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Grande Prêmio da Inglaterra de 2000



Tradicionalmente o Grande Prêmio da Inglaterra era realizado entre as provas da França e na Alemanha, no auge do verão europeu. No ano 2000, decidiu-se que a corrida britânica seria realizada em abril, no domingo de páscoa. Apesar da tradição, não havia nenhum problema, a não ser que a Inglaterra se caractariza por chover em praticamente todos os dias no final de abril e acabou causando um caos que entrou para a história da F1. Na sexta-feira, choveu tanto que os treinos foram várias vezes interrompidos e numa escapada de pista de David Coulthard, o carro que foi resgatar o carro do escocês ficou atolado. E não foi o único. O estacionamento de Silverstone, coberto de grama, se transformou num mar de lama e os próprios organizadores pediam para que as pessoas não fossem ao autódromo ver Jenson Button, que havia virado uma estrela do dia para a noite na Inglaterra. O jovem de 20 anos era uma espécie de sexto spice girl e ele foi capa em todos os jornais e revistas daquela semana.

Se a chuva trouxe o caos para o final de semana inglês, trouxe grande emoção para a Classificação no sábado, com a pista melhorando de condições ao longo da sessão e vários pilotos ficaram com a pole em determinado momento. Era uma loteria, pois um erro ou acerto poderia derrubar ou levantar algum piloto. Rubens Barrichello, reconhecidamente um ótimo piloto em condições traiçoeiras, conseguia sua primeira pole na Ferrari e segunda na carreira, superando por apenas três milésimos de segundo Heinz-Harald Frentzen. Schumacher havia errado na sua última volta e por isso era quinto, logo à frente de Button, para delírio das poucas pessoas que se aventuraram a ir para Silverstone naquele dia. Para Rubens, além da alegria pela pole, também havia sido um forma de comemorar os 500 anos de descobrimento (meus professores de história sempre falavam em roubo) do Brasil naquele dia, mas a grande manchete era o resgaste do menino cubano Elián da casa de parente em Miami.

Grid:
1) Barrichello (Ferrari) - 1:25.703
2) Frentzen (Jordan) - 1:25.706
3) Coulthard (McLaren) - 1:25.741
4) Hakkinen (McLaren) - 1:26.088
5) M.Schumacher (Ferrari) - 1:26.161
6) Button (Williams) - 1:26.733
7) R.Schumacher (Williams) - 1:26.786
8) Verstappen (Arrows) - 1:26.793
9) Irvine (Jaguar) - 1:26.818
10) Villeneuve (BAR) - 1:27.025

Para surpresa geral, o dia 23 de abril de 2000 estava ensolado e até mesmo quente para os padrões ingleses. Isso possibilitou que o público fosse sem muitos atropelos a Silverstone e a corrida, que prometia movimentada pela possibilidade de chuva e a forte emoção do treino de Classificação, perdeu um pouco do brilho, já que Silverstone é uma ótima pista para se pilotar, mas nem tanto para se ultrapassar. Com um chance de ouro ao largar não apenas na frente, mas longe do seu companheiro de equipe Michael Schumacher, Rubens Barrichello tenta se aproveitar ao máximo da pole e larga bem na sua corrida rumo a sonhada primeira vitória. Na verdade, as primeiras filas não mostram surpresas, mas lá atrás as coisas estavam animadas com mais uma largada relâmpago de Jacques Villeneuve, passando entre Irvine e Verstappen e se colocando a direita da Williams de Ralf Schumacher. O irmão mais velho de Ralf tinha problemas quando ficou sem espaço e para não bater, foi para a grama e caiu de 5º para 8º.

Logo na segunda volta, Ralf retomou a posição de Villeneuve e o canadense tratou de segurar seu arqui-rival Schumacher na briga pela sétima posição, então lá na frente, uma corrida sem graça se desenvolvia lá na frente entre a Ferrari de Barrichello, a Jordan de Frentzen, as duas McLarens e as duas Williams. Os seis carros estavam próximos, mas sem nenhuma possibilidade de ataque. Na verdade, a corrida ficou sem uma única ultrapassagem nas próximas 23 voltas! Ferrari e McLaren brigando pela ponta de uma corrida não chegava a ser surpresa, mas o ritmo de Frentzen e das Williams impressionava, contudo, logo se descobriu o motivo. Na volta 24, Frentzen foi o primeiro a ir aos boxes e como sua parada foi rápida, ficou claro que o alemão pararia duas vezes. As duas Williams pararam nas duas voltas posteriores. A verdade da corrida estava na mesa e Barrichello teria que enfrentar, sozinho, as duas McLarens.

Próximo da metade da corrida e de suas paradas programadas, Barrichello fica repentinamente lento na reta Hangar. Quando parecia que iria abandonar, a Ferrari retomou seu ritmo, mas Rubens havia perdido a liderança para Coulthard, mas o escocês pararia duas voltas depois, com Hakkinen tendo feito isso uma volta antes. Barrichello ainda liderava, mas seu ritmo oscilava muito e para surpresa geral Michael Schumacher já aparecia em segundo, retardando ao máximo sua única parada. Porém, na volta 35, Barrichello roda estranhamente nas lentas curvas antes da reta dos boxes. O brasileiro volta à pista e imadiatamente vai aos boxes para abandonar. Novamente problema hidráulico e rapidamente começaram as brincadeiras. José Simão dizia que deveriam colocar uma válvula Hydra na Ferrari de Rubinho. Rárárá!

Por causa da estratégia, Frentzen liderou algumas voltas, mas todos sabiam que o alemão pararia por uma segunda vez e por isso Coulthard retomou a ponta para não mais perdê-la. Apesar de um grande susto. Faltando dez voltas para o fim, o escocês diminui sua velocidade repentinamente na reta dos boxes e Hakkinen se aproxima rapidamente. Todos pensaram que era um jogo de equipe a favor do finlandês, mas na verdade era um pequeno problema de câmbio na McLaren de Coulthard e mesmo com a sombra de Hakkinen, Coulthard recebeu a bandeirada em primeiro e para delírio da McLaren, Hakkinen completou a dobradinha. Schumacher havia confessado que não estava a vontade na pista em que havia quebrado a perna em 1999, mas o receio terminou com um ótimo terceiro lugar e os pontos conquistados seriam vitais no futuro. Para alegria da torcida, Button terminou a corrida em quinto e marcava pontos novamente. O jovem se tornava o queridinho da torcida inglesa, mas ele só mostraria seu verdadeiro potencial dez anos mais tarde.

Chegada:
1) Coulthard
2) Hakkinen
3) M.Schumacher
4) R.Schumacher
5) Button
6) Trulli

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Grande Prêmio do Brasil de 1985


O domínio da McLaren em 1984 tinha sido inédito na F1 até aquele momento. Foram doze vitórias em dezesseis corridas daquela temporada, mas quem acabou campeão da dupla de pilotos mclariana acabou sendo o de menos vitórias. Niki Lauda usou sua enorme experiência para tirar o doce da boca de Alain Prost, que perdia seu segundo título consecutivo e já era chamado à boca pequena de "Stirling Prost", pelos vice-campeonatos seguidos. Com 30 anos de idade e no auge da forma técnica, Prost sabia que seu primeiro título não poderia escapar em 1985 e por isso trabalhou como nunca para se tornar o primeiro francês campeão mundial de F1 naquela temporada.

As principais equipes, incluindo aí a super-campeão McLaren, mantiveram seus pilotos para 1985 e as substituições foram pontuais, na maioria das vezes sendo trocas entre as próprias equipes. Após ter provocado um terremoto em sua estréia na F1, Ayrton Senna ficou grande demais para a Toleman e teve seu passe disputado a tapa por várias equipes. Porém, apenas a Lotus ofereceu um lugar para 1985 e assim o brasileiro garantiu um lugar ao lado de Elio de Angelis. Substituído na Lotus por Senna, Nigel Mansell se transferiu para a Williams no lugar de Jacques Laffite, cuja volta para a Ligier não representou nenhuma surpresa. François Hesnault, que não tinha feito uma temporada de estréia brilhante, foi ser companheiro de equipe de Nelson Piquet na Brabham. O brasileiro teria mais um desafio após um 1984 difícil. Bernie Ecclestone tinha acertado um contrato com a Pirelli e Piquet passou dias treinando os pneus italianos em Kyalami. O próprio Nelson Piquet chegou a dizer anos mais tarde que chegou a pegar pneus da Michelin, que tinha abandonado a F1 no final de 1984, para comparar com os da Pirelli, e quando o resultado não era bom, todo um lote chegando a conter centenas de pneus era mandado para a África do Sul no dia seguinte. Foi um enorme esforço, mas Piquet ainda sofreria bastante com os novos pneus.

