacher venceu de forma impressionante o Grande Prêmio da Europa, aumentando sua vantagem no campeonato após duas vitórias da McLaren. Mika fecha a prova num tranquilo segundo lugar, enquanto Coulthard sofreu a prova toda com um carro desequilibrado, mas não teve problemas em superar um irritado Barrichello na briga pelo terceiro lugar. Fisichella e De la Rosa fechavam a zona de pontuação com atuações muito boas de ambos. Com essa vitória, Schumacher chegava a 39 na carreira e se aproximava de Senna, enquanto sua volta mais rápida na corrida o igualava a Alain Prost como o maior da história da F1 nesse quesito. Naquele tempo, Michael Schumacher ainda tinha apenas dois títulos e estava atrás de outras lendas na lista de recordes da F1, mas não demoraria para o alemão reescrever os livros de história.

Chegada:
1) M.Schumacher
2) Hakkinen
3) Coulthard
4) Barrichello
5) Fisichella
6) De la Rosa

Mais

A Nata do esporte a motor

Caros Amigos do Gpexpert,

Chegamos ao principal fim de semana do ano do esporte a motor mundial.Fim de semana do GP de Mônaco,500 milhas de Indianapolis  e 600 milhas de Charlotte da Nascar, sem contarmos GP2,XFinity Series, Formula E,etc...
Mas o papo aqui vai ser F1.A expectativa é boa,já que depois do péssimo GP de Barcelona,pior vai ser difícil.Mas a motivos para ser um pouco mais otimista.
Primeiramente, Mônaco é diferente de tudo, pista de rua,curta em que não se testa.Não tem quase retas, por isso,teoricamente deve ser boa para RBR e McLaren (pior para Sauber e F.India) que sumariamente culpam suas unidades de potência, lá saberemos se realmente é só uma questão de motor,não deve ser.
Posteriormente, por ser uma pista curta, as diferenças não devem ser muito dilatadas.Além de curta, é estreita e o safety car é quase sempre presente o que pode afetar as táticas de box que por padrão deve ser uma parada para troca de pneus,larga-se com o pneu mais macio e troca-se pelo mais duro,simples assim.O safety car pode criar algo novo. Finalmente, a chuva. Essa, se aparece, muda um pouco o panorama e às vezes muda mesmo.

Embora seja muito difícil de ultrapassar o que torna a classificação fundamental, os famosos "tremzinhos" podem dar um charme a corrida,mas Mônaco por tudo que representa já sempre cria a expectativa da mudança.
Abraços and keep yourself alive!
  

Mais

Grande Prêmio de Mônaco de 1985


Chegando a Monte Carlo, a temporada de 1985 já tinha seus principais carros e pilotos. A McLaren continuava forte e Alain Prost ainda mais faminto para conseguir logo seu sonhado título. O campeão Niki Lauda ainda era uma mera sombra do que tinha sido em 1984. A Ferrari voltava a mostrar força, desta vez liderada por Michele Alboreto, numa ótima fase até então, enquanto a Lotus mostrava força nos treinos classificatórios, principalmente com a velocidade incrível Ayrton Senna, que já começava a incomodar Elio de Angelis, veterano da equipe de seis temporadas e líder do Mundial no momento, que se sentia menosprezado frente ao novo piloto da equipe.

Ayrton Senna mostrava sua incrível forma no mesmo circuito em que apareceu pela primeira vez e consegue sua terceira pole consecutiva, mostrando que seu talento aliado ao potente motor Renault turbo faria grandes estragos ao longo do ano. Porém, nessa corrida Senna entrou em sua primeira grande polêmica por causa de atitudes nada éticas dentro das pistas. No final do treino, com o tempo da pole já estabelecido, Senna colocou pneus velhos e começou a andar lentamente pela pista de Mônaco, com o intuito de atrapalhar os adversários que tentavam superar seus tempos. O piloto da Lotus conseguiu seu objetivo, mas os demais pilotos, principalmente Keke Rosberg e Michele Alboreto, que tiveram suas melhores voltas atrapalhadas, ficaram irritadíssimos e, conta a lenda, Rosberg teria chamado Senna para a briga. Hoje em dia, isso dá punição e o piloto em questão é chamado de anti-ético para sempre. Como era Senna...

Grid:
1) Senna (Lotus) - 1:20.450
2) Mansell (Williams) - 1:20.536
3) Alboreto (Ferrari) - 1:20.563
4) Cheever (Alfa Romeo) - 1:20.729
5) Prost (McLaren) - 1:20.885
6) Boutsen (Arrows) - 1:21.302
7) Rosberg (Williams) - 1:21.320
8) De Cesaris (Ligier) - 1:21.347
9) De Angelis (Lotus) - 1:21.465
10) Warwick (Renault) - 1:21.531

O dia 19 de maio de 1985 estava nublado, mas ao contrário das três últimas corridas no principado, a chuva não faria parte importante da corrida. Senna tentaria repetir a estratégia que usou nas duas oportunidades em que foi pole e largou de forma excelente, chegando na curva Saint Devote em primeiro com certa tranquilidade. Mansell, um piloto que sempre andou bem em Mônaco, manteve a segunda posição, enquanto Alboreto era seguido de Prost, que ultrapassara Cheever na largada. Por causa da estreiteza do circuito citadino, as largadas normalmente provocam acidentes e no meio do pelotão Gerhard Berger se envolveu num acidente com Patrick Tambay e ambos levaram a Ferrari de Stefan Johansson de roldão. Os três estavam fora ainda antes da primeira curva.

