Antes e Depois

06/09/2010

Novamente nosso amigo Waldo Gomes foi quem contribui para a coluna post do leitor, ele nos enviou algumas imagens de ex pilotos de como eram e como estão hoje em dia.

Alain Prost - tetracampeão em 1985, 86, 89 e 93
55 anos - francês

Tetracampeão mundial, Alain Prost não obteve tanto sucesso como dirigente. O "professor", como era conhecido nas pistas, comprou a Ligier no final dos anos 90 e a rebatizou com o seu sobrenome sonhando em ter uma escuderia totalmente francesa bem-sucedida - chassis, motor (Peugeot) e pneus (Michelin).

No entanto, os resultados não vieram, os patrocinadores e parceiros se foram e o ex-piloto acabou encerrando as atividades da escuderia no início de 2002 sem conquistar uma vitória.

Nos últimos anos, Prost participou de provas de ciclismo e algumas corridas de rali. Neste ano, ele foi convidado para ser comissário do GP do Bahrein de F1.

Alan Jones - campeão em 1980
63 anos - australiano

O piloto australiano deixou a Fórmula 1 em 1986 e passou a competir em provas de carro de turismo e esportivo, mas não conseguiu bons resultados de forma regular.

Ele foi comentarista por quase uma década das corridas da categoria na televisão australiana. Em 2005, ele tentou competir na Grand Prix Masters, mas desistiu. Os rumores são que o piloto estava um pouco acima do peso e não coube no cockpit.

Damon Hill - campeão em 1996
49 anos - inglês

Considerado um dos campeões mais discretos da história, Damon Hill é atualmente presidente do BRDC (Clube dos Pilotos Britânicos, em inglês), entidade responsável pelo circuito de Silverstone, palco do GP da Inglaterra.

Antes de assumir a função em 2006, Damon Hill pôde voltar a ter contato com uma das suas maiores paixões - o rock and roll. O ex-piloto chegou a tocar ao lado de Eddie Jordan em alguns GPs ingleses, mas atualmente está longe da música.

Emerson Fittipaldi - bicampeão em 1972 e 74
63 anos - brasileiro

Depois de deixar a categoria no final de 1980, Fittipaldi foi se aventurar no automobilismo americano e levou duas vezes as 500 Milhas de Indianápolis, além de ser campeão da F-Indy. No entanto, um violento acidente em Michigan, em 1996, pôs fim à carreira do bicampeão mundial de F1 em competições regulares.

Em 2005, Fittipaldi fez uma participação na GP Masters e ficou em segundo na corrida inaugural, na África do Sul, superado apenas pelo inglês Nigel Mansell. O ex-piloto chegou a ser dono de uma equipe na Champ Car e do time brasileiro da A1 GP - ambas as categorias não existem mais.

Jackie Stewart - tricampeão em 1969, 71 e 73
71 anos - escocês



O tricampeão mundial foi um dos pilotos mais talentosos da história da Fórmula 1. Em 1997, ele montou uma equipe com o seu sobrenome, a Stewart Grand Prix, e colocou o brasileiro Rubens Barrichello como principal piloto.

No entanto, a única vitória da escuderia foi conquistada pelo britânico Johnny Herbert no GP da Europa de 1999.

No final da temporada, o escocês decidiu vender o time para a Ford por alguns milhões de dólares. A atual estrutura da equipe é a da Red Bull, que comprou a então Jaguar junto à montadora americana.

Nos dias atuais, Stewart trabalha como consultor esportivo do Royal Bank of Scotland.

Jacques Villeneuve - campeão em 1997
39 anos - canadense


Um dos pilotos mais polêmicos e excêntricos do grid de largada, Jacques Villeneuve está afastado da Fórmula 1 desde 2006, quando "em comum acordo" se desligou da equipe BMW. Desde então, o filho de Gilles Villeneuve tentou a sorte na Nascar, Le Mans e em provas de carros esportivos.

Especula-se que Villeneuve esteja interessado em montar uma escuderia em 2011 para retornar à categoria.

Keke Rosberg - campeão em 1982
61 anos - finlandês

Pai de Nico Rosberg, o piloto finlandês abandonou a F1 em 1986 e correu posteriormente em categorias de carros esportivos e protótipos. Como dono de equipe, Rosberg se destacou com a equipe que leva o seu nome, tendo parceria com empresas como Peugeot e Audi.

Kimi Raikkonen - campeão em 2007
30 anos - finlandês

Aos 30 anos, Kimi Raikkonen deixou a F1 de forma precoce após quebrar com um ano de antecipação o contrato com a Ferrari. Sem muitas equipes de ponta com vagas disponíveis, o finlandês aceitou o convite da Citroen para ser um dos seus pilotos no Mundial de Rali.

