Historia do Circuito de Le Mans

22/09/2010

Bom galera hoje vou começar a contar a história de Le Mans, como ficou meio grande a postagem vou ter que dividi-la, amanhã eu conto o final.

As 24 Horas de Le Mans é uma das mais tradicionais corridas automobilísticas do mundo. A corrida é disputada na França anualmente, desde 1923.


Em 1920, o Automobile Club de l'Ouest pôs em obra a realização de uma competição cujo caráter contribuísse para a evolução do progresso técnico e favorecer o desenvolvimento do automóvel. Em 1922, o clube anuncia a criação de um novo tipo de competição na Sarthe, uma prova de resistência. Durante a prova, equipes de dois Pilotos por carro vão-se alternando dia e noite. A primeira edição, com 33 concorrentes, desenrolou-se nos dias 26 e 27 de Maio de 1923 num circuito perto da cidade de Le Mans, no departamento da Sarthe. Hoje, as 24 Horas de Le Mans têm lugar cada ano em Junho. É a mais antiga e a mais prestigiada corrida de resistência para carros desportivos e protótipos.

O circuito tem uma extensão de 13,650 metros, usa parte do circuito Bugatti e é em grande parte composto por estrada nacional. As mais célebres passagens são as curvas de Tertre Rouge, Mulsanne, Arnage, Casa Branca e, principalmente, a reta de Hunaudières: extensão de 5 km onde os protótipos mantém uma velocidade de mais de 400 km/h durante um minuto. Esta porção do circuito foi dividida em três trechos graças à instalação de duas chicanes em 1990. Essa medida foi necessária porque alguns automóveis insuficientemente carregados aerodinamicamente, para poderem atingir uma maior velocidade, acabavam tendo a tendência de levantar vôo nesse trecho. Agravava ainda o fato de que, quando rodavam em velocidades próximas aos 400 km/h (o recorde estabelecido foi de 405 km/h), os pneus eram submetidos a pressões muito intensas, que os levavam a deformações extremas e ao rebentamento se não estivessem em boas condições. A situação era ainda pior visto que esse tipo de situação podia acontecer de noite e em meio a carros de GT, que rodam cerca de 100 a 150 km/h mais devagar.

O recorde de vitórias individuais por piloto é detido pelo dinamarquês Tom Kristensen, com oito sucessos, e o recorde de vitórias por construtores é detido pela Porsche, com dezesseis sucessos. O recorde da distância e a mais elevada velocidade média ao longo das 24 Horas permanece imbatido desde 1971, quando o Porsche 917K de Helmut Marko e Gijs Van Lennep percorreu 5.335 km à media de 222,304 km/h.

Por obra de Georges Durand, Charles Faroux e Emile Coquile, este último o patrão e director da revista jornal "Roue Fil", criticava abertamente o automóvel da época. Achava que os carros não obedeciam aos "items" de segurança e "performances" apresentados pelas publicidades das marcas construtoras, pensava que a competição e fundamentalmente, a corrida de resistência, seria a prova final para verificar o que era publicitado.

Georges Durand             Charles Faroux            Emile Coquille


"Lançar os pilotos e construtores para uma preparação sempre mais minuciosa referente aos modelos comercializados e, pelo facto, verificar - experimentando - as dificuldades, aumentando a duração das corridas de automóveis convencionais."

Esta foi a base para um regulamento que implicava:
a) Prova internacional a disputar no circuito de La Sarthe, a 26 e 27 de Maio.

b) Os carros inscritos deverão apresentar-se, em todas as especificações, rigorosamente conformes com a descrição no catálogo comercial de venda das viaturas.

c) os carros inscritos deverão possuir uma carroçaria de turismo "Bona Fide" e incluir guarda-lamas, apoios de pé, lanternas, faróis, capotas buzinas e ainda, um espelho retrovisor. Um júri excluía qualquer viatura que não achasse conforme estes "items".

d) A manivela de arranque será colocada na caixa de ferramentas para todos os concorrentes cujos carros possuam de catálogo, motor de arranque eléctrico. Os carros até 1100 cm3 deverão possuir carroçaria de dois lugares CONFORTÁVEIS. Todos os outros deverão ter quatro lugares.
e) Impões-se a cada concorrente uma distância mínima a percorrer durante um período de 24 horas assim como uma média horária mínima.Exemplos: 1100 cm3 de cilindrada (920 km e uma média de 38.333 km/h).
2000 cm3 (1200 km e 50 km/h de média)
3000 cm3 (1350 km e 56.250 km/h de média)
6500 cm3 (1600 km e 66.666 km/h de média)

f) De 6 em 6 horas os comissários de prova procederão à eliminação imediata das viaturas que não obedeçam às quilometragens exigidas como mínimas, no esquema seguinte: às 6 horas de prova a quilometragem com 20% de não penalização; às 12 horas, a margem de atraso aceitável baixaria para 15% da quilometragem exigida; às 18 horas de prova a margem era fixada em 10%.

g) Seguiam-se os prémios em disputa, fundamentalmente a "Taça RUDGE-WITWORTH", que seria atribuída à mesma marca que gaanhasse a prova POR TRÊS ANOS. Uma miniatura de bronze, desta Taça, seria distribuída anualmente.

Note-se que interessava a Marca construtora, independentemente do modelo e cilindrada da viatura.

h) As pesagens serão realizadas em Le Mans no dia 25 de Maio, pela ordem de partida.

i) A partida será dada, simultâneamente, a todos os concorrentes que estarão dispostos na pista por ordem decrescente de cilindrada (note-se que na primeira edição não existiam treinos cronometrados).

j) As cores dos carros serão as fixadas pelo Automobile Club de France e são: França - Azul, Itália - Vermelho, Bélgica - Amarelo, Inglaterra - Verde, USA - Branco faixa Azul.

