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Lágrimas na Hungria

Caros Amigos do Gpexpert,

Antes falarmos da Hungria,vou citar Bianchi,mas só citar já falei do acidente no passado, vou só lembrar minha posição.Se a corrida tivesse sido no sábado como alguns queriam como eu para fugir do tufão,nada disso teria ocorrido.Só mais uma coisa, Jules não morreu sexta passada,na prática,foi no instante da batida.Sua morte 9 meses depois do acidente,apenas nos choca menos,já que sabíamos da gravidade sua situação.Será uma corrida de Luto depois de 21 anos.
As corridas da Hungria são 8 ou 80, ou são muito boas ou muito chatas.Vale lembrar das boas como 86,88,89,90,2006,2011 e 2014.
Parecida com Mônaco e com previsão de chuva, esperamos um pouco de pressão nas Mercedes e quem sabe uma derrota de Hamilton,mas talvez apenas mais uma derrota de Rosberg.
Ficamos na torcida e com a foto.
abraços and keep yourself alive.


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Grande Prêmio da Inglaterra de 1985


Apesar de aparentemente Monza, Zeltweg e Hockenheim serem os circuitos mais rápidos da F1 até a década de 80, principalmente por causa de suas enormes retas, a verdade era que Silverstone era o circuito mais veloz da Formula 1 naqueles tempos, por causa de suas rapidíssimas curvas e poucas freadas fortes. Apenas a chicane Woodcote travava um pouco o veloz traçado de Silverstone e não por coinscidência, era um dos favoritos dos pilotos naquele momento.

No auge dos motores turbo e suas especificações especiais de Classificação, a expectativa era enorme para a um tempo muito baixo na Classificação. A BMW era conhecida pelos seus extremamente potentes motores especiais de Classificação e vinha motivada com a vitória de Piquet na última corrida na França. Nelson Piquet diria anos mais tarde que nunca se soube a real potência desses motores porque o dinâmometro só marcava até 1.250 cavalos. E o motor continuava debitando potência! Porém, a Honda era o motor do momento e proporcionou a Keke Rosberg, com seu Williams, a incrível média de 259,005 km/h e o finlandês ficou quase 20 anos como o recordista de média de velocidade na F1. O detalhe foi que Rosberg completou a volta com um dos pneus furados...

Grid:
1) Rosberg (Williams) - 1:05.591
2) Piquet (Brabham) - 1:06.249
3) Prost (McLaren) - 1:06.308
4) Senna (Lotus) - 1:06.324
5) Mansell (Williams) - 1:06.675
6) Alboreto (Ferrari) - 1:06.792
7) De Cesaris (Ligier) - 1:07.448
8) De Angelis (Lotus) - 1:07.581
9) Tabi (Toleman) - 1:07.678
10) Lauda (McLaren) - 1:07.743

O dia 21 de julho de 1985 estava nublado em Silverstone, mas apesar do temor inicial de uma chuva fazer parte da prova, a pista estava seca e não havia perspectiva de chuva durante a prova. Além de ser ótimo em uma volta rápida, outra característica importante de Senna que estava ficando claro em seus primeiros anos como piloto de ponta era como ele sempre largava bem. Perfeccionista ao extremo, o brasileiro queria ficar à frente o mais rápido possível e disparar na ponta. Sempre que podia, Senna fazia isso. Mesmo largando em quarto, Ayrton consegue uma largada espetacular, se aproveitando da indecisão dos protagonistas da primeira fila, que patinaram bastante, em particular Piquet. Apesar da péssima largada, Rosberg acabou atrapalhando Prost e ainda segurou a segunda posição, fazendo que o francês fosse ultrapassado por Mansell e caísse para quarto. Piquet havia caído para sexto.

Um acidente no meio do pelotão envolvento quatro carros ainda na primeira curva não atrapalhou o andamento da prova e Senna rapidamente se distanciava do pelotão da frente, enquanto uma surpresa azul vinha detrás. Apesar de italiano, Andrea de Cesaris fez toda sua carreira de base na Inglaterra e conhecia Silverstone como poucos. Com um bom motor Renault em seu Ligier, o italiano largou bem e na segunda volta ultrapassou Prost para assumir o 4º posto. Não demorou e De Cesaris estava pressionando Mansell, que vinha numa temporada apagada até então, e tomou do inglês a 3º posição. Prost assistia toda a disputa de camarote, preferindo conservar pneus e, principalmente, combustível. Como era um circuito em que a potência era usada quase que na totalidade, o consumo era muito alto e não raro, pilotos abandonavam corridas em Silverstone com pane seca.

Porém, quando viu um Mansell escorregar numa poça de óleo na Stowe, Prost aumentou seu ritmo e após herdar a posição do inglês da Williams, que também sofria com problemas de embreagem, Prost passou a atacar De Cesaris, ultrapassando o italiano algumas voltas mais tarde numa bonita manobra na chicane Woodcote. Apesar da potência do motor Honda, os pilotos da Williams ainda sofriam com a baixa confiabilidade do propulsor japonês e por isso Rosberg preferiu não atacar Senna de imediato, mas não tardou ao turbo do seu carro apresentar problemas e o finlandês diminuiu seu ritmo. Prost aproveitou a deixa e rapidamente se aproximou do piloto da Williams, o ultrapassando limpamente na freada da Woodcote. Com seu estilo limpo de guiar, Prost começava a se aproximar de Senna. Grandes pilotos, os estilos de pilotagens de Senna e Prost eram totalmente diferentes, praticamente o extremo entre técnica (Prost) e habilidade (Senna).

Mais atrás, Rosberg abandonava a corrida na volta 21 quando o turbo do seu carro finalmente deu adeus e isso deixava Lauda, que tinha tido problemas na largada e caído para as últimas posições, assumir o 3º posto em mais uma excepcional corrida de recuperação do tricampeão. De Cesaris permanecia numa ótima 4º posição, mas quando o italiano não sofria um acidente, algo acontecia com ele e o piloto da Ligier abandonou com problemas de embreagem no terço final da prova. Isso fazia com que Alboreto, que batalhava ponto a ponto com Prost no campeonato, assumisse a quarta posição após uma dura disputa com Piquet. Contudo, Lauda tem problemas elétricos no final da corrida e deixa o lugar no pódio para Alboreto, aumentando a tensão na briga pelo campeonato. Restava a Prost fazer sua parte e vencer a corrida.

Prost sabia que para triunfar em Silverstone, teria que derrotar um piloto audacioso e determinado, como Senna havia demonstrado quando o francês tentou a ultrapassagem na chicane Woodcote e o brasileiro não teve pudor algum em fechar a porta com vontade. Prost passou a estudar as linhas de Senna, esperando um erro do piloto da Lotus, colado na traseira do mítico carro preto. Claramente Senna forçava muito seu Lotus, enquanto Prost apenas o perseguia, mas nas últimas voltas a briga esquentou de vez quando Prost ultrapassou o Senna e o brasileiro deu o troco na volta seguinte. A briga leventou a torcida e havia muitos retardatários a ultrapassar. Senna foi agressivo quando tentou colocar uma volta na Brabham de Marc Surer e foi fechado, fazendo com que Prost aproveitasse o vacilo de Senna e o ultrapassasse novamente. Na chicane Woodcote, Senna tentou deixar Surer para trás, mas o suíço o fechou novamente. Essa foi a deixa para que Prost conseguisse uma vantagem sobre Senna, que não se deu por vencido e forçou tudo na tentativa de recuperação. Porém, isso teve um preço. Forçando em demasia desde o início, Senna não se preocupou com o consumo de combustível e ficou a pé quando faltava cinco voltas. Pane seca. Prost vencia ao seu modo, utilizando a inteligência para saber quando atacar na hora certa, sem destruir seu carro. Era o típico Alain Prost. Porém, o francês pela primeira vez teve um encontro com um piloto que marcaria para sempre sua carreira.

