Ferrari 312T4 - Jody Scheckter (1979)

04/09/2010


Esta miniatura é da marca Ixo – La Storia.

Hoje iremos mostrar a miniatura da conquista do título de Jody Scheckter em 1979, o último piloto campeão pela Ferrari antes de Michael Schumacher (alemão) ter quebrado o “jejum” de 21 anos em 2000. Assim hoje a miniatura apresentada é o Ferrari 312T4 de Jody Scheckter (versão vencedora do GP do Mónaco).
A década de setenta foi, sem qualquer sombra de dúvida, de grande sucesso para a Ferrari na Formula 1.
Apesar de os primeiros anos terem sido um pouco atribulados, a partir de 1974 até 1979, coincidindo com entrada de Luca di Montezemolo para Diretor da equipe, a Ferrari viveu seis anos em que venceu muitos GP’s e somou 7 títulos (4 de construtores e 3 de pilotos). E grande parte do sucesso se deve ao Ferrari 312T e suas evoluções.


O Ferrari 312T4 (1979) foi o último desta geração (312T Tranversale) que obteve sucesso. No ano seguinte ainda houve o 312T5 mas esse foi mau de mais… ou por outras palavras, as dos pilotos que afirmavam que o 312T5 era ligeiramente superior ao anterior mas o problema é que os adversários evoluíram muito.


O Ferrari 312T4 foi concebido por Mauro Forghieri em plena época dos carros com efeito solo. Sendo considerado como o primeiro Ferrari com as “saias” (necessárias para o efeito solo), o fato era que o 312T4 não era um carro de efeito solo a “100%”. O grande motor boxer de 12 cilindros, de 515 cv de potência, não permitia a construção de um carro com os túneis “venturi” laterais que juntamente com as “saias” geravam a força aerodinâmica que “sugava” o carro ao asfalto. O Ferrari 312T4 revelou-se mesmo assim muito eficaz graças ao seu excelente motor (que já vinha a ser utilizado desde o inicio da década) e graças à grande fiabilidade mecânica. O Ferrari 312T4 apresentava uma frente bastante invulgar.
A miniatura apresentada do Ferrari 312T4 é relativa ao GP do Mónaco de 1979, que Jody Scheckter venceu. Nota-se na miniatura uma configuração diferente à utilizada na maioria dos circuitos: o aileron traseiro estava colocado quase em cima do eixo traseiro, isto devia-se ao fao do Mónaco ser um circuito citadino sendo necessário um maior apoio aerodinâmico de modo a que o carro pudesse obter uma melhor tracção.

Para a época de 1979 a Ferrari contratou Jody Scheckter para substituir Carlos Reutemann (argentino), que entretanto assinou pela campeã Lotus, e manteve o canadense Gilles Villeneuve. Nos dois primeiros GP’s do ano (Argentina e Brasil) a Ferrari ainda utilizou o modelo do ano anterior (312T3) mas sem que os resultados fossem expressivos. Jacques Laffite (francês) e a Ligier venceram estes dois GP’s iniciais. O Ferrari 312T4 estreou no GP da África do Sul dando uma cabal demonstração do seu potencial: Gilles Villeneuve venceu e Jody Scheckter foi segundo classificado. Já na qualificação os dois pilotos da Ferrari tinham obtido os segundos e terceiros lugares (Jody e Gilles respectivamente). No GP seguinte, nos EUA, Villeneuve alcança a primeira pole-position do 312T4, faz a melhor volta da corrida e venceu o GP, novamente com Scheckter em segundo lugar. Excelente início de carreira do 312T4: duas vitórias nos dois primeiros Gp’s disputados. Em Espanha a prova já não correu da melhor forma para a Ferrari, Scheckter foi apenas quarto classificado e Gilles não pontuou. Na Bélgica e no Mónaco foi a vez de Jody Scheckter se estrear a vencer no campeonato: duas vitórias para o sul-africano, sendo que no Mónaco conquistou também a pole-position. Villeneuve não pontuou nestas duas corridas. No GP da França a vitória foi para o Renault Turbo do francês Jean-Pierre Jabouille (a primeira de um motor turbo). Mas a corrida ficou mundialmente famosa pelo intenso duelo travado entre Villeneuve e René Arnoux (francês) pelo segundo lugar. O canadense ficou em segundo lugar batendo o Renault turbo do francês. Jody não pontua pela segunda vez.