Os números dos carros seriam sorteados, jogando com a ordem de partida.
k) Cada carro concorrente terá apenas um piloto a bordo, se bem que a equipagem possa incluir dois pilotos por carro. Poderão subtituir-se à vontade. Será colocado um lastro de 60 Kgs debaixo dos bancos dos passageiros, na proporção dos lugares de cada viatura.

l) Todas asreparações só poderão ser efectuadas pelos pilotos. As assistências apenas poderão facilitar, expondo sobre uma superfície próxima do carro, todos os utensílios, ferramentas e peças necessárias à reparação.

m) Os reabastecimentos de combustível e óleo serão unicamente realizados nas boxes, cuja colocação será sorteada. O consumo não será limitado. Os reservatórios serão selados e, após cada reabastecimento, na presença de um comissário, serão, de novo selados. O tempo de paragem não será descontado na média horária da prova.

Assim nasceu, depois de consultado o Instituto Meteorológico da época, a primeira edição das 24 Horas de Le Mans, que se intitulavam GRAND PRIX d´ENDURANCE de 24 HEURES "COUPE RUDGE-WHITWORTH", usando-se um circuito de estradas com 17.262 km.

A organização coube ao "AUTOMOBILE CLUB DE L'OUEST", entidade fundada em Janeiro de 1906.

1923 á 1929

Prova aberta só a construtores, estiveram presentes 33 carros, de 3 países diferentes e distribuídos por 17 marcas distintas.


No principio de Maio apenas 3 construtores testaram o circuito: Chenard & Walker, Lorraine e Bignan. Foram ainda inscritos 2 Voisin e 2 Buc que não se apresentaram na partida. O tempo pregou a primeira machadada na prova. Na véspera uma violenta tempestade de granizo indundou o traçado e surgiu a lama, obrigando a cancelar um espectáculo de fogo de artificio já programado, e afastando muitos possíveis espectadores. As nuvens cinzentas carregavam um céu de chumbo, afectando a visiblidade e criando problemas de iluminação nos farois de muitos concorrentes. Dada a partida, Lagache, o futuro vencedor, comandava no final da primeira volta, se bem que os Bignan, Lorraine, Excelsior e Bentley se mantivessem na luta. O Excelsior nª2 afunda-se nas areias de Mulsanne e retoma a prova com muito atrazo (seria o 9º no final). O único Bentley em prova, e o mais perigoso "outsider", começou a sentir problemas de travões, e sempre pecou por faróis ineficazes, atrasou-se irremediavelmente, terminando em 4º, mas mesmo assim rubricando a volta mais rápida establecendo o primeiro record de volta em Le Mans: 9m 39s à média de 107.328 km/h.

O primeiro abandono verificou-se com o SARA nª31 à 14º volta, com problemas de suspensão na sequência de uma saída de pista. O Berliet nª13 abandonou à 44ª volta e o Lorraine nª6 saíu à 50ª volta. Apenas 3 abandonos entre 33 carros. Até hoje este record não foi batido. O piloto do Bugatti nª29 René Marie, teve que percorrer 10 Km a pé para ir ao seu stand buscar combustível (4 de ida e 5 de regresso), pois o seu carro furara o depósito. Terminou em 22º. A Chenard & Walker obteve os dois primeiros lugares da prova. O segundo Chenard (o nº10) foi protagonista de um choque com o Bignan nº23, mesmo na linha de chagada. Terminaram em segundo e terceiro obtendo um pódium para a França. O único Bentley, só com um farol operacional, uma saída de pista, uma pane seca (uma pedra rompeu o depósito de combustível) arrecadou o recor da volta e o 4º lugar da geral.

A meta dos 2000 Km foi ultrapassada pelos dois Chenard & Walker (separados por 4 voltas, establecendo novo ercord do Mundo com 21 horas, 41 minutos e 20 segundos. Três viaturas aguentaram 24 horas sem mudar um único pneu: os dois Brasier nº17 e nº18 e o Berliet nº12 (19º na geral).

É realizada a 1ª Edição, com a participação de 33 concorrentes, dos quais só 3 desistiram, um record até hoje inalcansável.

Os vecedores são os Franceses André Lagache e René Leonard, que pilotaram um carro Françês "CHENARD ET WALCKER SPORT" , com 4 cilindros e 2978 cc, equipado com pneus MICHELIN. velocidade média dos vencedores foi de 92.064 Km/h. Distância percorrida 2.209,536 Km. Todos os concorrentes usam motores de 4 ou 6 cilindros em linha.
Outro feito nunca mais igualado foram os Brasier nºs 17, 18 e o Berliet nº 12 terem concluído a prova sem mudarem um único pneu.

A largada para a prova era feita em fila.
Ao contrário do esperado, a edição de 1923 não logrou o sucesso internacional desejado. Talvez o facto de 30, em 33 carros participantes, terem sido classificados não tenha demonstrado aquela dureza procurada de início. O caso de só três carros estrangeiros estarem presentes também não trouxe grande impacto mediático. Daí não se estranhar que em 1924 a organização tenha apertado o regulamento: houve um aumento das distâncias mínimas e médias obrigatórias para as diversas cilindradas, a obrigatoriedade de à 5ª volta, o condutor parar nas boxes e montar a capota, que deveria continuar montada durante as próximas 20 voltas, mostrando que a capota não era um simples acessório da viatura. No caso de os pneus furarem mais que duas vezes, o piloto era obrigado a retirar a roda, mudar a câmara de ar e montar o pneu de novo.

Foi então criada um Taça Bienal, além da Trienal, da inauguração da prova.

Como participante estrangeiro apenas um Bentley se deslocou de Inglaterra, mas desta vez o modelo de 23 já dispunha de travões às quatro rodas, faróis reforçados e proetgidos. Um Sunbeam e Delage inscritos não verificaram.

E dos 41 carros inscritos apenas 39 partiram...

De inicio o vencedor de 1923, o Chenard & Walker de Lagache e Leonard, forçou o andamento, isolando-se rapidamente. Só o Bignan 3L o acompanhava a 170 km/k. Cinco carros resolveram encetar a perseguição às duas "lebres", dentre eles o Bentley. Chegara entretanto a "operação capota". Nas paragens das boxes o record foi para o pequeno SARA nº45 ex-aecquo com o Montier-Ford nº23, com 23 segundos perdidos. O Bentley demorou 38 segundos. As 20 voltas com a capota não acalmaram os ânimos e as médias continuaram altíssimas.

