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O Fora do Normal
Grande Prêmio da Bélgica de 1973
O Ligier JS21 Ford Cosworth V8 de Raul Boesel
Ligier Gitanes
- Ano: 1983
- Chassi: JS21
- Motores: Ford Cosworth DFV 3,0L V8 e Ford Cosworth DFY 3,0L V8
- Pneu: Michelin
- Chefe de Equipe: Guy Ligier (França)
- Projetista: Claude Gallopin (França)
- Aerodinâmica: Henry Durand (França)
- Diretor Técnico: Michel Beaujon (França)
Logos da Formula 1
Começando pelo logo da própria Fórmula 1.
Pouca gente sabe, mas o símbolo apresenta um "F" e DOIS "1s": um vermelho e outro branco.
O cavalo rampante sobre o fundo amarelo da Ferrari era o símbolo usado no avião de Francesco Barraca, um piloto de caça italiano que morreu como herói na Primeira Guerra Mundial. A pedido da mãe de Barraca, Enzo Ferrari adotou o emblema em seus carros.
A estrela de três pontas da Mercedes representa a fabricação de motores para serem usados em terra, água e ar.
A Alfa Romeo, primeira campeã da Fórmula 1 tem um logo bastante interessante. De um lado, há o brasão da cidade de Milão (a cruz vermelha, presente também no escudo do time do Milan). Na outra parte, há o símbolo da família real milanesa: uma serpente devorando um homem desesperado!
O nome é a junção de A.L.F.A (Anonima Lombarda Fabbrica Automobili) com o sobrenome de seu fundador, Nicola Romeo.
O símbolo da Renault é um diamante, que representa a sofisticação dos donos dos carros da marca (Renault já foi carro apenas de ricos, acreditem).

O símbolo da Auto Union consiste em quatro anéis entrelaçados, cada um deles representando uma das quatro empresas que deram origem à marca: Audi, Horch, DKW e Wanderer. O logo representa a união entre elas.
O logotipo da Ford nada mais é que a assinatura de seu fundador, Henry Ford.
O touro está presente no escudo da Lamborghini graças ao fanatismo de seu fundador, Ferruccio Lamborghini, por touradas. Alguns carros da marca, como Diablo e Murciélago têm nomes de touros famosos.
O logo da Porsche é formado pela sobreposição de dois brasões: o do fundo representa o estado de Baden-Württenberg. O outro, no centro, representa a cidade de Stuttgart, na Alemanha, sede da empresa.
A Maserati ostenta o tridente de Netuno, símbolo da cidade de Bolonha.
O leão da Peugeot (esquerda) homenageia a cidade de Lyon (brasão à direita).


O símbolo da toyota consiste na sobreposição das letras que formam o nome da montadora (é possível ver, no logo, a presença das letras "t", "o", "y" e "a").
O primeiro logo da McLaren trazia o desenho de um kiwi. O simpático bicho é muito comum na Nova Zelândia, terra do fundador da equipe, Bruce McLaren. Já o logo atual mostra um bumerangue estilizado, que é um objeto símbolo do país.
Pra quem não sabe, Red Bull é uma marca de energéticos...
O austríaco Dietrich Mateschitz, durante uma viagem a Tailândia, descobriu um líquido que continha, entre outras substâncias estimulantes, cafeína e taurina. Daí, os touros presentes no símbolo da bebida e da equipe.
A Lotus traz as iniciais de seu fundador: Anthony Colin Bruce Chapman.
O verde é a cor designada para carros de origem britânica competindo em eventos internacionais.
O amarelo representa os dias ensolarados que Chapman esperava ter pela frente em sua empresa.
Como a BAR pertencia a British American Tobacco (BAT), seu logotipo traz uma folha da planta.
A falecida Arrows possuia esse nome em referência a seus fundadores: Franco Ambrosio (A), Alan Rees (R), Jackie Oliver (O), Dave Wass (W) e Tony Southgate (S) . O segundo "R" foi colocado para dar sonoridade e formar a palavra Arrows (flechas). E é exatamente esse o símbolo da equipe.
O logotipo da Prost é um velocímetro, mas que ainda não havia atingido a velocidade máxima, mostrando que a equipe ainda teria a melhorar.
O símbolo da Shadow é o herói "The Shadow" (O Sombra, no Brasil). O personagem foi concebido para os programas de rádio na década de 1930. Foi criado por Walter Brown e chegou a ser interpretado por Orson Welles. Posteriormente, também foi para os quadrinhos e para o cinema.
A Reynard recebeu esse nome por causa de seu fundador, Adrian Reynard. Entretanto, quem aparece no símbolo é outro Reynard, uma raposa que foi protagonista de alguns contos datados dos séculos XII e XIII. O personagem era malandro e desagradável, mas bastante esperto e carismático.
O símbolo da Super Aguri possui 3 elementos:
- O 'S' mostra o desafio para que a equipe e seus pilotos encontrem um traçado perfeito em uma corrida.
- O 'Fogo' representa a capacidade em dominar tudo.
- A 'Estrela-Ninja' está relacionada a potência, velocidade e precisão.
