Olá, estamos aqui hoje, continuando nossa série Como Tudo Começou e vamos contar como foi o primeiro GP de Stock Car de Ribeirão Preto. Sei que muito de vocês talvez tenham assistido pela TV mas vamos contar desde os treinos.
Na cidade, a espectativa era muito grande pela corrida. Eu moro na zona sul, no distrito de Bonfim Paulista e quando minha esposa volta do trabalho ela passa pela área dos boxes e pela reta principal do circuito. Meus filhos foram ficando animados com o andar das obras até que na véspera do dia do fechamento do trecho para os treinos e com a pista pronta ela me disse que eles ficaram de boca aberta. Preciso confessar, domingo passado (13/06) passei por lá e não resiti a colocar as rodas sobre as zebras que ainda estão nas ruas. As arquibancadas já estão quase todas desmontadas.
Bom, você pode ler aqui como foi passar o sábado no circuito na companhia do meu filho caçula, o Bruno. O dia estava chuvoso e os treinos foram retardados até as 10h30 quando o primeiro V8 roncou na reta de Ribeirão Preto. Confesso, fiquei catatônico. meu filho abriu a boca mum mixto de espanto e alegria! Os carros começaram com tempos na casa de 1'19 (eu tinha chutado 1'20) e foram baixando até que ao final dos treinos a pole foi estabelacido por Atila Abreu com o tempo de 1'08''910. Completando a primeira fila, estava Ricardo Mauricio com o tempo de 1'09''536. Na segunda fila alinharam Xandinho Negrão em 3º e Antonio Pizzonia em 4º e fechando os seis primeiros, Daniel Serra em 5º e Gustavo Sondermann com o tempo de 1'09''796. Cacá largou em 8º, Ricardo Zonta com o carro do Corinthians (arghrrrr) fechou o top ten. Marcos Gomes, ribeirãopretano e filho do Paulão Gomes largou em 12º, Luciano Burti em 14º, Giuliano Losacco em 19º; Popó Bueno, irmão do Cacá em 21º; Christian Fittipaldi, sobrinho do rato e filho do Wilsinho em 25º; Thiago Marques em 28º e fechando a fila, o outro filho do Paulão, o também riberiãopretano Pedro Gomes com o tempo de 1'11'982. Um detalhe sobre a classificação. Me lembrou muito os tempos de Piquet e Senna na Fórmula 1. Os pilotos iam à pista de 3 em 3, espaçados para que um não atrapalhasse o outro e cada piloto tinha apenas 2 voltas lançadas, da seguinte forma: volta de saída do box e aquecimento de pneus, 1º volta cronometrada, 2º volta cronometrada e volta de retorno aos boxes. Caso acontecesse algum imprevisto, como houve na classificação da Copa Chevrolet Montana com os 2 últimos grupos de pilotos, as voltas cronometradas que faltavam eram feitas no final do treino.
Na copa Chevrolet Montana, olha, que ronca tem aquelas pickups! Maior que o dos Sctock Car! E, embora tenham 100hp a menos no motor, o tempo foi semelhante. Para você ver melhor, conheça o circuito de rua de Ribeirão Preto, primeiro com o Cacá Bueno e depois com o Tiago Camilo.
No dia da corrida o sol brilhava bonito, embora o frio fosse paulistano! Meu filho estava impaciente quando finalmente, por volta das 10h30 os carros entraram na pista para o warm-up. Deram algumas voltas e foram alinhar no grid. Na largada, Atila abreu menteve a ponta e seguiu firme na frente e logo em seguida o Chicão, locutor oficial bradava: "Safety Car, Safety Car". Primeiro acidente com Xandinho Negrão empurrando Felipe Maluhy para o muro e teve que cumprir punição: passar pelos boxes e assim, Negrão perdeu o terceiro lugar para Pizzonia. Mal relargaram e o Luciano Burti, "AH Burti", disse eu "você que andou em Mônaco de F1 vai bater em Ribeirão?", na verdade, um pneu furado no carro de Julio Campos causou um engavetamento de sete carros. Luciano Burti e Lico Kaesemodelentão, bateram na entrada da reta principal e o que se vê é um engavetamento digno de uma manha de chuva na Marginal Tietê! Sete carros ficam empilhados um sobre os outros e a corrida é interrompida com bandeira vermelha. Alguns carros conseguiram completar a volta, outros não e a espera foi longa até que foi dada a relargada. Segundo Cacá Bueno, com muitos pilotos fora das posições (lambança da direção de prova?).
Bom, algumas poucas ultrapassagens, uma delas do Cacá, sempre na curva 1, ao final da reta principal. Pena que a passarela de acesso tapava a visão justamente da ultrapassagem. Já dei minha sugestão de melhoria: Remover aquela passarela dali e diminui o canteiro central da avenida em 3 metros (ele deve ter uns 5) e redução das calcadas da reta oposta em 1 metro cada uma, deixariam a pista bem mais larga, ficando estreita apenas na rotatória (que os pilotos chamaram de praça) e no "S" entre a reta oposta e a volta para a avenida da reta principal para chegar a rotatória. Creio que com estas modificações teríamos mais emoções na prova.
Como Átila estava numa manhã inspirada, perdeu a ponta momentaneamente apenas no pit-stop para Giuliano Losaco. Nova reclamação de Cacá Bueno porque alguns pilotos não reabasteceram o carro e como a prova terminou algumas voltas antes do número previsto, ele foi um dos prejudicados pela manobra dos "espertinhos". Perto do final da prova, Antônio Jorge Neto bateu sozinho no muro e rodou, ficando na contramão enquanto simultaneamente, Diego Nunes batia em outro ponto da pista ficando parado praticamente no meio da rua, provocando nova entrada do Safety Car! Assim, Átila abreu tocou para ser o primeiro vencedor caipira na primeira prova de rua do interior do estado de São Paulo, como você pode ver abaixo, na última volta da corrida. Átila, de quebra, amplia a vantagem.
Um grande abraço e até a semana que vem.


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