E começaram as primeiras desistências, treze carros não completaram as primeiras 25 voltas por avarias de motores e, um Chenard (o nº9) por acidente e despiste. À 26ª volta o Chenard & Walker comandante, o dos vencedores do ano anterior, não resiste e o motor incendeia-se, não sem antes ter pulverizado o record da prova: 9m 19s à média de 111.168 km/h. O Ariés nº7 herdou o comando mas, pouco antesda meia-noite desistia com o motor partido. O Bentley continuava em prova, mas com insistentes paragens para troca de amortecedores e problemas de caixa de velocidades.

Corridas 12 horas de prova apenas 21 carros estavam operacionais. O Lorraine nº4 comandava mas o Bentley era segundo na mesma volta. À 112ª volta o Lorraine vê saltar uma roda e abandona. O Bentley assume o comando, bem afastado do segundo, e pode abrandar um pouco. Mas não descansou. Numa paragem de rotina para mudança de pneus, uma das porcas da roda empenou e não saía... o tempo~passava e o espectro da eliminação esteve presente. Mas finalmente, deixou as boxes e vencia a edição de 1924. O orgulho francês nem queria acreditar. O único carro estrangeiro em prova ganhava a prova.

Dos 12 carros classificados, exceptuando o Bentley, só o team Brasier conseguiu terminar com todos os carros inscritos.

O record à distância não foi batido, faltaram 132 quilómetros.

Em função do tempo, a corrida passa a ser disputada sempre no mês de Junho. com excepções para os anos de 1956 (em que as obras na pista demoraram e a corrida foi executada em Julho), 1968 (Greves na França) e em 1986 (31 de Maio e 1 de Junho).
Primeira vitória de 100% Inglesa, pilotos Ingleses (Duff/ Clement) de um carro Inglês (Bentley) e de pneus ingleses (Dunlop).

É utilizada pela primeira vez a mítica passarele Dunlop.
Se a vitória de 1923 foi quase ignorada a nível internacional, quase uma prova do Campeonato de França, a vitória inglesa da Bentley teve efeitos absolutamente contrários. Nos países de língua inglesa foi empolada de uma forma tal que a supremacia do carro britânico sobre os demais foi considerada como efeito Histórico, Honra nacional, etc, etc...

Todo este "barulho" à volta da vitória de 1924 deu nova vida às 24 Horas e a Organização evoluiu mais uma vez. Para começar os donos dos terrenos em que se corria parte da prova resolveram pedir uma verba muito superior. O A.C.O. não cedeu e resolveu mudar todas as instalações para um terreno que já lhes pertencia. E assim as tribunas, as boxes, os gabinetes de imprensa, cronometragem, pesagem, vistoria, etc, assentaram arraiais em plena recta de... Hunaudières.

O regulamento passou a obrigar à selagem de vários órgâos mecânicos, a manivela para o motor de arranque foi proibida em todos os carros de ignição eléctrica, passou a ser exigido um mínimo de vinte voltas entre casa erabastecimento de combustível, água e óleo. A capota levantada foi obrigatória à partida. Os carros passaram a alinhar em espinha 45º, na ordem decrescente de cilindrada e os pilotos iniciavam a prova do lado oposto da pista, correndo para os carros e arrancando. Nascera a célebre partida de Le Mans que se conservaria até 1969.

O plantel dos concorrentes, subiu aos 49 carros. Inscritos mas faltando às verificações, um AC, um Chrysler e a equipa Omega.

Como facto negativo o ocorrer das primeiras mortes directamente ligadas ao circuito. André Guilbert, ao volante de um Ravel, encontrou a morte num acidente de estrada quando, no sábado de manhã, se dirigia para o circuito. O carro chocou de frente contra um camião, e Marius Mestivier na corrida.

À partida o mais rápido foi Duff, em Bentley (havia um prémio para o acontecimento), mas o campeão de GP, Segrave, em Sunbeam fez um arranque tipo canhão, ganhando o comando. Mas a embraiagem ressentiu-se e o abandono surgiu à 32ª volta. Os Bentley, que tinham feito jogo igual com os Sunbeam, encostam cedo: o nº 10 à 19º volta com falta de gasolina e, o dos vencedores do ano anterior (nª 9), à 64ª volta com rutura no tubo de combustível seguido de um pricipio de incêndio. O orgulho britânico evaporava-se... voltavam os Franceses. Os Chenard viriam a sofrer de um mal geral: rotura dos radiadores. Mesmo assim o vencedor de 1923, antes de abandonar à 90ª volta, ainda rubricaria de novo a melhor volta com 9m 10s à média de 112.987 km/h.

Ao fim de 12 horas dois Lorraines estão no comando, separados por duas voltas. Só 72 quilómetros atrás aparece o Sunbeam nº16 com o chassis partido. O resto da corrida não tem história. O Lorraine Dietrich vence com Gérard de Courcelles e André Rossignol, sendo o o primeiro carro com motor de 6 cilindros a vencer a prova percorrendo 2233.98 km e estabelecendo um novo máximo ultrapassando em 24 km a distância de 1923. Sete dos carros que terminaram a prova ultrapassaram a barreira dos 2000 km. Os dois OM, nºs 29 e 30 terminam, ex-aecquo, na 4ª posição geral. Todos os records de cilindrada oram batidos. problemas do Lorraine nº4 fizeram-no cair para terceiro e o Sunbeam consegue o segundo lugar, tapando e fazendo esquecer um pouco o desaire dos Bentley.

É adoptada a largada tipo "Le Mans": Os carros eram colocados na diagonal de 45º de um lado da pista, e de outro lado os pilotos, que ao sinal, atravessavam a pista, entravam nos carros, ligavam os motores e arrancavam, iniciando-se assim a prova.

1ª vitória de um carro com motor de 6 cilindros, um "La Lorraine" , que foi pilotado pelos Franceses Gérard de Courcelles e André Rossignol.

Um Chrysler vindo dos Estados Unidos e 5 equipas Italianas dão o primeiro passo internacional da prova.
Este ano foi marcado também pelas primeiras mortes relacionadas com a prova, André Guilbert que morreu no sábado de manhã ao dirigir-se para o circuito quando colidiu de frente com um camião e Marius Mestivier na corrida.
O regulamento da prova previa uma nova subida das médias e nascia a Classificação por índice de performance.