Chegada:
1) Prost
2) Alboreto
3) Laffite
4) Piquet
5) Warwick
6) Surer

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Grande Prêmio da Inglaterra de 1975


Apesar da inerente insegurança na F1, o ano de 1975 estava causando grande preocupação com as autoridades esportivas e por isso começaram a promover mudanças para evitar graves acidentes. No tradicional rodízio entre Silverstone e Brands Hatch, o primeiro voltaria a receber a F1 após o famoso acidente protagonizado por Jody Scheckter na Woodcote, onde vários carros ficaram amontoados ao longo da reta dos boxes logo na primeira volta. Silverstone tinha um dos circuitos mais rápidos e tradicionais do mundo, mas algo tinha que ser feito para evitar algo parecido e uma chicane foi construída na Woodcote, acabando com uma das curvas mais rápidas e desafiantes do calendário da F1. Quem clamava por segurança, ficou feliz. Para os puristas, a destruição da Woodcote foi um ultraje!

Em Monte Carlo, lugar onde havia conquistado cinco vitórias, Graham Hill tentou colocar seu carro no grid, mas o inglês falhou e naquele momento resolveu se aposentar de vez, passando a se dedicar inteiramente a sua equipe. Porém, faltava uma festa de despedida. Ídolo maior da torcida inglesa e dos pilotos mais carismáticos da história da F1, Graham Hill deu uma última volta pelo circuito de Silverstone após os treinos, sem usar capacete e sendo aplaudido de pé pela torcida. Foi um momento comovente para a F1 ver um piloto que estreou com carros ainda com motores dianteiro ter sobrevivido tantos anos e ainda ser aclamado pelo público. E Graham merecia!

A Inglaterra sempre trazia várias novidades, pois as equipes tinham sede na Ilha e 28 pilotos estavam inscritos. A maior novidade era a saída de Jacky Ickx na equipe Lotus após vários resultados desapontadores. A equipe ainda usava o velho modelo 72E e até mesmo Peterson estava insatisfeito, mas Ickx, uma verdadeira lenda do automobilismo, nunca mais teria um carro decente em mãos. Outra novidade era a pole de Tom Pryce em seu Shadow. Tendo estreado em 1973, o galês era uma das maiores esperanças para os britânicos, mas ainda assim não deixava de ser uma surpresa vê-lo em primeiro no grid, ainda mais que as Ferraris, dominantes em 1975, tiveram que se contentar com a segunda fila.

Grid:
1) Pryce (Shadow) - 1:19.36
2) Pace (Brabham) - 1:19.50
3) Lauda (Ferrari) - 1:19.54
4) Regazzoni (Ferrari) - 1:19.55
5) Brambilla (March) - 1:19.63
6) Scheckter (Tyrrell) - 1:19.81
7) Fittipaldi (McLaren) - 1:19.91
8) Reutemann (Brabham) - 1:20.04
9) Hunt (Hesketh) - 1:20.14
10) Mass (McLaren) - 1:20.18

O dia 19 de julho de 1975 estava muito nublado e a chuva era apenas questão de tempo em Silverstone. Uma paisagem normal para os ingleses, mas que transformaria este Grande Prêmio num dos mais confusos da história da F1. Porém, a pista ainda estava seca na hora da largada e a falta de experiência de Pryce em largar em primeiro pesou, quando o piloto da Shadow foi facilmente ultrapassado por Pace, seguido de perto pelas duas Ferraris, mas com Regazzoni à frente. Mais atrás, James Hunt consegue uma largada espetacular e pula para quinto, mas na volta seguinte era ultrapassado por Scheckter, que completava a primeira volta sem nenhum problema. Ao contrário de dois anos antes...

Precisando mostrar resultado, principalmente pelo desempenho do seu companheiro de equipe, Regazzoni parte para uma corrida agressiva e na décima volta ultrapassa Pryce e quatro voltas mais tarde assume a ponta da prova ao deixar Pace para trás. Lauda observava tudo com calma em 4º, enquanto Emerson Fittipaldi começava a crescer na corrida, ao ultrapassar Hunt e ficar em 6º, mostrando também o declínio da Hesketh, que alugava o carro reserva de Hunt a cada corrida, procurando dinheiro. Quando a corrida estava estabilizando as posições dos seus pilotos, a esperada chuva veio na volta 19 e pegou de surpresa Regazzoni, o primeiro a encarar a pista molhada e o suíço acabou rodando na curva Club, danificando sua asa traseira e tendo que ir aos boxes. Sempre é bom lembrar que fazer um pit-stop nos anos 70 era algo totalmente anormal e por isso o que se viu a partir da décima nona volta foi um Deus nos acuda dentro dos pits, com vários pilotos entrando nos boxes para colocar pneus para chuva.

Porém, alguns pilotos apostaram que a chuva seria passageira e permaneceram na pista com pneus slicks. E apostaram certo! Hunt, Fittipaldi, Pace e Mass permaneceram na pista e ficaram nas primeiras posições e foi aí que Emerson começou a se sobressair. O piloto da McLaren se aproveitou de um problema de motor de James Hunt para assumir a primeira colocação e para melhorar as coisas para os brasileiros, José Carlos Pace também subia para segundo. Quem foi aos boxes trocar pneus, não demorou para ter que voltar aos pits recolocar pneus slicks e a dupla brasileira ficou com a corrida nas mãos. Porém...

As nuvens carregadas em cima de Silvertone denunciavam que a chuva poderia voltar a qualquer momento e ela veio com força na volta 53. Muitos pilotos foram surpreendidos com a quantidade de água que se acumulou na pista e algumas curvas se tornaram um verdadeiro ferro-velho de F1. Na Club, ficaram Tony Brise, José Carlos Pace, Jody Scheckter, James Hunt, Brian Henton, John Nicholson (Lotus), Dave Morgan e Wilson Fittipaldi. Na Stowe ficaram empilhados Patrick Depailler, Mark Donohue e John Watson. A bandeira vermelha foi mostrada e como já havia sido cumprido mais de 75% das voltas, a corrida foi considerada válida, mas contando a volta 56. Emerson Fittipaldi foi considerado o vencedor, com José Carlos Pace, mesmo com seu Brabham estatelado na Club, em segundo. Foi uma prova onde a experiência de Emerson lhe deu a exata noção de quando parar ou não e, principalmente, se manter na pista. O que ninguém sabia naquele instante era que essa seria a última vitória na F1 do bicampeão.

Chegada:
1) E.Fittipaldi
2) Pace
3) Scheckter
4) Hunt
5) Donohue
6) Brambilla

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Grande Prêmio da Inglaterra de 1995

A F1 chegava à Silverstone para a oitava etapa da temporada de 1995 com a silly season em pleno vapor. Com vários pilotos de ponta tendo seus contratos se encerrando no final daquele ano, haviam muitas negociações em andamento, com destaque da possível ida de Michael Schumacher, líder do campeonato e vencedor de três das últimas quatro corridas naquele momento, para a Ferrari. Seu companheiro de equipe na Benetton, Johnny Herbert também estava com seu nome em pauta, mas de forma bem negativa. A política da equipe Benetton e seu chefe Flavio Briatore era dar total apoio ao primeiro piloto, no caso Schumacher, com o segundo piloto (Herbert) ficando com as sobras. O inglês raramente tinha andado no mesmo ritmo do alemão e nas duas últimas corridas, completado apenas duas voltas antes de se envolver em acidentes. Para piorar, o piloto de testes da Benetton, Jos Verstappen, estava à disposição da equipe, após a Simtek ter fechado as portas após o GP de Mônaco. Herbert chegou para a sua corrida caseira pressionado.

Um teste havia sido realizado em Silverstone uma semana antes e o mais rápido havia sido Damon Hill, vencedor da corrida de 1994, com Schumacher logo atrás. Os dois eram as grandes estrelas da época, assim como rivais amargos. Na sexta-feira, com Silverstone tendo um clima com muito sol e vento, Hill e Schumacher disputaram palmo a palmo a primeira posição, com vantagem para o inglês da Williams. Schumacher tinha esperanças de melhorar seu tempo no sábado, mas a chuva estragou os planos do alemão, além de outros pilotos, e abriu uma discussão dentro da F1. A maioria das TVs transmitiam apenas o treino classificatório de sábado, o mesmo fazendo o público, que preferia ir no final de semana. Porém, com a chuva em Silverstone naquele sábado 15 de julho, poucos pilotos foram à pista e tanto o público nas arquibancadas, como os telespectadores ficaram frustrados, pois o grid já estava definido previamente e poucas pessoas viram. Por causa desse episódio, foi decidido em reuniões posteriores que a partir de 1996, o treino classificatório seria apenas no sábado.

