2004 - Michael Schumacher

29/09/2010

A temporada de Fórmula 1 de 2004 foi a 55° realizada pela FIA. Teve como campeão o alemão Michael Schumacher, da Ferrari, sendo vice-campeão o brasileiro Rubens Barrichello, também da Ferrari.

A temporada 2004 de Fórmula 1 parecia uma reprise do campeonato de 2002. Com a apatia da McLaren e da Williams, o único inimigo que a Ferrari teve foi uma limitada BAR, que contava mais com o talento do inglês Jenson Button do que qualquer outra coisa.

Dessa maneira, Michael Schumacher sagrou-se heptacampeão mundial com uma vantagem de 34 pontos para o segundo colocado, o companheiro de equipe Rubens Barrichello. Além disso, Schumacher venceu treze das dezoito corridas da temporada, um recorde preservado até os dias atuais.


Em face do campeonato de 2003, previa-se para a temporada de 2004 muita competitividade mas havia um denominador comum (ou talvez um dominador comum): o piloto alemão Michael Schumacher. Efetivamente Schumacher e a Ferrari vinham dominando os campeonatos desde o ano 2000. Algumas alterações técnicas e regulamentares foram sendo introduzidas, dizem algumas vozes, com o intuito de dificultar o domínio do alemão.


As principais equipes da F1 mantiveram as suas duplas de pilotos: Michael Schumacher e Rubens Barrichello (brasileiro) na Ferrari; Kimi Raikkonen (finalndês) e David Coulthard (escocês) na McLaren; Ralf Schumacher (alemão) e Juan-Pablo Montoya na Williams; Jenson Button (inglês) e Takuma Sato (japonês) na BAR; e Fernando Alonso (espanhol) e Jarno Trulli (italiano) na Renault.


O campeonato teve início, como vinha sendo hábito, na Austrália. E como estávamos em maré de hábitos, Michael Schumacher venceu o GP com o seu colega de equipe, Rubens Barrichello, em segundo lugar. O terceiro lugar foi para Fernando Alonso em Renault. Juan-Pablo Montoya, com o Williams FW26 (aqui representado em miniatura) terminou a prova australiana num promissor quarto lugar.

As provas que se seguiram (Malasia, Bahrain, San Marino e Espanha) tiveram o mesmo vencedor: Michael Schumacher. Na verdade, o piloto alemão e a Ferrari lideram a maioria das voltas destes GP’s! Perante tal demonstração de força e domínio, ao chegar muito perto do 1º terço do campeonato, perguntava-se se haveria algum piloto e equipe capaz de fazer frente a Michael Schumacher e à Ferrari. Para o registo histórico aqui fica a classificação dos três primeiros nesses GP’s: na Malásia, Schumacher foi o primeiro, seguido de Montoya e Button (BAR); no Bahrai, Schumacher foi o primeiro, seguido de Barrichello (Ferrari) e Button (BAR); em San Marino, Schumacher foi o primeiro, seguido de Button e Montoya; e em Espanha, Schumacher foi o primeiro, seguido de Barrichello e Jarno Trulli (Renault).

Finalmente, à sexta prova do campeonato, no GP do Monaco, um vencedor diferente, ainda que com polémica à mistura. Contudo com Michael Schumacher a passar na liderança da prova quando desiste devido a uma colisão na 46ª volta. Foi uma situação algo polémica porque estava-se numa situação em que o pace-car se encontrava em pista e no momento em que este se preparava para sair Michael aquecia os pneus acelerando e travando, quando vindo de trás Montoya não conseguiu evitar o alemão colidindo com o Ferrari, o que ditou a desistência de Schumacher. Sem a pressão de Schumacher quem aproveitou a situação foi Jarno Trulli. O piloto da Renault vinha contudo a efetuar um excelente prova e tinha liderado a maioria das voltas até ao momento polémico. Assim Trulli venceu no Mónaco, sendo esta a primeira vitória não Ferrari e não Schumacher do ano. Button terminou na segunda posição e Barrichello foi o terceiro classificado.


Depois de 6 provas (1º terço do campeonato), Michael Schumacher liderava a classificação entre os pilotos com 50 pontos, seguido do seu colega equipe, Barrichello, com 38 pontos. A Ferrari era, naturalmente, a primeira classificada entre os construtores com 88 pontos, seguida da Renault com 52 pontos.