A noite de Le Mans passou a ser iluminada na zona das tribunas, com as luzes a serem acesas às oito da noite, sendo desligadas ás seis da manhã. bem como instalados os primeiros alti-falantes no circuito.

De quatro países estiveram 41 carros à partida. Um Overland, acidentado nos treinos, e a equipa Chenard & Walker não compareceram.

A ausência dos Chenard era colmatada com a chegada da Peugeot e, com a estreia do campionissimo André Boillot que comandou loga na volta inicial e bateu o record de pista logo à segunda passagem. No entanto, seria o Lorraine Dietrich segundo classificado quem ficaria com a volta mais rápida: 9m03s à média de 114.444 km/h.

Apesar de a pista ter recebido novo revestimento, as pedras (os nºs 29 e 32 desistiram com o carter e radiador furados), o nevoeiro (responsável pelo acidente do nº 22) e subretudo, a areia (colocada para proteger saídas de pista mas que foi o motivo de atraso e posteriormente eliminação dos três Bentleys) colocaram fora de prova vários concorrentes. A severidade dos comissários foi altamente contestada quando mandaram encostar o Peugeot de Boillot por não permitirem a substituição de um suporte do pára-brisas que se partira à 82ª volta. O outro Peugeot sofrera a desclassificação quando o motor de arranque se avariou, à saída das boxes.

também a equipa Ariès foi azarenta com 2 incêndios nos carros. Só o nº 49 terminou em 13ª e fechando a lista dos classificados.

Os grandes vencedores foram os Lorraine Dietrich (Rossignol/ Bloch) com um primeiro e segundo e terceiro lugares, a primeira tripla em Le Mans.

Um OM (nº 19), que parara na recta de Hunaudères, para proceder a uma reparação de emergência levou igualmente "cartão vermelho". Mais felizes foram os pilotos dos carros nºs 5 e 8 que por correrem com os capacetes desapertados foram, apenas multados em 200 francos (quantia alta na época).

Das treze viaturas finalistas, sete ultrapassaram a barreira dos 2000 km.

São instalados os primeiros alti-falante no circuito.

O "La Lorraine" vencedor ultrapassa a barreira dos 100 Km/h de média horária ao volante novamente André Rossignol agora com Robert Bloch.

São instalados os primeiros alto-falante no circuito. Primeira participação de carros da marca Peugeot.

A severidade demonstrada pelos comissários no ano anterior criou uma enorme celeuma. O regulamento tornou-se ainda mais apertado: as primeiras 20 voltas continuavam a correr-se com capota: a Organização iria fornecer a todas as marcas concorrentes um único tipo de gasolina, com nome de código ECO; todo o material, até aí arrecadado nas boxes para eventuais reparações deixou de ser utilizável. Só o que seguisse a bordo do carro concorrente serviria para a reparação. E, um controle antes da prova, obstava a que pudesse haver aldrabice. Houve ainda revisões das distâncias mínimas impostas, beneficiando um pouco as mais baixas cilindradas. Tudo isto teve consequências. E, a lista de inscritos foi a primeira: apenas 23 carros estiveram nas verificações e, um acidente de um dos carros na manhã do dia da prova, baixou este número para 22, o menor de sempre.

Os Bentley partem em formação, tomando, desde logo, o comando das operações. Apesar dos esforços desesperados dos Ariès e Salmson a corrida é inglesa. Até que cai a noite. Até essa hora, apenas quatro carros tinham abandonado. Mas à 26ª volta o Theo Schneider nº11 despista-se em Maison Blanche. O nº12, que o seguia de perto entra em pião, seguido pelo nº29 que rodaav já muito atrasado. A pista fica bloquada mas surgem, acelerador a fundo, os dois Bentley nº1 e nº2. É o pânico, barulho de ferros batidos, chiar de travões, gritos de assistentes e espectadores. Cinco carros "out". Faltava aparecer, entretanto, o terceiro Bentley e futuro vencedor. De pé sobre o travão, ziguezagueando entre os destroços, o piloto consegue safar-se da zona fatídica mas com a frente e lado direiro todo batido, sem farol, guarda-lamas apontando aos céus. Assim ... terminará com algumas reparações possíveis, já que as peças suplentes não seguiam, todas, no carro, tal como o regulamento estipualva. Com o chassis rachado, suspensão e direcção torcidas, o Bentley rapidamente perde o comando. Ao romper da aurora o Ariès nº4 possui quatro voltas de avanço. Mas, pelas 14h28m desfaz-se o sonho francês. Desestindo, em Mulsanne, com o distribuidor partido. O avanço sobre o Bentley era, ainda de oito minutos, mas a prova terminava às 16h. Quase levado ao "colo", o Bentley arrancava a ferros a segunda vitória em Le Mans...

O record de distância de 1926 não foi batido mas o nº1 de Clément pela primeira vez desceu o tempo por volta abaixo dos 9 minutos: 8m46s á média de 118.142 km/h que passou a ser o novo record do circuito.

Segunda vitória de um Bentley , desta vez com o Dr. John Dudley "Benjy" Benjafield e Sydney Charles Houghton "Sammy" Davis.

Surge o primeiro concorrente com tracção dianteira, um "Tracta" que termina em 7º lugar.
O regulamento auxilia a participação, diminuindo as taxas de inscrição. termina também, com as vinte voltas obrigatórias dos carros correrem com capota.

Cria-se a possibilidade de surgirem os primeiros motores sobrealimentados ou com compressor. A classificação geral À DISTÂNCIA, ganha a importância que, ainda hoje detêm, com prémios monetários importantes.

Se, até aqui Le Mans se tinha circunscrito à luta pela supremacia entre as marcas francesas, contra alguns dos ingleses, desta vez tudo é diferente. A vitória vai discutir-se entre outros dois "colossos": USA e GB.
Para mais empolgar o público, o Stutz americano é entregue a uma equipa de pilotos franceses e que, durante as primeiras horas vão aguentar sem complexos, o poderio dos novos Bentley 4,5L.

A prova desenrolou-se num entusiasmo fantástico, o Stutz e os Bentley pulverizavam todos os tempos e o comando mudava consoante as paragens nas boxes.