Michele Alboreto tinha sido um dos poucos a quebrar o domínio da McLaren em 1984 e sua Ferrari tinha evoluído bastante nos testes de pré-temporada e por isso não foi surpresa ver o italiano ficando com a primeira pole de 1985, seguido por um igualmente crescente Williams-Honda de Keke Rosberg. Senna mostrava sua enorme velocidade nas Classificações logo na sua estréia pela Lotus, mas o brasileiro acabaria superado pelo companheiro de equipe Elio de Angelis, enquanto Prost e Lauda não largariam entre os primeiros.

Grid:
1) Alboreto (Ferrari) - 1:27.768
2) Rosberg (Williams) - 1:27.864
3) De Angelis (Lotus) - 1:28.081
4) Senna (Lotus) - 1:28.389
5) Mansell (Williams) - 1:28.848
6) Prost (McLaren) - 1:29.117
7) Arnoux (Ferrari) - 1:29.612
8) Piquet (Brabham) - 1:29.855
9) Lauda (McLaren) - 1:29.984
10) Warwick (Renault) - 1:30.100

O dia 7 de abril de 1985 estava quente e ensolarado no Rio de Janeiro. Clima em que os pilotos já estavam acostumados desde que o Grande Prêmio do Brasil foi ao Rio e também pelos testes de pneus realizados em Jacarepaguá em fevereiro. O clima bucólico da corrida no Rio parecia acalmar um pouco os nervos, mas haviam certos pilotos que não sabiam correr sem nervos e acidentes acabavam acontecendo. Nigel Mansell sempre havia andado bem em Jacarepaguá e com um bom carro em mãos, tinha a chance de uma boa posição, mas sua velha impaciência o fez desperdiçar uma ótima largada ainda na primeira curva. Mesmo saindo apenas na 5º posição, Mansell consegue chegar na primeira curva brigando com seu companheiro de equipe Rosberg e Alboreto. Enquanto Rosberg vinha por dentro, Mansell vinha à esquerda de Alboreto e como não cabiam três carros naquela curva, o resultado foi um toque entre Alboreto e Mansell com o inglês levando a pior e destruindo sua promissora estréia na Williams ainda na primeira curva.

Rosberg sai ileso da disputa e liderava com tranquilidade o Grande Prêmio do Brasil, enquanto Alboreto parecia sofrer com o toque em Mansell, mas se mantinha em segundo. Prost também consegue uma largada espetacular e supera as duas Lotus, aparecendo em terceiro, enquanto os carros negros da Lotus também haviam trocado de posição, com Senna à frente de De Angelis. Os três primeiros se destacam dos demais, com Rosberg imprimindo um ritmo forte na ponta da corrida, mas infelizmente os velhos fantasmas da Williams retornaram e o motor Honda começou a soltar fumaça ainda na nona volta. O turbo do carro do finlandês havia lhe traído, como havia ocorrido tantas vezes em 1984. Alboreto liderava a corrida seguido de perto por Prost, mas atrás do francês uma velha e experiente raposa começava a crescer na prova.

Niki Lauda havia ficado conhecido ao conquistar seu terceiro título pelas suas incríveis corridas de recuperação. O austríaco fazia corridas cirúrgicas, onde se não era capaz de derrotar Prost com base na velocidade nas Classificações, conseguia imprimir um ritmo de corrida incrível e não raro venceu assim. Largando em 9º, Lauda se esquivou bem dos incidentes da largada e cruzou a primeira volta em 8º, colado em Piquet, mas não teve trabalho quando o brasileiro teve problemas de câmbio ainda na segunda volta. Cinco voltas depois ele ultrapassou a Ferrari do apagado René Arnoux e logo se aproximou, e passou, as duas Lotus, chegando à terceira posição ainda na volta 14. E agora se aproximava da briga pela liderança. Prost sabia muito bem do que Lauda era capaz e quando percebeu o capacete vermelho do tricampeão mundial em seu retrovisor, passou a atacar de forma mais efetiva Alboreto. O italiano se segurava como podia e seus freios já não eram mais os mesmos. Enquanto ultrapassava um retardatário na reta dos boxes, na abertura da volta 18, Alboreto erra uma marcha (isso existe hoje?) e Prost aproveita para deixar o italiano para trás e sumir na frente.

Sem tempo a perder, Lauda se aproximou gradativamente de Alboreto e mostra ao mundo da F1 que a McLaren ainda tinha o melhor carro, mas o austríaco começou a perder rendimento e na volta 24 entrou lentamente nos boxes com problemas eletrônicos. Com Piquet prematuramente fora da corrida, Senna passava a ser a grande estrela brasileira na corrida e o paulista não decepcionava, ocupando um sólido, mas solitário, 3º lugar. A corrida fica estática, com Prost disparado lá na frente, com Alboreto a uma distância segura. Quando parecia que Senna estrearia na Lotus com um pódio, um problema eletrônico acabou com o sonho do brasileiro nas últimas voltas e quem se aproveitou disso foi Elio de Angelis, que assumiu o terceiro posto, mas uma voltas atrás dos líderes. Prost venceu pela terceira vez o Grande Prêmio do Brasil e mostrava que era um dos grandes favoritos ao título daquele ano, mas teria que tomar cuidado com a Ferrari, com Alboreto conseguindo um sólido 2º lugar, ainda reclamando do toque em Mansell na primeira curva. René Arnoux, após ter problemas no meio da corrida, terminou a prova em 4º lugar, mesmo duas voltas atrás dos líderes. Um bom resultado para o veterano francês devido as circunstâncias, mas de forma estranha, a Ferrari anuncia que Arnoux tinha sido demitido da equipe por problemas físicos com o francês. Dizem que o objetivo real da Ferrari era demitir Arnoux por qualquer motivo que fosse, já que René tinha contrato para mais duas temporadas e a Ferrari queria Stefan Bellof em 1986. Por mais que a Ferrari tivesse construído um bom carro, o caos administrativo que também caracterizava a equipe estava mais forte do que nunca.

Chegada:
1) Prost
2) Alboreto
3) De Angelis
4) Arnoux
5) Tambay
6) Laffite

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Ribeirão Preto tem vitórias de Cacá Bueno e Tuka Rocha


Duas baterias bastante disputadas com dois vencedores diferentes - e emoções idem: Cacá Bueno encerrou jejum de 21 meses sem vitória e na segunda bateria Tuka Rocha estreou no lugar mais alto do pódio

O Circuito Schin Stock Car estava com saudades de Ribeirão Preto. E a cidade do Interior Paulista tratou de providenciar as condições para que as duas baterias disputadas neste domingo de Páscoa (5) fossem verdadeiros shows de perícia e disputas. A forte chuva que caiu na pista no início da programação, ainda pela manhã, trouxe o tempero - ou o molho - que faltava para aumentar a emoção das disputas com pista molhada em um circuito de rua.

E no clima do retorno a Ribeirão para matar a saudade, dois pilotos aproveitaram para se reconciliarem com o lugar mais alto do pódio. Cacá Bueno, da Red Bull Racing, venceu a primeira bateria - sua última vitória havia sido em Brasília, ainda no mês de julho de 2013 -, e Tuka Rocha, em seu quinto ano da Stock Car, venceu pela primeira vez na categoria.

A primeira bateria teve os carros largando com o safety car na pista ainda bastante molhada e a bandeira verde veio só na abertura do terceiro giro. Pole position, Max Wilson manteve a ponta e trouxe Cacá Bueno abrindo do pelotão que ia do terceiro colocado em diante - e que foi protagonista de maior parte da movimentação da prova.

Max chegou a alimentar uma vantagem de mais de cinco segundos e meio sobre Cacá, mas a vantagem passou a cair vertiginosamente do meio da corrida em diante. "Eu optei junto com o Andreas (Mattheis, chefe de equipe) por um acerto de pista seca, acreditando que o traçado secaria. Passei um sufoco danado para acompanhar o Max e ao mesmo tempo eu tinha que cuidar dos pneus traseiros. Ele chegou a abrir mais de cinco segundos e quando a gente chegou na metade da corrida ele ainda estava bem longe - e quando consegui dar três ou quatro voltas sem forçar o ritmo e vi que ele não abriu nem um centímetro eu percebi que era a hora de forçar para alcança-lo", lembrou Bueno.

