1989 - Alain Prost

01/09/2010

A Temporada de Fórmula 1 de 1989 foi a 40ª realizada pela FIA. O campeão foi o francês Alain Prost, da McLaren, e o vice-campeão foi o brasileiro Ayrton Senna, também da McLaren.


Este campeonato apresentou mais equilíbrio do que o anterior. Em alguns momentos, o time de Ron Dennis "comeu poeira", como no Brasil (vitória de Nigel Mansell), Hungria (pole de Riccardo Patrese, nova vitória de Mansell) e Portugal (vitória de Gerhard Berger).

Teve muita disputa e surpresas. Equipes modestas conseguiram o pódio: Tyrrell (Michele Alboreto foi terceiro colocado no México), Brabham (Stefano Modena chegou em terceiro lugar em Mônaco), Leyton House (Maurício Gugelmin conquistou o terceiro posto no Brasil), Arrows (Eddie Cheever chegou em terceiro em sua pátria, os Estados Unidos), Dallara (Andrea De Cesaris alcançou a terceira colocação no Canadá) e até a Onyx (Stefan Johansson brilhou ao chegar em terceiro em Portugal). Outras tiveram competitividade, como a Minardi (Pierluigi Martini liderou uma volta no GP de Portugal e, após brigar com Senna e Prost pela pole, largou em terceiro na Austrália). A decepção ficou por conta da Lotus. Na Bélgica, os pilotos do time (Satoru Nakajima e Nelson Piquet) não conseguiram tempo para largar entre os 26 primeiros.


A temporada 1989 de Fórmula 1 foi marcada por mais um domínio da McLaren. A equipe britânica manteve os pilotos Ayrton Senna e Alain Prost e mais uma vez ganhou o campeonato de construtores, além de ficar nas duas primeiras posições no mundial de pilotos.

Porém, o título ficou com Prost dessa vez. Apesar de ter obtido apenas quatro vitórias contra seis de Senna, o francês manteve-se regular durante todo o campeonato e faturou o tricampeonato mundial com uma vantagem de dezesseis pontos.

Este ano voltou a ser marcado pelo domínio da McLaren e dos seus pilotos (Alain Prost e Ayrton Senna). Embora esse domínio não tivesse sido tão esmagador como no passado ano, a McLaren não deixou margem para dúvidas sobre qual era a melhor equipe.

Contudo no início do campeonato ainda se pensou que as forças na Formula 1 estivessem mais equilibradas devido à vitória da Ferrari e de Nigel Mansell. O piloto britânico tinha deixado a Williams e agora pilotava pela Ferrari.

Mas depressa a McLaren tratou de impor a sua força. Nos 4 GP’s seguintes (Imola, Mónaco, México e EUA) obteve 4 vitórias: Senna venceu os três primeiros e Prost venceu nos EUA.


No GP do Canadá, disputado à chuva, a Williams regressa às vitórias depois de um ano sem conseguir vencer. E logo com uma “dobradinha”. Desde o México de 1987 que não vencia um GP. Depois da saída de Mansell, Frank Williams contratou o piloto belga Thierry Boutsen para fazer equipe com o italiano Riccardo Patrese. E foi assim que Boutsen conseguiu a sua primeira vitória na Formula 1.


Nos dois GP’s seguintes (França e Grã-Bretanha) a McLaren voltou novamente às vitórias através de Alain Prost.

Decorrida a primeira metade do campeonato, Alain Prost liderava o campeonato de pilotos com 47 pontos (apenas não pontuou no Canadá) e Senna era o segundo com 27 pontos (relativos às suas três vitórias, não tendo pontuado em mais nenhum GP). A McLaren era a líder com 74 pontos, seguida pela Williams com apenas 35 pontos.

No GP da Alemanha, Ayrton Senna (McLaren) vence mas o seu colega de equipe e rival Alain Prost fica na segunda posição, minimizando as perdas para o brasileiro.

No GP da Hungria, Nigel Mansell (Ferrari) volta a vencer, depois da vitória no primeiro GP do campeonato. Senna fica em segundo lugar e Prost é apenas o quarto.