De resto, o Bentley vencedor pilotado por Woolf "Babe" Barnato e Bernard Rubin terminou na mesma volta que o Stutz, realizando ambos uma média superior aos 110 Km/h, e separados - ao fim de 24 horas - por apenas 12,678 km.

O record da volta foi largamente batido para 8m07s à média de 127.604 por Birkin, que no Bentley nº3 foi quinto da geral.

terminaram classificados 17 carros, dos quais 13 ultrapassaram a barreira dos 2000 kms.

de assinalar que um Alfa Romeo inscrito não passou nas verificações por ser consiedrado "demasiado desportivo" e não obedecer portanto à regra de "Confortável" que o carro comercial devia oferecer...

Pela primeira vez há mais pilotos estrangeiros que franceses; 17 contra 16.

Primeira vitória de Woolfe "Babe" Barnato e Bernard Rubin, que pilotaram um Bentley.


É, pela História, o ano Bentley: 4 carros nos quatro primeiros lugares.

A edição de 1929 é marcada pela primeira alteração do traçado do circuito, desaparecendo a célebre ponta dentro da vila, o famoso PONTLIEUE que vários acidentes e algumas mortes custou. O traçado foi reduzido 922 metros passando a ser agora de 16.340 km.

Alertados pela ameaça americana do ano anterior, a Bentley fez alinhar os quatros 4,5L habituais, reforçados pelo novo Speed Six que, preparado à pressa para estar presente em Le Mans, não apresentava, ainda, a sobrealimentação.

Com as ausências de um Du Pont, um Alvis, um Oakland e um Lagonda, destruído durante os treinos, apenas 25 carros alinharam à partida.

A eliminação automática dos carros que não cumprissem a distância mínima imposta passou a ser feita após doze horas e no final da prova, mas a última volta não poderia nunca exceder os trinta minutos.
Dada a partida os cinco Bentley assumiram o comando. O Stutz nº 4 de imediato, foi obrigado a mudar de velas e só o nº 6 manteve o ritmo dos ingleses, herdando o quinto posto quando o Bentley nº 11 desiste à sétima volta. Depois apesar de todos os ataques, o novo Speed Six impôs-se com Woolf Barnato e Birkin ao volante e os outros 4,5L protegiam-no de qualquer surpresa.

Assim, não admira que a distância percorrida ultrapassasse os 2843 Km e a média subisse para 118.492 km/h e o record da volta (não esquecer que o circuito diminuira 922 metros) descesse para os 7m21s.

A Bentley consegue a sua 3ª vitória consecutiva, além disto, consegue as 4 primeiras posições.

Primeira alteração no traçado do circuito que passa a ser agora de 16.340 km.

1930 à 1939

A recessão económica de 1929 teve repercussões mundiais. O automóvel sentia, mais do que nunca, a depressão, tanto no ponto de vista comercial como, por consequência, tecnológico. Le Mans não podia, pois, fugir à regra: dezanove inscritos, dos quais dois não alinharam, portanto, apenas dezassete participantes o mais baixo número até hoje.

1932

Pela primeira vez o A.C.O. resolveu admitir concorrentes privados. A Bentley aproveitou o caso e se, oficialmente apresentou três Speed Six, a nível particular os robustos 4,5L pertenciam ao Team de Miss Dorothy Paget.

A Corrida iniciou-se com problemas para vários carros cujos motores se ressentiam da má qualidade do combustível fornecido pela Organização. Os Bentley 4,5L foram os mais afectados, mas um Stutz incendiou-se pelo mesmo motivo, e o piloto em pânico saltou do carro em chamas e por pouco não foi atropeldo pelo Bentley de Woolf Barnato que, acrobaticamente, evitou o acidente. Na altura a luta era renhida entre o Bentley de Varnato e o Mercedes de Caracciola.

O recor da volta mais rápida ia caindo. 7m 01s ou depois 6m 52s para o Mercedes acabaram por ser batidos por um Birkin, em estado de graça, com 6m 48s. Durante esta luta várias vezes os carros se tocaram e esteve eminente o despiste.

Mas, com 83 voltas decorridas o Mercedes abandonou sem bateria.

A partir daí foi mais uma corrida dominada pelos Bentley, que terminaram em primeiro e segundo. Acabava aí a "era" Bentley e os anos seguintes seriam os "Alfa Romeo".

Primeira participação feminina: as Francesas Marguerite Mareuse e Odette Siko com um Bugatti T40 chegam em 7º lugar.

Recorde negativo: A provadeste ano é a que tem o menor número de participantes: 17.

Última das 4 vitórias consecutivas da Bentley, desta vez com Woolf Barnato e Glen Kidston.

Primeira vitória de um carro Italiano em Le Mans, atravéz do Alfa Romeo 8C2300. É o primeiro carro com Compressor e com motor de 8 cilindros em linha que vence em Le Mans, com os pilotos Britânicos Lord Howe e Henry Birkin.
Primeiro carro a passar a barreira dos 3000 Km de distância percorrida (3.017.654).
Mais um recorde negativo: o menor número de classificados, 6.
Os pneus de todos os Bugatti dechapam em virtude do excesso de peso.

A Alfa Romeo repete a vitória do ano anterior com o mesmo carro( Raymond Sommer e Luigi Chinetti), bem como o segundo lugar.

1937
Luigi Chinetti conduziu durante 20 horas.
Primeira vitória dos pneus Englebert. Segunda alteração no traçado do circuito qie passa a ser agora de 13.492 km.

Pelo terceiro ano consecutivo a Alfa Romeo vence a prova, desta vez ocupando os 3 primeiros lugares.
Segunda vitória para Raymond Sommer desta vez com Tazio Nuvolari.
Chegada emocionante, na última volta troca-se 3 vezes de líder, e com Nuvolari a derrotar Chinetti por apenas 400 metros.
A Alfa Romeo consegue superiorizar-se à Bentley conquistando a quarta vitória consecutiva, com Luigi Chinetti e Philippe Etancelin.
Instalação das primeiras bombas de reabastecimento automáticas.
Vitória de um carro Inglês pintado de vermelho que gera alguma polémica visto existir um acordo entre as equipas de utilizarem cores de acordo com o país, neste caso a cor oficial Inglesa é o Verde escuro (British Racing Green), o carro em questão é o Lagonda de John Hindmarsh e Luis Fontès.
A edição deste ano contava com a participação de 10 mulheres.