Fonte: http://formula-2.blogspot.com.br/2011/10/logos-da-formula-1.html
Alex Caffi vê etapas de Caruaru e Goiânia como treino preparatório


Detroit-1988: A primeira vez de Minardi e Rial
Enquanto De Cesaris surgia no top 5 na volta 19, Martini se encontrava num incrível sétimo posto. O italiano da Minardi também contou com as quebras para ascender em Detroit. Todavia, travou um duelo acirrado com René Arnoux (Ligier), ganhando a posição do francês na volta 14. Os dois italianos contaram com o abandono do compatriota Riccardo Patrese (Williams), na volta 26, para ganharem mais uma posição: Andrea era o quarto; Pierluigi, o sexto.
fonte: Contos da F1 - Twitter Contos da F1 e Facebook Contos da F1
O domingo negro de Monza
Quando relembramos os piores dias do automobilismo, sempre pensamos em corridas como Le Mans-1955, Bélgica-1960 (com a morte dos pilotos Harry Schell e Chris Bristow) e San Marino-1994. Porém, em 1933, tambem aconteceu um dos piores momentos da história do esporte a motor. No Grande Prêmio de Monza daquele ano, chamado de "o domingo negro", três
dos maiores pilotos da Europa perderam suas vidas:
Giuseppe Campari, Mario Umberto Borzacchini e Stanislaw
Czaykowski.
O Grande Prêmio de Monza (Gran Premio di Monza) era uma corrida realizada no Autódromo Nacional de Monza, na Itália. Na época, o traçado da pista era bem diferente do atual, não possuía chicanes e contava com um trecho oval, com inclinação de 21 graus. O traçado misto possuía 5,793 km, enquanto o oval contava com 4,250 km.
Após o terrível acidente ocorrido em 1928, onde Emilio Materassi e 27 espectadores morreram, o Grande Prêmio da Itália foi cancelado em 1929 e 1930. Não querendo abandonar a corrida naquela pista, o Grande Prêmio de Monza foi seu substituto durante esses anos. Mesmo depois que o GP da Itália voltou ao calendário, o GP de Monza foi mantido como uma prova separada.
Em 1933, os dois eventos foram disputados no dia 10 de setembro, uma vez que o circuito não esteve disponível mais cedo, devido a reformas. Pela manhã, o Grande Prêmio da Itália foi realizado. A corrida, com mais de 50 voltas, compreendeu ocircuito oval e também o misto. A prva teve iníco às 9:30 da manhã, com um grid de 19 carros. Após 2h 51m 4s, Luigi Fagioli, pilotando um Alfa Romeo P3, saiu vencedor.
O Grande Prêmio de Monza, no período da tarde, ocorreu apenas na pista oval . A prova foi dividida em três baterias eliminatórias curtas (com 14 voltas), seguidas por uma final mais longa (22 voltas). Os competidores foram divididos em três grupo, de acordo com o tamanho dos motores e os quatro primeiros de cada um deles poderiam alinhar-se para a final.
Aquele Grande Prêmio despertou grande interesse por parte dos espectadores, pois prometia uma feroz disputa entre Alfa Romeo, Maserati e Bugatti. Essa última havia preparado um novo motor de 2.8 litros, mas o diretor da equipe, Meo Costantini, explicou que a equipe oficial ainda não estava pronta para correr. Assim, apenas os pilotos com Bugattis particulares apareceram. Dentre eles, encontrava-se o conde polonês Stanislaw Czaykowski.
A primeira bateria teve iníco às 14:00h. Uma breve garoa havia molhado um pouco a pista, mas a mini-corrida aconteceu mesmo assim e foi vencida por Czaikowsky, a uma velocidade de 181,56 km/h. O fato que mudaria a história da corrida aconteceu na sétima volta,quando a Alfa Romeo de Felice de Trossi quebrou um pistão e derramou cerca de 22 kg de óleo na entrada da Curva Sul.
Guy Moll, que terminou a prova em segundo lugar, passou sobre a mancha de óleo e derrapou. Após a corrida, ele protestou sobre as condições perigosas naquela curva, exigindo que atitudes fossem tomadas. Durante o intervalo entre a primeira e a segunda bateria, a mancha de óleo foi limpa com vassouras e recebeu um revestimento de areia. Somente essas medidas superficiais foram tomadas.
Campari e Borzacchini eram os principais concorrentes da segunda eliminatória. O primeiro competiria com um Alfa Romeo P3, enquanto Borzacchini pilotaria o Maserati no qual Campari venceu o Grande Prêmio da França daquela temporada. Os dois carros tiveram seus freios dianteiros removidos, como era comum em pistas de alta velocidade.
Quando passaram pela Curva Sul, as rodas traseiras de seus bólidos deslizaram sobre a areia, que não deu aderência suficiente (embora algumas fontes digam que eles não chegaram a passar pelo local e o acidente se deu quando tentaram desviar do mesmo). Apesar de sua habilidade, Campari perdeu o controle do carro, o Alfa Romeo derrapou e virou várias vezes. Ele foi morto instantaneamente, esmagado pelo próprio carro.
