FISA X FOCA Parte 2

28/09/2010

Continuando a história que começamos ontem voltamos a falar da Guerra entre FISA e FOCA.

Como ainda acontece nos dias atuais as mudanças técnicas inevitavelmente significa um elevado investimento para as equipes e isso cria muitas dificuldades para as equipes independentes, de propriedade privada, tais como a Lotus, a BRM, a Brabham, do que para equipes como Ferrari que gerava receita com a fabricação de carros de passeio.


As equipes inglesas ficavam cada vez mais frustradas e insatisfeitas com o nível de influencia que tinham nesses negócios e com potencias de conseqüências catastróficas para suas equipes, como resultado de mudanças arbitrárias. Já no inicio dos anos 60, esse situação havia se manifestado, particularmente na recusa das equipes inglesas em aceitar que a CSI iria adiante com os planos para introduzir uma F1 de 1,5 litros em 61. Quando esta decisão realmente foi levada adiante, a Ferrari possuía uma vantagem significativa para a primeira temporada, até que as equipes inglesas reagiram e recuperaram o atraso.

Essa situação também se refletiu em outros aspectos das atividades da F1. A insatisfação geral levou ao estabelecimento da Formula One Constructor`s Association (FOCA) em 1968, para representar todas as equipes e evitar a sua exploração pela CSI ou pelos promotores de corridas.


Como um organismo unido em torno de uma posição comum, a FOCA negociou com os promotores o montante total do dinheiro da participação disponível, e então efetuou a distribuição entre seus membros, utilizando sua própria formula secreta, relacionada com a posição da equipe na ultima temporada e seu desempenho. Ela também discutiu com a CSI assuntos técnicos, definiu boa parte dos critérios de segurança dos circuitos, definiu os padrões para as condições do pit e do paddock, assegurou permissões adequadas para a entrada de pessoas no recinto, alem de outras instalações, tais como recursos para mídia e consistência das tabelas. Possuindo um vinculo e um objetivo comum a FOCA era capaz de utilizar SUS união para levantar estas questões com aquela que se tornou a FISA no final dos anos 70 e depois a FIA nos noventa e pressionar por melhoramentos.

Amanhã outra parte desta história.

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