Nos quatro GP’s seguintes (Inglaterra, Alemanha, Áustria e Holanda) a Williams assegura as primeiras vitórias na F1 ao vencer as 4 corridas: na Inglaterra venceu o suíço Clay Regazzoni e nas restas o australiano Alan Jones).

A Ferrari via os carros com efeito solo a ganharem cada vez mais competitividade mas a vantagem já amealhada permitia alguma tranquilidade aos homens da Ferrari. Nestes quatro GP’s a Ferrari apenas conseguiu dois pódios: Villeneuve foi segundo na Áustria, não pontuado nos outros e Scheckter foi segundo na Holanda, contudo o sul-africano pontuou sempre nos restantes GP’s.

No GP de Itália a Ferrari volta a vencer com outra “dobradinha”: Scheckter em primeiro e Villeneuve em segundo. Com este resultado Schectker sagrou-se campeão e a Ferrari vence no mundial de construtores. Villeneuve é o vice-campeão. No GP do Canadá Alan Jones volta a vencer com o Williams, demonstrando sérias ambições ao título do ano seguinte. Foi também neste GP do Canadá que o bi-campeão Niki Lauda (1975 e 1977) anunciou a sua retirada da F1. Na última corrida do ano, novamente nos EUA, Villeneuve vence pela terceira vez no ano.


Jody Scheckter nasceu 29 de Janeiro de 1950 na África do Sul. Após um início de carreira na sua terra natal, Jody Scheckter optou em 1971 por desenvolver a sua carreira na Inglaterra. No ano seguinte estabeleceu contatos com Teddy Mayer, da McLaren, para guiar na Formula 2. Mas é ainda nesse ano que Scheckter se estreia na Formula 1 no GP dos EUA com a McLaren. Em 1973, ainda pela McLaren, participa em 5 GP’s mas em 3 das corridas esteve envolvido em acidentes que o classificam de piloto perigoso; na corrida do Canadá Jody foi responsável por um acidente na partida que acabou por eliminar quase metade dos carros. Para 1974, Jody Scheckter é contratado pela Tyrrell, substituindo o escocês campeão de 1973, Jackie Stewart. Nesse ano alcançou a sua primeira vitória na Formula 1 (GP da Suécia) e ainda venceu o GP da Inglaterra. No campeonato foi o terceiro classificado. Os dois anos seguintes foram passados na Tyrrell: em 1975 venceu mais um GP e em 1976 venceu o GP da Suécia com o Tyrrell P34 (a única vitória na F1 de um carro com 6 rodas), na Suécia obteve também a sua primeira pole-position na F1); no campeonato de 1976 voltou a ser o terceiro classificado. No ano de 1977, Jody Scheckter fez uma opção que muitos considerariam arriscada ao assinar por uma equipe totalmente nova, a Walter Wolf Racing. No entanto Scheckter acabou por se sair muito melhor do que o esperado e quase se sagrou campeão: venceu na estreia com o Wolf WR1 (GP da Argentina) e viria a vencer mais dois GP’s ao longo da época. No final do campeonato sagrava-se vice-campeão, atrás do campeão Niki Lauda e do Ferrari 312T2. Jody Scheckter manteve-se na Wolf para 1978 mas a excelente forma da equipe já se tinha “esfumado”; numa temporada em que utilizou que 5 carros (WR1, WR3, WR4, WR5 e WR6) Jody ainda alcançou 2 segundos lugares. Em 1979 chegou finalmente a grande oportunidade de Jody Scheckter ao ser contratado pela Ferrari: o sul-africano não se faz rogado e vence o campeonato (3 vitórias) contra o seu colega de equipe Gilles Villeneuve. O ano de 1980 foi mau de mais para Scheckter (apenas dois pontos) e para a Ferrari, o que ditou o fim da carreira para o sul-africano com apenas 30 anos. Foram 112 GP’s (McLaren de 1972 a 1973; Tyrrell de 1974 a 1976, Wolf de 1977 a 1978; Ferrari de 1979 a 1980), tendo Jody Scheckter obtido 10 vitórias, 3 pole-postions, 5 melhores voltas e um título de campeão em 1979.

Os pilotos do Ferrari 312T4 em 1979 foram: Jody Scheckter #11 e Gilles Villeneuve #12.
Vitórias: 6 (J. Scheckter: 3; G. Villeneuve: 3)
Pole-position: 2 (J. Scheckter: 1; G. Villeneuve: 1)
Melhor volta: 6 (G. Villeneuve: 6)

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