Corrida cancelada em virtude das greves ocorridas em França.
Primeira vitória de um Bugatti com Jean-Pierre Wimille e Robert Benoist.
A curiosidade é predominante quando o público conhece a novidade Alemã BMW.
Um clima infernal no trecho denominado Maison-Blanche onde estão 6 carros acidentados e dois pilotos mortos (Pat Fairfield e René Kippeurt).
Vitória de um Delahaye 135S com muitos problemas de caixa de velocidades, o carro só terminou com uma relação, os pilotos vencedores foram (Eugene Chaboud e Jean Tremoulet).
Primeira participação de um veículo com o motor V12, um Delahaye 145.
A pista sofre um alargamento, melhorando as condições da disputa.
É criado um novo prémio de 1000 Francos para o carro que estiver a liderar a cada hora.
Segunda vitória de um Bugati, com Jean-Pierre Wimille e Pierre Veyron.

Continuando a história de Le Mans que começamos ontem.

1940 a 1949

A corrida é suspensa devido à 2ª Guerra Mundial. O circuito é utilizado como pista de aviação pelos aliados e Alemães.

Neste periodo houve 4 mortes relacionadas com a Segunda Grande Guerra:

Robert Benoist, que tinha vencido em 1937, era membro da resistência, foi capturado pelos Alemães, sendo transferido para o campo de concentração de Buchenwald, onde morreu em Setembro de 1944.

Woolf Barnato morreu em 1948 durante uma cirurgia.

Luis Fontès faleceu em combate, quando servia na RAF.

Jean Trémoulet, faleceu num acidente com uma motocicleta na 2ª Guerra quando trabalhava para a resistência.

Primeira participação da Ferrari com 2 carros Tipo 166 MM onde um vence e outro abandona, este carro foi o primeiro Ferrari de série, tinha um motor V12 (o primeiro a vencer com um motor de 12 cilindros) de 1995cc (Foi o vencedor de Le Mans com menor cilindrada) com uma potência de 140 cv e 3 carburadores Webber.

Luigi Chinetti conduziu durante 23 horas, pois Selsdon exagerou no conhaque e não pode conduzir.

Regulamento baseado no de 1939, mas com admissão de protótipos. Reabastecimentos simultâneos (água, óleo e combustível) com um intervalo de 25 voltas.

Utilização de um combustível misto (gasolina, benzol, éthanol) responsaável em parte de alguns problemas mecânicos.

Ensaio da ligação de rádio (boxes/pista) a travéz do Simca de Mahé-Crovetto.

1950 a 1959

Primeira participação de carros com motor Diesel, atravéz de um Delettrez e um M.A.P. que abandonam com problemas no motor e com a perca de água, respectivamente.

Estreia da Jaguar e da Cadillac.

A Jaguar participa com 3 carros tipo XK-120S, com os quais obtém o 12º e o 15º lugares, o 3º carro abandona.

A Cadillac obtém o 10º e o 11º lugares com um coupé "de Ville" quase de série e um modelo "Spyder" de desenho tão feio que foi apelidado de "O Monstro", as suas linhas foram construídas segundo princípios aerodinâmicos trazidos pelos engenheiros da "Gruman Aircraft", empresa de construção de aviões.

Louis Rosier e Jean-Louis Rosier vencem a prova. Durante muitos anos divulgou-se que Louis Rosier, o pai, tinha conduzido por 23 horas seguidas, e seu filho, Jean Louis, somente completara a restante hora.

1953

Esta lenda pertence ao "folclore" de Le Mans, mas segundo depoimento recente do próprio Jean Louis, os dois conduziram de modo igual o carro, mas devido à semelhança dos nomes o locutor da prova confundiu-se anunciando sempre o nome de Louis como o piloto em acção.

Foi a primeira e única vez que pai e filho vencem a prova e única da Talbot.

Recorde de participantes: 60 carros o mesmo número de 1951, 1953 e 1955.

Fornecimento pela organização do combustível comum a todas as equipas sendo este comercial e de 80 octanas.

É utilizada pela primeira vez a comunicação via rádio entre os dois Cadillac e as boxes.

Primeira vitória da Jaguar com o modelo XK-120C de chassis tubular com Peter Walker e Peter Whitehead ao volante.

Às 16h31 o Ferrari 212 Export pilotado por Jacques Lariviere teve um acidente em Tertre Rouge no qual resultou a morte do piloto decapitado por um cabo de ferro.

A Porsche faz a sua estreia em competições internacionais, usando o modelo 356/4 com 1086cc com a carroçaria em alumínio, com o qual chega em 20º e vence a categoria até 1100cc.

Cunningham impressionou pela tecnologia utilizada:

Um sistema eléctrico indicava a temperatura dos travões (Tambores) no painel de instrumentos.

Um sistema de "radio-phone" mantinha o piloto em comunicação directa com as boxes.

O vencedor ultrapassa pela primeira vez a média de 150 km/h (150.466).

O Françês Pierre Levegh com um Talbot Lago T26 conduz sózinho desde a largada, e coloca 4 voltas de avanço sobre o 2º classificado. Quando faltam 2 horas para o final da prova parte-se a cambota e entrega a vitória à Mercedes com o 300 SL conduzido por Hermann Lang e Fritz Riess esta é a primeira vitória de um carro Alemão com pilotos Alemães e equipado com pneus Alemães (Continental) em Le-Mans e a primeira de um carro de carroçaria fechada.

A Mercedes enssaiou no carro de Kling um travão aerodinâmico situado na traseira do tejadilho. Este sistema que reduzia a velocidade de ponta não seria utilizado na corrida.

Cunningham à semelhança de Levegh conduziu ao todo 20 horas.

Foi introduzida a gasolina de 90 octanas.

Recorde absoluto de abandonos 40 de 57 participantes.

Segunda vitória da Jaguar com o XK-120C (também conhecido por Tipo C) que utiliza pela primeira vez travões de disco, sistema que era utilizado nos aviões e desenvolvido pela firma aeronáutica "Lockheed" vitória esta atravéz de Tony Rolt e de Duncan Hamilton.