"Quando começou a secar o meu acerto funcionou melhor que o dele. Acabei fazendo uma manobra arriscada na curva 2, ele me deu um belo ‘xis’, e depois ele errou uma freada e aí pude passar e controlar a distância achando que a corrida estava terminada - quando não estava. O Marquinhos (Gomes) apareceu do nada nas últimas voltas virando muito rápido e eu e optei por fugir dele sem usar nenhum push e por isso sobraram 14 para a segunda bateria", contou.

No final da primeira (e mais longa) bateria, Cacá cruzou a linha de chegada com Marcos Gomes em segundo e Júlio Campos em terceiro. Ricardo Maurício havia terminado em quarto, com seu companheiro de equipe Max Wilson em sexto. A dupla da Eurofarma-RC, no entanto, foi excluída do resultado final por trocar os pneus após a bandeirada da bateria para a segunda, o que não é permitido pelo regulamento a não ser que haja autorização da direção de prova.

A segunda bateria teve também a largada com o safety car na pista, mas a condição do traçado já era bem diferente - seca em quase sua totalidade. Muitos pilotos correram para os boxes para trocar os pneus de chuva pelos slicks, e outros como Vitor Genz, que largou da pole position por ter sido o décimo colocado na primeira prova, optou por permanecer com os pneus para piso molhado.

No grupo dos dez primeiros da prova, apenas dois calçavam pneus para pista seca: Sérgio Jimenez e Tuka Rocha - ambos optaram pela troca na última volta da primeira bateria. E foram justamente os dois que iniciaram a escalada para o topo. Quando Rocha ultrapassou Jimenez e depois passou o então líder Genz, sua vitória começou a se desenhar. "Mesmo assim não estava fácil passar os outros. Consegui passar o Jimenez, que é um excelente piloto, e comecei a abrir vantagem. Não tirei o pé; eu tinha um bom ritmo e foi assim até o final", disse Rocha, da União Química/Bassani Racing.

Várias ultrapassagens, alguns toques e duas entradas do safety car fizeram da bateria de 22 voltas um caldeirão de emoções. Em cada bloco de pilotos havia várias disputas por posição, e o público presente manteve os olhos colados na pista o tempo todo.

No final, Tuka cruzou a linha de chegada para lavar a alma e garantir sua primeira vitória no Circuito Schin Stock Car - e a segunda da União Química Racing, time chefiado por Eduardo Bassani, na categoria. Sérgio Jimenez fechou em segundo lugar com Átila Abreu desempenhando excelente recuperação para terminar em terceiro. Denis Navarro, Luciano Burti, Rubens Barrichello, Vitor Genz, Julio Campos, Antonio Pizzonia e Marcos Gomes fecharam os dez primeiros.

Tuka segurou o choro mas não escondeu a emoção. Uma vitória de extremo significado para o paulista. "Chegar aqui na Stock Car este ano foi difícil. Fechei uma semana antes da primeira corrida. Acho que só a minha família sabe o sofrimento que foi. Eu tinha quase certeza de que ficaria sem correr, e acabei pegando a última vaga disponível na categoria e conseguimos de última hora um patrocínio por só seis corridas. Agora tenho certeza de que vamos ficar até o final do ano", disse.

"Foi uma vitória para lavar a alma e mostrar que eu tenho capacidade, que eu tenho talento, que não é à toa que estou aqui e que vou lutar bastante para estar em uma posição que me permita ficar por muito tempo na categoria. Espero que esta vitória tenha mudado muita coisa. Vamos continuar trabalhando. As coisas são difíceis, mas só tenho a agradecer e hoje o dia é de festa", desabafou.

Campeonato - A tabela da competição após três corridas realizadas já mostra grande equilíbrio de forças. Com três vencedores diferentes, a regularidade já mostrou que vai fazer a diferença, e prova disso é que Marcos Gomes sai de Ribeirão Preto na liderança da disputa com 36 pontos, só três à frente de Cacá Bueno. Júlio Campos aparece em terceiro com 29, seguido de Sérgio Jimenez e Allam Khodair com 26 cada, Thiago Camilo com 25, Tuka Rocha e Rubens Barrichello com 24, Vitor Genz com 21 e Galid Osman com 19 fechando os dez maiores pontuadores.

A próxima rodada dupla do Circuito Schin Stock Car acontece em 26 de abril no Velopark, em Nova Santa Rita (RS), em final de semana que reunirá também a Copa Petrobras de Marcas, a Fórmula 3 Brasil e o Brasileiro de Turismo realizando suas etapas de número dois na temporada.

Resultado da 1ª bateria:
1. 0 - Cacá Bueno - Red Bull Racing. - 38 voltas em 49min43s932
2. 80 - Marcos Gomes - Voxx Racing Team - a 1s477
3. 4 - Julio Campos - Prati-donaduzzi - a 9s335
4. 21 - Thiago Camilo - Ipiranga-RCM - a 13s527
5. 28 - Galid Osman - Ipiranga-RCM - a 28s413
6. 111 - Rubens Barrichello - Full Time Sports - a 29s786
7. 18 - Allam Khodair - Full Time Sports - a 30s697
8. 46 - Vitor Genz - Boettger Competições - a 31s153
9. 70 - Diego Nunes - Vogel Motorsport - a 36s898
10. 1 - Antonio Pizzonia - Prati-donaduzzi - a 41s866
11. 73 - Sérgio Jimenez - C2 Team - a 1 volta
12. 25 - Tuka Rocha - União Química Racing - a 1 volta
13. 8 - Rafael Suzuki - RZ Motorsport - a 2 voltas
14. 110 - Felipe Lapenna - Schin Racing Team - a 2 voltas
15. 2 - Rafa Matos - Schin Racing Team - a 2 voltas
16. 51 - Átila Abreu - AMG Motorsport - a 2 voltas
17. 3 - Bia Figueiredo - União Química Racing - a 3 voltas
18. 14 - Luciano Burti - RZ Motorsport - a 4 voltas
19. 26 - Raphael Abbate - Hot Car Competições - a 5 voltas
20. 72 - Fábio Fogaça - Hot Car Competições - a 6 voltas
21. 5 - Denis Navarro - Vogel Motorsport - a 7 voltas
22. 12 - Lucas Foresti - AMG Motorsport - a 14 voltas
23. 11 - Cesar Ramos - Cavaleiro Racing Sports - a 14 voltas
24. 29 - Daniel Serra - Red Bull Racing - a 19 voltas
25. 10 - Ricardo Zonta - Shell Racing - a 25 voltas
26. 74 - Popó Bueno. Cavaleiro Racing Sports - a 35 voltas
27. 90 - Ricardo Maurício - Eurofarma RC - a 10.751*
28. 65 - Max Wilson - Eurofarma RC - a 17.353*
29. 83 - Gabriel Casagrande - C2 Team - a 31.574**
30. 77 - Valdeno Brito - Shell Racing - a 36s314
31. 88 - Felipe Fraga - Voxx Racing Team - a 1 volta
Melhor volta: Rafa Matos com 1min12s136
*Exclusão por troca de pneu após a bandeirada
**Exclusão por não cumprir drive-through