Grid:
1) Hill (Williams) - 1:28.124
2) Schumacher (Benetton) - 1:28.397
3) Coulthard (Williams) - 1:28.947
4) Berger (Ferrari) - 1:29.657
5) Herbert (Benetton) - 1:29.867
6) Alesi (Ferrari) - 1:29.874
7) Irvine (Jordan) - 1:30.083
8) Hakkinen (McLaren) - 1:30.140
9) Barrichello (Jordan) - 1:30.354
10) Blundell (McLaren) - 1:30.453

O dia 16 de julho de 1995 amanheceu nublado e o antigo warm-up foi realizado com pista seca, com um surpreendente Mika Hakkinen fazendo o melhor tempo usando um novo motor Mercedes. Porém, faltando poucos minutos para a largada, a chuva deu as caras em Silverstone, causando uma enorme dor de cabeça para equipes e pilotos. Porém, a chuva foi rápida e quando foi dada a ordem para a volta de apresentação, a pista estava praticamente seca e todos os pilotos estavam usando pneus slicks. Na largada, Damon Hill mantém sua primeira posição, mas quem faz uma largada inacreditável foi Jean Alesi, que pulou de sexto para segundo, deixando Schumacher, que normalmente largava muito bem (o que sempre levantou muitas suspeitas) em terceiro, seguido por Coulthard, Herbert e Hakkinen.

Sem Schumacher no seu cangote, Damon Hill imprimiu um ritmo fortíssimo na frente, chegando a abrir 1s por volta em cima de Alesi, enquanto Schumacher apenas perseguia a Ferrari e não esboçava uma ultrapassagem sobre o francês. Assim como hoje, perseguir um carro de F1 muito de perto causava problemas de turbulência aerodinâmica para o carro de trás e o resultado era um pelotão estático, praticamente sem nenhuma ultrapassagem. Irvine tentou ultrapassar Panis e acabou rodando e quebrando o motor na sequência, se tornando o primeiro abandono do dia. Barrichello vinha na zona de pontos em sexto, quando foi avisado que tinha queimado a largada e por isso, teve que fazer stop-and-go de 10s nos boxes. E o que era pior, era a segunda vez consecutiva que o brasileiro cometia a mesma infração, mas ainda pior era Panis, pego pela terceira (!) vez queimando a largada e tendo que esperar 10s nos pits! Com Alesi segurando Schumacher, Coulthard encostou no pelotão e com o escocês também preso atrás da Ferrari e de Schummy, a Williams antecipa a parada do escocês, o trazendo aos pits na volta 15. Infelizmente para David, seu limitador de velocidade falha logo depois e isso lhe traria muitas dores de cabeça mais tarde.

Alesi faz seu primeiro pit-stop na volta 18 e retorna à pista ainda na frente de Coulthard, para desespero da Williams que para piorar, ainda vê Schumacher aumentar seu ritmo e diminuir a vantagem para Hill, que ainda corria solitário na frente. Porém, durante o warm-up, Schumacher fez uma longa série de voltas em claro teste para um long run, no que poderia indicar uma estratégia de uma parada, ao contrário da tática normal de dois pit-stops. Correndo em terceiro lugar, Herbert força o ritmo e quando faz sua primeira parada na volta 21, surpreende ao superar Alesi e Coulthard, se mantendo em terceiro, mas garantindo-se na frente dos dois na pista. Mas ainda restava os dois líderes. Quando parariam? Hill entra nos pits na volta 22 e volta à pista 9s atrás de Schumacher que, com pouco combustível, aumentava a vantagem para o inglês da Williams e com a corrida chegando a metade, ficava claro que o Michael pararia apenas uma vez. Estreando na F1, Max Papis faz seu primeiro pit-stop na vida, mas o italiano acaba se atrapalhando na saída do pit-lane e bate seu Arrows bisonhamente. Quando Schumacher faz sua única parada na volta 31, a missão para Hill era clara: andar em ritmo de classificação até fazer sua segunda parada. Damon marca a volta mais rápida da corrida, abre de 20 para 27s sua vantagem para Schumacher, mas quando saiu dos pits na volta 41, Michael o ultrapassa por pouco. Porém, as últimas voltas do Grande Prêmio da Inglaterra seriam dramáticas, com uma luta direta entre os dois homens que decidiram o campeonato de 1994 num acidente entre eles. Com pneus novos, Hill foi para cima de Schumacher de forma agressiva, saindo até mesmo um pouco da característica do inglês. Na volta 46, tentou a manobra na curva Stowe, mas acabou atrapalhado pelo retardatário Jean Christophe Bouillon, mas na volta seguinte, não havia retardatário pela frente e Hill tentou a manobra na curva Priory, à esquerda. Schumacher manteve-se na linha de corrida, mas Hill já tinha sacrificado a freada e acabou batendo em Schumacher, tirando ambos da corrida. Schumacher saiu do seu Benetton cuspindo abelha africana, enquanto Hill saía do seu carro de forma melancólica, meio que sabendo que tinha sido otimista demais numa tentativa de ultrapassagem sobre um piloto agressivo como Schumacher (e Hill sabia muito bem disso), além de ter que abandonar na frente de sua torcida.

Contudo, as arquibancadas ainda tinham para quem torcer na luta pela vitória. Com seus dois primeiros pilotos de fora, Benetton e Williams viram seus dois segundos pilotos na ponta, com Herbert se mantendo na ponta após a segunda rodada de paradas, seguido muito de perto por Coulthard. O escocês quase emulou seu companheiro de equipe na Priory, mas David acabou recebendo a péssima notícia que seu limitador de velocidade nos pits não tinha funcionado na segunda rodada de pits e que seria punido com um stop-and-go. Experiente, Herbert deixou Coulthard passar e duas voltas depois o inglês viu o piloto da Williams se dirigindo aos boxes para cumprir a punição. O público inglês, agora torcendo bastante pelo simpático Herbert, ainda perseguindo sua primeira vitória na F1, ainda tinha com quem se preocupar: a Ferrari de Alesi se aproximava perigosamente. Animado por ter conseguido também sua primeira vitória um mês antes em Montreal, Alesi aumentou seu ritmo e quando tinha Herbert na alça de mira, a pressão de óleo do motor Ferrari começou a cair, forçando o francês a diminuir o ritmo e deixar Herbert mais aliviado nas últimas voltas para que ele também pudesse curtir a sua primeira vitória na F1, em seu 74º Grande Prêmio. Foi uma vitória bastante popular para Herbert, piloto muito querido no paddock da F1 na época, que vibrou como nunca, assim como a torcida inglesa. Alesi e Coulthard completaram o pódio. Hakkinen vinha em quarto, mas teve o motor quebrado. Mesmo punido no começo da prova, Barrichello se recuperara e estava lutando com Mark Blundell pela quarta posição. Na penúltima volta, Rubens tentou a ultrapassagem e acabou fechado por Blundell. Ambos os carros ficaram danificados, mas apenas Barrichello ficou parado na pista. Blundell ainda recebeu a bandeirada, mas acabou ultrapassado pelo também punido previamente Panis na última volta. Mesmo com a primeira vitória de Herbert, a polêmica manobra de Hill em cima de Schumacher tinha dado muito o que falar. Segundo a lenda, Frank Williams teria ido aos boxes da Benetton pedir desculpas a Schumacher e Briatore pelo incidente e chamando Hill de idiota. Isso nunca foi confirmado, assim como Hill não fez questão de se desculpar com Schumacher. Tudo isso era prato cheio para a próxima corrida, na Alemanha. Casa de Schumacher!

Chegada:
1) Herbert
2) Alesi
3) Coulthard
4) Panis
5) Blundell
6) Frentzen

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Rumores sobre o futuro de Daniel Ricciardo


Depois de terem surgido alguns rumores que o piloto australiano da Red Bull Daniel Ricciardo poderia mudar-se para a equipe italiana da Ferrari na próxima temporada, o jovem piloto veio esta semana afirmar que não está nos seus planos sair da equipe da Red Bull.

Ricciardo afirmou ainda que está numa equipe de topo, uma das melhores e mais competitivas equipes da Fórmula 1.