Foi criado o Campeonato Mundial de marcas a 8 de Março em Sebring, do qual as 24 Horas de Le Mans faziam parte.

A inscrição da Nash Healey é feita pela marca americana com chassis britânico, motor americano e carroçaria italiana.

Primeira utilização de um aparelho chamado Cinemómetro, antecessor dos actuais radares. Foi utilizado para medir a velocidade na recta das Hunaudiéres, o sector mais veloz da pista, com mais de 5 km de extensão.

O vencedor é o primeiro participante a ultrapassar os 4000 Km, mais exactamente 4.088,064 Kms.

Surge o Jaguar tipo D que se tornará um dos carros mais famosos da prova, não só por ser triplo vencedor (vencerá em 55, 56 e 57) como pelo facto de neste ano de estreia conquistar o segundo lugar.

Vitória de José Froilan Gonzalez (carinhosamente apelidado de "The Bull of the Pampas" ou "Cabezón") e de Maurice Trintignant num Ferrari sobre o Jaguar de Rolt e de Hamilton. Foi um grande duelo, pois o Ferrari tinha problemas de ignição, e houve um verdadeiro dilúvio durante a prova. Apesar disto o carro italiano venceu com 1 volta de vantagem.

1957

Ausência da Maserati que faltou ao escrutineo devido a problemas mecânicos no camião que os transportava e como os carros não tinham matricula não puderam ir pelos próprios meios, ficaram retidos em Nevers.

A Ferrari utiliza nos carros oficiais travões oriundos da Fórmula 1.

Aumento da largura da pista para 8 metros na secção Mulsanne-Arnage e a curva de Indianápolis.

Pela primeira vez foi utilizado um circuito de autocarros que faziam a ligação entre Le Mans e o circuito com um intervalo de 5 minutos.

O Principe Bernhard da Holanda acompanha Maurice Trintignant na volta de honra apesar da chuva que se abatia sobre o circuito.

Para comemorar os 50 anos do ACO em 1956, irá proporcionar uma corrida de 2 ou 3 horas só para as mulheres e/ou namoradas dos pilotos.

O Ferrari vencedor correu durante 23h e 35 min, o resto do tempo esteve parado nas boxes.

O carro que mais tempo esteve em pista foi o Panhard-Monopole de Hèmard e de Flahault, esteve parado por apenas 5 min. 10 seg.

Primeira vitória do Jaguar D de Ivor Bueb e de Mike Hawthorn (que entrará para a história ao ser um dos 4 pilotos quie conseguiram vencer as 24 Horas de Le Mans e o campeonato mundial de Fórmula 1 (1958).

Novo revestimento na porção Tertre-Rouge / Mulsanne, abertura de uma passagem subterrânea sobre a estrada de Tours após a curva de Tertre Rouge).

Le Mans iria entrar na história do automobilismo pelo maior acidente jamais ocorrido numa pista, eram 18 horas e 28 minutos quando o Mercedes 300 SLR pilotado por Pierre Levegh e o Austin Healey 100S de Lance Macklin chocaram-se, em seguida o Mercedes explodiu, lancando o motor e o eixo dianteiro sobre o enorme público que enchia a bancada, matando 83 pessoas incluindo o próprio Levegh e ferindo cerca de 100. Às 2 da manhã, cumprindo ordens de fábrica, toda a equipa da Mercedes, que liderava a prova com Fângio, retirou-se da prova. No final do ano a Mercedes abandona o automobilismo, só regressando nos anos 90.

Comentou-se na altura que os Mercedes teriam corrido com combustível não regulamentar, o que teria facilitado a explosão do carro, facto este nunca confirmado. O acidente teve tanta repercussão, que até o Presidente da Republica, René Coty, e o Papa da época Pio XII, manifestaram-se, apresentando as condolências às famílias das vítimas.

Os dois Moretti inscritos não iniciaram a corrida porque chegaram ao circuito alguns minutos após as 14h00, o regulamento dava como limite as 14 horas e foi cumprido à risca.

O reabastecimento de combustível era efectuado por um medidor volumétrico.

Comemoração do 50º aniversário do ACO.

Nas obras efectuadas ao circuito após o acidente do ano passado, foram gastos 300 milhões de francos, 70.000 m3 de terra movidos, 161 toneladas de ferro usado nas várias construções, instalações de linhas telefónicas entre as box e a estação de sinalização.


Quarta vitória da Jaguar, com Ron Flockhart e Ninian Sanderson.

Devido ao pavoroso acidente de 1955, fazem-se grandes reformas na pista, principalmente na zona em frente às boxes e bancadas principais, onde ocorreu o acidente,

Quarta alteração ao traçado passando agora para 13.469 km.

Outra das alterações que verificadas após o acidente é que nenhum piloto poderá dirigir mais de 14 horas, ou dar mais de 72 voltas consecutivas.

Ao mesmo tempo a corrida é excluída do campeonato mundial de endurance.

É utilizada pela primeira vez a sinalização luminosa.

Charles de Cortanze é nomeado director de corrida adjunto (deu a bandeira de chegada).

Record da Jaguar com 5 carros inscritos e classificados entre os 6 primeiros (1º, 2º, 3º, 4º e 6º) os vencedores foram Ron Flockhart e Ivor Bueb.

Novo record da volta mais rápida feita a mais de 200 (203.015) km/h.

Para assegurar o interesse do público e das equipas de fábrica, deixa de existir qualquer limite de cilindrada do motor e de gasto de combustível.

Aparecimento da DKW com uma viatura a 2 tempos e carroçaria de plástico.

Vitória do Ferrari 250 TR com Phil Hill e Olivier Gendebien.

Primeira e única vitória da Aston Martin com Carroll Shelby e Roy Salvadori, e dos pneus Ingleses Avon

A partir deste ano os Ferrari são equipados com travões de disco.

Primeira utilização dos testes de pré-qualificação em Abril.

Os Ensaios oficiais (qualificação) de Quarta e Quinta à noite foram encurtados em uma hora.

A IBM apoia na classificação e dufusão dos resultados.

