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Senna x Schumacher Parte 9

19/03/10

Senna  - 1992

O fim da era Honda

Nesse ano o piloto Alain Prost (francês), tricampeão mundial (1985, 1986 e 1989), resolveu efetuar um ano apático. O ano anterior tinha sido bastante conturbado na Ferrari e Prost saiu em litígio com a equipa de Maranello.


Nigel Mansell e a Williams tiveram neste ano um início de campeonato como nunca se tinha visto na Formula 1 moderna. Os cinco primeiros GPs foram completamente dominados por Mansell e pela Williams. Nos três primeiros (Africa do Sul, México e Brasil) a Williams colocou os seus dois carros nas duas primeiras posições. Na Espanha, Mansell venceu mas Patrese não pontuou. No GP de San Marino, a Williams voltou a fazer a “dobradinha”. O domínio da Williams e dos seus pilotos, principalmente de Mansell, foi de tal ordem que nestes 5 GP’s apenas Gerhard Berger (McLaren) conseguiu fazer a melhor volta no GP do México; as vitórias, as polé-positions, as restantes quatro melhores voltas foram conquistadas pela Williams e não houve outro carro senão um Williams a liderar todas as voltas dos 5 Gp’s! Impressionante! Igual só em 1988.

Ao sexto GP da temporada, em Monaco, a Williams teve a sua primeira derrota. Após um dos piores inícios de temporada dos últimos anos, Ayrton Senna (McLaren) consegue derrotar Mansell e vence pela 5ª vez no Mónaco (4ª vitória consecutiva). Mas esta vitória só foi possível quando Senna passou para a liderança na 71ª volta. Mansell que ficou em segundo lugar liderou as 70 voltas anteriores. Senna neste GP segurou a Williams e o leão por duas voltas, o leão tentou de tudo para passa-lo, mas Senna vence.
No GP do Canadá a McLaren mostrou que tentava responder à Williams e obtêm uma vitória por Gerhard Berger (austríaco). Nesta corrida o domínio pertenceu à McLaren e foi a primeira vez neste ano que nenhum Williams terminou.

Nos dois GP’s seguintes (França e Grã Bretanha) voltou tudo “à normalidade”, isto é, mais duas vitórias de Mansell e duas “dobradinhas” para a Williams. No GP da Alemanha registou-se outra vitória de Mansell, tendo Senna ficado em segundo lugar. Ao fim de 10 provas, Mansell já tinha vencido 8! A vitória no campeonato estava muito próxima.

No GP da Hungria, Mansell corre, muito provavelmente, a pensar no campeonato e termina em segundo lugar, atrás de Senna, mas sagra-se Campeão do Mundo. Finalmente, e após dois anos (1986 e 1987) em que o campeonato lhe “fugiu”, Nigel Mansell chegava ao título.

O GP da Bélgica fica para a história como aquele em que Michael Schumacher (Benetton) venceu pela primeira vez na Formula 1, um ano após a sua estreia.


Ayrton Senna venceria o GP seguinte, na Itália. Os dois GPs seguintes (Portugal e Japão) tinham como vencedores os pilotos da Williams. Em Portugal venceu Mansell e no Japão foi a vez de Patrese. O italiano da Williams vencia finalmente um GP nesta temporada.

No último GP da temporada (Austrália), já com a questão dos títulos resolvida, Gerhard Berger deu à McLaren a sua quinta vitória em 1992.

Nigel Mansell sagrou-se campeão com 108 pontos (9 vitórias) e Patrese foi o segundo com 56 pontos (1 vitória). A Williams venceu o campeonato de construtores com 164 pontos (10 vitórias) e a McLaren ficou em segundo lugar com 99 pontos (5 vitórias). Senna nesta temporada teve um péssimo carro e ainda teve a saída dos motores Honda para dificultar ainda mais seu campeonato, a Benetton se mostrava ser a segunda equipe do campeonato deixando assim a Mclaren em terceiro.

Simplificando bem as coisas, em 91, a McLaren dominou oito provas e a Williams outras oito. Em 92, nas dez primeiras provas, Mansell domina nove e vence oito.

A superioridade da Williams baseava-se na força do motor Renault e na eletrônica embarcada, que a equipe vinha pesquisando initerruptamente desde 86, o que lhes possibilitou abrir uma grande distância sobre as demais equipes, McLaren incluída, uma distância que não podia ser reduzida apenas às custas de dinheiro. Era preciso tempo também.

Sobrou pouco para Senna. Ele está desmotivado e vai abandonar muito freqüentemente. Seu carro é ruim, talvez o pior que jamais pilotou.
Restava ao brasileiro lutar por um lugar na Williams para a temporada seguinte. Ele vai brigar com todas as armas de que dispõem, inclusive propondo-se a pilotar de graça.

Mas, ainda em 91, Mansell avisara a equipe que abandonaria a Fórmula 1 tão logo se tornasse campeão. Frank Williams ficou com medo de ter de contratar Senna pelo preço que o brasileiro quisesse e assinou com Alain Prost por valores comparativamente modestos, aproveitando ainda para agradar aos franceses da Renault. Prost faz uma única exigência: não quer Senna como companheiro de equipe.

Restava ao brasileiro cumprir mais um ano de purgatório na McLaren.