Resultado da 2ª bateria:
1. 25 - Tuka Rocha - União Química Racing - 22 voltas em 30min22s214
2. 73 - Sérgio Jimenez - C2 Team - a 1s223
3. 51 - Átila Abreu - AMG Motorsport - a 2s042
4. 5 - Denis Navarro - Vogel Motorsport - a 8s906
5. 14 - Luciano Burti - RZ Motorsport - a 11s310
6. 111 - Rubens Barrichello - Full Time Sports - a 15s696
7. 46 - Vitor Genz - Boettger Competições - a 15s787
8. 4 - Julio Campos - Prati-donaduzzi - a 16s535
9. 1 - Antonio Pizzonia - Prati-donaduzzi - a 17s039
10. 80 - Marcos Gomes - Voxx Racing Team - a 17s330
11. 83 - Gabriel Casagrande - C2 Team - a 17s743
12. 8 - Rafael Suzuki - RZ Motorsport - a 17s862
13. 18 - Allam Khodair - Full Time Sports - a 20s263
14. 28 - Galid Osman - Ipiranga-RCM - a 42s389
15. 70 - Diego Nunes - Vogel Motorsport - a 1 volta
16. 21 - Thiago camilo - Ipiranga-RCM - a 1 volta
17. 26 - Raphael Abbate - Hot Car Competições - a 2 voltas
18. 11 - Cesar Ramos - Cavaleiro Racing Sports - a 10 voltas
19. 0 - Cacá Bueno - Red Bull Racing - a 11 voltas
20. 10 - Ricardo Zonta - Shell Racing - a 15 voltas
21. 72 - Fábio Fogaça - Hot Car Competições - a 15 voltas
22. 65 - Max Wilson - Eurofarma RC - a 15 voltas
23. 90 - Ricardo Maurício - Eurofarma RC - a 15 voltas
24. 74 - Popó Bueno - Cavaleiro Racing Sports - a 15 voltas
25. 77 - Valdeno Brito - Shell Racing - a 15 voltas
26. 12 - Lucas Foresti - AMG Motorsport - a 15 voltas
27. 110 - Felipe Lapenna - Schin Racing Team - a 20 voltas
28. 2 - Rafa Matos - Schin Racing Team - a 20 voltas
Não largaram
29. 88 - Felipe Fraga - Voxx Racing Team - sem tempo
30. 3 - Bia Figueiredo - União Química Racing - sem tempo
31. 29 - Daniel Serra - Red Bull Racing - sem tempo
Volta mais rápida: Rubens Barrichello com 1min10s487

CLASSIFICAÇÃO DO CAMPEONATO:
1. Marcos Gomes - 36 pontos
2. Cacá Bueno - 33
3. Julio Campos - 29
4. Sergio Jimenez - 26
5. Allam Khodair - 26
6. Thiago Camilo - 25
7. Tuka Rocha - 24
8. Rubens Barrichello - 24
9. Vitor Genz - 21
10. Galid Osman - 19
11. Átila Abreu - 17
12. Antonio Pizzonia - 17
13. Luciano Burti - 13
14. Ricardo Mauricio - 12
15. Diego Nunes - 12
16. Denis Navarro - 11
17. Rafael Suzuki - 11
18. Max Wilson - 7
19. Felipe Lapenna - 7
20. Felipe Fraga - 6
21. Raphael Matos - 6
22. Valdeno Brito - 5
23. Gabriel Casagrande - 4
24. Bia Figueiredo - 4
25. Raphael Abbate - 2
26. Daniel Serra - 1
27. Fabio Fogaça - 1
28. Lucas Foresti - 0
29. Cesar Ramos - 0
30. Alceu Feldmann - 0
31. Ricardo Zonta - 0
32. Popó Bueno - 0
33. Felipe Maluhy - 0

O Circuito Schin Stock Car tem organização e realização da Vicar Promoções Desportivas, com supervisão da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA). O patrocínio máster é da Schin. Patrocínio Petrobras e Pirelli. Copatrocínio Cielo. Apoio Pioneer. As montadoras são Chevrolet e Peugeot.

É proibida a venda e o consumo de bebidas alcoólicas por menores de 18 anos nas dependências do autódromo. O evento é destinado a maiores de cinco anos, acompanhados de responsáveis legais (parentes de primeiro grau). Na entrada, será obrigatória a apresentação de documento original (RG, CNH ou certidão de nascimento), independentemente da idade.

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Grande Prêmio do Bahrein de 2005

Após o fracasso na Malásia, a Ferrari resolveu antecipar o lançamento da nova Ferrari F2005 no Bahrein, como resposta ao incrível início de ano da Renault em 2005, mas aposentando definitivamente o histórico modelo de 2004. Porém, o que chamava a atenção há dez anos nas pistas (ou fora delas) era a notícia de que Juan Pablo Montoya tinha machucado o ombro e estava fora da F1 por tempo indeterminado. A primeira informação da McLaren era de que Montoya tinha machucado o ombro num simples jogo de tênis, mas conforme os dias iam passando, descobriu-se que a verdadeira história era de que Montoya, amante de esportes radicais, teria machucado seriamente o ombro numa corrida de Motocross, em Bogotá, num dia de folga. O colombiano, uma das estrelas da F1 na época, passou algumas corridas de fora, mas sua irresponsabilidade deixou a McLaren bastante contrariada e esse incidente, pouco antes de apenas sua segunda corrida pela equipe de Ron Dennis, praticamente acabou com a carreira na F1 de Montoya, um dos pilotos mais agressivos e carismáticos do século 21.

A classificação do sábado foi dificultada pela enorme quantidade de areia na pista, vinda do deserto, mas com os primeiros pilotos limpando a pista, Alonso, líder do campeonato, aproveitou para marcar o melhor tempo da primeira classificação quando entrou para a sua volta lançada no final da sessão. Provando que o novo carro da Ferrari ainda necessitava de mais testes, Rubens Barrichello tem problemas de câmbio e com isso, trocou o seu motor e largaria em último no domingo. Alonso confirmou a pole no domingo pela manhã, mas se ainda não estava muito testada, a nova Ferrari mostrou seu potencial com Schumacher completando a primeira fila. Trulli continuava a boa forma da Toyota ao garantir um terceiro lugar, enquanto Pedro de la Rosa, substituindo Montoya no Oriente Médio, superava seu afamado companheiro de equipe Kimi Raikkonen, mas as duas McLarens estavam apenas em posições intermediárias, enquanto Fisichella não conseguia acompanhar o ritmo de Alonso dentro da Renault.

Grid:
1) Alonso (Renault) - 3:01.902
2) M.Schumacher (Ferrari) - 3:02.357
3) Trulli (Toyota) - 3:02.660
4) Heidfeld (Williams) - 3:03.217
5) Webber (Williams) - 3:03.262
6) R.Schumacher (Toyota) - 3:03.271
7) Klien (Red Bull) - 3:03.369
8) De la Rosa (McLaren) - 3:03.373
9) Raikkonen (McLaren) - 3:03.524
10) Fisichella (Renault) - 3:03.765

O dia 3 de abril de 2005 estava, como sempre, muito quente no pequeno reino barenita. Na verdade, estava absurdamente quente naquele dia, com as temperaturas chegando aos 40ºC, umas das maiores da história da F1! Isso fazia com que a delicada mecânica da F1 sofresse ainda mais com o calor seco do deserto, mas o mundo também sofria naquele começo de abril. O carismático e adorado Papa João Paulo II havia falecido enquanto os pilotos treinavam no sábado e para a corrida, várias homenagens foram prestadas ao polonês, mesmo o Bahrein sendo um país muçulmano. A italianíssima Ferrari pintou de preto o bico dos seus carros e no pódio, não houve champanhe. Na largada, Alonso permaneceu tranquilamente em primeiro, com Schumacher suportando bem os ataques de Trulli nas duas primeiras curvas e se manteve atrás de Alonso. Não houve nenhum sério incidente entre os pilotos, mas provando o quão dura seria essa prova, Klien teve problemas com seu Red Bull ainda na volta de apresentação e se tornou o primeiro abandono do dia.

Após a domínio do binômio Schumacher-Ferrari em 2004 estar sob ameaça de um ascendente Fernando Alonso, era esperado uma disputa entre o veterano alemão e o atrevido espanhol nas primeiras voltas daquela corrida. Schumacher sempre disse que se aposentaria se encontrasse um moleque mais rápido do que ele. Alonso poderia ser esse moleque, mas as respostas ainda precisavam ser respondidas. Contudo, a esperada batalha de gerações durou menos do que os fãs queriam. Schumacher vinha próximo de Alonso na 12º volta quando o carro do alemão saiu de frente na forte freada da curva 9. Schumacher quase bateu na traseira de Alonso, no que seria um raro erro do heptacampeão, mas na verdade a nova Ferrari, ainda necessitando de mais e mais testes, teve um problema hidráulico, forçando o primeiro abandono mecânico de Schumacher em impressionantes 58 corridas consecutivas, desde a corrida caseira de Schummy em 2001. Isso deixava Alonso com três confortáveis segundos de vantagem sobre Trulli, novamente fazendo uma corrida segura com a Toyota. A parada dos primeiros colocados na volta 18 indicavam uma estratégia de três paradas para todos. Como não se podia trocar os pneus através da estratégia em 2005, a tática ideal para não destruir os pneus no calor e na poeira do Bahrein era andar com o carro o mais leve possível.

