Aguri Suzuki Feliz Aniversário

08/09/2010

Aguri Suzuki (Nascido em 8 de Setembro de 1960, em Tóquio) é um ex-piloto de Fórmula 1 do Japão. Ele participou de 64 grandes prêmios, e o melhor resultado foi o 3º lugar no GP do Japão, sendo o primeiro piloto japonês a ir ao podium.

 
Suzuki começou a carreira aos 12 anos, no Kart. Em 1978, aos 12 anos de idade, ganhou o campeonato nacional, e no ano seguinte, passou para os monopostos, competindo na Fórmula 3 Japonesa. Nas três épocas seguintes, conciliou a F-3 com o kart, e no final da temporada de 1981, era, novamente, campeão nacional da categoria. Em 1983, torna-se vice-campeão de Formula 3, fazendo com que se virasse para os Turismos, ao serviço da Nissan, onde conquista o título em 1986. Nesse ano, passa para a Formula 2, onde fica no segundo lugar do campeonato. Ainda em 1986, faz a sua primeira incursão pela Europa, para participar nas 24 Horas de Le Mans, ao serviço da Nissan.
 
Em 1987, a F-2 transforma-se na F-3000 Japonesa, e Suzuki fica novamente com o vice-campeonato. Mas, em 1988, ganha quatro corridas no campeonato e se torna campeão. Nesse mesmo ano, começou a participar na F3-000 Européia, ao serviço da equipa Footwork (que mais tarde participaria da Fórmula 1), sem resultados de destaque. E em Outubro, estreia-se na F-1, no GP do Japão (vencido por Ayrton Senna), ao serviço da equipa Larrousse, substituindo o francês Yannick Dalmas. Apesar do seu conhecimento da pista de Suzuka, ele não passou de 16º lugar, a três voltas do vencedor.
 
Em 1990, Suzuki teve uma nova oportunidade na Larrousse, sua primeira escuderia na F-1. Desta vez, o carro era bastante melhor do que o frágil modelo da Zakspeed, e conseguiu o seu primeiro ponto em Silverstone, ao levar o carro para o sexto lugar. Chega mais uma vez nos pontos na Espanha, e na sua terra natal, aproveitou as falhas e as contorvérsias dos pilotos da frente para fazer a corrida de sua vida, levando o Larrousse-Lamborghini ao terceiro lugar da corrida, atrás dos Benetton-Ford de Nelson Piquet e Roberto Pupo Moreno. No final do ano, conseguiu seis pontos e o 12º lugar final.(já falamos disso anteriormente) Em 1991, Suzuki continua na Larrousse, onde pontua na corrida inicial, em Phoenix, mas essa foi a única vez que chega aos pontos, terminando no 22º lugar.
 
Para 1992, Aguri é escolhido pela Mugen-Honda para a Footwork Arrows para pilotar ao lado do experiente italiano Michele Alboreto. Apesar de boas prestações na primeira metade da tabela, não consegue chegar aos pontos em nenhuma corrida desse ano. No ano seguinte, continua na Footwork, desta vez ao lado de outro experiente piloto, o inglês Derek Warwick, e as boas prestações nos treinos continuam, mas, novamente, não consegue nenhum ponto.
 
No início de 1994, Aguri Suzuki não tem lugar no pelotão da Fórmula 1, mas, depois do acidente provocado por Eddie Irvine no Brasil, a Jordan chama o nipônico para conduzir o seu carro no circuito de Aida. Não termina a corrida, e foi a única vez que conduz o carro nesse ano, pois nas duas corridas seguintes, o lugar foi ocupado pelo italiano Andrea De Cesaris. Mas a missão de Suzuki não estava encerrada na Fórmula 1.
 
No ano de 1995, a Ligier tinha sido comprada por Flavio Briatore, que tinha entregue a gestão da equipa a Tom Walkinshaw. Ele tinha assegurado o fornecimento dos motores Mugen-Honda, mas os japoneses tinham imposto uma condição: que colocassem Aguri Suzuki como um dos pilotos. Como Olivier Panis era intocável, e Martin Brundle era amigo de Walkinshaw, chegou-se a um compromisso - Brundle e Suzuki iriam compartilhar o carro em algumas provas. Este estranho compromisso fez com que o japonês alinhasse pela Ligier nas três primeiras provas do campeonato, no GP alemão e nas provas japonesas (Pacífico e Japão). Nesses cinco Grandes Prémios, Suzuki conseguiu um sexto lugar em Hockenheim.
 
Nos treinos para o GP do Japão, no mesmo lugar onde alcançou o seu melhor resultado, Suzuki teve um grave acidente, machucou o pescoço, estando impedido de alinhar no grid. Depois de uma cirta reflexão, Aguri, aos 35 anos de idade, anunciou que não iria correr mais na Fórmula 1.
 
Depois da F-1, Suzuki concentrou-se nos Super-Turismos japoneses, construindo a sua equipa, a ARTA (Autobacs Racing Team Aguri).
 
Em 2002, Aguri se alia ao piloto mexicano Adrián Fernández, para constituir, na Indy Racing League a Super Aguri Fernandez Racing, que tinha um carro para o seu compatriota Kosuke Matsuura. A coisa durou até 2005.
 
Em 2006, Suzuki retorna à F-1, não como piloto, mas como dirigente da Super Aguri. O início da equipe foi controverso - comprou a antiga sede da Arrows, em Leafield, e alguns dos antigos chassis da equipe, de 2002, e começou do zero, com Takuma Sato (que teve seu contrato com a BAR rescindido) e outro japonês, Yuji Ide. Após as primeiras três corridas, Ide foi expulso após provocar um acidente com Christijan Albers, da Midland, e substituído pelo francês Franck Montagny, que, sem resultados de relevo, foi sacado do time, dando lugar a outro japonês, Sakon Yamamoto. No ano seguinte, com o chassis da Honda de 2006, com algumas modificações, e com o inglês Anthony Davidson como companheiro de Sato, a SA teve uma excelente temporada, consegue quatro pontos e algumas exibições que faziam deixar a "irmã maior" envergonhada (o destaque foi o GP do Canadá, onde Sato chegou a ultrapassar o bicampeão Fernando Alonso, com McLaren e tudo, para delírio da torcida). Contudo, as dificuldades financeiras eram cada vez maiores, como resultado do calote da SS United, um de seus principais patrocinadores, e no início de 2008, depois de quatro corridas, a equipe terminou a sua participação na Fórmula 1.
 
Registros na Fórmula 1
  • Nacionalidade Japonesa
  • Anos 1988, 1990 – 1995
  • Time(s) Larrousse, Zakspeed, Footwork, Jordan e Ligier
  • GPs disputados 88 (64 largadas)
  • Campeonatos 0
  • Vitórias 0
  • Pódios 1
  • Pontos 8
  • Pole positions 0
  • Voltas mais rápidas 0
  • Primeiro GP Grande Prêmio do Japão de 1988
  • Primeira vitória
  • Última vitória
  • Último GP Grande Prêmio do Pacífico de 1995

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