FISA x FOCA Parte 4

30/09/2010

Continuando o especial chegamos hoje a penúltima parte.

No final da temporada de 1980, com ambos os lados completamente entricheirados em suas posições, a FOCA propôs organizar seu próprio campeonato mundial. Essa nova série seria sancionada por um novo corpo dirigente denominado World Federation of Motor Sport (WFMS), que seria presidida, com total aprovação das equipes garagista, pelo proproetário da Brabham, Bernie Ecclestone. A representação jurídica ficaria a cargo do antigo co-fundador da March Cars, Max Mosley, um experiente advogado.


A WFMS elaborou regulamentos e a versão preliminar de um calendário para mostrar a FIA que estava levando á sério o campeonato, enquanto a FISA publicou seu próprio calendário provisório para as equipes leais a seu campeonato: Ferrari, Renault, Alfa Romeo, Osella e Toleman ( a única equipe britânica a fabricar o seu próprio motor turbo sob o patrocínio de Brian Hart). A primeira tentativa da FOCA em administrar seu próprio empreendimento foi um evento pré-temporada em Kyalami, na África do Sul.

O evento resultou em um grande desapontamento para a FOCA, uma vez que um publico muito pequeno compareceu e ele recebeu uma cobertura muito reduzida da imprensa. Era uma forte advertência para a FOCA que o campeonato mundial, sem todos os protagonístas históricos, não produziria o apelo necessário para o público espectador.


Essa mensagem foi entendida pela FISA e suas equipes leais. O destino de todas as partes envolvidas estava traçado: a cisão e toda a discussão estava prejudicando o esporte como um todo. O público, e o mais importante, os patrocinadores que estavam exigindo estabilidade para desenvolver programas de marketing, não tolerariam esta situação conflitante por muito tempo.

Apesar de um compromisso de apoiar Balestre até o fim, mesmo a Renault não podia ignorar o desastre potencial que estava por vir, caso a disputa e a cisão continuassem e a sua intenção declarada, no inicio de 1981, de estar presente no GP agendado para Long Beach em abril, com ou sem Balestre, logo chamou a atenção do presidente. Balestre percebeu que tinha de agir rapidamente negociar a paz com as equipes dissidentes, ou o império da F1 da FISA poderia ser prejudicado de forma irreversível.


Esta série de eventos levou as partes conflitantes, a FISA e a FOCA, a se reunirem para discutir uma solução. O processo ressaltou a necessidade de não somente se chegar a uma solução. mas também definir áreas de autoridade e responsabilidades de uma vez por todas.

Em uma série de reuniões, todos os assuntos relacionados com a futura operação e com o desenvolvimento do campeonato mundial de F1, incluindo a maneira como as regras seriam formuladas, que influência as equipes teriam na elaboração dos regulamentos e como eles seriam modificados, implementados e colocados em pratica.

Amanhã o final deste especial.

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