Porém, nem isso pôde impedir abandonos na prova barenita. Fisichella acendeu o sinal amarelo na Renault ao abandonar na segunda volta com o motor quebrado. O italiano, vencedor na primeira etapa do campeonato de 2005, começava a ser deixado de lado dentro da Renault. Pouco depois, seria a vez de Narain Karthikeyan (problemas elétricos) e Nick Hedfeld. O alemão teve seu motor BMW fundido, aumentando as tensões entre os bávaros e a Williams. Sato tem problemas de freios em seu BAR e teve que abandonar, mas o delicado (em termos de pilotagem...) Jenson Button conseguiu sobreviver na pista com os freios não funcionando bem, mas o inglês, que brigava pela sétima posição com De la Rosa, perderia rendimento e acabaria abandonando já no final da prova, mas sem a embreagem, após um pit-stop. Correndo em terceiro, Mark Webber perde o controle de sua Williams na curva 8, permitindo à Ralf Schumacher e Kimi Raikkonen ganharem sua posição. O australiano teve que antecipar sua segunda parada e com o carro desequilibrado, saiu da briga pelo pódio. Rubens Barrichello fazia uma ótima corrida de recuperação com a Ferrari F2005, mostrando o potencial do novo carro e o brasileiro lutava pela sexta posição.

Após a última rodada de paradas, Alonso consolidou ainda mais sua liderança e venceu com extrema facilidade o Grande Prêmio do Bahrein de 2005, a segunda na temporada. Na comemoração da vitória, o espanhol inaugurou uma nova forma de comemorar, apontando com os dedos a quantidade de vitórias no ano. Trulli fez uma corrida sólida e até mesmo discreta, mas era o segundo pódio consecutivo da Toyota, que poderia ter dois representantes, mas Raikkonen superou Ralf Schumacher na última parada. A última grande batalha da corrida foi pela quinta posição, entre um Mark Webber lutando com um desequilibrado Williams e um animado Pedro de la Rosa. O espanhol já havia brigado com Button e Barrichello e agora tentava o que seria sua melhor posição até então na carreira. De la Rosa, tentou, saiu da pista algumas vezes, mas acabou completando a ultrapassagem. Rubens Barrichello poderia estar nessa briga, mas seus pneus estava destruídos nas voltas finais e acabou ultrapassado por Massa e Coulthard, saindo da zona de pontuação e acabando com uma sequencia de dois anos da Ferrari, sempre entre os oito que marcavam pontos na época. Pneus. Essa seria a chave para 2005 e a Michelin, com Alonso e a Renault (que conquistava sua centésima vitória como fornecedora de motores na F1) sendo os líderes dos franceses rumo ao título mundial. Mas usando também pneus Michelin, mas ainda tateando naquele começo de ano, a McLaren de Raikkonen começava a arregaças suas mangas em 2005.

Chegada:
1) Alonso
2) Trulli
3) Raikkonen
4) R.Schumacher
5) De la Rosa
6) Webber
7) Massa
8) Coulthard 

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Grande recomeço,mas calma...

Caros Amigos do Gpexpert,

Tivemos o Gp da Malásia.Não choveu como eu queria, mas foi melhor que o Gp das Austrália( pelo menos as primeiras 25 voltas). Boas disputas e um safety car que embaralhou as cartas e no final uma vitória merecida de Vettel.
Com relação ao último fato, foi uma surpresa pelo o que pintava o cenário na Austrália,mas o fato é que a Ferrari melhorou muito,tanto que Raikkonen numa corrida ótima de recuperação e chegou em  quarto, vencer com o Vettel foi um bônus!Embora tenha sido uma ótima atuação de Vettel e da Ferrari, temos que esperar mais umas 2 ou 3 corridas para ver o ponto real dos italianos.
Teve sorte na história, sim e um erro de estratégia da Mercedes.Por que fazer uma parada de pneus com 4 voltas?Foi algo tão estranho, que poucos fizeram isso.Essa atitude fez com que Hamilton ficasse mais 12 segundos após chegar ao segundo lugar.Outro fator de peso, o calor.
Os carros da Ferrari foram melhores no calor absurdo de Sepang (leia-se gasto de pneus),isso é uma exceção, não vai ocorrer em tantas corridas assim.A tendência é que na China,a Mercedes volte ao seu lugar de sempre, a ponta.
Do lado da Mercedes era visível o ar de chateação de Hamilton e Rosberg, muito mais do último que já percebeu que pode ter mais um rival de peso na briga.Porém, a Mercedes ainda é mais forte.
Do lado da Williams, a luz vermelha acendeu.A Williams está realmente atrás da Ferrari e terá trabalho para reagir.
A Sauber parece que voltou ao seu lugar, corrida ruim e agora brigar por alguns pontos e só.
A RBR realmente está atrás da STR.É apenas culpa da Renault?
Felipe Massa estava fulo no fim da corrida, pela meu desempenho da Williams e pelo bom desempenho da Ferrari, mas não pode por a culpa na equipe por chegar atrás de Bottas.
A Mclaren não chegou ao fim da corrida.Previsível, um carro frágil não suportaria o calor.Alonso e Button ficaram frustados,mas o carro parece ligeiramente melhor.Alonso estava em oitavo quando foi obrigado a abandonar.Tem muito a melhorar.
A Manor correu,mas ninguém nem notou...
Bom e é isso. Quero ver como será na China,muitas perguntas serão respondidas.Papo para a próxima.
abraços and keep yourself alive!

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Grande Prêmio dos Estados Unidos Oeste de 1980


A F1 parecia viver um período de transição no início da década de 80. As equipes tradicionais, como as duas últimas campeãs mundias, Ferrari e Lotus, ainda estavam bem abaixo das expectativas e no lugar delas, um batalhão de equipes emergentes davam as cartas naquele início de campeonato de 1980, com Williams, Renault, Ligier e Brabham dominando as primeiras corridas daquela temporada. Fora a Brabham no longuínquo ano de 1967, nenhuma delas haviam conquistado um título até então. Junto com esses times, vários pilotos praticamente novatos mandavam no certame, com René Arnoux liderando o campeonato após vencer as duas últimas corridas, enquanto Nelson Piquet e Didier Pironi faziam ótimas corridas até então. Em comum a esses três pilotos, apenas que eles estrearam em 1978, ou seja, tinham, no máximo, quarenta corridas de F1 no currículo.

Piquet já dava sinais que a aposta da Brabham em promovê-lo a primeiro piloto após a saída de Niki Lauda foi mais do que acertada e o brasileiro procurava sua primeira vitória para provar que tinha condições de brigar pelo título mundial apesar de estar apenas em sua segunda temporada completa na F1. Com um carro excepcionalmente acertado para o circuito de Long Beach, Piquet conseguiu sua primeira pole na F1 com mais de 1s de vantagem sobre o 2º colocado René Arnoux, surpreendendo com uma primeira fila num traçado que claramente não favorecia o seu carro com motor turbo. Na segunda fila, duas surpresas. A Alfa Romeo finalmente conseguia resultados condizentes ao seu investimento e Patrick Depailler, um piloto considerado acabado após um acidente de asa-delta em 1979, conseguia a 3º posição, à frente de Jan Lammers, estreando de forma incrível seu novo ATS. Enquanto isso, os campeões mundias de 1978 e 1979, Mario Andretti e Jody Scheckter, respectivamente, amargavam apenas a oitava fila. Emerson Fittipaldi conseguia a última posição no grid, superando o Shadow de David Kennedy por apenas dois décimos. Ao lado do bicampeão, largaria Clay Regazzoni, único piloto ainda na ativa da geração de Emerson.

Grid:
1) Piquet (Williams) - 1:17.694
2) Arnoux (Renault) - 1:18.689
3) Depailler (Alfa Romeo) - 1:18.719
4) Lammers (ATS) - 1:18.783
5) Jones (Williams) - 1:18.819
6) Giacomelli (Alfa Romeo) - 1:18.924
7) Reutemann (Williams) - 1:18.964
8) Patrese (Arrows) - 1:19.071
9) Pironi (Ligier) - 1:19.276
10) Villeneuve (Ferrari) - 1:19.285

O dia 30 de março de 1980 estava perfeito para uma corrida de F1 em Long Beach. A primeira curva do circuito de rua, um apertado hairpin, sempre foi pródigo em causar acidentes e por isso, todo cuidado era pouco. Sabendo da superioridade que tinha, Piquet fez uma largada perfeita, contornando a primeira curva em primeiro, seguido de Depailler e Arnoux. Uma pena foi o abandono precoce de Lammers, enquanto mais atrás a Brabham de Ricardo Zunino recebia um toque de Andretti e batia no muro ainda na primeira curva. Os sempre cuidadosos americanos resolveram deixar o carro do mexicano na área de escape. Um lugar aparentemente sem perigo, mas que mais tarde causaria uma tragédia.