Se nas primeiras 6 provas do ano apenas um GP escapou a Michael Schumacher (alemão) e à Ferrari, o segundo terço do campeonato foi de domínio total da Ferrari e de Michael Schumacher: 6 provas, 6 vitórias!
O GP da Europa, disputado em Nurburgring, o domínio pertenceu a Schumacher, que venceu, seguido de Rubens Barrichello (brasileiro), seu colega de equipe. No GP do Canadá a Ferrari consegue nova dobradinha mas desta vez o domínio inicial da prova pertenceu ao irmão de Michael Schumacher, Ralf Schumacher da Williams. Michael Schumacher venceu a prova e Ralf terminou em segundo lugar mas foi desclassificado devido a irregularidades nos travões, tal como o seu colega de equipe, o colombiano Juan-Pablo Montoya. Assim o segundo lugar foi para Barrichello. O GP dos EUA foi dominado pelos pilotos da Ferrari mas a vitória pertenceu a Michael Schumacher com Barrichello a ficar novamente no segundo lugar. O piloto espanhol da Renault, Fernando Alonso, dominou a primeira metade do GP da França mas Michael Schumacher dominou a segunda metade da prova e venceu o GP francês com Alonso em segundo lugar. O GP da Grã-Bretanha teve como primeiro líder o finlandês Kimi Raikkonen (McLaren) durante as 11 voltas iniciais mas inevitavelmente Michael Schumacher assume a liderança sem nunca mais a largar vencendo a prova e relegando o segundo lugar para o piloto da McLaren. No GP da Alemanha Michael Schumacher, correndo em casa, obteve a 11ª vitória da época em 12 provas. O piloto inglês, Jenson Button, da BAR, que esteve na liderança da prova por breves voltas, foi o segundo classificado.


Ao fim de 12 GP’s, apesar de o campeonato ainda estar em aberto, já se sabia que muito dificilmente Michael Schumacher perderia este campeonato: Schumacher liderava com 110 pontos e Rubens era o segundo com 74 pontos. Nos construtores a situação era idêntica: a Ferrari liderava com 184 pontos e a Renault era a segunda classificada com 85 pontos.

O último terço do campeonato continuou a ser dominado pela equipe Ferrari, apesar de 2 das 6 corridas não tenham sido vencidas pelos pilotos da Ferrari.


No GP da Hungria a Ferrari domina totalmente a prova: Michael Schumacher (alemão) e Rubens Barrichello (brasileiro) efetuam as voltas todas em primeiro e em segundo lugar, respectivamente. Com a questão dos títulos praticamente resolvidos a favor da Ferrari, o GP da Bélgica foi palco da única vitória da McLaren em toda a temporada: o finlandês Kimi Raikkonen é o primeiro seguido de Michael Schumacher. O GP da Itália foi novamente o cenário de mais uma dobradinha da Ferrari, desta feita foi Barrichello quem venceu, obtendo a sua primeira vitória da temporada. Michael Schumacher foi o segundo classificado e Jenson Button foi o terceiro no BAR-Honda. No GP da China Rubens Barrichello repetiu a vitória de Itália sendo seguido de Button na segunda poisção. Michael Schumacher não pontuou pela segunda vez na temporada.

Já a cumprir formalidades, o GP do Brasil foi vencido por Michael Schumacher, seguido do seu irmão Ralf, e com Button em terceiro. A última formalidade do ano foi o GP do Japão, onde Juan-Pablo Montoya e a Williams registaram a sua única vitória do ano.

Michael Schumacher sagrou-se campeão com 148 pontos (13 vitórias! Recorde de vitórias numa temporada) e Rubens Barrichello foi o segundo com 114 pontos (2 vitórias). A Ferrari foi a equipe campeã com 262 pontos (15 vitórias em 18 GP’s). A BAR-Honda ficou em segundo lugar com 119 pontos (0 vitórias).

Sistema de pontuação:
  • 1º lugar – 10 pontos
  • 2º lugar – 8 pontos
  • 3º lugar – 6 pontos
  • 4º lugar – 5 pontos
  • 5º lugar – 4 pontos
  • 6º lugar – 3 pontos
  • 7º lugar – 2 pontos
  • 8º lugar – 1 ponto

Posts Relacionados

0 comentários :