FISA X FOCA Parte 3

29/09/2010

Continuando a história iniciada na segunda e que contamos a segunda parte ontem chegamos hoje a terceira parte.

A guerra FISA-FOCA irrompeu por causa de um desentendimento técnico relativo ás implicações do eleito solo para a segurança que estava sendo usado na época pelas equipes inglesas para desafiar os motores turbo e normalmente aspirados flat – 12, mais potentes, que a Renault, Ferrari e Alfa Romeo estavam utilizando. O motor sempre tinha sido o coração de uma Ferrari e era uma área particular de especificação para a equipe italiana.


Devido aos recursos e às opções limitadas na frente de batalha dos motores, o desenvolvimento aerodinâmico do chassis foi a área na qual as equipes inglesas tinham habitualmente se concentrado. Os desenvolvimentos de chassis aerodinâmicos e dinâmicos dos quais elas foram as precursoras durante os anos setenta, e particularmente com a utilização do efeito solo, atingiram o ápice repentinamente. As velocidades aumentaram rapidamente, levando a Ferrari em particular a ter dificuldades com seu largo motor flat – 12 que impedia a execução de um projeto de um efeito solo eficaz em torno da aera inferior e traseira do carro, que eram de maior importância.

Logo surgiu um lobby dentro da FISA afirmando que essa tecnologia de efeito solo estava produzindo velocidades muito elevadas nas curvas, criando assim um problema de segurança.

Alem do efeito na competitividade da Ferrari, este problema de “segurança” significava potencialmente que investimentos substanciais seriam exigidos dos proprietários de circuitos. Esta era uma despesa que, naturalmente, os proprietários preferiam evitar.

Na época o presidente da FIA e da FISA (o braço esquerdo da FIA), era um bombástico Frances chamado Jean-Marie Balestre. Ele decidiu que o efeito solo seria proibido imediatamente, o que obviamente causou uma onda de protestos por parte das equipes inglesas. Esse descontentamento entre equipes inglesas, que tinham feito uso muito mais eficiente do efeito solo do que a Ferrari ou a Renault gerou uma cisão.


Os chamados construtores “nobres” (que fabricavam tanto o chassis quanto o motor) pareciam desprezar o que eles chamavam de “garagistas” britânicos, que meramente colocavam o motor de algum outro em seus “kits de carro” construídos em oficinas. Naturalmente, esta atitude pejorativa gerou mais sentimentos hostis, especialmente porque, na época, os garagistas tinham uma idéia melhor do que fazia um carro de F1 correr mais rápido do que qualquer um da ala dos nobres.

Amanhã a penultima parte desta história.

Posts Relacionados

0 comentários :