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Senna x Schumacher Parte 1

09/03/10

Bom hoje vou começar uma seção fazendo um comparativo entre Senna e Schmacher, cada um tire suas conclusões e deixa o comentário ai.
Ayrton Senna da Silva. Provavelmente a morte mais trágica em um evento esportivo, em toda a história. Não apenas do ponto de vista brasileiro, mas do ponto de vista do esporte mundial. Afinal, aquele que era considerado o melhor piloto de sua época morreu na pista, num ano em que nada parecia dar certo para ele. Tinha a Williams, de longe o melhor carro das duas temporadas anteriores (Mansell e Prost nem se esforçaram direito para levarem o título), mas que parecia não ser mais tão perfeita, nem tão superior como era. E tinha um jovem alemão que ameaçava seriamente o seu trono.
Este alemão viria a ser o piloto com os melhores números na história da F1. Maior número de tudo, praticamente. Só em % de corridas ganhas, perde para o eterno Fangio, este por sua vez argentino.
No Brasil da época, criou-se a firme imagem que, mesmo com todos os seus sucessos, Schumacher não se comparava com Senna; e em caso de comparação, era Senna que, sem dúvida, era o melhor – melhor que o alemão, e o melhor de todos os tempos. Afinal, era tão obstinado, dedicado, arrojado, veloz, amado pelos japoneses (já que não são brasileiros, eles valem como argumento) – simplesmente o melhor! Schumacher, afinal, não tinha rivais a altura – e Senna tinha, em Prost, Piquet, Mansell. Não adianta, dizem muitos desta época: Senna sempre foi melhor que Schumacher, não importa quantas corridas este alemão arrogante ganhasse.
Veterano tricampeão Senna, o ídolo de adolescencia do novato Schumacher.
Realmente, o background de cada um era diferente – Senna, paulista de família de classe elevada, contra Schumacher, crescido em família humilde no interior da Alemanha. Mas estranhamente, eles eram bastante parecidos, mais do que muita gente até hoje admite. Tanto o brasileiro como o alemão tinham fama de arrogante. As explicações diferem levemente: Senna era convicto de suas qualidades em comparação aos outros, e era sincero em relação a isso, usando a mídia como uma plataforma de sua convicção, mas tentando manter uma naturalidade crível. Schumacher também era convicto de suas qualidades, mas em relação a mídia quase inocente – a sua sinceridade era mais ingênua, e por isso a sua imagem, menos positiva. Mas ambos eram conhecidos por guiar no limite do permitido, e ambos ultrapassaram este limite mais do que uma vez. Ambos eram viciados pela vitória, e se preparavam mentalmente e fisicamente para serem realmente os melhores; e estas semelhanças não são coincidências: Schumacher cresceu sendo fã de Senna, e com certeza o imitou em muitas coisas.
Aí muitos dos meus compatriotas já podem pensar: “Ah, é papo esse lance do alemão ser fã do brasileiro. Porque ele continuou a corrida em Ímola então? E porque não foi ao enterro? É papo pra agradar a mídia!” O primeiro erro neste pensamento é a idéia de Schumacher usar a mídia – ele não era nada bom nisso, e nem tentava muito. A sua admiração por Senna era conhecida já no circuito, antes do acidente – porque não seria verdade? E a falta de informação que Schumacher recebera sobre o que tinha acontecido com o Senna não é culpa dele; tanto que, quando informado sobre o estado grave do seu então adversário, não comemorou no pódio (o que é o mínimo, claro!); e mais, há relatos de que ele tenha ficado em estado de choque. A escolha de não ir ao enterro tem várias explicações, uma delas é que: Schumacher não fazia parte do establishment da F1, seria quase audacioso ele ir – junto com Berger (amigo pessoal de Senna) e Prost (este sim tetracampeão com todos os méritos).
Mas Schumacher imitava Senna, isso é fato: no cuidar com a alimentação, no treino incansável da parte física, na concentração. Ele queria se tornar tão campeão quanto Senna, se possível mais.
E é justamente aí que começam as diferenças. Para explicar isto melhor, vamos dar uma rápida olhada na carreira do brasileiro, comparando-a com a carreira do alemão, ano após ano. Nossa série começa hoje com essa introdução e o primeiro ano de cada um.
A Toleman, primeira equipe do Senna, prometia ser a quarta melhor em 84 - mas foi a sétima, e isso ainda graças ao talento do brasileiro.
Senna testou para a Williams em 1983, e impressionou o (na época não tão) velho Frank. Não o suficiente, porém, para lhe oferecer uma vaga. Além da velocidade e facilidade de adaptação, principalmente a calma e enorme confiança do brasileiro o impressionaram. Senna conseguiu um contrato com a Toleman, que tinha terminado o ano de 83 em nono lugar, com todos os 10 pontos conquistados nas últimas quatro corridas. Estava com cara de se tornar ao menos a quinta força da F1, com o inglês Warwick conquistando 9 destes primeiros 10 pontos da Toleman na F1.
A evolução do carro, porém, não correspondeu a expectativa do Senna. Antes da última corrida do ano, em Estoril, ele tinha colecionado 9 pontos – o mesmo número do Warwick nas últimas quatro corridas. Senna terminou a corrida no pódio (seu segundo depois do GP Britânico), o campeonato com 13 pontos, do total de 16 pontos que Toleman fez naquele ano. Coincidentemente, Senna fez o mesmo número de pontos que um tal de Nigel Mansell (na época já com 30 anos de idade), que pilotava a Lotus, o terceiro melhor carro do pelotão. Claro, Senna teve uma boa temporada, mas teve alguns problemas: só terminou 6 corridas (parte carro, parte falta de experiência), mas quando terminava, em geral mostrava talento. Mansell, por outro lado, teve uma temporada horrível (e, já vou avisando: ele nunca foi muito bom!). Ele deixou a equipe e foi contratado por Frank Williams, cujo carro tinha terminado em sexto nos Construtores de 1984. Senna logo assinou com a Lotus, querendo progredir na F1, e confiando em projetos sempre ousados de Chapman, o lendário engenheiro da equipe. Seu companheiro seria o italiano De Angelis, que terminou a temporada de 84 com 4 pódios, 34 pontos e um terceiro lugar no campeonato – atrás apenas dos dois que disputaram o título ponto a ponto: Niki Lauda (campeão) e Alain Prost (vice), ambos pilotos da McLaren.
Claro que Senna deixou a sua marca. Marca de campeão. Em Mônaco, debaixo de chuva, Senna teve uma performance simplesmente incrível! Foi passando todo mundo, e mesmo o poderosos Alain Prost, muito na sua frente, já sentia ele chegando e chegando. Quando Senna quase o alcançou, a corrida teve bandeira vermelha e Prost declarado o vencedor. Dizem que o comissário francês na época encerrou a corrida as pressas pro Prost não ser ultrapassado. Na verdade, dizem que ele mesmo admitiu isso. Mas, neste dia ficou claro para todos que havia uma nova estrela na F1.
Em agosto de 1991, quase 8 anos após a estréia de Senna, Schumacher apareceu na cena. Eddie Jordan, dono da quinta melhor equipe da categoria, ofereceu-lhe a vaga do francês Gachot na ocasião de GP da Bélgica. Spa-Francorchamps é considerado uma de duas pistas onde o piloto tem um papel de suma importância no resultado da corrida (a outra sendo Monaco); principalmente naquela época, quando o eau de rouge, o S logo no início de traçado de mais de 7 km de rua, ainda causava medo aos pilotos, pelas enormes forças G existentes naquele lugar. A sensação é que você vai ser jogado pra fora do carro, e manter o pé embaixo era um desafio para qualquer piloto. Mas o novato alemão já entrou na categoria destemido, alguns diriam até superestimando-se. Graças a isso, porém, ele fez a sétima posição no grid, logo em sua primeira corrida, logo na Bélgica, logo com uma Jordan. Isso chamou tanto a atenção com Michael logo foi chamado por Flavio Briatore para se juntar a Benetton Ford, na época a quarta equipe da categoria. Eddie Jordan até hoje se diz decepcionado com o alemão por não ter ficado mais que uma corrida, e Schumacher continuaria a fazer amigos e não-tão amigos durante a sua carreira. Na Benetton, Nelson Piquet era o piloto número um – claro, tricampeão, era ele a referência da equipe. Mas a chegada do alemão mudou um pouco as coisas. Nas últimas seis corridas, Schumacher não só pontuou mais do que Piquet, mas também foi melhor nos treinos de classificação. As más línguas dizem que Piquet abandonou a F1 parcialmente por causa do novato.
 
