Os campeões que tentaram voltar

23/08/2010

Hoje a coluna post do leitor foi enviada pelo nosso amigo Osmar Pereira do Rio de Janeiro, se você quizer participar desta coluna basta enviar seu post que na próxima segunda nós publicaremos.

Muito tem se falado do retorno do Schumacher este ano, mas à muito tempo eternos campeões também quase voltaram a F1, vamos ver alguns deles?

Vários anos – Jackie Stewart - Tyrrell

Testando a Tyrrell P34 em Paul Ricard 1977

Provavelmente o piloto que mais testou carros de Formula 1 depois de se aposentar, Jackie Stewart tinha cadeira cativa em todos os testes de lançamentos de carros novos que Ken Tyrrell fazia até 1980. Os boatos que ele poderia voltar, ano após ano se renovavam. Stewart tinha voz ativa dentro da equipe, e qualquer conselho que dava prontamente os funcionários do time trabalhavam para atendê-lo. Tudo em prol da equipe. Testou vários carros de F1 a pedido da revista AutoHebdo e da emissora de TV BBC. Nada que fizesse e voltar para uma dessas equipes, mas teve o prazer de pilotar Lotus, Brabham, Ligier, Renault, March, Benetton, Williams e claro, a própria Stewart, quando era o proprietário da equipe.
Novamente em Le Castellet, mas agora pela Lotus em 1978

1976 – Phil Hill - Ferrari

Andando nos treinos de sexta feira em Long Beach

Fez testes na Ferrari 312B3 em 1975 para a revista americana Road and Track. Um ano após, pilotou a Ferrari 312T nos treinos livres para o GP de Long Beach nos Estados Unidos, só que as provas acabaram por aí.

1979 James Hunt - Ligier

Hunt numa brincadeira com Lauda no GP de Mônaco em 1977

Após uma amarga temporada de 1979 pela Wolf, James Hunt estava desanimado de correr na F1, e, após o GP de Mônaco, anunciou sua aposentadoria, mas uma coincidências de fatos e datas quase o colocou na equipe Ligier. Após a corrida, a Ligier perdeu Patrick Depailler, que sofreu graves lesões após um acidente de paraglider perto de sua cidade natal, Clermont-Ferrand. Patrick ficaria de fora de toda aquela temporada. Só que dois poréns atrapalhavam a ida de Hunt para a Ligier. O governo francês queria um piloto francês na equipe, pois ela estava ajudando financeiramente a equipe, e na outra ponta, Walter Wolf negava a liberação de Hunt para a Ligier, ficando ele, em um grande impasse e acaba por realmente se aposentar. A Ligier pensou em contratar o jovem francês, que acabara de ganhar a etapa de Mônaco a F3, Alain Prost, mas a pouca idade desencorajou Guy Ligier. Acabou a equipe fechando com o experiente Jacky Ickx, que nem francês era… Ps. Hunt foi cobiçado e tratado como presa por uma série de equipes na década de 80. Ferrari ainda em 1979, McLaren em 1980, Brabham em 1982 e até a Williams em 1989(!), onde fez seu último teste.

1989. Em ação com um carro de F1 pela última vez

1983 e 1987 – Alan Jones - McLaren e Williams

Testando a McLaren em Silverstone 1983

Em 1983, já aposentado (voltaria a correr pela Arrows e pela Hass ainda), fez uma série de reuniões com o staff da McLaren e chegou até a fazer um teste, mas a história não foi adiante e John Watson se manteve no cargo. Em 1987, era “dono certo” da vaga de Nigel Mansell no GP da Austrália, após o inglês ter se machucado e ter sido obrigado a abandonar a disputa do título contra Nelson Piquet. Mas um impasse entre Honda e Toyota impediu a volta do campeão de 1980. Jones tinha contrato com a Toyota para correr em carros esporte e de turismo, e a Honda, sua grande concorrente, fornecia motores para a equipe Williams.

Falava-se por baixo dos panos que, mesmo se Jones conseguisse ser liberado, não poderia correr por simplesmente não conseguir entrar dentro do cockpit!
Testando a McLaren em Silverstone 1983

1984 – Emerson Fittipaldi  - Spirit

Emerson pilotando a fraca Spirit 101 Hart nos testes de pneus no Rio em 84

O nosso bi-campeão mundial bem que tentou voltar à F1 depois que sua equipe fechou as portas.