A McLaren obteve a sua quarta dobradinha da temporada ao vencer na Bélgica. Senna foi o primeiro e Prost o segundo. Senna vinha a recuperar a desvantagem pontual para Prost mas os GP’s seguintes seriam fatais para as aspirações do brasileiro na tentativa de chegar ao título.

Efectivamente, os dois GP’s seguintes, Itália e Portugal, foram nefastos para Senna que somou duas desistências, enquanto o seu rival, Prost, conseguiu uma vitória (Itália) e um segundo lugar (Portugal). O austríaco Gerhard Berger (Ferrari), que ainda não tinha pontuado até essa altura, conseguiu um segundo lugar em Itália e venceu o GP de Portugal. Ayrton Senna desistiu em Portugal devido a um polémico acidente entre Nigel Mansell… e isto após ter sido mostrada a bandeira preta a Mansell, que se manteve em pista várias voltas até ao momento em que provocou um acidente quando tentava ultrapassar Senna…

Nesta altura as relações entre Senna e Prost já tinham atingido um tal ponto de saturação que o francês já tinha manifestado a sua intenção de deixar a McLaren no fim do campeonato e já se sabia que iria para a Ferrari para fazer equipe com Mansell, enquanto que Berger fazia o caminho contrário, rumo à McLaren.
Devido a estes acontecimentos, Ayrton Senna via-se obrigado a vencer as restantes corridas para se sagrar campeão pela segunda vez. Senna venceu o GP de Espanha, Berger foi o segundo e Prost o terceiro.

A duas corridas para o fim do campeonato, no GP do Japão, aconteceu aquilo que todos já sabem e que fez gastar rios de tinta. Senna fez a pole-position mas foi Prost quem assumiu a liderança da corrida. Os dois McLarens andaram sempre juntos, a diferença entre eles não chegou a ser mais do que 5 segundos. Até que à 46ª volta, Senna, ao chegar á ultima chicane do circuito, tenta passar Prost mas o francês fecha a porta e os dois McLarens colidem e ficam parados nas escapatória da pista. Prost abandona o seu McLaren enquanto o brasileiro ficou à espera dos comissários, que ao empurrarem o carro para o tirarem da situação perigosa em que se encontrava, aproveita o balanço e põe o motor a trabalhar e parte novamente para a pista. Entretanto o italiano Alessandro Naninni (Benetton) tinha assumido a liderança mas Senna ainda foi a tempo de parar nas boxes para reparar o bico o carro, recuperar a primeira posição e cortar a linha de chegada na liderança. Contudo, Senna foi desclassificado porque deveria ter entrado na pista pelo local onde saiu e não ter seguido em frente. E com isto, gerou-se a controvérsia... que dura até hoje! A manobra de Prost foi premeditada ou não? Acho que ninguém sabe até hoje, os fãs de Senna dizem uma coisa e os fãs de Prost dizem o contrário…o que ficou definido nesse momento foi a conquista do título por parte de Alain Prost. Foi o seu tri-campeonato. Bem, já me esquecia, Alessandro Naninni foi declarado o vencedor e assim venceu pela primeira vez na Formula 1. Riccardo Patrese e Thierry Boutsen, ambos em Williams, ficaram em segundo e terceiro, respectivamente.

O GP da Austrália serviu para cumprir calendário. Com os títulos já decididos, a corrida foi disputada debaixo de chuva e foi novamente Thierry Boutsen (Williams) quem saiu vencedor, tal como no Canadá. Nannini foi o segundo e Patrese o terceiro.

Prost venceu o campeonato com 76 pontos (4 vitórias) e Senna ficou em segundo lugar com 60 pontos (7 vitórias). A McLaren venceu o campeonato de construtores com 141 pontos (11 vitórias) seguida da Williams com 77 pontos (2 vitorias)

Sistema de pontuação:
  • 1º lugar – 9 pontos
  • 2º lugar – 6 pontos
  • 3º lugar – 4 pontos
  • 4º lugar – 3 pontos
  • 5º lugar – 2 pontos
  • 6º lugar – 1 ponto
Apenas os onze melhores resultados contavam para a classificação.

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