Mesmo com Mansell sendo um especialista na pista de Mônaco, Senna sabia que o inglês poderia lhe ajudar a segurar Alboreto e Prost, enquanto dispararia na ponta, mas o piloto da Lotus não contava com a agressividade mostrada por Alboreto naquele dia e no final da primeira volta o italiano conseguiu ultrapassar Mansell na Saint Devote, com Prost ultrapassando a Williams logo depois. Mansell perderia várias posições e não seria mais um fator durante a corrida. Mesmo tendo Alboreto em segundo, Senna controlava a corrida com certa tranquilidade, até seu motor estourar na volta 14. Seria um castigo dos deuses pelo o que o brasileiro tinha feito no dia anterior?

Alboreto agora liderava, mas Prost sempre permanecia por perto. Os dois estavam bem mais rápidos que o 3º colocado Elio de Angelis, que vinha numa corrida solitária. Mais atrás, Riccardo Patrese era pressionado por Nelson Piquet numa luta pela nona posição. Os dois ex-companheiros de equipes vinham fazendo uma corrida tímida, até que Piquet tentou ultrapassar Patrese na entrada da Saint-Devote na volta 17, mas o italiano fechou a porta e os dois se tocaram ainda antes da freada, provocando um dos mais conhecidos acidentes do principado. Apesar dos dois carros terem ficado destruídos, Piquet e Patrese estavam bem, mas a pista não. Quando os líderes se aproximaram do local do acidente na volta seguinte, o asfalto estava ensopado de óleo e Alboreto acabou passando reto, tendo que frear forte para não bater na barreira de pneus. Prost também escorregou, mas teve mais sorte e se segurou, assumindo a liderança da corrida. Alboreto engatou a ré e rapidamente partiu em perseguição a Prost. Niki Lauda, apenas em oitavo, não foi muito afortunado e no mesmo local em que Alboreto escorregou, o tricampeão também se atrapalhou com o óleo na pista e acabou deixando seu McLaren morrer, acabando com sua corrida.

Se sentindo como verdadeiro dono da corrida, Alboreto partiu então em perseguição a Prost e em poucas voltas já estava colado na McLaren. Na volta 23, o piloto da Ferrari fez uma bela manobra em cima de Prost na mesma Saint-Devote que havia lhe tirado a liderança mais cedo e parecia que nada pararia Alboreto naquele dia. Porém, Mônaco tem seus mistérios e injustiças. O acidente entre Piquet e Alboreto não havia deixava apenas óleo na pista, mas pequenos pedaços de carro e Alboreto, infelizmente, sofreria com esse acidente mais tarde quando seu pneu traseiro esquerdo teve um furo lento e o italiano teve que trocar seus pneus algumas voltas mais tarde.

Poucos podiam imaginar que Alboreto ainda poderia conseguir algo nessa corrida, mas o italiano estava mesmo endiabrado naquela dia de maio de 1985. Após trocar seus pneus, Alboreto voltou à pista em 4º e era, inegavelmente, o piloto mais rápido da pista. Rapidamente ele encostou na Ligier de Andrea de Cesaris e ultrapassou o italiano numa manobra audaciosa na Mirabeau. Elio de Angelis estava longe, mas Michele forçou o ritmo já nas voltas finais assumiu a segunda posição. Mesmo tirando tudo que sua Ferrari poderia lhe dar, Alboreto não foi capaz de alcançar Prost, que venceu pela segunda vez consecutiva em Mônaco, mas o piloto da McLaren agora sabia quem seria seu maior adversário na disputa pelo título de 1985.

Chegada:
1) Prost
2) Alboreto
3) De Angelis
4) De Cesaris
5) Warwick
6) Laffite

Mais

Grande Prêmio de Mônaco de 1980


Monte Carlo recebia alegre a F1 para a edição de 1980 de sua tradicional corrida. Encravada no litoral francês, a torcida tinha o que comemorar, pois Didier Pironi tinha acabado de vencer sua primeira corrida na F1, com sua Ligier. Um carro francês! Toda a expectativa estava para que um francês vencesse a prova. Até porque Arnoux ainda era o líder, mesmo que seu Renault Turbo não tivesse a mínima chance nas apertadas ruas de Mônaco.

Motivadíssimo após sua vitória, Pironi esbanja talento e consegue também sua primeira pole, mostrando que a Ligier tinha um ótimo carro e ele próprio era mais do que capaz de vencer corridas. Após algumas corridas sem aparecer muito, a Williams voltou a mostrar força com Reutemann largando mais uma vez à frente do companheiro de equipe Jones e completando a primeira fila. A Ferrari mostrava que não tinha a mínima condição de conseguir algo em 1980, mas Villeneuve ainda conseguia milagres e punha o carro vermelho em 6º, com Scheckter apenas em 17º, na penúltima fila, tendo ao seu lado outro campeão mundial, Emerson Fittipaldi. Mais surpreendente do que a penúltima, estava a última fila, com o líder do campeonato René Arnoux e o campeão de 1978, Mario Andretti, fechando o grid.