Analisando o primeiro ano de cada um Senna foi melhor visto que tinha um equipamento inferior e conseguiu se destacar logo na sua estreia enquanto Schmacher, foi ter um desempenho bom em seu segundo ano de F1.
Vamos anos números da primeira temporadas de cada um.
Senna  - 1984
  •  9ª lugar no campeonato
  • 1 segundo lugares
  • 2 terceiro lugar
  • 1 volta mais rápida
Schumacher - 1991
  • 14º no campeonato
Bom para mim o placar esta Senna 2 x 0 Schmacher, sei que irão dizer que Schumacher não correu a temporada inteira, mas cada um com seus problemas sua primeira tempora foi em 91 e pronto, mesmo porque Schumacher entrou no lugar de Roberto Pupo Moreno e o mesmo teve problema em 4 provas em 91, isso teria acontecido com Schmacher visto que o carro de Moreno foi mais tarde o de Schmacher.
Amanhã tem mais. 

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3 comentários:

Alexandre Rangel disse...

Eu acho que se o Schumacher tivesse corrido na época do senna ou do piquet, ele no máximo seria como o Mansell, rsrsrs.

Marcos Antônio Filho disse...

cara vc mexeu em um vespeiro!Daqui ap pouco começa a guerra aqui!rsrsrsrs

Dificil compará-los, 94 seria temporada crucial pra isso, mas imola deixou a gente apenas na suposição...

Leandro disse...

O Chapman morreu em 82,presta atenção no que escreve!