A guerra FISA x FOCA Parte 1

27/09/2010

Bom galera hoje vou começar um novo especial contando o que foi a guerra FISA x FOCA espero que gostem.

Como o confronto entre o corpo dirigente e as equipes de especialistas britânicos levou ao acordo sob o qual a F1 ainda hoje é administrada.

Durantes os últimos 30 anos as provas de Grand Prix de Formula 1 a forma de esporte motorizado mais popular do mundo. Incentivado pelo desenvolvimento da cobertura global da televisão. Esse crescimento ocorreu a uma taxa que não teria sido possível sem as mudanças estimuladas pela guerra FISA-FOCA no final dos anos setenta início dos oitenta, que levou à assinatura do Pacto de Concórdia (Concorde Agreement), que se tornaria o documento reconhecido universalmente e pelo qual o esporte é regido.

A guerra FISA-FOCA definiu e modelou o esporte das provas de Grand Prix permitindo assim que ele se desenvolvesse para se tornar o empreendimento que é hoje. Tudo isso é amplamente conhecido. Mas a história por trás da “guerra pela independência” da F1 e das pessoas que identificaram e otimizaram o potencial dos direitos de televisão, como uma vantagem para fazer da F1 o esporte de muitos milhões de dólares no qual constitui atualmente é menos conhecida. É altamente improvável que a F1 tivesse se desenvolvido em tal ritmo sem a revisão geral da maneira como o esporte operava e atribuía responsabilidades uma revisão forçada teve inicio em janeiro de 81.


Nos anos sessenta e inicio dos setenta havia pouca receita gerada pelo esporte para as equipes participantes e naturalmente as equipes mais importantes na época eram as vencedoras de campeonatos como Ferrari, Lótus, BRM e Brabham. A formação da FOTA (The Formula One Constructor`s Association) foi induzida em grande parte pelo sucesso da BRM e da Lotus em 1962 e 1968, sucesso que não se refletia em obter lucros e na posição de destaque das equipes junto a CSI (a precursora da FIA). Nessa época os prêmios da promoção e da realização das corridas iam principalmente para a CSI ou para os promotores/proprietários de circuitos, enquanto os realizadores, as equipes eram os parentes pobres. Apesar de um período relativamente franco em matéria de competitividade para a Ferrari, a equipe italiana ainda mantinha uma grande influencia junto ao corpo dirigente, na elaboração de regras e na administração do esporte, em parte porque ela esteve sempre presente desde que o Campeonato Mundial tinha sido iniciado em 1950.

Havia relativamente pouco dinheiro de patrocínio comercial e as equipes dependiam muito do “dinheiro por participação” que era pago pelos promotores do circuito para que as equipes participassem das provas.

 Tradicionalmente a Ferrari sempre tinha conseguido ficar com a maior quota e as equipes inglesas ficavam negociando o restante, apesar de serem dominantes desde o inicio. Assim os recursos não eram divididos uniformemente.

A principal fonte de renda das equipes nesta época vinham das empresas de combustível e de pneus uma vez que a F1 nesta época era mais vista como uma colaboradora para a tecnologia da indústria automotiva do que um meio de propaganda. A publicação gerada pelo esporte naquela época era relativamente reduzida e especializada, o que necessariamente significava que as oportunidades de patrocínio eram limitadas. 


O desenvolvimento das equipes resultava no fato de que elas não tinham controle sobre a distribuição do dinheiro por participação ou as regras, enquanto quaisquer mudanças técnicas que tendiam a ser feitas a cada cinco anos eram determinadas pela CSI com o influente lobby da Ferrari e de outros fabricantes mais antigos.

Amanhã continuaremos com esta história.

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1 comentários :

Renan do Couto disse...

Esse assunto é muito interessante. Estou salvando o post, pode ser útil no futuro para a retirada de alguma informação. Abraço