Grid:
1) Pironi (Ligier) - 1:24.813
2) Reutemann (Williams) - 1:24.882
3) Jones (Williams) - 1:25.202
4) Piquet (Brabham) - 1:25.358
5) Laffite (Ligier) - 1:25.510
6) Villeneuve (Ferrari) - 1:26.104
7) Depailler (Alfa Romeo) - 1:26.210
8) Giacomelli (Alfa Romeo) - 1:26.227
9) Jarier (Tyrrell) - 1:26.369
10) Prost (McLaren) - 1:26.826

O dia 18 de maio de 1980 estava nublado no principado de Mônaco e havia a possibilidade de chuva a qualquer momento. A primeira curva de Mônaco sempre foi problemática por causa da estreiteza da reta dos boxes, afunilando na ainda mais apertada Saint-Devote. Acidentes sempre aconteceram no local, mas um dos mais famosos estavam prestes a acontecer. No pelotão da frente, tudo normal, mas com algumas mudanças. Enquanto Pironi larga de forma impecável, Jones toma o lugar de Reutemann e pula para segundo, enquanto Piquet não arranca bem e é ultrapassado por Laffite e Depailler. Assim que os líderes passaram pela Saint-Devote, a confusão começou. Derek Daly, largando em 11º, tentava ganhar posições na primeira curva e não julgou o famoso clichês das corridas: Não se pode ganhar uma corrida na primeira curva, mas pode perder.

O irlandês da Tyrrell perder o ponto de freada e acertou em cheio a Alfa Romeo de Giacomelli e Daly saiu, literalmente, voando, caindo em cima da traseira do seu companheiro de equipe Jean-Pierre Jarier, que vinha alguns metros à frente e ainda atingiu a dianteira da McLaren de Prost. Quem largava nas últimas posições, teve que tomar decisões impraticáveis numa corrida, como Riccardo Patrese, que teve que engatar uma ré e acabou atingindo o ATS de Jan Lammers. Apesar do acidente espetacular, apenar Daly, Jarier, Prost e Giacomelli estavam fora da corrida e ilesos. Voltando a corrida, Pironi imprimia um ritmo fortíssimo e parecia imbatível naquele dia de primavera no mar do Mediterrâneo. Mais atrás, Jones liderava um trenzinho que tinha Reutemann e Laffite. Ligier e Williams dominavam a corrida inteiramente.

Mais atrás, Scheckter, que tinha se aproveitado da confusão da primeira volta e ganho dez posições, segurava um enorme pelotão atrás de si, que incluía até mesmo Villeneuve. Ninguém ultrapassava ninguém. Problema antigo em Monte Carlo... Alan Jones acaba sendo a primeira vítima da difícil corrida monegasca e abandona ainda na volta 25 com o diferencial quebrado, permitindo a Reutemann se descolar de Laffite e ficar num sanduíche da Ligier, mas com o argentino num solitário segundo posto. Patrick Depailler, ainda se recuperando do seu acidente de asa-delta e resolvendo os problemas crônicos de dirigibilidade da Alfa Romeo, vinha num excelente quarto lugar quando o motor italiano lhe traiu e deixou Piquet num tranquilo quarto lugar.

O templo nublado denunciava que a chuva estava próxima de cair e por volta do giro de número 50 a chuva fina começou a molhar o asfalto do principado. Quem lidera uma corrida, chuva nunca é bem-vindo, mas o drama de Didier Pironi é ainda pior. Seu câmbio começa a ter problemas e as marchas estavam difíceis de ser engatadas. O francês fazia um esforço sobre-humano para se manter na corrida num ritmo normal, mas na volta 54 Pironi acabou se desconcentrando e batendo no guard-rail, acabando com o sonho de conquistar uma vitória em Monte Carlo. Mesmo sem ter o melhor carro do final de semana e de forma discreta, Carlos Reutemann assumia a ponta da corrida para não mais perde-la. Com a chuva que aumentava de intensidade, todos os pilotos na pista estavam cautelosos e tudo o que queriam eram ver a bandeirada. Menos um. Gilles Villeneuve teve problemas nos seus pneus, ao forçar demais com sua Ferrari nada equilibrada, e saiu pronto para ultrapassar quem viesse pela frente. E deu de cara logo com René Arnoux, co-protagonista da já famosa disputa de Dijon em 1979. Agora era Villeneuve que tentava ultrapassar. E era também a vez de Arnoux fechar a porta. Os dois faziam uma disputa empolgante, até Villeneuve fazer outra mágica. Na entrada da Saint-Devote, o canadense resolver colocar sua Ferrari por dentro, passar por cima da zebra e dar um enorme susto em Arnoux, que nunca esperava que um piloto colocase o carro ali. Tão assustado, que Emerson aproveitou a carona e também ultrapassou o francês. Parecia que Arnoux ainda não tinha aprendido a lição... Reutemann vencia e era o quinto vencedor diferente em seis provas, mostrando que o campeonato tinha emoção na frente e atrás. Com Villeneuve.

Chegada:
1) Reutemann
2) Laffite
3) Piquet
4) Mass
5) Villeneuve
6) Fittipaldi

Mais

Grande Prêmio da Espanha de 1995

Michael Schumacher não estava podendo defender o seu título mundial conquistado no ano anterior de forma adequada. Após ser derrotado por Damon Hill na Argentina, Schumacher sofreu um forte acidente em Ímola e estava em terceiro no campeonato. Se quisesse voltar à briga pelo título, o alemão da Benetton precisava vencer em Barcelona, pista onde os carros Williams, projetados de Adryan Newey, tradicionalmente se davam bem. Schumacher e Benetton ainda estavam se ajustando aos novos motores Renault, mas quem também estava se adaptando ao novo carro era Nigel Mansell. Após humilhar Ron Dennis ao dizer que não cabia no McLaren MP4/10 e ficar de fora de algumas corridas, Mansell viu a McLaren construir um modelo B com um cockpit maior para que o inglês coubesse dentro do carro.