No entanto apesar da Red Bull ser uma das equipes de topo do Mundial de Fórmula 1 o piloto australiano que no ano de 2014 realizou uma excelente temporada, este ano não está a conseguir os mesmos resultados que no ano passado, estando neste momento bastante longe da luta pelo Titulo Mundial.

Apesar de esta não estar a ser a sua temporada na Red Bull, Daniel Ricciardo afirmou que pretende continuar na equipe para a temporada de 2016.

Outro fator que pode ter causado estes rumores é o fato do piloto da Ferrari Kimi Raikkonen estar neste momento com o seu futuro incerto na equipe italiana, já que o piloto finlandês não tem conseguido cumprir os objetivos para esta temporada, tal como aconteceu na época de 2014.

Em entrevista ao site oficial da Fórmula 1 Daniel Ricciardo afirmou o seguinte: "Nem sei bem onde começaram os rumores, realmente isso explodiu".

“É um bocado caricato. Sabem que mais, é divertido. Falamos sobre essas coisas agora, por isso cria alguma variedade nas nossas conversas. Claro que é bom ser considerado por uma equipa de topo como aquela, é bom também saber que existe interesse por parte de outras equipas. Mas também estou numa equipa de topo", acrescentou Daniel Ricciardo.

Referir apenas que um dos fatores que tem feito com que os pilotos da Red Bull não consigam acompanhar o andamento dos pilotos mais rápidos, é o fato de o motor Renault que a Red Bull usa não estar neste momento ao nível das equipes mais rápidas.
O chefe da Red Bull, Chrisitan Horner, afirmou esta semana que a Red Bull está a trabalhar na melhoria da performance do motor dos seus carros, no entanto essa melhoria poderá demorar cerca de três meses.

O chefe da Red Bull afirmou ainda que esta situação é um pouco frustrante, no entanto sabe que precisa de ter paciência.

"Claro que testa a nossa paciência. Tal como qualquer equipa competitiva nós queremos as performances para ontem, infelizmente com os motores o tempo de liderança é muito mais longe que com o chassis".

"Ter paciência é algo que não somos muito bons. Nós queremos a performances o mais rapidamente possível. Desde o ponto onde o conceito está de momento provavelmente irão um par de meses. Dois a três meses".

Numa altura em que estamos praticamente a meio da temporada de 2015 de Fórmula 1 a liderança do Mundial de Pilotos pertence ao piloto britanico da Mercedes Lewis Hamilton com 194 pontos que nas casas de apostas é um dos favoritos á conquista do título Mundial de Fórmula 1. Em segundo lugar está o seu companheiro de equipe o piloto alemão Nico Rosberg (Mercedes) com 177 pontos, estando na terceira posição o piloto da Ferrari, o alemão Sebastian Vettel.

Já o piloto australiano Daniel Ricciardo ocupa neste momento a sétima posição com apenas 36 pontos.

Já no Mundial de Construtores a Mercedes é líder com 371 pontos, seguida da Ferrari com 211 pontos e da Williams com 151 pontos, estando a Red Bull na 4. posição com 41 pontos.

Por último referir que a próxima corrida se irá realizar no dia 26 de Julho na Hungria.

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Grande Prêmio da Inglaterra de 1980



Após um ano maravilhoso, onde conquistou seu único título mundial, Jody Scheckter sofria com o mal rendimento da Ferrari e, mesmo com apenas 30 anos, anunciou antes do Grande Prêmio da Inglaterra que estaria se aposentando no final da temporada. Com a saída do sul-africano, a expectativa era quem o substituiria na Ferrari em 1981. A F1 voltaria a Brands Hatch após dois anos e a evolução dos carros, principalmente por causa do efeito-solo, foi espantosa, com os carros chegando a baixar em 5s os tempos marcados em 1978. A equipe Fittipaldi recebeu um ultimato da Skol, sua única patrocinadora, de que se os resultados não melhorassem, a cervejaria romperia contrato. Alarmados, os irmãos Fittipaldi resolveram antecipar a estréia do novo F8, em substituição ao F7, projetado por Harvey Postlewaith com a ajuda do estagiário Adrian Newey.

Mesmo após a decepção na França, a Ligier mostrou sua força nos testes antes em Brands Hatch e confirmou isso com uma folgada primeira fila, desta vez com Pironi superando Laffite. A Williams, vinha logo a seguir, enquanto Nelson Piquet levou seu Brabham nas costas para ficar logo atrás dos seus rivais. Os pilotos equipados com pneus Michelin sofreram em Brands Hatch e o maior prejudicado foi Arnoux, que ainda brigava pelo título, mas teve que se contentar com a 16º posição. Desesperado em conseguir melhorar seu tempo, o piloto da Renault sofreu um forte acidente na Druids e, mesmo sem sérios ferimentos, ficou preso no carro alguns minutos. Mostrando a falta de motivação de Scheckter, combinado com os pneus Michelin não se entendendo com a pista de Brands Hatch, o sul-africano ficou em 23º, logo atrás de Emerson Fittipaldi, que ainda tateava com seu carro novo.

Grid:
1) Pironi (Ligier) - 1:11.004
2) Laffite (Ligier) - 1:11.395
3) Jones (Williams) - 1:11.609
4) Reutemann (Williams) - 1:11.629
5) Piquet (Brabham) - 1:11.634
6) Giacomelli (Alfa Romeo) - 1:12.128
7) Prost (McLaren) - 1:12.634
8) Depailler (Alfa Romeo) - 1:13.189
9) Andretti (Lotus) - 1:13.400
10) Daly (Tyrrell) - 1:13.469

O dia 13 de julho de 1980 estava com o clima tipicamente inglês em Brands Hatch, com um tempo nublado e com a chuva espreitando a cada momento. Brands Hatch tinha uma das largadas mais complicadas do calendário da F1, com sua reta estreita e cheia de descidas e subidas. Isso sem contar com a capciosa Paddock Bend, a primeira curva de Brands Hatch. Acidentes eram comuns! Para evitar qualquer incidente, Pironi tratou de largar forte e não deu chances aos seus adversários, chegando a Paddock na ponta. Laffite não larga tão bem e Jones tentou a manobra sobre o francês, mas Laffite freou forte na Paddock e se manteve em 2º, enquanto mais atrás Piquet deixava Reutemann para trás e subia para 4º.

Pironi imprimi um ritmo alucinante nas primeiras voltas e na segunda volta já tinha 3s de vantagem sobre Laffite e a diferença aumentava a essa taxa nas voltas seguintes. Laffite, não andando tão forte quanto seu companheiro de equipe, também se distanciava de Alan Jones, que mantinha Piquet e Reutemann sobre controle. Naquele momento, ninguém parecia capaz de segurar as duas Ligier, mas na volta 17, Pironi diminui seu ritmo. Ele havia baixado o recorde de Brands Hatch em praticamente todas as voltas! O francês se encaminhou aos boxes com um pneu apresentando um furo lento. Em tempos em que não havia paradas programadas, isso era um problema e foi maximizado com um péssimo trabalho da Ligier, que devolveu Pironi à pista em último. Sem saber, Didier Pironi começaria a contar seu futuro a partir de então.

Com o problema de Pironi, Jacques Laffite assumia a ponta com confortáveis 10s de vantagem sobre Jones e mesmo não tendo o ritmo de Pironi, Laffite tinha a corrida nas mãos, mesmo com apenas um terço da corrida completada. Porém, Laffite também sente um furo lento em seu pneu na 27º volta e tendo uma boa vantagem de 16s sobre Alan Jones, o francês tinha chances de voltar na liderança da corrida, se a Ligier não repetisse o pit-stop desastroso de Pironi. Quando passou na reta dos boxes, Laffite acenou para sua equipe que pararia na volta seguinte. A Ligier se preparou toda, mas... Laffite passou reto da entrada dos boxes. Quando estava no meio da volta, o pneu do piloto da Ligier estava claramente baixo e o Laffite acabaria se acidentando fortemente na curva Hawthorn, praticamente destruindo os sonhos de vitória da Ligier.

