2001 - Michael Schumacher

18/08/2010

A Temporada de Fórmula 1 de 2001 foi a 52° realizada pela FIA. Teve como campeão o alemão Michael Schumacher, da Ferrari, sendo vice-campeão o escocês David Coulthard, da McLaren.

Michael Schumacher não encontrou oponentes à altura na temporada 2001 de Fórmula 1. Pilotando uma excelente Ferrari, o alemão terminou o ano com uma vantagem de 58 pontos para o segundo colocado e sagrou-se tetracampeão mundial de Fórmula 1, igualando a marca de Alain Prost.
Enquanto o bicampeão Mika Hakkinen enfrentou dificuldades e terminou apenas na sexta colocação. Seu companheiro de equipe, David Coulthard, conseguiu o vice-campeonato.

Já o brasileiro Rubens Barrichello fez a sua melhor temporada até então. Apesar de não ter conseguido nenhuma vitória, o piloto da Ferrari terminou a tempora na terceira posição, colaborando para o fácil título de construtores para a equipe de Maranello.



A temporada de 2001 foi a primeira de uma série de temporadas insuportavelmente previsíveis na F-1, graças ao gênio Michael Schumacher e ao conjunto praticamente imbatível formado pela Ferrari de Ross Brawn, Jean Todt e Rubens Barrichello.

Não houve luta pelo título. Não há como dizer que David Coulthard, vice-campeão da temporada, tenha sido de fato um rival para Schumacher, porque não o foi. É bem verdade que, como de costume, o escocês começou a temporada incomodando e, após a quarta etapa, em San Marino, dividia a liderança do campeonato com o alemão, com 26 pontos e uma vitória. Mas não houve um verdadeiro duelo pela taça, até porque o desempenho do então piloto da McLaren, como de costume, caiu bastante na segunda metade da temporada.

Até o GP da Áustria, sexta etapa do campeonato, a diferença entre o líder Michael e o vice-líder David era de apenas quatro pontos. No entanto, a partir do GP de Mônaco, o então tricampeão mundial passou a correr praticamente sozinho, contando com os erros e problemas mecânicos de Coulthard e com a flagrante inoperância de Mika Häkkinen, rival de outrora, mas que fazia uma temporada para lá de apagada no ano de sua aposentadoria.

Entre a sétima e a nona etapas do campeonato, Schumacher conseguiu fazer uma diferença de apenas quatro pontos para Coulthard se converter em inacreditáveis 24 pontos. O título estava praticamente garantido. Mais uma corrida e a diferença pularia para 31 pontos.


O tetracampeonato do alemão viria na 13ª etapa de um total de 17 na temporada. A vitória no GP da Hungria fez a diferença entre ele e o escocês da McLaren aumentar para 43 pontos, com apenas 40 em disputa. De quebra, no mesmo GP da Hungria, Michael igualou as mesmas 51 vitórias de Alain Prost, então maior vencedor de corridas da história da categoria. Na etapa seguinte, na Bélgica, o tedesco atingiu 52 triunfos e assumiu definitivamente o título de maior vencedor de todos os tempos. Era o primeiro de praticamente todos os recordes da categoria que ele quebraria e elevaria a patamares inimagináveis para qualquer piloto "mortal".

Com quatro títulos no bolso e no auge da forma, tendo apenas Juan Manuel Fangio com mais títulos do que si, Schumacher encerrou a temporada de 2001 deixando a todos com a sensação de que era imbatível. Naquele momento, e nos anos seguintes, Michael seria, de fato, imbatível.

GP da Espanha - Uma cena que certamente passou despercebida para quem assistia à corrida mas que, anos depois, ganhou outra dimensão. Fernando Alonso, ilustre desconhecido, apenas mais um daqueles pilotos "toscos" da paupérrima Minardi, correndo diante de um ou outro fã espanhol (já que a maioria certamente não o conhecia) contra a badalada "eterna promessa" Giancarlo Fisichella, da sempre competitiva Benetton.

Eis que o carrinho preto, empurrado por motores Asiatech (?), conhecido por ser de longe o pior do grid, surge do nada pressionando de forma muito determinada o carrinho azul com os sempre badalados motores Renault.

Futuros companheiros de equipe, Fisichella e Alonso mostram, neste vídeo quase esquecido da temporada de 2001, porque um deles é e sempre será apenas um Fisichella, enquanto o "outro" hoje é "Don" Fernando, bicampeão mundial e dono de 21 vitórias na F-1.


GP do Brasil - As emoções do GP do Brasil de 2001 começaram antes da largada. Para quem não se lembra, foi nesta edição da prova brasileira que o carro de Rubens Barrichello quebrou na volta de alinhamento para o grid. As cenas que se seguiram foram surreais: o piloto saiu correndo desesperado pelo gramado, de volta aos boxes. A Ferrari correu contra o tempo para preparar o carro reserva para o brasileiro, que conseguiu sair do pitlane com menos de 1 minuto restante para o fechamento dos boxes. Tudo isso para abandonar a prova na terceira volta, após um acidente.

Mas o que marcou mesmo esta prova e o imaginário dos fãs de F-1 espalhados pelo mundo foi a atuação meteórica de um certo Juan Pablo Montoya. O colombiano, ensandecido e apenas em sua terceira prova na categoria, fez uma ultrapassagem de cinema sobre Michael Schumacher, jogando-o na terra e quase provocando seu abandono.

A manobra antológica imediatamente alçou Juanito ao posto de mais novo "anti-Schumacher" da categoria. Os anos, no entanto, mostraram que Montoya era dono de uma velocidade quase inacreditável, mas também dono de pouco cérebro e responsabilidade, o que minou sua carreira na F-1. Este domingo, no entanto, sempre será lembrado por quem assistiu a prova.

GP dos Estados Unidos - Em uma corrida completamente maluca e onde aconteceu de tudo, o GP dos Estados Unidos, em Indianapolis, ficou marcado pela última - e merecida - vitória do bicampeão mundial Mika Häkkinen na categoria. Em uma temporada com resultados abaixo da média para um piloto de seu escalão, o finlandês ainda conseguiu chegar duas vezes ao lugar mais alto do pódio ao longo do ano.

Com Schumacher já campeão e o campeonato praticamente "encerrado", a etapa estadunidense foi uma das melhores do campeonato, com boas disputas, acidentes, um show de Montoya e diversos abandonos por falhas mecânicas - o próprio colombiano e seu companheiro de equipe Ralf Schumacher, por exemplo, abandonaram praticamente ao mesmo tempo. Rubens Barrichello, em temporada bastante apagada, também abandonou.

Sistema de pontuação:
  • 1º lugar – 10 pontos
  • 2º lugar – 6 pontos
  • 3º lugar – 4 pontos
  • 4º lugar – 3 pontos
  • 5º lugar – 2 pontos
  • 6º lugar – 1 ponto

Posts Relacionados

0 comentários :