Na sexta-feira, Schumacher reclamou que seu carro estava inguiável, mas no sábado, de forma miraculosa, o Benetton-Renault se 'consertou' e Schumacher meteu exatos seis décimos em cima de Alesi, sendo o alemão o único a andar na casa de 1:21. Atrás do pole Schumacher, havia um forte equilíbrio entre Ferrari e Williams, enquanto Herbert provava onde estava dentro da Benetton ao ficar exatos dois segundos atrás do companheiro de equipe. Mesmo com um carro praticamente feito para ele, Mansell reclamava do carro, o mesmo não acontecendo com Hakkinen, que superou o inglês. O detalhe é que o finlandês tinha o modelo standard do MP4/10...

Grid:  
1) Schumacher (Benetton) - 1:21.452
2) Alesi (Ferrari) - 1:22.052
3) Berger (Ferrari) - 1:22.071
4) Coulthard (Williams) - 1:22.332
5) Hill (Williams) - 1:22.349
6) Irvine (Jordan) - 1:22.352
7) Herbert (Benetton) - 1:23.536
8) Barrichello (Jordan) - 1:23.705
9) Hakkinen (McLaren) - 1:23.833
10) Mansell (McLaren) - 1:23.927

O dia 14 de maio de 1995 amanheceu quente e limpo em Barcelona, proporcionando um belo dia para uma corrida de F1. A pista de Barcelona já era considerada uma pista de poucas emoções, pois vários testes de inverno eram realizadas na pista espanhola, com especial destaque para os carros de Newey, que sempre prezou pela aerodinâmica e as curvas rápidas do circuito de Montmeló ajudam os carros da Williams, mesmo a dupla britânica da Williams não estarem tão à frente como esperado no grid. Na largada, Schumacher larga muito bem, cortando na frente de Alesi para se manter tranquilamente em primeiro. Mais atrás, Hill emula a ótima largada do seu rival e ultrapassa Coulthard e Berger, subindo para terceiro, atrás de Alesi, que se mantém em segundo. Não houve nada de anormal na largada e tirando Andrea Montermini, que teve seu câmbio quebrado ainda na volta de apresentação, todos sobreviveram bem à primeira volta.

Imediatamente Schumacher imprimi um ritmo alucinante na ponta, indicando a possibilidade de fazer três paradas, tática tão usado pelo alemão, junto com o engenheiro Ross Brawn da Benetton, em 1994. Na quinta volta, Schummy já livrava 5s de vantagem sobre Alesi, que tinha Hill e Berger logo atrás. Mesmo Barcelona nunca tenha sido caracterizada por corridas com muitas ultrapassagens, David Coulthard contraria a lógica e após uma largada tenebrosa, o escocês ultrapassa Hakkinen e Irvine para subir ao quinto posto. Na volta 13, Damon Hill finalmente ultrapassa Alesi, mas de forma surpreendente, o inglês da Williams vai aos boxes nessa mesma volta, indicando uma estratégia de três paradas. Infelizmente para Hill, ele volta apenas em nono e esperando que Schumacher, que em apenas onze voltas já colocava uma volta no Forti Corse de Pedro Paulo Diniz, permanecia na pista. Para piorar, Alesi faz sua primeira parada na volta 19 e volta à pista na frente de Hill, estragando ainda mais a corrida do inglês, enquanto Schumacher permanecia na pista, indicando que pararia duas vezes. O alemão chegou na traseira da McLaren de Mansell na volta 20, que vinha tendo nítidos problemas de controlar seu carro. Após levar uma volta de Schumacher, Mansell foi aos boxes e abandonou a corrida, reclamando da dirigibilidade do seu carro. Porém, Nigel não apenas abandonou a corrida, como também abandonaria a F1 naquele momento, encerrando um ciclo na F1. Os quatro fantásticos dos anos 80 (Piquet, Prost, Mansell e Senna) não seriam mais vistos num carro de F1, para tristeza dos fãs de automobilismo.

Porém, reis mortos, rei posto. Schumacher faz sua primeira parada na volta 21 e retorna à pista confortavelmente na ponta, seguido por Alesi, Hill, Coulthard, Berger e Herbert. Alesi era pressionado por Hill e atrapalhado por retardatários, via sua situação piorar, mas o francês da Ferrari teria uma enorme decepção quando o seu motor estoura na volta 26. Schumacher via sua única ameaça pela vitória voar pelos ares, pois Alesi era o único entre os primeiros que parariam, como Schummy, duas vezes. Hill passava poucas voltas em segundo, quando o inglês vai aos boxes 31 para sua segunda parada. Na volta 38, faltando ainda uma parada Schumacher e Hill, o alemão tem uma vantagem de 38s sobre o inglês da Williams. Na volta 41, numa cena bastante curiosa, Johnny Herbert faz sua parada e na ânsia de sair logo dos pits, o inglês leva na traseira do seu Benetton o macaco do seu mecânico, mas felizmente o apetrecho saiu da traseira de Herbert na saída do pit-lane. Outro problema nos pits aconteceu cinco voltas mais tarde, quando a Pacific de Bertrand Gachot pega fogo durante o reabastecimento, mas sem a espetacularidade de Jos Verstappen em Hockenheim no ano anterior, porém Gachot teve que abandonar. Com o carro mais leve, Hill faz a volta mais rápida antes de fazer sua terceira parada.