Agora quem assumia a ponta da corrida era Jones, com uma boa vantagem sobre Piquet e o brasileiro não sendo incomodado por Reutemann. Os três acabariam nessas posições na bandeirada. Porém, o grande destaque da corrida vinha sendo Pironi. Disposto a repetir o bom desempenho de antes do pit-stop, o francês novamente imprimia um ritmo alucinante e praticamente ganhava uma posição por volta, chegando rapidamente ao pelotão dianteiro. Na volta 54 ele ultrapassou Jarier e assumia a 5º posição, mas treze voltas depois o pneu do seu Ligier voltou a se esvaziar e o francês teve que abandonar. Após a corrida a Ligier chegou a conclusão de que um defeito na roda furou o pneu dos seus dois carros, acabando com a promissora corrida de ambos. Porém, milhares de quilomêtros ao sul, Enzo Ferrari assistia a corrida em seu escritório em Maranello e ficara impressionado com a atuação de Pironi, exigindo sua contratação. Didier Pironi faria uma polêmica dupla com Gilles Villeneuve a partir de 1981. Jones, com mais essa vitória, se consolidava na liderança do Mundial, mas Nelson Piquet ainda era uma ameaça constante.

Chegada:
1) Jones
2) Piquet
3) Reutemann
4) Daly
5) Jarier
6) Prost

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Grande Prêmio da França de 1975

Após o Grande Prêmio da França em Charade ser cancelado devido ao circuito francês ser muito longo, a tradicional corrida francesa seria realizada em Paul Ricard mesmo. O público gaulês teria alguns pilotos para torcer, mesmo que o ídolo Jean Pierre Beltoise estivesse ausente da F1 em 1975, mas o seu xará Jarier carregaria as maiores esperanças de bons resultados na França, juntamente com Patrick Depailler, na competitiva Tyrrell. Jacques Laffite era uma das promessas francesas da época pela campanha do pequeno francês na F2, mas correndo com a Williams, sabia-se que Laffite teria pouco o que mostrar. Querendo fazer uma boa publicidade com o público local, Frank Williams vendeu o lugar do seu segundo carro para François Migault, enquanto Jean Pierre Jabouille estrearia na F1, com apoio da Elf, num terceiro carro da Tyrrell. Líder do campeonato com folga, Niki Lauda era o favorito para vencer em Paul Ricard, mesmo o austríaco chegando na França muito gripado. Brabham, McLaren e Tyrrell, correndo com uma nova versão do modelo 007, corriam por fora.

Jarier levantou o público local ao marcar o melhor tempo da sexta-feira, mas no sábado a ordem na F1 em 1975 voltou ao normal e Lauda marcou uma tranquila pole, com Jody Scheckter marcando 305 km/h no final da reta Mistral para completar a primeira fila. Por sinal, do sul-africano para trás, houve muito equilíbrio no grid. Jarier não melhorou o seu tempo da sexta e caiu para quarto, com o motivado James Hunt ficando em terceiro. Reutemann e Emerson Fittipaldi, os mais próximos de Lauda no campeonato, ficaram no meio do pelotão, enquanto a Lotus decepcionava com o velho modelo 72 deixando Peterson apenas em 17º e Ickx em 19º. O belga, que tinha acabado de vencer as 24 Horas de Le Mans, estava em litígio com a Lotus por causa da utilização de um carro com cinco anos de idade e aquela seria a última corrida de Ickx pela equipe de Colin Chapman.

Grid:
1) Lauda (Ferrari) - 1:47.82
2) Scheckter (Tyrrell) - 1:48.22
3) Hunt (Hesketh) - 1:48.25
4) Jarier (Shadow) - 1:48.44
5) Pace (Brabham) - 1:48.48
6) Pryce (Shadow) - 1:48.48
7) Mass (McLaren) - 1:48.54
8) Brambilla (March) - 1:48.56
9) Regazzoni (Ferrari) - 1:48.68
10) E.Fittipaldi (McLaren) - 1:48.75

O dia 6 de julho de 1975 estava quente e ensolarado, na véspera do verão europeu, em Paul Ricard e o dia estava perfeito para uma corrida de F1 e para o público francês, o dia começou muito bem com o novo ás francês Didier Pironi vencendo a prova preliminar da F-Renault Europeia, porém, na corrida principal, os tricolores largariam com um piloto a menos, com Migault vendo o motor do seu carro quebrar antes mesmo de alinhar no grid. Na bandeirada francesa, Lauda e Scheckter largam muito, com o austríaco mantendo a ponta. Para desespero do público francês, seu principal piloto, Jarier, tem problemas na largada e cai para o pelotão intermediário, mas pior sorte teve o seu companheiro de equipe Tom Pryce, que teve a embreagem quebrada na largada e o galês acabou abandonando ainda na segunda volta.

Lauda imediatamente consegue abrir uma pequena vantagem para Scheckter, enquanto que Jochen Mass faz um belo início de corrida, passando José Carlos Pace na reta Mistral e já pressionava o terceiro colocado Hunt. Tentando uma corrida de recuperação, andando com o mesmo equipamento do líder da corrida, Regazzoni também subiu o pelotão e após largar em nono, o suíço já aparecia em quinto na quarta volta. Em três ultrapassagens decididas, Regazzoni sobe para segundo em três voltas e ainda na sexta volta, a dobradinha da Ferrari estava feita, mas o esforço brutal que Rega fez com sua Ferrari para subir rapidamente pelo pelotão provou-se demais e na volta seguinte, o motor Ferrari explodiu espetacularmente, devolvendo o segundo lugar para Scheckter, com Hunt e Mass logo atrás. Quem ria de tudo isso era Lauda, que já tinha mais de 3s de vantagem para o segundo pelotão e corria sozinho, mesmo não estando 100% das suas condições físicas. Scheckter começa a ter problemas com os pneus e perde rendimento, sendo ultrapassado por Hunt na 10º volta e logo o sul-africano fica a mercê das duas McLarens, com Emerson também se recuperando após sua largada ruim.

Quando Hunt ultrapassou Scheckter, Lauda já tinha aberto 10s de vantagem e pela técnica de Niki, a corrida estava praticamente no bolso do piloto da Ferrari. Após Hunt vinha a dupla da McLaren, com o segundo piloto Mass na frente. Com problemas nos pneus, Scheckter já era acossado pelo ascendente Jarier, tentando dar um bom espetáculo para o seu público. Jarier sempre foi conhecido pela agressividade, enquanto Scheckter chegou a ser chamado de 'Troglodita' em seu início de carreira. O encontro de dois pilotos tão agressivos não poderia acabar muito bem e Jarier tentou uma ultrapassagem ousada, onde o toque entre os dois carros foi inevitável, mas a manobra de Jarier foi completada, com o francês subindo para quinto, enquanto os problemas de Scheckter foram maximizados e o piloto da Tyrrell já era atacado pelo pelotão que tinha o promissor inglês Tony Brise, da equipe de Graham Hill, Mario Andretti e o piloto da casa Patrick Depailler. Emerson passa a ter problemas com seu motor e Mass descola do seu companheiro de equipe, passando a correr próximo de Hunt, mas sem ameaça-lo. E quem corria solto, com 8s de vantagem, era Lauda. Era um passeio do austríaco.

Porém, esse passeio fica ameaçado quando os pneus da Ferrari começam a mostrar sinais de desgaste nas quinze voltas finais, permitindo a aproximação de Hunt, trazendo consigo Jochen Mass, que na perseguiçãoao inglês da Hesketh, marcou a volta mais rápida da corrida. Jarier tinha imprimido um ritmo muito forte em sua corrida de recuperação, mas o francês acabaria tendo problemas com isso, pois o consumo do seu Shadow foi alto demais e Jarier tira o pé para evitar uma pane seca no final. Com isso, Andretti consegue ultrapassar o francês e subir para o quinto posto. Com Jarier se preocupando mais em chegar ao final do que correr, Patrick Depailler se anima e para salvar a honra da França, aumenta o seu ritmo, ultrapassando Tony Brise e Jarier em voltas consecutivas, assumindo o sexto lugar, último lugar pontuável de quarenta anos atrás. O final da corrida se torna emocionante com Lauda claramente lutando com seus pneus e Hunt chegando a tirar meio segundo por volta na segunda posição, em sua tentativa de vencer pela segunda vez consecutiva. Faltando cinco voltas para o fim, Lauda tinha apenas 5s de vantagem para Hunt, que corria feito um louco e trazia em sua esteira Mass, também fazendo grande prova. Quando Lauda abriu a última volta, já tinha Hunt enchendo o seu retrovisor, mas o austríaco usou a potência do motor Ferrari na reta Mistral para rechaçar qualquer ataque. Na última curva, para dar um pouco mais de emoção, Lauda comete um pequeno erro e 'alarga' um pouco a curva. Hunt chega a colocar por dentro, mas Lauda tinha mais aceleração e cruzou a linha de chegada 1,5s na frente de Hunt, que em troca cruzou a linha de chegada apenas 0,8s à frente de Mass. Emerson fez uma corrida solitária em quarto, enquanto Andretti e Depailler fecharam a zona de pontos mais de um minuto atrás do líder. Sentindo os efeitos da gripe, somado ao calor da pista e de Hunt no final da prova, Lauda saiu de sua Ferrari bastante cansado, mas com sua quarta vitória nas últimas cinco corridas, o primeiro título de Niki Lauda já eram favas contadas. 