Mario Andretti - campeão em 1978
70 anos - americano

Líder de um dos sobrenomes mais tradicionais do automobilismo americano, Mario Andretti é um dos poucos americanos a ter feito sucesso tanto na F1 como na F-Indy. A última aparição do ex-piloto em um carro de monoposto foi em 2003 quando aceitou testar o carro da Andretti Green, em Indianápolis, e acabou sofrendo um dos maiores acidentes da sua carreira, mas felizmente saiu ileso do violento impacto.

Atualmente, ele concede palestras, atua como porta-voz de empresas ligadas ao automobilismo e é o vice-presidente da Andretti, equipe de propriedade do filho Michael.

Michael Schumacher – heptacampeão em 1994, 1995, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004
41 anos - alemão

O piloto alemão decidiu no final de 2006 encerrar a carreira como o mais bem-sucedido da história da categoria como o maior campeão, além de ser o recordista de vitórias, pole positions, melhores voltas, pódios, entre outras marcas.

Durante a parada, Schumacher andou de kart e chegou a participar de provas de Superbike, mas se machucou em um acidente no ano passado quando chegou a fraturar algumas costelas na queda.

No entanto, Schumacher, aos 41 anos, decidiu no final do ano passado pôr fim à aposentadoria no automobilismo e assinou um contrato por três temporadas com a Mercedes-Benz.

No retorno, o alemão não conseguiu ainda repetir as atuações do passado e tem sido superado com facilidade pelo companheiro Nico Rosberg. Um dos momentos mais polêmicos aconteceu no GP da Hungria quando tentou de forma desesperada evitar a ultrapassagem do ex-companheiro Rubens Barrichello e quase jogou o brasileiro no muro.

Mika Hakkinen – bicampeão em 1998 e 99
41 anos - finlandês

O piloto finlandês deixou a F1 no final de 2001 e foi correr de DTM (Campeonato Alemão de Turismo) pela Mercedes, mas não repetiu o mesmo sucesso e abandonou as pistas de forma definitiva em 2007.

Hakkinen, entretanto, segue aparecendo em eventos de patrocinadores da McLaren nas cidades que recebem as corridas de Fórmula 1.

Nelson Piquet – tricampeão em 1981, 83 e 87
58 anos - brasileiro

Um dos pilotos mais talentosos da história da categoria, Nelson Piquet deixou o “circo” no final de 1991 após correr por Brabham, Williams, Lotus e Benneton.

Em 1992, Piquet foi realizar o sonho de tentar vencer as 500 Milhas de Indianápolis, mas bateu forte nos treinos e quase perdeu o pé esquerdo no violento impacto.

Mas o tricampeão foi persistente e conseguiu voltar ao automobilismo e correr no ano seguinte na famosa pista americana, porém não conseguiu completar a prova por problemas mecânicos.

Nos anos posteriores, Piquet virou um dos empresários mais bem-sucedidos do Brasil e foi o responsável pelo desenvolvimento da carreira do filho Nelsinho, que correu por um ano e meio na F1, mas saiu pelas portas os fundos depois do escândalo do GP de Cingapura de 2008.

Nigel Mansell – campeão mundial em 1992
57 anos - inglês

Conhecido como “Leão”, Nigel Mansell foi um dos pilotos mais populares da categoria e caricatos. O inglês não era conhecido apenas pela sua velocidade, mas também por ser um pouco trapalhão como no GP do Canadá de 2002, quando liderava a prova a poucos metros do fim e foi dar um tchauzinho, deixando o carro “morrer”.

O adeus à F1 foi em 1995, quando correu apenas duas provas pela McLaren. Nos últimos anos, Mansell reapareceu nas pistas ao correr em Le Mans e ter sido um dos líderes da GP Masters, categoria que reunia pilotos veteranos e fracassou.

Mansell virou notícia ao atuar por um período bem curto como policial especial.

Niki Lauda – tricampeão em 1975, 1977 e 1984
61 anos - austríaco

O ex-piloto austríaco passou a se dedicar a sua empresa aérea, a Lauda Air Lines, assim que deixou a Fórmula 1 em 1985. No entanto, ele deixou o comando da empresa em 1999 após ser vendida para a Austrian Air Lines.

Em 2003, Lauda criou outra empresa aérea, a Niki, e inclusive veio ao Brasil no passado para fazer propaganda da companhia.

Na F1, ele teve uma rápida e apagada passagem como dirigente da Jaguar nos anos 2000.

Jody Scheckter - campeão em 1979
60 anos - sul-africano

Curiosamente, Jody Scheckter se dedicou a indústria das armas ao deixar as pistas. O ex-piloto fundou a Fats (Firearms Training Systems), companhia que especializada em simulações para militares e empresas de segurança. Com o dinheiro, ele conseguiu financiar a carreira dos seus filhos no automobilismo.

Scheckter vendeu em 1996 a empresa por US$ 200 milhões e agora se dedica a sua fazenda de alimentos orgânicos.

Posts Relacionados

0 comentários :