Faltando quinze voltas, Schumacher lidera tranquilamente com 26s de vantagem sobre Hill. Atrás das duas principais estrelas da F1 de então, vinham Coulthard, Herbert, Berger, Irvine e Hakkinen. Porém, mudanças acontecem nas últimas voltas, com as quebras de Coulthard e Hakkinen. Nas voltas finais, com claros problemas em seu carro, Barrichello era pressionado por Panis na última posição pontuável, mas a maior surpresa aconteceu na última volta, quando um problema hidráulico fez Damon Hill perder rendimento nos metros finais. Schumacher vence a sua décima segunda corrida na F1 e Herbert, meio assustado ao se ver na posição, era segundo e completava uma surpreendente dobradinha da Benetton. Berger completou o pódio e Hill, se arrastando, completou em quarto. Mais atrás, Barrichello perde rendimento, se arrasta pela reta dos boxes e perde a sexta posição para Panis. Soube-se depois que a Peugeot programou o seu motor para cortar antes de quebrar. Se não fosse isso, Barrichello terminaria em sexto, mesmo com o motor quebrado... Com essa vitória, Schumacher reassume a ponta do campeonato, iniciando sua arrancada rumo ao título.

Chegada:
1) Schumacher
2) Herbert
3) Berger
4) Hill
5) Irvine
6) Panis

Mais

Chato Demais

Caros Amigos do Gpexpert,

Bom,tivemos o Gp de Barcelona, talvez fosse melhor que não tivéssemos!Uma corrida chatíssima que não merece nem 5 linhas de cometários.Basta ver o grid de largada e o resultado final,quase nada mudou.Tirando Raikkonen e Massa que subiram um pouquinho e as STRs que caíram,nada.
O problema é que não dá mais para ter corrida em Barcelona.É um circuito previsível, que as equipes conhecem cada milimetro do asfalto devido aos testes e ultrapassagens poucas (só as indefensáveis com asa móvel).As corridas são piores a cada dia, é excelente para testes,mas só!
Que os "Deuses" da F1 pensem um pouco mais na competitividade e volte a Jerez que é muito melhor!
De novidade mesmo, só o Bom desempenho de Rosberg.
Abraços and keep yourself Alive!

Mais

Grande Prêmio de San Marino de 1990

A temporada de 1990 chegava ao seu berço, na Europa, e com isso várias equipes, que participaram com carros da temporada anterior nas duas primeiras corridas do ano na América, traziam seus novos carros para Ímola, local onde a Ferrari trazia um carro modificado para o início da temporada europeia de 1990, assim como a Benetton trazia seu novo carro. Quase vinte anos após se aposentar da F1, a lenda Jack Brabham entrava na equipe que levava seu nome com a ascensão do seu filho David na equipe Brabham. Já o outro filho de Brabham, Gary, abandonou a barca furada chamada Life, que trouxe o experiente Bruno Giacomelli para correr em Ímola. Durante os treinos, o italiano pagou o mico de fazer a volta mais lenta da história da F1. Com o carro preso na terceira marcha, Giacomelli completou os 5.040m do circuito Enzo e Dino Ferrari em sete minutos (!), com uma média de 22 km/h...

Lá na frente, Ayrton Senna dava o seu tradicional show na classificação ao conseguir sua 44º pole na carreira, com Gerhard Berger completando a primeira fila, mostrando o ótima fase da McLaren, Na segunda fila, domínio completo da Williams, com a Ferrari sofrendo em encontrar um bom acerto para o novo pacote lançando em Ímola. Mesmo Mansell cometendo vários erros na classificação, o Leão superou Prost, que esperava fazer outra corrida de espera, como em Interlagos, onde surpreendeu e derrotou as McLarens. A nova Benetton mostrava bom potencial, mas Nannini acabou destruindo um dos carros ao bater forte na curva Gilles Villeneuve, mas o pior acidente foi de Pierluigi Martini, que quebrou o tornozelo após bater forte seu Minardi e obviamente ficou de fora do resto do final de semana.

Grid:
1) Senna (McLaren) - 1:23.220
2) Berger (McLaren) - 1:23.781
3) Patrese (Williams) - 1:24.444
4) Boutsen (Williams) - 1:25.039
5) Mansell (Ferrari) - 1:25.095
6) Prost (Ferrari) - 1:25.179
7) Alesi (Tyrrell) - 1:25.230
8) Piquet (Benetton) - 1:25.761
9) Nannini (Benetton) - 1:26.042
10) Warwick (Lotus) - 1:26.682