Chegada:
1) Lauda
2) Hunt
3) Mass
4) E.Fittipaldi
5) Andretti
6) Depailler

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Áustria em 3 atos

Caros Amigos do Gpexpert,

E a F1 passou pela Áustria.E até que foi bom.Bom, sim, embora não precise fazer muita força ser bom nessa temporada.
O bom fim de semana começou no sábado num treino classificatório bastante interessante devido a chuva, o resultado foi previsível, com as Mercedes na frente,mas o erro de seus pilotos de uma mostra que a corrida traria emoções.
No domingo, foi sensacional ver os  clássicos, pilotos históricos e carros inesquecíveis.Até a explosão do motor da Minardi foi um momento mágico.Isso já deixou um bom clima no ar.
A corrida.Começou com  um início espetacular, com Rosberg pulando na ponta e uma disputa dura com Hamilton nas primeiras curvas até a espetacular batida de Kimi e Alonso, a imagem impressiona,mas os dois fora do carro simboliza mais, o desânimo de um Raikkonen com a batata assando e Alonso pensando "onde amarrei minha mula?" dizem mais.
Depois tivemos boas brigas entre Vettel X Massa, Grosjean X Nasr, Maldonado X Max, não tivemos mais batidas,mas foram boas.Para finalizar, foi a alegria da Williams, que tão grande que uma moça teve a roupa presa na grade e quase,pagou mico.Alegria só não foi que a de Massa e sua família.
Rosberg fez sua melhor do ano, foi sólido com o Hamilton.Se Hamilton vai bem demais em Silverstone, se chove lá, imaginem a vontade que Hamilton está para ganhar depois dessa última derrota.Sua vitória é quase barbada.
Abraços and keep yourself alive!

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Grande Prêmio da França de 1980


A invasão francesa na F1 alcançava seu auge em 1980 e por isso o Grande Prêmio da França, que nessa temporada voltava a ser realizado em Paul Ricard, estava cercado por muita atenção. Não apenas os sete pilotos gauleses, mas também as equipes tricolores estavam com ótimas expectativas. Em boa fase, Ligier e Renault fizeram uma preparação meticulosa unicamente para a sua corrida caseira. Paul Ricard era a pista de testes da Ligier, enquanto a Renault começou seu projeto do turbo no rápido circuito francês. Havia uma espécie de rivalidade entre os dois times para ver quem se sobressaía na França. E isso se mostrou fortemente nos treinos.

Jacques Laffite e Didier Pironi passaram toda a classificação brigando pela pole, com o veterano acabando por confirmar a pole, mas usando a potência dos motores turbo, particularmente nos 1.500m da reta Mistral, a Renault colocou René Arnoux na primeira fila. O novato Alain Prost continuava mostrando serviço e pôs sua raquítica McLaren na sétima posição, logo atrás de Jabouille. Eram cinco franceses nas sete primeiras posições! A única ameaça à festa francesa era a Williams, que foram os únicos 'intrusos' entre os sete primeiros. Patrick Depailler ainda conseguiu um bom décimo lugar e apenas Jean-Pierre Jarier, no seu Tyrrell, aparecia fora dos dez primeiros tendo a bandeira da França ao lado do seu sobrenome. Tinha tudo para ser uma festa no domingo!

Grid:
1) Laffite (Ligier) - 1:38.88
2) Arnoux (Renault) - 1:39.49
3) Pironi (Ligier) - 1:39.49
4) Jones (Williams) - 1:39.50
5) Reutemann (Williams) - 1:39.60
6) Jabouille (Renault) - 1:40.18
7) Prost (McLaren) - 1:40.63
8) Piquet (Brabham) - 1:40.67
9) Giacomelli (Alfa Romeo) - 1:40.85
10) Depailler (Alfa Romeo) - 1:40.89

O dia 29 de junho de 1980 estava quente e com um belo sol para o que seria uma festa francesa com certeza. O público gaulês lotou as dependências do autódromo de Paul Ricard e apenas esperava por uma vitória de um piloto seu. Observando o forte calor e os quatro motores quebrados durante os treinos, a Renault diminuiu a potência dos seus turbos, mas ainda havia reserva técnica para que Arnoux fosse um dos mais rápidos na reta Mistral. Na largada, as duas Ligiers dispararam, em especial Pironi, que pulou de 3º para 2º, deixando Laffite na liderança. Porém, nem tudo era felicidade para os franceses, pois Jean-Pierre Jabouille ficou praticamente parado no grid com o câmbio quebrado. Era a primeira baixa gaulesa.

Ainda na primeira volta, iniciou-se uma encarniçada briga entre os pilotos franceses pela ponta. Pironi, Laffite e Arnoux estavam colados e na segunda volta, Arnoux aproveitou a potência, mesmo diminuída, do seu motor turbo e ultrapassou Pironi, assumindo a segunda posição. Aos poucos, Laffite se desgrudava de Arnoux, que ainda recebia pressão de Pironi. Para os franceses, essa situação ainda era motivo de festa, pois um piloto local venceria, mas logo um ameaçador carro branco se aproximaria do pelotão da frente. Extremamente acertado, Alan Jones começava a encostar em Pironi e ainda na quarta volta ultrapassou o francês. Respiração ofegante na arquibancada. Mais atrás, outro francês começava a impressionar. Piquet tinha acabado de ultrapassar Reutemann e o argentino logo seria deixado para trás por Alain Prost, para delírio da torcida. Porém, não demorou para que o câmbio Hewland de Prost o deixasse na mão apenas na sexta volta. Era a segunda decepção francesa no dia.

Enquanto isso, a briga seguia pela segunda posição e Pironi, como se esperando para dar um bote certeiro, ultrapassou Arnoux e Jones em apenas uma volta na sétima passagem e a Ligier tinha novamente a dobradinha em sua corrida caseira. Porém, o piloto da Williams ainda se mantinha na espreita e três voltas depois Jones ultrapassou Pironi novamente. A torcida esperava por uma nova reviravolta promovida por Pironi, mas para desespero dos locais, ocorreu exatemente o contrário. Não apenas Jones despachou Pironi, como se aproximava de Laffite. Arnoux perdia rendimento com seus pneus gastos na volta 11 foi ultrapassado por Piquet. O piloto da Brabham sabia que não tinha condições de brigar pela vitória e por isso galgava posições na medida em que os pilotos a sua frente cometiam erros e ganhava pontos importantes para o campeonato.

Vendo que Jones se aproximava do seu companheiro de equipe, Pironi aumentou o ritmo e encostou no australiano, mas não o atacou. O piloto da Ligier esperava ver o que aconteceria na briga pela ponta entre Laffite e Jones, que logo começou. Os três passaram a andar colados, com uma boa diferença em cima do 4º colocado Piquet. Jones foi paciente para esperar o melhor lugar para ultrapassar. Na volta 34, na entrada da chicane, por fora, Jones fez uma ótima ultrapassagem sobre Laffite. Os franceses ficaram decepcionados, mas esperavam que a dupla da Ligier atacasse Jones em algum momento. Porém, a rivalidade entre Laffite e Pironi era grande demais e ao invés de se juntarem e atacar a Williams, eles passaram a brigar entre si. E Jones ia embora...

