História do Circuito Oscar Gálvez

16/08/2010

O Autódromo Internacional Oscar Gálvez é um autódromo localizado em Buenos Aires, Argentina. Foi inaugurado em 1952 e no ano seguinte a Fórmula 1 entrou no calendário da pista. Foram 20 corridas pela F1 descontinuas tendo a última acontecido em 1998. A Stock Car Brasil utiliza um dos traçados da pista, o tri oval, de alta velocidade que proporciona boas disputas entre os pilotos. A primeira prova oficial da Stock Car fora do Brasil aconteceu no autódromo em 30 de outubro de 2005. A pista tem a largada no sentido horário. A principal categoria argentina que corre na pista é a TC2000, uma categoria semelhante à DTM alemã.

O desenho original do autódromo oferecia a organizadores e participantes, dez circuitos diferentes, tanto em sua extensão, como em suas características.



Grande Prêmio da Argentina

O Grande Prêmio da Argentina foi uma carreira válida para o campeonato mundial de Fórmula 1, que se levou a cabo de forma intermitente entre 1953 e 1998. Actualmente não faz parte do calendário da Fórmula 1, mas tem tido uma longa e variada história.

Em finais de década do 40 com o regresso das carreiras Grand Prix na Europa depois da guerra vários pilotos argentinos lançaram-se a ir e ganhar experiência na Europa tal é o sucesso que teve que em 1947 o ACA convidou aos pilotos europeus a correr algumas carreiras na Argentina. Tanto foi o sucesso que em 1949 se repetiu a experiência onde participaram grandes pilotos da época como Luigi Villoresi, Alberto Ascari e Giuseppe Farina. Todas estas carreiras foram disputadas em parques e caminhos públicos.
Traçado antigo utilizado de 1995 à 1998

Argentina por esse então era considerada para ser sede de uma carreira do campeonato mundial de Fórmula 1 de 1950 mas a falta do autódromo fez que para lhe dar o carácter de mundial ao campeonato os organizadores incluíram ao 500 milhas de Indianápolis (os pilotos que competiam usualmente no mundial sempre a boicotavam).

O dirigente Argentino Juan Domingo Perón impulsionou a criação do circuito, animado pelo sucesso do piloto argentino Juan Manuel Fangio.

Copa Perón e os Primeiros Grandes Prêmios (1952-1960)

O circuito construiu-se dentro da jurisdição de Buenos Aires em 1952, No autódromo, há um monumento à memória do Almirante Guillermo Brown. O circuito abriu suas portas em março de 1952 com a Copa Perón, ganhada por Fangio. Em 1953, realizou-se ali a primeira concorrência de Fórmula 1 fosse da Europa. Nessa prova Fangio deveu retirar-se depois de 36 voltas quando falhou a transmissão a sua Maserati. A vitória foi de Alberto Ascari competindo com Ferrari. Um desafortunado acidente no que pereceram nove pessoas escureceu esta festa do automovilismo.

Ao ano seguinte, Fangio ganhou a carreira. Fangio chegou a ganhar três dos seguintes grandes prêmios da Argentina. Em 1958, Stirling Moss conseguiu a vitória (a primeira de um auto com motor trasero). Depois do retiro de Fangio, e com a queda do governo de Perón o Grande Prêmio da Argentina desapareceu do calendário da Fórmula 1 no ano 1961 por mais de uma década.

Regresso do Grande Prêmio na década do 70 (1972-1981)



Em 1972 o Grande Prêmio da Argentina regressou ao calendário coincidindo com o debut de Carlos Reutemann. Reutemann conseguiu a posição de sensata em sua primeira concorrência de Fórmula 1, convertendo-se assim no segundo piloto em atingir esse lucro. A carreira foi ganhada pelo piloto Jackie Stewart.A oportunidade mais clara para Reutemann foi a que teve em 1974, em onde o argentino brilho, mas na última volta ficou sem combustível o tanque de seu Brabham BT-44 Cosworth e abandono. Ganho o neozelandés Denis Hulme. Teve algumas oportunidades mais, mas nenhuma como aquela. A Fórmula 1 continuou-se disputando na Argentina até 1981. Em 1982 foi suspensa a carreira pela Guerra das Malvinas e pelo retiro de Reutemann.

Terceiro e último regresso (1995-1998)

Um consórcio privado comprou a pista em 1991 e iniciou sua remodelagem. O presidente desse então Carlos Menem tinha como objectivo primordial trazer de volta o F1 (seu filho era amante do automovilismo mas lamentavelmente faleceu dias dantes do regresso da prova).O Grande Prêmio da Argentina finalmente regressou ao calendário em 1995, com uma vitória para Damon Hill. Hill ganharia o evento também em 1996 (ano no que ganhou o campeonato), e em 1997 ganhou Jacques Villeneuve a prova e também o campeonato. Desafortunadamente, problemas financeiros dos organizadores impediram que a carreira continuasse para além de 1998, quando se disputou por última vez, sendo ganhador Michael Schumacher, com a nona vitória para Ferrari. No ano 1999 o GP figurava no calendário provisório mas finalmente foi excluído do mesmo.