Nelson Piquet fazia uma corrida perfeita e ninguém naquela tarde pôde sequer igualar o ritmo do brasileiro e o Brabham aumentava a diferença para os demais a cada volta. Ainda na terceira volta, Bruno Giacomelli vinha em 5º lugar, mas segurando um enorme pelotão atrás de si. O italiano era conhecido pela sua velocidade e, digamos, ser um pouco desastrado em suas opções táticas durante uma corrida. O italiano da Alfa Romeo vinha tentando segurar sua posição e fez com que ele, Reutemann, Jarier e Elio de Angelis fossem para a freada do final da reta dos boxes juntos. O cotovelo à direito era estreito e o resultado foi o pior possível, com Giacomelli rodando, fazendo com que Jarier e Reutemann batessem entre si e De Angelis acertasse o carro de Eddie Cheever, que estava abandonado a poucos metros do local. Quem se deu mal foi Elio de Angelis, que quebrou o seu tornozelo direito com o acidente. Enquanto isso, Clay Regazzoni e Emerson Fittipaldi, que haviam largado na última fila, utilizavam sua experiência para galgar posições e juntos, subiam pelo pelotão, enquanto os problemas não paravam de acontecer.

O líder do campeonato René Arnoux perdia rendimento a cada volta e ainda na volta 4 foi ultrapassado por Alan Jones, sendo posteriormente deixado para trás por Villeneuve, que sofria com sua quase indomável Ferrari. O segundo colocado Depailler não resistiu muito tempo ao assédio de Jones e foi ultrapassado na volta 17, com Villeneuve repetindo a manobra sobre o francês algumas voltas depois. A Alfa Romeo já mostrava velocidade, mas a pouca confiabilidade do equipamento italiano fez Depailler abandonar na volta 41 com a suspensão quebrada. Villeneuve, repetindo o erro de 1978 quando abandonou a corrida enquanto colocava uma volta num retardatário, tocava na traseira de Derek Daly enquanto colocava uma volta no irlandês e acabou tendo que ir trocar o bico do seu carro. Então, a tragédia.

Na volta 50, Regazzoni tinha acabado de assumir a 4º posição com o abandono de Jones. O suíço vinha fazendo uma corrida estupenda, enquanto Fittipaldi, igualmente sensacional, vide o equipamento que tinha, acompanhava Rega de perto. Então, no final da reta dos boxes, Clay Regazzoni perdeu os freios do seu carro a mais de 280 km/h e atingiu em cheio a Brabham de Ricardo Zunino, deixado no local desde a primeira volta. O Ensign de Regazzoni pegou fogo, mas os bombeiros agiram rápido e extinguiram o incêndio. No entanto, a situação era séria. Regazzoni estava desacordado, presos nas ferragens do seu carro e com as duas pernas quebradas. Foram precisos 30 minutos para tirar o piloto de 40 anos do seu bólido destruído. Quando chegou ao hospital, se descobriu que Regazzoni tinha a 12º vértebra esmagada e isso significava que o suíço estava definitivamente paralítico. Meses depois, Regazzoni tentou processar os organizadores por negligência, ao deixar o carro de Zunino naquele local, mas Rega acabou perdendo a causa. Ele continuou disputando corridas em carros especiais até morrer tragicamente no final de 2006.

Com todos esses incidentes, todos esperavam ansiosamente o final da corrida, que era dominada de forma abusurda por Piquet. Patrese estava muito longe para tentar uma aproximação ao brasileiro, enquanto Arnoux apenas tentava levar seu problemático Renault até o fim. Tentava. Na volta 78, o francês tem problemas em seu carro e perde um enorme tempo nos boxes, entregando o 3º lugar a Fittipaldi, que no dia anterior quase não conseguia colocar seu carro no grid. Nelson Piquet encerrava um jejum de cinco anos sem vitórias brasileiras na F1 e conseguia sua primeira vitória na F1 de forma categórica, conseguindo logo de cara seu primeiro hat-trick, com direito a vitória, pole e volta mais rápida na corrida. "Eu queria ganhar assim. Dominando a corrida, não vencendo porque alguém abandonou," diria Piquet mais tarde. Para melhorar aquela tarde para o Brasil, Emerson Fittipaldi conseguia o que viria a ser seu último pódio na F1. A imagem do velho campeão levantando o braço de Piquet significava muita coisa. Foi uma espécie de passagem de bastão, principalmente quando Emerson ficou sabendo da gravidade do estado de Regazzoni. O acidente tinha acontecido na frente de Fittipaldi e o suíço era o único piloto que tinha estreado no ano dele na F1, dez anos antes. Enquanto relaxava em uma banheira após a corrida, Emerson diz a Maria Helena, sua esposa. "Só vou correr até o final do ano. Depois, acabou." Realmente a F1 passava por um período de transição, onde saía de cena um campeão para a entrada de outro.

Chegada:
1) Piquet
2) Patrese
3) Fittipaldi
4) Watson
5) Scheckter
6) Pironi

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Dança da chuva

Caros Amigos do Gpexpert,

Teremos nesse domingo temos Malásia, a expectativa é a mesma.Menos de 20 carros, domínio da Mercedes e vitória de Hamilton,Se Lewis era favorito em Melbourne, esse fim de semana muito mais.A F1 está na berlinda esse ano por culpa dos altos gastos e pela mudança dos motores.Embora tentou buscar uma proximidade as inovações dos carros de rua com os motores híbridos e dar uma resposta as questões ecológicas, tomou os pés pelas mãos.Um motor extremamente caro, complexo e afônico.Um motor que só a Mercedes acertou a mão e por isso domina a F1 e se não houver mudanças de regulamento,tudo fica como está,mas deve se punir que foi mais eficiente?
Talvez a única esperança neste fim de semana, seja uma chuva, não que isso tire a corrida de Hamilton,pois ele é ótimo na chuva, talvez seja pior para Rosberg, mas é a única chance do imprevisível acontecer.
A chance de chuva é menor,já que a corrida será mais cedo que foi nos últimos anos.Vamos aguardar.
Abraços and keep yourself alive!

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Grande Prêmio do Brasil de 1995

A triste temporada de 1994 havia deixado marcas eternas na F1 e os carros estavam bem diferentes quando a F1 chegou à Interlagos para a primeira corrida de 1995. O downforce dos carros havia diminuído drasticamente e os carros voltavam a derrapar como há muito não se via, causando alguns transtornos na pré-temporada, com várias rodadas. A segurança dos bólidos também estava reforçada, particularmente nas laterais do cockpit. Entre os pilotos, apenas Pedro Paulo Diniz era um verdadeiro novato, pois Andrea Montermini, Mika Salo, Domenico Schiattarella e Taki Inoue participaram de pelo menos uma corrida em 1994. Diniz, por sinal, correria pela equipe Forti Corse, de algum sucesso nas categorias de base, mas que só ascendeu à F1 em 1995 graças ao investimento da família Diniz na equipe. O carro, totalmente amarelo, era muito ruim, o mesmo acontecendo com Pedro Paulo Diniz, que teria ao seu lado o veterano Roberto Moreno fazendo um papel de tutor para o brasileiro.

Durante a pré-temporada, a Jordan surpreendeu ao conseguir liderar algumas sessões, fazendo com que Rubens Barrichello criasse uma expectativa para que ele pudesse levar novamente o Brasil para os primeiros lugares na F1. Contudo, parodiando o que se diz no futebol, 'treino é treino, corrida é corrida'. Aquela atitude de Rubens, com o apoio da Rede Globo, fez com que o piloto brasileiro passasse, com o tempo, a ser uma piada ao longo dos anos. Por sinal, esse Grande Prêmio do Brasil teria um clima cinzento e nostálgico, pois era a primeira corrida brasileira sem Ayrton Senna, morto praticamente um ano antes. Isso fez com que as arquibancadas estivessem vazias nos dois primeiros dias de treinos, mas o público retornou com força no domingo. Não haviam grandes mudanças nas equipes de ponta, com Damon Hill (Williams) e Michael Schumacher (Benetton) sendo os grandes favoritos ao título de 1995, com seus companheiros de equipe (David Coulthard na Williams e Johnny Herbert na Benetton), como coadjuvantes de luxo. Nigell Mansell correria pela McLaren, mas o inglês se provou largo demais para o cockpit do carro e seria substituído por Mark Blundell. Ron Dennis, que nunca gostou de Mansell (e a recíproca era verdadeira), ficou muito irritado pela exposição de sua equipe daquela forma.