O dia 13 de maio de 1990 estava ensolarado em Ímola, num clima primaveril na Itália, onde deixava o ambiente bastante agradável para pilotos e torcida, que como sempre, lotava as velhas instalações de Ímola para torcer para a Ferrari. Na transmissão da Globo, apenas Reginaldo Leme estava na Itália, enquanto Galvão ficava no Brasil, pois ambos já não se falavam e essa falta de entrosamento ficou clara na largada. Ainda revoltado com a FISA, Galvão 'enxergou' uma queima geral na largada, onde todos foram induzidos por Berger na primeira fila. Quando Reginaldo entrou diretamente da Itália, o comentarista negou enfaticamente a desconfiança de Galvão. O clima não era muito bom... mas voltando à corrida, a verdade foi que Berger largou bem, mas não tomou a ponta de Senna. Quando o bolo de carros passava pela Tamburello, que um ano antes viu Berger arder em chamas, Mansell saiu um pouco da pista e a poeira levantada fez com que boa parte do grid ficasse cega por um momento.  Capelli roda e sem ver nada, Nakajima atinge o italiano em cheio, mas felizmente ambos estavam bem. Alguns metros mais à frente, Martin Donnelly roda na curva Tosa e milagrosamente ninguém bate no inglês. 

Com tantos problemas, ninguém percebeu Boutsen ultrapassando Berger pelo segundo lugar e a ótima largada de Alesi, que ficou à frente das duas Ferraris. Para piorar as coisas, Piquet ultrapassa Prost na segunda volta, deixando o francês apenas em oitavo. O carro da Benetton mostrava-se muito equilibrado, principalmente nas curvas, diminuindo a desvantagem do motor Ford V8. Lá na frente, Senna liderava soberano, aumentando a vantagem para Boutsen, mas ainda na terceira volta, o brasileiro tem uma roda traseira quebrada e sai da pista na Rivazza, abandonando prematuramente em Ímola, local onde Senna sempre andou bem. Boutsen assumia a ponta, com Berger logo atrás. Mansell não perde muito tempo atrás de Alesi e ultrapassa o francês da Tyrrell ainda na volta quatro e para delírio dos tifosi, Piquet vai aos boxes por causa de um pneu furado. Da mesma forma de Senna, Piquet colheu destroços do carro de Nakajima na Tamburello. Sem Senna, a corrida fica emocionante, com os seis primeiros colocados andando juntos. Na ordem: Boutsen, Berger, Patrese, Mansell, Prost e Nannini. Em tempos que o pit-stop já eram realizados rapidamente e não havia limite de velocidade nos boxes, Piquet retornou à pista em 12º e logo fazia uma boa corrida de recuperação, subindo para 8º em apenas cinco voltas!

Porém, Piquet logo subiria para sétimo devido a um abandono surpreendente. Boutsen liderava de forma tranquila, quando na volta 18 uma fumaça branca saía atrás do seu Williams e o belga teve que ir aos boxes, apenas para constatar que o seu motor Renault havia explodido e era fim de prova para o belga, enquanto Piquet já entrava na zona de pontuação ao ultrapassar Alesi. Agora quem liderava a prova era Berger, mas o austríaco não forçava sua McLaren, tentando levar a corrida inteira sem trocar pneus, fazendo com que a corrida fosse muito equilibrada. Mansell, ao seu estilo, pressionava Patrese e na volta 22, na freada da curva Tosa, o inglês assumia o segundo lugar, para deleite dos torcedores italianos. Os pilotos da frente já chegavam nos retardatários e Mansell levou um susto quando tocou na Dallara de Andrea de Cesaris, após ser fechado pelo italiano. Era o velho 'De Crasheris' em estado puro! Para sorte de Mansell, quem acabou ficando de fora da corrida foi o italiano, enquanto o inglês começava a se aproximar de Berger para brigar pela ponta. Fazendo uma corrida discreta até então, Prost tenta mudar sua estratégia ao colocar pneus novos, mas o francês ainda retorna na frente de Piquet, em quinto.

Berger e Mansell eram considerados dois dos pilotos mais agressivos da F1 no começo da década de 90 e havia um expectativa de como seria uma briga pela ponta entre os dois. A resposta veio na volta 33. Mansell tirava tudo da sua Ferrari, mesmo uma luz de alerta do seu motor estar piscando no cockpit do seu carro e uma insistente fumacinha branca sair da traseira da Ferrari do inglês. Mansell saiu colado em Berger da Tamburello e tenta colocar de lado, mas o austríaco da McLaren não tem pudores em fechar a porta e Mansell vai para a grama, rodando espetacularmente, mas de forma ainda mais espetacular, Nigel consegue controlar seu carro e permanece em segundo. Porém, esse entrevero entre Mansell e Berger faria com que os dois trocassem farpas após a corrida e teria outros desdobramentos durante o campeonato. Para tristeza de quem gosta de corrida e dos torcedores da Ferrari, o motor de Mansell finalmente se entrega na volta 38, fazendo com que Patrese assumisse a segunda posição, logo atrás de Berger. Riccardo Patrese sempre andava bem em Ímola e já esteve próximo de vencer no circuito onde conhece tão bem.