Borzacchini, que vinha próximo, pisou no freio, mas também derrapou, passou por cima da borda da pista e seu carro virou. O piloto foi atirado para fora do cockpit, gravemente ferido. Ele ainda foi levado para o hospital, mas morreu logo depois. Castelbarco também derrapou e teve a sorte de sair somente com escoriações. Barbieri, que teve mais tempo para reagir, trouxe seu Alfa para dentro e saiu ileso.
Apesar do acidente gravíssimo, que não pôde ser visto pelo público, a corrida foi continuada, com apenas três carros na pista. Apenas mais tarde, quando Barbieri voltou caminhando de volta aos boxes, a tragédia foi anunciada ao público. Renato Balestrero venceu, seguido por Lelio Pellegrini e pela pilota Hellé Nice.
Depois de muita discussão entre pilotos e organizadores, foi decidido, acreditem, realizar a terceira eliminatória! Com mais de duas horas de atraso, cinco pilotos participaram. Marcel Lehoux, em seu Bugatti T51, venceu após 14 voltas, à frente de Pietro Ghersi, também de Bugatti, e Clemente Biondetti da MB-Speciale.
Para a corrida final, 11 pilotos alinharam no grid. Czaikowsky assumiu a liderança, à frente da Lehoux. Porém, o domingo negro ainda não havia terminado e, na décima volta, o Bugatti do polonês derrapou, passou por cima da borda, virou várias vezes e caiu de cabeça para baixo, prendendo o piloto. O carro pegou fogo imediatamente e apenas o corpo carbonizado do polonês foi recuperado dos destroços. Só então a corrida foi interrompida.
No momento da paralisação, a ordem era: Lehoux (Bugatti), Moll (Alfa Romeo), Bonetto (Alfa Romeo), Straight (Maserati), Balestrero (Alfa Romeo), Biondetti (Maserati), Ghersi (Alfa Romeo), Cornaggia (Alfa Romeo) e Hellé Nice (Alfa Romeo).
A revista alemã "Auto, Motor und Sport" escreveu que, para estabelecer a responsabilidade por esses acidentes, a Procuradoria Real de Milão abriu uma investigação. Segundo um inquérito realizado por três peritos, houve uma mudança nas condições da pista durante a corrida, mas a aderência dos carros foi diminuída devido a perdas de óleo e pneus desgastados. As manchas de óleo na Curva Sul foram limpas pela administração e cobertas com areia. Além disso, os gestores haviam solicitado aos pilotos, por escrito, para serem cuidadosos naquele local. Assim, o juiz descartou qualquer responsabilidade por parte dos organizadores da corrida de Monza!
Tazio Nuvolari, um dos maiores pilotos de todos os tempos, havia disputado o GP da Itália e também deveria correr o GP de Monza, ficando de fora devido ao estado ruim de seus pneus. Devido a esta circunstância, ele não esteve envolvido. Tazio ficou profundamente abalado e passou a noite inteira ao lado do corpo de seu amigo Borzacchini.
Em homenagem a Borzacchini, o circuito de Magione, na província de Perugia, próximo de onde ele nasceu, foi renomeado como "Autódromo Mario Umberto Borzacchini". Aqui, cabe uma curiosidade: o nome de batismo de Borzacchini era "Baconino Francesco Domenico". Em 1930, sob o governo de Benito Mussolini, o piloto foi pressionado a correr com um nome italiano (Mario Umberto) porque, ao nascer, seus pais lhe deram o nome de um ativista socialista russo (Mikhail Bakunin).
A tragédia levou ao fim do circuito original de Monza. Várias chicanes foram construídas e o oval foi abandonado, tendo somente a sua parte sul utilizada, em combinação com o circuito misto, até ser demolido em 1939.
Após o domingo negro, o Grande Prêmio de Monza só retornou em 1948, sendo disputado até 1952. A primeira dessas edições foi uma corrida de Fórmula-1 e as outras de Fórmula-2. Nenhum deles contou para o Campeonato Mundial.
Eis algumas cenas da corrida:
http://formula-2.blogspot.com.br/
Massacre Vermelho
Caros Amigos do GP Expert,
Onde está o Kimi?
Comparativo entre McLaren Honda e McLaren Mercedes
fonte: Revista Warm Up
Grande Prêmio de Mônaco de 1983
Após quatro Grandes Prêmios, a disputa estava acirrada entre Nelson Piquet e os franceses Alain Prost e Patrick Tambay na briga pela liderança do campeonato, com o brasileiro e o representante da Renault empatados na liderança do campeonato. Até poucos anos antes, os motores turbo sofriam horrores nas tortuosas curvas de Mônaco, mas já em 1982 isso tinha ficado no passado quando o duo da Renault dominou a prova. Para perdê-la por erros dos seus pilotos. Por isso, o trio Renault-Ferrari-Brabham lutaria pela ponta da corrida monagasca, mas o atual campeão Keke Rosberg e seu Williams com o velho Cosworth tentariam se sobressair nos circuitos travados e de rua, como o finlandês havia feito em Long Beach e em Mônaco não seria diferente.



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