Cenário de todo o tipo de provas nacionais e internacionais, representa uma das mais importantes obras da arquitectura desportiva. O seu projecto e construção foram de tal maneira bons que se manteve inalterado durante mais de quinze anos. Hoje continua a ser usado quase sem retoques.


Após a Segunda Guerra Mundial, a presença em terras argentinas de pilotos europeus era algo frequente. A maior parte aproveitava a temporada sul-americana para afinar as suas "máquinas", tanto automóveis como motocicletas.

Este facto, assim como a própria evolução do desporto, obrigou as autoridades a construírem um circuito permanente, muito mais seguro e moderno, à imagem e semelhança dos traçados que então começavam a ser projectados na Europa.

Nascia assim, o Autódromo Municipal da Cidade de Buenos Aires. Inicialmente chamou-se "17 de Outubro" mas depressa mudou de nome. Foram várias as suas denominações até que em 1989 foi definitivamente baptizado com o nome de um dos maiores ases do automobilismo argentino: Óscar Alfredo Galvéz, dito o Aguilucho.

No dia da inauguração foram realizadas três provas, sendo a mais importante a Copa Perón, que teve como vencedor Juan Manuel Fangio. Froilan Gonzaléz foi o segundo.

A 12 de Setembro de 2002, o Munícipio da cidade de Buenos Aires atribuiu definitivamente o nome de Óscar Alfredo Galvéz ao autódromo Municipal da capital argentina, uma vez que até aí essa denominação era popular, mas não oficial.

Traçado utiliado pela F1 de 1974 à 1981

Quando em 1989 o recinto foi baptizado com este nome em homenagem em vida ao mítico piloto de carros, a lei em vigor proibia-o e foram precisos quase treze anos para que o parlamento argentino rectificasse uma lei que impedia a denominação de um recinto ou obra pública com o nome de uma pessoa ainda viva ou recentemente falecida, ou seja, que tivesse morrido nos últimos dez anos.

O desenho original do Autódromo permitia dez traçados diferentes, com extensões que iam dos 2126 metros da quinta pista aos 4706 metros do quarto "traçado". O nono percurso ainda hoje é um dos mais famosos e interessantes do Autódromo e tem 3413 metros. Na década de 1960 acrescentaram-se uma série de variantes, assim como duas chicanes, que completaram o seu aspecto. Os "esses" do Ciervo ou a recta o Curvón são alguns dos pontos mais emblemáticos e rápidos deste circuito.

A primeira visita do campeonato do Mundo de Fórmula 1, acontece um ano, imediatamente, após a sua inauguração (1952), em 1953. O primeiro piloto a vencer uma corrida de Fórmula 1 no traçado argentino, foi Alberto Ascari, ao volante de um Ferrari, a 18 de Janeiro de 1953. A vitória de Ascari, não permitiu os argentinos festejar a vitória de um dos seus heróis, Juan Manuel Fangio, que abandonou pela volta 36 com problemas mecânicos - que se redimiu e que nos 4 anos seguintes (1954, 1955, 1956, 1957) trouxe a alegria ao seu povo, com as suas sucessivas vitórias -.



A visita do "grande circo" do automobilismo Mundial ao solo argentino, foi feita de forma descontínua, na qual podemos destacar 3 períodos:

de 1953 a 1960 (com paragem em 1959);

de 1972 a 1981 (com interrupção em 1976);

de 1995 a 1998.


Os 8 possíveis traçados

O Grande Prémio da Argentina de Fórmula 1 disputava-se no traçado de cerca de 5810 metros.

Para a história fica, Michael Schumacher, como o último piloto a vencer na Argentina em 1998 e o austríaco Gerhard Berger, como o autor da melhor volta. O austríaco completou uma volta ao traçado argentino em 1:27.981.

O Autódromo Óscar Alfredo Galvéz é um recinto especialmente concebido para a prática do automobilismo.Desde as populares provas nacionais de Turismo de Estrada até à Fórmula 1, passando pelo Stock Car e pelas corridas de Resistência e GT.


Nos terrenos que rodeiam o Autódromo Municipal encontram-se as Escolas de Apendizagem de Condução de Veículos. Além disso, também opera a partir do Autódromo a Direcção de Trânsito, onde se obtém e renova a carta de condução. Como última curiosidade cabe destacar que todas as sextas-feiras se disputam numa das suas pistas - concretamente, numa recta com 402 metros de comprimento - aquilo que os argentinos chamam as "picadas" e que são corridas de arranque e velocidade tipo dragsters, nas quais tanto participam motas como automóveis


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