Berger se aproxima de leva grande de retardatários e acaba se atrapalhando, fazendo com que Patrese colasse em sua traseira. Na volta 50, o italiano da Williams se aproveita de um vacilo de Berger e toma a liderança, faltando menos de dez voltas para o fim. Com pneus mais novos que boa parte do pelotão, Prost se aproxima rapidamente de Nannini, que solidamente e comendo pelas beiradas, já estava em terceiro. O francês tentou a ultrapassagem nas últimas voltas, mas teve que se conformar mesmo com o quarto lugar. Nas voltas finais, mostrando que tinha conservado bem seu carro e os pneus, Patrese abriu uma vantagem confortável para Berger e vencia pela terceira vez na F1, a primeira depois de sete anos. Berger chegava em segundo, mas a opinião geral era que o austríaco tinha desperdiçado uma chance de ouro para vencer, com o abandono de Senna no começo da corrida. Piquet fica mesmo em quinto e Alesi completava a zona de pontuação. Aquela vitória era bastante especial para Patrese, não apenas por ter colocado fim a um jejum de sete anos, mas pelo o que tinha acontecido em Ímola, também em 1983. Patrese brigava com a Ferrari de Patrick Tambay pela ponta da prova e nas voltas finais, após ultrapassar o francês, Patrese batia seu Brabham na curva Acqua Minerale. E via a sua torcida vibrar com o seu infortúnio, já que o vencedor seria uma Ferrari. Aquilo machucou bastante o coração do gente boa Patrese, mas em 1990 ele viu a mesma torcida que vibrou com o seu triste abandono sete anos antes, vibrar com sua vitória.

Chegada:
1) Patrese
2) Berger
3) Nannini
4) Prost
5) Piquet
6) Alesi

Mais

Grande Prêmio de Mônaco de 1975

Duas semanas após o trágico Grande Prêmio da Espanha de 1975 em Montjuich, a F1 se mudava para outro circuito de rua, mas desta vez na sua mais tradicional sede, em Monte Carlo. Temendo pela segurança, o presidente do ACM (Automóvel Clube de Mônaco) Michel Boeri manda reforçar ainda mais os guard-rails ao redor do circuito e limitava o grid para apenas 18 carros, sendo que haviam 26 carros inscritos. Com Rolf Stommelen gravemente ferido no acidente em Montjuich, o veteraníssimo Graham Hill assume o carro da própria equipe, mas o 'Mister Mônaco' fica menos de quatro décimos do 18º colocado durante a classificação do sábado e fica de fora da corrida no domingo. Rodando após forçar demais numa última tentativa no seu antigo quintal de casa, Hill volta aos boxes muito aplaudido pelo público. Aos 46 anos, essa seria a última corrida do inglês bicampeão mundial.

A nova Ferrari 312T tinha impressionado bastante em sua estreia na Espanha, mas como Lauda e Regazzoni bateram na primeira curva em Montjuich, o verdadeiro potencial do carro não tinha sido mostrado ainda. Porém, num circuito de características parecidas, a Ferrari corroborou com a expectativa criada em Montjuich e Lauda marcou sua segunda pole consecutiva, mas surpreendentemente os maiores rivais do austríaco foram os dois carros da Shadow, com Pryce e Jarier sendo os únicos a conseguirem andar a menos de um segundo de Lauda. Bastante confortável com seu Lotus nas ruas do principado, onde havia vencido em 1974, Peterson passava por cima do seu carro antiquado (um projeto de 1970!) e fechava a segunda fila. Regazzoni ficava muito longe do seu companheiro de equipe, enquanto o líder do campeonato Emerson Fittipaldi tinha muitos problemas com a suspensão do seu McLaren durante os treinos.

Grid:
1) Lauda (Ferrari) - 1:26.40
2) Pryce (Shadow) - 1:27.09
3) Jarier (Shadow) - 1:27.25
4) Peterson (Lotus) - 1:27.40
5) Brambilla (March) - 1:27.50
6) Regazzoni (Ferrari) - 1:27.55
7) Scheckter (Tyrrell) - 1:27.58
8) Pace (Brabham) - 1:27.67
9) E.Fittipaldi (McLaren) - 1:27.77
10) Reutemann (Brabham) - 1:27.93

O dia 11 de maio de 1975 amanheceu chuvoso no belo cenário do principado de Mônaco, à margem do Mediterrâneo, e isso seria um desafio extra para os pilotos, que ainda não correram com piso molhado em Monte Carlo até então. Para alívio dos pilotos, ainda traumatizados com todos os acontecimentos na Espanha, a chuva cessou momentos antes da largada, mas estava claro que os pneus utilizados para a ocasião eram os de chuva. Na luz verde, com pista livre e, principalmente, com visão clara à sua frente, Lauda chega tranquilamente na frente na curva St Devote, liderando o pelotão coberto pelo spray dos carros. Jarier permanece em segundo, seguido por Peterson e Brambilla, que passam Pryce por fora. 

A primeira volta é bastante agitada, com Jarier batendo na entrada da curva da Tabacaria e abandonando no local. Alguns metros antes, Pryce tentava se recuperar de sua péssima largada e tenta tomar a posição de Brambilla. Mas quem disse que o 'Gorila de Monza' cederia a posição sem antes uma boa briga? Nas apertadas ruas de Monte Carlo, Pryce e Brambilla tocam rodas e o galês fica na frente. Com seu March danificado, Brambilla vai aos boxes e abandonaria mais tarde pelos toques da primeira volta, que afetaram o a direção do seu March. Regazzoni e Scheckter também se tocam durante a primeira volta e o suíço da Ferrari acaba caindo para 11º. No final do conturbado giro um, Lauda liderava à frente de Peterson, Pryce, Scheckter, Fittipaldi, Pace e Hunt. Com a pista muito escorregadia, os carros andavam na casa 1:48, com Lauda liderando um pelotão de cinco carros, mas na medida em que a pista ia secando, o quarto colocado Scheckter perdia contato com os três primeiros, com Pryce surpreendendo ao andar no mesmo ritmo de Lauda e Peterson com um Shadow danificado pelos toques com Brambilla. O sueco também surpreendia, pois a nova Ferrari 312T era claramente mais equilibrada que o antiquado Lotus 72, mas Peterson tirava a diferença no braço, andando pouco mais de 1s atrás do líder Lauda. Na volta 15, um trilho seco já estava claro no traçado de Mônaco e três voltas depois, o sétimo colocado James Hunt é o primeiro a ir aos boxes colocar pneus slicks. Iniciando uma romaria aos boxes para que todos colocassem os pneus corretos.