Mais atrás, Arnoux e Reutemann brigavam pela 5º posição. Enquanto o argentino tinha um carro mais equilibrado, o francês tinha a potência do seu motor turbo. Foi uma briga fascinante! Arnoux chegou a ser ultrapassado por Reutemann, mas recuperava seu posto na reta Mistral. Faltando quinze voltas, Pironi passou a atacar Laffite com mais força. Nem pareciam companheiros de equipe. Na famosa e rapidíssima curva Signes, Pironi colocou carro por dentro em cima de Laffite. O veterano não aliviou e os dois chegaram a se tocar, numa situação para lá de perigosa, mas Pironi acabou se sobressaindo e ficando com a posição. Porém, os franceses não tinham muito o que comemorar, pois toda a festa estava programada para uma vitória gaulesa e quem recebeu a bandeirada em primeiro foi o australiano Alan Jones, com uma boa vantagem sobre Pironi. Jones causou uma enorme festa da Williams, a mais inglesa das equipes, fazendo com que o triunfo fosse uma vitória da Inglaterra sobre a tradicional rival França. E Jones ainda assumia a liderança do campeonato!

Chegada:
1) Jones
2) Pironi
3) Laffite
4) Piquet
5) Arnoux
6) Reutemann

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Grande Prêmio do Canadá de 2000

Quinze dias após a corrida em Monte Carlo, a F1 cruzava o Atlântico para a primeira de duas corridas na América do Norte, no sempre emocionante Grande Prêmio do Canadá. O traçado rápido, estreito e traiçoeiro, somado ao clima inconstante, sempre fez da prova no circuito Gilles Villeneuve empolgante e com alguma surpresas. Uma das novas atrações é o recém-batizado 'Muro dos Campeões', onde três campeões (Villeneuve, Hill e Schumacher) bateram em 1999, batizando o muro na saída da última chicane. Com Jacques Villeneuve chegando ao Canadá, mesmo ele tendo morado apenas oito anos por lá, a torcida fica alvoroçada com a presença do campeão de 1997, mas o canadense estava no centro das atenções também por ter recebido uma oferta milionária da Benetton para 2001. Uma mudança, mas para a própria corrida no Canadá, quase aconteceu na Williams. Ralf Schumacher teve a perna ferida após bater na St. Devote e o alemão era dúvida até as vésperas dos treinos livres no Canadá. O piloto de testes Bruno Junqueira foi convocado e chegou a tirar fotos com o macacão da Williams, mas Ralf suportou bem os treinos livres e participou normalmente do final de semana.

Confiante após sua vitória em Mônaco, David Coulthard parecia ser a maior ameaça para a Ferrari de Michael Schumacher e foram os dois que brigaram pela pole numa sessão classificatória conturbada por duas bandeiras vermelhas, causadas por acidentes de Mazzacane e Jos Verstappen. Na última tentativa dos pilotos de McLaren e Ferrari, Schumacher liderava, seguido por Coulthard, Barrichello e Hakkinen. O brasileiro chega a tomar o segundo lugar de Coulthard, mas o escocês melhora o tempo de Schumacher, contudo, o alemão estava no meio de sua última volta na classificação e quando o cronometro já estava zerado, o alemão da Ferrari derrota Coulthard por um décimo de segundo. Foi uma classificação de tirar o fôlego, praticamente um prólogo para o que viria na corrida.

Grid:
1) M.Schumacher (Ferrari) - 1:18.439
2) Coulthard (McLaren) - 1:18.537
3) Barrichello (Ferrari) - 1:18.801
4) Hakkinen (McLaren) - 1:18.985
5) Frentzen (Jordan) - 1:19.483
6) Villeneuve (BAR) - 1:19.544
7) Trulli (Jordan) - 1:19.581
8) Zonta (BAR) - 1:19.742
9) De la Rosa (Arrows) - 1:19.912
10) Fisichella (Benetton) - 1:19.932

O dia 18 de junho de 2000 amanheceu frio e cinzento em Montreal, com previsão de chuva para as duas horas da tarde. Bem no meio da corrida! Com Villeneuve numa boa fase, as arquibancadas estavam lotadas e quando os carros estavam sendo ligados para a volta de apresentação, a McLaren de David Coulthard não funcionou. Os mecânicos da McLaren reiniciaram o carro, mas quando o fazem, o período para encostarem no carro estava esgotado, indicando uma clara infração, mas pelo menos Coulthard largaria na sua posição original. No apagar das cinco luzes vermelhas, Schumacher e Coulthard saem sem maiores problemas, com o alemão permanecendo em primeiro, mas na segunda fila, Hakkinen é mais lento que os pilotos ao redor dele. Barrichello tem que frear forte para não bater no finlandês, fazendo com que Villeneuve, em outra largada magistral, ficasse lado a lado com Hakkinen, ganhando a posição do finlandês. Barrichello aproveita a indecisão de Hakkinen e reassume o quarto lugar, mas Rubens não tinha muito o que comemorar, o mesmo Eddie Irvine, que ficou parado no grid e teve que largar uma volta atrasado.

Como já havia acontecido quinze anos atrás, a ótima largada de Jacques Villeneuve causou um drama para os pilotos de ponta que estavam atrás dele. Enquanto Schumacher e Coulthard disparavam na frente, o canadense segurava Barrichello e Hakkinen, que já tinham De la Rosa e Frentzen em seus calcanhares. Com a chuva iminente, alguns pilotos escolheram largar bem leve para fazer múltiplos pit-stops e em um deles, poder coincidir de colocar os pneus biscoito. Pedro de la Rosa era um desses pilotos e o espanhol fazia uma agressiva corrida em seu início. Outra coisa que era iminente era a punição à Coulthard, que foi anunciada na volta 11 e o escocês teve que cumprir um stop-and-go de 10s na volta 14, retornando à corrida em décimo. Isso significava que Villeneuve estava em segundo, para delírio do público canadense, mas ainda mais em êxtase estava Michael Schumacher, com 17s de frente, na liderança e sendo o piloto mais rápido da pista, aumentando ainda mais sua vantagem. A tática da Arrows falha quando Pedro de la Rosa faz sua primeira parada ainda na volta 18, mas para desespero do espanhol, a chuva começa a cair apenas cinco voltas mais tarde. Com a pista escorregadia, os primeiros incidentes não tardem a acontecer.

Verstappen e Coulthard são as primeiras vítimas ao rodarem, mas ambos retornam à pista sem problemas. Barrichello sempre foi um apreciador de condições de pista complicadas e o brasileiro aproveita a pista traiçoeira para ultrapassar Villeneuve na volta 27, no hairpin. Agora quem atacava Villeneuve era Hakkinen, mas o finlandês tem que esperar até a volta 35 para conseguir assumir a terceira posição no mesmo local, mas a corrida para a McLaren estava praticamente perdida. E iria piorar ainda mais! Schumacher antecipou sua parada e mesmo com a pista escorregadia, permanece com os pneus slicks, o mesmo fazendo a maioria quando as paradas programadas se completam na volta 44. Porém, a chuva se torna cada vez mais forte e na volta 45 vários pilotos saem da pista e resolvem ir aos boxes para colocar pneus de chuva, às vezes com dois carros da mesma equipe no mesmo momento. Por um motivo não explicado, Hakkinen esperar mais uma volta na pista, perdendo muito tempo. Fisichella e Verstappen tiveram sorte de ter combinado suas paradas programadas com a invasão de carros aos pits à procura de pneus para chuva e o piloto italiano sobe para segundo, se aproveitando de uma péssima parada de Barrichello, que ficou 16s parado nos pits até que a Ferrari completasse a parada de Schumacher. Porém, Fisichella, que sempre andou bem em Montreal, sai da pista brevemente e é ultrapassado por Barrichello, que andava forte na pista molhada, mas nem a saída de pista de Schumacher diminuiu a diferença de meio minuto que separava os dois pilotos da Ferrari.