Se havia expectativa com a Jordan, a realidade apareceu nos treinos, com Williams e Benetton dominando o pelotão. O recapeamento de Interlagos, para diminuir as ondulações, não surtiu o efeito desejado e os pilotos reclamaram bastante justamente das ondulações, que fizeram foi aumentar. Schumacher sofreu um forte acidente na sexta, mas o alemão se recuperou e foi o mais rápido no sábado, mas o piloto da Benetton foi incapaz de superar o ótimo tempo feito por Damon Hill na sexta-feira e o inglês da Williams ficou com a pole. Passando a utilizar motores Renault, a Benetton parecia ainda mais forte, mesmo com a Williams mostrando um carro bem mais estável. Para desgosto do público brasileiro, Barrichello decepcionou nos treinos e largaria em 15º, tomando mais de 1s do seu companheiro de equipe, Eddie Irvine.

Grid:
1) Hill (Williams) - 1:20.081
2) Schumacher (Benetton) - 1:20.382
3) Coulthard (Williams) - 1:20.422
4) Herbert (Benetton) - 1:20.888
5) Berger (Ferrari) - 1:20.906
6) Alesi (Ferrari) - 1:21.041
7) Hakkinen (McLaren) - 1:21.399
8) Irvine (Jordan) - 1:21.749
9) Blundell (McLaren) - 1:21.779
10) Panis (Ligier) - 1:21.914

O dia 26 de março de 1995 estava muito nublado em São Paulo, trazendo um aspecto ainda mais sombrio para aquela corrida. A conhecida festa nas arquibancadas para Senna estava longe de acontecer naquele dia cinzento de 1995. Uma série de homenagens foram feitas e Rubens Barrichello, ainda em sua luta para ser o novo darling da torcida brasileira, correu com um capacete especial, tendo o famoso desenho de Senna no seu capacete. Na luz verde, Damon Hill não aproveitou sua pole e foi ultrapassado por Schumacher ainda na curva um, enquanto Herbert também largava mal e perdia três posições. Fora um toque entre Panis e Katayama, que ocasionou o abandono do francês, a largada foi tranquila.

Damon Hill tentou um ataque em cima de Schumacher, mas como acontecera em Adelaide, o alemão fechou a porta, porém o inglês segurou a onda e preparou o bote para mais tarde. Os dois primeiros colocados começaram a aumentar a vantagem para o terceiro colocado Coulthard, que corria doente, com uma amidalite. Apenas na décima volta de 71, Schumacher colocou a primeira volta em Diniz, mostrando o quão lento eram os carros italianos. Além do próprio brasileiro... Diniz acabaria a corrida em último sete voltas atrás do vencedor da corrida. A pré-temporada tinha visto muitos problemas mecânicos e na corrida em Interlagos não foi diferente, com quebras, logo no começo da prova, de Frentzen, Irvine e Katayama. Porém, a quebra mais triste do dia se deu na volta 17, com Barrichello encostando o seu Jordan no box com problemas de câmbio, numa prova totalmente sem brilho do que seria o anfitrião da festa. Mesmo correndo juntos, Williams e Benetton estavam numa estratégia diferente, com Schumacher tendo que forçar, pois teria que parar três vezes, no que Hill se mantinha numa ótima situação, pois o inglês pararia apenas duas vezes.

Schumacher fez sua primeira parada na volta 18 e o alemão acabou perdendo tempo, quando teve que desviar da Jordan quebrada de Barrichello. Hill aproveitou a pista livre para acelerar e quando o inglês fez sua primeira parada, ele voltou à frente de Schumacher. Várias equipes tiveram problemas nos pit-stops, em especial a Ferrari, que liberou Berger enquanto um mecânico ainda terminava de apertar uma porca, fazendo com que o austríaco perdesse muito tempo. Um precioso tempo. Mesmo um pouco mais pesado do que Schumacher, Hill aumentava a vantagem sobre o alemão, mas na volta 30 o piloto da Williams perdeu rendimento e na volta seguinte, acabou abandonando com problemas de câmbio. Schumacher liderava com boa margem sobre Coulthard, enquanto um surpreendente Mika Salo ficava em terceiro, mas 40s atrás da Williams, porém à frente de Hakkinen e das duas Ferraris. Contudo, Salo ainda não estava plenamente acostumado com os desafios físicos que um carro de F1 impunha em 1995 e passou a ter câimbras e logo foi alcançado pelo compatriota Hakkinen. Salo acabaria rodando e perdendo um tempo precioso, que fatalmente o colocaria na zona de pontuação no final do dia. Berger fazia uma boa corrida de recuperação e ultrapassa seu companheiro de equipe Alesi durante a segunda rodada de paradas. 

Antes de fazer sua terceira e última parada, Schumacher ainda teve tempo de marcar a volta mais rápida da corrida e mesmo retornando à pista na frente de Coulthard, o alemão manteve um ritmo forte para receber a bandeirada com 11s de vantagem sobre o escocês. Na briga pelo último lugar do pódio, Hakkinen foi surpreendido por um problema incomum: um pássaro estragou sua asa traseira e o finlandês perder muito do equilíbrio do seu McLaren. Berger aproveitou o infortúnio de Hakkinen para assumir o terceiro lugar nas voltas finais, mas o austríaco terminou uma volta atrás de Schumacher. Havia sido um domínio de Schumacher e dos motores Renault, mas havia um grave problema acontecendo nos bastidores. Antes das corridas, as fornecedoras de combustível mandavam amostras de gasolina para a FIA e era homologada. Após os treinos, a Elf, fornecedora de Williams e Benetton, teve problemas com a gasolina, fazendo com que uma nova especificação de gasolina fosse apresentada à FIA, mas isso não era legal. Isso fez com que Schumacher e Coulthard fossem desclassificados após a corrida, com Berger chegando a estourar o champanhe da vitória nos boxes da Ferrari, já de noite. Após muita polêmica (mais uma, após um 1994 cheio de polêmicas com desclassificações por vários motivos), a FIA resolver apenas multar a Elf, Williams e Renault, mas manteve o resultado da pista. Depois de um 1994 tão cheio de problemas, Schumacher começava a defender seu título... com mais problemas extra-pista!

Chegada:
1) Schumacher
2) Coulthard
3) Berger
4) Hakkinen
5) Alesi
6) Blundell 

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Grande Prêmio do Brasil de 2000


Faziam seis anos que o Brasil não sentia o gostinho de um compatriota seu ganhar o Grande Prêmio local. Após a morte de Senna, Rubens Barrichello sempre competiu em equipe pequenas e nunca teve chances reais de vencer a corrida em Interlagos, que ficava muito próximo a sua casa. Agora na Ferrari, o povo brasileiro se vestiu de vermelho e pintou de rubro as arquibancadas de Interlagos, na esperança de Barrichello derrotar as McLarens e, principalmente, Michael Schumacher, que jogou uma pelada no Maracanã, mas toda a mídia tratou de antipatizar ainda mais o alemão frente ao público brasileiro. Para muitos, se quisesse vencer, Barrichello teria que ganhar do alemão.

Porém, o que marcou aquela corrida no Brasil foi o vexame que aconteceu durante a Classificação. Os pilotos tinham pressa em tentar marcar um tempo, pois os céus paulistanos eram ameaçadores e chuva poderia cair a qualquer momento. Quando a dupla da McLaren já ponteava o treino, uma placa de publicidade caía suavemente dentro da pista, provocando a primeira bandeira vermelha. Quando a pista foi liberada, todos os pilotos foram à pista na medida em que o céu ficava cada vez mais escuro, mas outra placa publicitária caiu e o pano vermelho foi novamente mostrado. Placa recolocada, Barrichello estava com parciais que lhe dariam a pole, quando uma terceira placa publicitária caiu bem no momento em que Alesi vinha a toda na reta. O francês ainda atingiu a placa da Marlboro e o treino foi interrompido mais uma vez. De forma inacreditável, Galvão Bueno disse que a placa da Marlboro poderia cair, pois era ela quem pagava o salário de Barrichello... Me poupe! Como castigo, a chuva finalmente veio e o brasileiro ficou em 4º, frustrando a torcida brasileira e deixando os organizadores embaraçados, inclusive com acusações de sabotagem de grupos políticos querendo derrubar Celso Pitta da prefeitura. Houve ameaças de Interlagos sair do calendário, mas muito mais do que sabotagem, ficou evidente a falta de cuidado no qual a cidade de São Paulo tinha com seu autódromo na época.