Em tempos de pit-stops só ocorrendo em casos emergenciais na F1, o trabalho bom ou ruim nos boxes causava maiores estragos do que atualmente. Dez voltas depois de Hunt inaugurar os pit-stops e a pista ficar definitivamente seca, muita coisa havia mudado lá na frente. Lauda fez sua parada na volta 25 e retornou à pista com a Ferrari realizando um ótimo trabalho, o mesmo não acontecendo com a Lotus na volta seguinte e Peterson perdeu 15s com relação à Lauda. Na volta 19, ainda antes de fazer sua parada, Pryce sai da pista ligeiramente a ponto de danificar mais um pouco seu Shadow, mas o galês retornou à pista, porém ultrapassado por Scheckter e Emerson Fittipaldi, que fazia uma boa corrida de recuperação e 'ultrapassa' Jody nos pits, num péssimo pit-stop da Tyrrell. Na trigésima volta, Lauda liderava com 15s à frente de Emerson, que tinha uma vantagem de 20s sobre Pace, que era seguido por Scheckter, Peterson, Mass, Hunt e Depailler. Por incrível que pareça, Pryce sofre um terceira acidente quando o retardatário John Watson bateu no guard-rail e voltou em cima do galês, que novamente retornava à corrida com seu Shadow ainda mais danificado. Porém, na volta 42 Tom Pryce abandona com seu carro já cansado de tanta pancada! Três voltas antes, Scheckter vai aos boxes pela segunda vez com um pneu furado, entregando o quarto lugar para Peterson. Lauda tinha a corrida nas mãos e aumentava a diferença para Emerson em mais de 20s, enquanto mais atrás, na briga pela quinta posição, Mass, Hunt e Depailler garantiam o entretenimento da corrida, onde os líderes corriam isolados. E mostrava toda a rebeldia de James Hunt!

Na volta 64, Depailler tenta ultrapassar Hunt na apertada curva Mirabeau, mas o inglês resiste a ultrapassagem e acaba indo reto, batendo nas barreiras de pneus. Hunt sai do seu Hesketh furioso, acusando Depailler de tê-lo jogado para fora da pista de forma proposital. Hunt fica na beira da pista, esperando a próxima passagem de Depailler, enquanto seu carro é removido e por isso, um fiscal solicita a Hunt que saísse da pista. No que é respondido com um soco no rosto. Hunt só sossega quando mostra seu punho, demonstrando sua raiva, para Depailler e depois atravessa a pista perigosamente para retornar aos boxes. Hunt e Depailler deixaram de se falar depois desse incidente, mas isso mostrava James Hunt em sua forma pura!

Faltando aproximadamente quinze voltas para o fim e com 25s de vantagem, Lauda tira o pé perigosamente. Avisado pela McLaren, Emerson aumenta o seu ritmo e passa a andar 2s mais rápido do que Lauda. Com a corrida tendo começado com pista molhada, dificilmente as 78 voltas seriam completadas antes das duas horas regulamentares e por isso, era difícil precisar quantas voltas ainda faltavam para o fim. Sem se preocupar com as ameaças de Hunt, Patrick Depailler aumenta o seu ritmo, marca a volta mais rápida da corrida, começa a pressionar Jochen Mass e com isso a dupla se aproxima do quarto colocado Peterson, que já não tinha o mesmo ritmo do começo da prova. Lá na frente, Emerson Fittipaldi tirava tudo de sua McLaren na sua tentativa de chegar na Ferrari de Lauda, mas na volta 72, apenas 7s atrás de Niki, Emerson e todos os demais pilotos são avisados que a corrida terminaria na volta 75. Mesmo sabendo que era praticamente impossível alcançar a Ferrari, Emerson não diminuiu e cruzou a linha de chegada apenas 2.7s atrás do vencedor Niki Lauda. José Carlos Pace terminava em terceiro numa pista que não casava com seu Brabham e após um início de corrida muito bom, Peterson ficou feliz pelos primeiros pontos do ano com o quarto lugar, ainda tendo que tendo que segurar Depailler no final, que ultrapassou Mass nas últimas voltas. Lauda é recebido no pódio pelo gerente da Ferrari, Luca di Montezemolo, e com o potencial do novo carro, o austríaco sabia que o seu campeonato tinha começado ali, em Mônaco.

Chegada:
1) Lauda
2) E.Fittipaldi
3) Pace
4) Peterson
5) Depailler
6) Mass   

Mais
Colunas GP Expert
TEMPLATE ERROR: Invalid data reference newerPageUrl: No dictionary named: '' in: ['blog', 'skin', 'view'] TEMPLATE ERROR: Invalid data reference olderPageUrl: No dictionary named: '' in: ['blog', 'skin', 'view']