Na confusão que se seguiu, vários pilotos perderam posições, mas outros, como Verstappen, se tornam estrelas da corrida, com o holandês conseguindo ultrapassar Wurz e Trulli no final da reta oposta para alcançar a quinta posição. Nas voltas finais Villeneuve, apenas em décimo após as manobras de pit-stop, tenta ultrapassar Button no hairpin, mas erra na freada e acaba acertando a lateral de Ralf Schumacher, tirando ambos da corrida. Coulthard, correndo atrás de pelo menos um ponto no campeonato, bate em Wurz e o austríaco leva a pior, tendo que ir aos boxes para consertos. O escocês parte para cima de Trulli para brigar pelo sexto lugar, mas o italiano mantém sua posição. Nas últimas voltas Schumacher diminui bastante seu ritmo e sua saída de pista tinha a ver com problemas de freios na sua Ferrari. Rubens era o piloto mais rápido nas últimas voltas e recorta toda a desvantagem que tinha para Schumacher, mas é avisado pela Ferrari para que ambos mantivessem as posições. Barrichello encosta em Schumacher e ambos cruzam a linha de chegada praticamente lado a lado, mas o alemão era o vencedor. No pódio, Barrichello parecia menos feliz, enquanto Schumacher elogiava bastante o seu companheiro de equipe, adjetivando-o de leal. Foi a primeira vez que Barrichello foi vítima de uma ordem de equipe da Ferrari, mas os italianos estavam felizes com uma dobradinha impressionante em Montreal e para melhorar, quem estava no pódio com eles era um italiano (Fisichella), não um piloto da McLaren, que teve uma corrida simplesmente para esquecer. O campeonato voltava a ter Schumacher como protagonista e líder inconteste do certame.

Chegada:
1) M.Schumacher
2) Barrichello
3) Fisichella
4) Hakkinen
5) Verstappen
6) Trulli

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Sem melhora

Caros Amigos do Gpepxert,

Vamos falar um pouco do Canadá e um pouco da Áustria. Do Canadá, decepcionante!Se  não fosse Felipe Massa,Vettel e o chilique do Alonso não teríamos nada a comentar.Não tivemos safety car, nem chuva e nem grande drama de combustível e freios.Apenas mais um massacre de Hamilton em Rosberg, uma péssima atuação de Kimi Raikkonen e outro pódio de Bottas.O Resumo da temporada como um todo.Talvez ela esteja tão boa como a Temporada da McLaren.
Acho que já falamos muito do Canadá, Na Áustria, não se pode esperar algo muito melhor, já que a pista é simples, de motor. Tranquilidade para Hamilton, uma boa corrida para Williams e Lotus e um fim de semana de pesadelo para RBR, STR e McLaren.Esperando-se uma corrida previsível,infelizmente podia ser como foi no passado, mas hoje só nos restam as lembranças...
Abraços and keep yourself alive! 

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Grande Prêmio do Canadá de 1985


Montreal receberia a F1 novamente após um mês sem corridas, mas com muita movimentação. Na verdade, entre as corridas em Monte Carlo e Montreal, estava marcado o Grande Prêmio da Bélgica em Spa-Francorchamps e seu clima instável. Pensando nisso, os organizadores recapearam toda a pista de Spa para que houvesse uma maior drenagem em caso de pista molhada, porém, aquele final de semana estava de forma não usual muito quente e o asfalto começou, literalmente, a se esfarelar. Os treinos foram realizados sobre protestos e Michele Alboreto acabou sendo o mais rápido, mas a situação estava tão crítica que foi o próprio italiano quem liderou um levante feito pelos pilotos para que a prova fosse adiada. O asfalto se soltava até mesmo passando o dedo sobre ele e por isso Bernie Ecclestone ficou sem saída e acabou postergando a corrida belga para o outono.

A Ferrari mostrava força e já estava no mesmo nível da McLaren. Para melhorar a vida dos italianos (e aumentar a torcida), Michele Alboreto era o líder natural da equipe e teria todo o time ao seu redor. Contudo, em ritmo de treino ninguém estava conseguindo parar a Lotus e seu motor Renault turbo especial de Classificação. Senna já havia feito várias poles seguidas usando essa arma e em Montreal quem melhor utilizou-a foi Elio de Angelis, voltando a fazer a pole após vários anos, mas para corroborar com o predomínio da Lotus nos treinos, Senna completou a primeira fila, enquanto as Ferraris mostravam seu crescimento ao dominar a segunda fila. Prost, por enquanto sem ter Lauda no seu encalço, sabia que teria que reagir para não morrer na praia novamente.

Grid:
1) De Angelis (Lotus) - 1:24.567
2) Senna (Lotus) - 1:24.816
3) Alboreto (Ferrari) - 1:25.127
4) Johansson (Ferrari) - 1:25.170
5) Prost (McLaren) - 1:25.557
6) Warwick (Renault) - 1:25.622
7) Boutsen (Arrows) - 1:25.846
8) Rosberg (Williams) - 1:26.097
9) Piquet (Brabham) - 1:26.301
10) Tambay (Renault) - 1:26.340

O dia 16 de junho de 1985 estava nublado e não raro chovia em Montreal, trazendo a perspectiva de chuva durante a corrida, mas a pista estava seca na hora da largada. Se todos conheciam o potencial da Lotus na Classificação, também sabia-se que o ritmo de corrida dos carros negros não era o mesmo e por isso ficar próximo de Senna e De Angelis era uma boa no começo de prova. Principalmente por que ambos largavam muito bem. Confirmando as expectativas, os dois carros da Lotus partem muito bem, com Elio de Angelis segurando o ímpeto de Senna, enquanto Alboreto os seguia de perto.

Na única surpresa da largada, Derek Warwick pula de 6º para 4º e o inglês da Renault, que não estava fazendo uma boa temporada, ficou firme atrás de Alboreto até sair da pista ainda na terceira volta, perdendo várias posições e a chance de dar o primeiro bom resultado a equipe francesa. Lá na frente, o duo da Lotus liderava, mas não demorou a aparecer os problemas. Senna entrou nos boxes ainda na quinta volta de forma bem lenta. Seu turbo não havia resistido. Isso deixava De Angelis sem seu escudo contra as duas Ferraris, que começavam a se aproximar. Na décima volta Alboreto começou a atacar seu compatriota na luta pela primeira posição e sempre que podia, colocava o bico de sua Ferrari ao lado da Lotus. Foram várias tentativas em vão!

O circuito de Montreal de 25 anos atrás tinha uma diferença para o atual. No lugar da reta oposta, onde a largada era dada, havia um 'esse' de altíssima velocidade e foi nesse local que Alboreto deu o bote em cima de Elio de Angelis, numa belíssima ultrapassagem, que fez o italiano da Lotus tirar o pé e ver Alboreto disparar à sua frente. Porém, ambos já tinham aberto uma ótima diferença para o terceiro colocado, Johansson, e a corrida ficou bastante estática nesse momento, sem muitas modificações entre os primeiros. Porém, Montreal era uma pista de alto consumo de combustível e não demorou para que alguns pilotos diminuíssem seu ritmo. Alboreto e De Angelis foram os primeiros, fazendo com que Johansson se aproximasse do piloto da Lotus. O motor Renault tinha muita potência, mas seu apetite voraz fez com que De Angelis perdesse não apenas a 2º posição, como também outras até o fim da prova. Porém, ainda havia mais drama.

O ritmo forte de Alboreto estava cobrando seu preço e o italiano praticamente se arrastava no final da prova, fazendo com que Johansson colasse na Ferrari de número 27. Briga pela primeira posição? Nunca com a Ferrari! Com Alboreto na liderança, a Ferrari colocou a velha placa 'SLOW' para seus pilotos, para que eles tirassem o pé e economizassem combustível, mas para bom entendedor, esse recado só um único destinatário: Johansson, não passe Alboreto! Contudo, o italiano estava tão lento que Johansson ficou preso e viu a rápida aproximação de Prost no final da corrida, mas o piloto da McLaren pouco fez para efetuar a ultrapassagem e assim a Ferrari conseguia sua primeira dobradinha em dois anos. Metros após a bandeirada, a resposta do pouco ímpeto de Prost foi dado quando o francês encostou seu carro na grama... sem combustível. Alboreto subia ao alto do pódio e começava a colocar uma diferença razoável em cima de Prost no campeonato, mas esse seria o melhor momento da Ferrari e de Alboreto na temporada.

Chegada:
1) Alboreto
2) Johansson
3) Prost
4) Rosberg
5) De Angelis
6) Mansell

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Colunas GP Expert
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