Em Janeiro de 1984, Emmo teve a oportunidade de testar a equipe Spirit, que naquele ano, passava a contar com os motores Hart Turbo.
Emerson tinha como companheiro de teste o obscuro e desconhecido Fúlvio Ballabio. Este italiano oriundo da F2 trazia consigo estranhos patrocínios para a equipe. Eram nada mais do que o Mickey e o Pateta! Seu pai era detentor dos direitos autorais da distribuição das revistas da Walt Disney na Itália, por isso os patrocínios.

Emerson achou o carro péssimo, e não quis mais saber de F1, neste mesmo ano ele partiria para os Estados Unidos e se uniria a recém criada Cart. Fittipaldi ficou na categoria até meados dos anos 90.

Os bizarros patrocínios do Mickey e do Pateta vinham de Fúlvio Ballabio

1984 – Mario Andretti - Renault

Andretti participava da Cart em 1984

Após o acidente que Patrick Tambay teve na largada do GP de Mônaco de 84, onde machucou suas pernas, a Renault ficou a procura de um piloto para a fase americana da F1.

No GP do Canadá somente Derick Warwick pilotou, já para os GPs de Detroit e Dallas, a equipe já tinha um piloto na agulha.

Era nada mais, nada menos do que Mario Andretti, campeão da F1 em 1978. Ele seria o substituto do francês, caso ele perdesse mais uma prova, coisa que acabou não acontecendo, e Andretti, acabou não mais voltando. Boatos indicavam uma volta para a Ferrari em 1989, mas nada confirmado.

1989, 1990 – Keke Rosberg - Benetton e Onyx

O alternativo Van Rossem queria Rosberg para 1990

Em 1989, Keke Rosberg foi convidado pela Benetton para ocupar a vaga de Johnny Herbert, que ainda não tinha se recuperado de um dos mais terríveis acidentes que a F-3000 já viu, mas Rosberg negou alegando que queria alguns testes antes de dar sua palavra final.

Em 1990, o bizarro Jean-Pierre Van Rossem queria ver o finlandês no cockpit de sua fraca Onyx, mas Rosberg novamente negou, pois só voltaria num time de ponta.

1994 a 1996 – Alain Prost - McLaren

Prost testando a McLaren Peugeot no Estoril em 1994

O tetra-campeão mundial de F1 já estava oficialmente aposentado quando uma série de testes que fez a bordo da McLaren, ateou fogo no boato que o francês poderia voltar a pilotar os carros vermelho e branco da McLaren.

Em 1994 e 1995, trabalhou como comentarista de TV da TF1 além de ser relações públicas da Renault, mas vira e mexe, era fotografado testando carros da Mac. Em 94, teve o boato foi mais forte, mas quando ele virou 1,5 segundos mais lento que Häkkinen num teste no Estoril, praticamente desistiu de voltar.

Em 1996 virou assessor técnico da equipe. Com os testes ele ajudava os jovens Häkkinen, Blundell, Coulthard e Magnussen a desenvolver os carros. Parou de testar os carros de Ron Dennis assim que fundou a Prost GP.

Também no Estoril, mas agora, em 1996

1997 – Nigel Mansell - Jordan

Leão testando a Jordan em 1996

Outro campeão que tentou voltar foi Nigel Mansell. Com a saída de ambos os pilotos titulares da equipe em 1996 (Barrichello/Brundle), Eddie Jordan estava à procura de uma dupla para disputar o campeonato de 1997.

Eddie queria unir uma jovem promessa com um grande piloto do passado. A promessa ele já tinha, era Ralf Schumacher, já o piloto experiente… A Jordan tentou buscar o campeão mundial, mas Damon Hill preferiu a Arrows.

Só que a Benson Hedges, principal patrocinadora do time estava disposta a pagar uma pequena fortuna para ter Nigel Mansell como piloto. O britânico testou o carro em Dezembro de 1996, mas seus péssimos tempos acabaram por afastar mais esta volta do leão.

Fracos tempos o desanimaram

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