Schumacher - 1999

Numa luta pelo título de pilotos que agora se resumia a Mika Hakkinen da McLaren, a Eddie Irvine da Ferrari e a Heinz-Harald Frentzen da Jordan, os GP’s da Áustria e da Alemanha foram vencidos pela equipa italiana e por Eddie Irvine (irlandês), que obteve a pontuação máxima e beneficiou de fato de Mika Hakkinen ter feito apenas 4 pontos, graças ao 3º lugar na Áustria.


Mika Hakkinen recupera alguma desvantagem nos dois GP’s seguintes: vence na Hungria e fica em segundo lugar, atrás do seu colega de equipa Coulthard, na Bélgica. Irvine é terceiro na Hungria e quarto na Bélgica.
No GP de Itália Hakkinen faz um pião e abandona, mas Irvine apenas consegue ficar em sexto lugar, ganhando apenas um ponto a Hakkinen contudo alcançando-o no primeiro lugar do campeonato. A vitória foi para Heinz-Harald Frentzen (alemão) da Jordan. Com apenas 3 corridas para o final do campeonato Frentzen mantinha-se na luta pelo título.


Dos três candidatos ao título, apenas Hakkinen pontuou no GP seguinte, o da Europa, mas apenas logrou conquistar 2 pontos. Nem Irvine nem Frentzen pontuaram. A vitória na corrida foi para Johnny Herbert num Stewart. Foi a primeira e única vitória da equipa de Jackie Stewart na F1.

Para os dois últimos GP’s, a Ferrari fez regressar o recuperado Michael Schumacher com o objectivo de ajudar Eddie Irvine a conquistar o título de pilotos e ajudar a Ferrari a conquistar o título de construtores. No GP da Malásia a Ferrari efectuou uma prova quase perfeita e Michael Schumacher “deu” a vitória a Irvine. Hakkinen apenas foi o terceiro classificado atrás dos homens da Ferrari. No entanto houve polémica: os carros da Ferrari foram desclassificados porque infringiam o Regulamento Técnico mas após recurso da equipa italiana a desclassificação foi anulada.

Para o último GP do ano, no Japão, Mika Hakkinen partiu com uma desvantagem de 4 pontos logo tinha que vencer para se sagrar campeão sem se preocupar com o resultado de Irvine. E foi exactamente o que aconteceu. O finlandês da McLaren esteve intratável durante a prova, liderando-a do princípio ao fim, sagrando-se campeão do mundo pela segunda vez consecutiva.

Mika Hakkinen venceu o campeonato com 76 pontos (5 vitórias) contra os 74 pontos de Irvine (4 vitórias). A Ferrari venceu o campeonato de construtores, que já não vencia desde 1983, com 128 pontos (6 vitórias); o campeonato de pilotos continuava a “fugir-lhes” desde 1979. A McLaren ficou em segundo lugar com 124 pontos (7 vitórias).
Em 1999, o piloto acidentou-se durante a primeira volta após a primeira largada do Grande Prêmio da Inglaterra, quando as rodas dianteiras travaram, impedindo o controle do carro que bateu violentamente no muro protegido por pneus. Schumacher fraturou a perna direita e ficou de fora de sete corridas, tendo perdido de forma irremediável o campeonato. Nessas sete corridas foi substituído pelo finlandês Mika Salo. Outro finlandês, Mika Hakkinen, sagrou-se bicampeão. O companheiro de Schumacher, o piloto norte-irlandês Eddie Irvine foi vice-campeão. Contudo Schumacher regressou a tempo das duas últimas corridas e ajudou a Ferrari a sagrar-se campeã de construtores após dezesseis anos sem títulos.

Senna 1992
  • Vitórias 3
  • Pdoiums 7
  • Poles Positions 1
  • Voltas mais Rápidas 1
  • Pontos 50
  • Colocação no Campeonato 4º
  • Principais Adversários Nigel Mansell, Michael Schumacher, Gerard Berger, Ricardo Patrese

Schumacher -1999
  • Vitórias 2
  • Pdoiums 6
  • Poles Positions 3
  • Voltas mais Rápidas 5
  • Pontos 44
  • Colocação no Campeonato 5°
  • Principais Adversários Mika Häkkinen
Placar

Nos anos em questão Senna teve um péssimo carro o pior que já tinha pilotado eu diria que só a toleman era pior e Schumacher quase não correu no ano, ficando de fora de várias corridas, Senna desmotivado com o carro não fez muita coisa embora tenha ganho 3 corridas a mais marcante em Mônaco, Schumacher por sua vez tinha um carro já em condições de ganhar o campeonato visto que Irvine chegou até no Japão lutando pelo título, portanto Senna novamente ganha este ano.

Senna 19 x 8 Schumacher.

Bom final de semana de novo, segunda tem mais deste comparativo.

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1 comentários:

Ingryd Lamas disse...

Olá Jean, obrigada pelos elogios ao Athena!
Bem, sem a menor obrigação, seu blog já está no meu blogroll, não por qualquer outro objetivo que ñão seja por eu ter adorado o conteudo desse domínio!
Confesso não ter lido esse post, sobre Senna, já tenho uma implicancia bem grande com o mito/mártir criado, nesses dias de "Ayrton completará 50 anos, Se Ayrton estivesse vivo" e por aí vai, tenho andado sem saco pra qlqr texto sobre... uheuhe Mas gostei do post sobre Cevert, apesar de ter ficado com um gosto de "quero mais"...

Bjos!