Grid:
1) Hakkinen (McLaren) - 1:14.111
2) Coulthard (McLaren) - 1:14.285
3) M.Schumacher (Ferrari) - 1:14.508
4) Barrichello (Ferrari) - 1:14.636
5) Fisichella (Benetton) - 1:15.375
6) Irvine (Jaguar) - 1:15.425
7) Frentzen (Jordan) - 1:15.455
8) Villeneuve (BAR) - 1:15.484
9) Button (Williams) - 1:15.490
10) Zonta (BAR) - 1:15.515

O dia 26 de março de 2000 estava quente e nublado, havendo inclusive chance da chuva que atrapalhou a Classificação poder voltar durante a corrida. Desde os tempos de Senna, Interlagos não via tanta gente nas suas arquibancadas e todo o público tinha uma certeza: Barrichello colocaria Schumacher no bolso e venceria na frente de ua torcida, ávidos por uma vitória consagradora do brasileiro, que ainda perseguia sua 1º vitória na F1. Desde os primeiros treinos, ficava claro e evidente que a vitória ficaria entre os pilotos de McLaren e Ferrari, que dominavam as duas primeiras filas e uma boa largada seria essencial. Por isso, Schumacher partiu com tudo para cima de Coulthard e como o escocês deixou seu carro patinar, o alemão já estava em 2º antes da primeira curva. Hakkinen cruzou a primeira volta em primeiro, mas com Schumacher em seu vácuo e numa clássica manobra de ultrapassagem em Interlagos, o alemão deixou o piloto da McLaren para trás no final da reta dos boxes, enquanto mais atrás Barrichello fazia exatamente a mesma coisa com Coulthard, assumindo a 3º posição.

Imediatamente Schumacher passou a imprimir um ritmo alucinante e em poucas voltas tinha uma diferença significativa para Hakkinen, que tentava segurar Barrichello, que o pressionava fortemente. O brasileiro chegou a errar e perder a 3º posição para Coulthard, retomando logo depois. Com o tempo, estava ficando claro que as duas Ferraris estavam mais leves e parariam mais cedo, mas enquanto Schumacher fazia sua parte, Barrichello era atrasado por Hakkinen. Apenas na 15º volta, o brasileiro consegue assumir a 2º posição, mas já estava incríveis 16s atrás do companheiro de equipe. Schumacher, confirmando as expectativas, pára cedo e indica sua estratégia de três paradas.

Após sua parada nos boxes, Barrichello estava em 4º, mas seu acelerador passou a não funcionar direito. Para piorar, outros acionamentos hidráulicos começaram a falhar e na volta 28, após um pequeno incêndio, o piloto brasileiro encostou no box da Ferrari para abandonar. Parte da torcida brasileira, frustrada, também abandonava Interlagos. E uma quebra começava a cair na boca das equipes de F1: problema hidráulico. Porém, nem tudo era ruim para a Ferrari, quando Mika Hakkinen chega aos boxes lentamente quatro voltas mais tarde para abandonar mais uma vez, ficando zerado em pontos. Para melhorar a vida de Schumacher, o segundo colocado Coulthard estava tendo problemas de câmbio, já tendo perdido a primeira e a terceira marchas.

Lá na frente, Schumacher estava sem pressão, mas ainda assim andando muito rápido e fixando o recorde da pista de Interlagos de então e após sua última parada, Michael tinha uma vantagem confortável e venceu com enorme tranquilidade, liderando o campeonato com 100% de aproveitamento. Coulthard marcava os primeiros pontos da McLaren, mas a vistoria após a corrida indicou que vários carros estavam irregulares, inclusive a Ferrari de Schumacher e a McLaren de Coulthard. Contudo, apenas a McLaren do escocês foi punida por estar com o aerofólio baixo demais e o escocês, assim como a equipe de Ron Dennis, saía do Brasil com as mãos abanando. Com a desclassificação de Coulthard, um jovem inglês de 20 anos marcava um ponto pela primeira vez na F1. Seu nome? Jenson Button.

Chegada:
1) M.Schumacher
2) Fisichella
3) Frentzen
4) Trulli
5) R.Schumacher
6) Button

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Sem sal

Caros Amigos do Gpepxert,

E finalmente começou a temporada de 2015.Começou e não bem, Começou deflagrando muitos problemas.Bom, começou, mas parece que estava  terminando.
A corrida não foi a pior de todas,principalmente levando em conta os 15 carros que participaram e apenas 11 terminaram.Com esse número, o nível de cobrança nem deve ser tão alto. Terminar 11 carros em uma primeira corrida não é nada de tão anormal,afinal estamos na primeira etapa e são carros novos.O problema é que 5 nem sequer largaram.Já logo de cara as duas Lotus ficaram fora, ficamos com 13. 
Pela falta de carros tivemos poucas brigas e por consequência poucas batidas.Com isso outro problema apareceu, o excesso de durabilidade dos pneus.Quase todos fizeram uma troca só,com isso tivemos poucas variações de estratégias.Só Raikkonen foi a duas paradas e poderia dar certo , mas a Ferrari tirou qualquer possibilidade do finlandês.Onde estão os pneus agressivos que a Pirelli iria usar 2015?
Não Obstante a isso, o pior de tudo foi o domínio da Mercedes, foi maior que em 2014, e principalmente, a apatia de Nico Rosberg.Que corrida inexpressiva do Alemão!A corrida deixou claro algumas coisas.Hamilton será tricampeão, sem dúvidas,Rosberg só ganha corridas se Hamilton tiver problemas, e que a Mercedes pode vencer todas corridas do ano.Prognóstico terrível para o ano.
E a Mclaren?O que dizer de um carro 3 segundos mais lentos que os mais rápidos e com um motor que não dura nada?Eu ainda confio nos japoneses, mas por quanto tempo? E a paciência de Alonso?
O que se salvou da corrida foi a Sauber e principalmente Nasr, não foi tão brilhante como a imprensa pintou devido a falta de carros, mas fez bem seu papel, nunca é ruim ser quinto na estreia.Que não seja uma aparição isolada.
Massa vinha na dele,nada de brilhante, teve uma tática errada de box e Vettel. numa Ferrari que evoluiu, usou da esperteza para chegar ao pódio.Não foi o fim do mundo para Massa.
A RBR foi outra decepção, o Motor Renault traiu Kvyat e fez Ricciardo andar mais atrás que o normal.Hoje a equipe está no nível da STR, que esperava fazer seus pontos com Verstappen,mas viu um surpreendente Sainz chegar aos pontos, eu não esperava tanto do espanhol.
RBR,STR, Sauber e Button-Perez-Kimi proporcionaram os eventos  da corrida já que nem me Lembro de Hulkenberg na corrida e as Mercedes já tinham um script pronto para domingo.
E foi isso, a F1 começou e deixou uma impressão muito ruim.Se for assim, os problemas para a categoria só aumentarão, que a Austrália tenha sido apenas um lapso e que estejamos muito errados pelas perspectivas.
 Abraços and keep yourself alive!

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Pé no Freio

Bom meus amigos do GP Expert é hora de colocar um pouco o pé no freio, na verdade já venho fazendo isso a um bom tempo. É triste para mim ter que diminuir a velocidade aqui do site, claro que alguns colaboradores ainda continuarão por aqui e eu mesmo continuarei aqui, mas, não terei tanto tempo para administrar o site vou me concentrar em novos projetos que comecei a desenvolver, hoje não disponho mais de tanto tempo livre que tive nos últimos anos para poder montar o site, mas a enciclopédia tanto da F1 quanto da Formula E irei procurar manter sempre com novos dados.

E se você estiver afim de ser um colaborador do GP Expert me envie um e-mail, terei o maior prazer em ter mais um parceiro quer dizer mais um amigo aqui no GP Expert. 

Que fique bem claro este não é o fim do GP Expert e só uma diminuição na minha contribuição em notícias e em postagens, mas a enciclopédia estará funcionando, portanto meus amigos, até breve !


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Meu Momento Senna


Todo mundo deve ter um momento Senna. E esse Momento foi do Ex-piloto de F1 Érik Comas. Que foi salvo por ele, o Senna... Uma Homenagem para o nosso querido Ayrton Senna! Espero que tenha gostado do Vídeo.

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