Criação de uma ficha técnica de todas as viaturas verificadas.

1960 a 1969

Vitória da Ferrari com Paul Frére e Olivier Gendebien.

Estreia do Porsche 356 Carrera Abarth com 135 Cv, 805 Kg e 220 Km de velocidade máxima desenhado e construídos por Italianos, consegue a 10ª posição na geral.

Mais uma vitória da Ferrari com Phil Hill e Olivier Gendebien. é a segunda vitória de Hill, que neste ano também é campeão mundial de Fórmula 1 também com a Ferrari.

A informática chega a Le Mans, a classificação é dada por computadores IBM.

Última vitória de um carro de motor dianteiro, o Ferrari 330 LM de Phil Hill (que vence em Le Mans pela 3ª vez), e de Olivier Gendebien.

É permitida a participação de carros experimentais, os "Protótipos", o melhor classificado é o Ferrari Ferrari 250 GTO que é 2º classificado com Pierre Noblet e de Jean Guichet.

Estreia do Lola GT e do AC Cobra Ford, do primeiro vai derivar o Ford GT, e o segundo é o tradicional AC Bristol inglês, origináriamente equipado com o clássico motor de 6 cilindros em linha tão ao gosto dos ingleses, mas que recebeu um V8 Americano.

Apartir deste ano a posição na grelha é dada pelos tempos obtidos nos treinos, que até agora era dada pela cilindrada do motor.

A Ferrari domina por copmpleto a prova deste ano, a vitória pertenceu ao 250 P pilotado por Lorenzo Bandini e Ludovico Scarfiotti, e ocupa os 6 primeiros lugares.

É a primeira vitória de um carro de motor trazeiro.

1963

Estreia acidentada dos Alpine M63, infelizmente, um dos carros conduzido por Christian "Bino" Heins derrapa no óleo derramado pelo carter partido do Aston Martin de Bruce McLaren, e sofre uma violenta colisão com um poste, quando o carro se incendeia, os comissários não podem ajudar, pois além do fogo, têm que ajudar outros pilotos que derraparam no mesmo óleo, um deles é Jean-Pierre Manzon, num Rene Bonnet, outro é Jacques Dewes cujo Aston Martin foi parar a uma vala, e o terceiro piloto é Roy Salvadori, que participa em Le-Mans hà 10 anos consecutivos (desde 1953), e vencera em 1959, testemunha a agonia de "Bino" que morreu incinerado dentro do carro pois ninguém o tirou do carro em chamas, nem apagou o fogo enquanto Christian ainda estava pouco ferido, além das queimaduras, tinha sofrido forte pancada na cabeça. Christian é a mais nova vítima fatal da prova.

Utilização recomendada de cintos de segurança.

Vitória do Ferrari 275 P de Jean Guichet e de Nino Vacarella.

Estre oficial do Ford GT 40, um carro projectado para a Ford por Eric Broadley, da pequena fábrica inglesa Lola Cars, tanto os modelos GT 40 Mk I como os Mk II foram construídos ns inglaterra, dos 3 participantes, todos Mk I, 2 abandonaram com problemas na caixa de velocidades, e o terceiro abandona após um princípio de incêndio. Um deles entretanto faz a melhor volta da prova demonstrando grande potencial.

Os carros foram entregues pela Ford a 3 preparadores, Shelby-American, Alan Mann Racing e Holman-Moody.

Primeira participação do Porsche 904/4 GTS, o primeiro Porsche com carroçaria de fibra de vidro e polyester, conseguiram a 7ª, 8ª, 10ª, 11ª e 12ª posições.

É utilizado pela primeira vez o muro de protecção em frentes às boxes.

1966

Ensaio da cronometragem electrónica graças a um emissor e receptor colocado em cada viatura.

Vitória do Ferrari 250/275 LM de Masten Gregory e de Jochen Rindt, este que é um dos 4 pilotos a vencer em Le Mans e o mundial de Fórmula 1.

Pormenor curioso na vitória deste ano, Ed Hugus que era piloto suplente da Ferrari, foi chamado a substituir Masten Gregory durante a noite, isto porque Gregory estava com problema de embaciamento dos óculos, como Jochen Rindt não se encontrava a dormir no circuito foi chamado Hugus a tomar o volante. Este pormenor esteve "escondido" até à morte de Ed Hugus em 2006, que deixou explicado numa carta entregue a um amigo que foi aberta após a sua morte.

A saga dos Ford GT continua, dos seis modelos participantes, 5 são da Shelby-American, a cilindrada é aumentada para os 4,7 litros, tendo todos abandonado e um deles feito a melhor volta na corrida e a pole-position.

Os Ford de 1964 tiveram muitos problemas com a caixa de velocidades Colotti de 4 velocidades não sincronizadas, além disso a potência foi aumentada em 50 cv com isto a Ford trocou a caixa Colotti pela ZF de 5 velocidades sincronizadas e o problema de caixa desapareceu, surge assim o GT 40 Mk II, uma evolução do GT 40 Mk I que a maior diferença é o motor de 7 litros de cilindrada.

Primeira vitória dos pneus Goodyear.

Entram 12 Ford GT 40, nove abandonam, os 3 restantes todos modelo Mk II, obtêm o 1º, 2º e 3º lugares, a pole position e a melhor volta na corrida. Henry Ford II, que dera a largada, sorri satisfeito: provara a Enzo Ferrari que os seus carros poderiam derrotar os Ferrari.

Esta foi a chegada mais disputada de Le mans, com carros da mesma marca, o Ford Mk II de Chris Amon/ Bruce McLaren vence o carro de Denny Hulme/ Ken Miles, por apenas 20 metros.

Primeira participação da marca americana Chaparral na versão 2D. O criador e principal piloto era o Norte Americano Jim Hall que possui uma equipa de Fórmula CART, as principais características do carro eram o chassis construído em fibra de vidro (uma inovação) e a sua caixa de velocidades Hidramática.

Primeira participação da Matra, com 3 carros do modelo M620/BRM, como pilotos surgiam os estreantes Henri Pescarolo e Jean-Pierre Jaussaud.

Primeira participação do Belga Jacky Ickx e do Italo-Americano Mario Andretti.

Primeira vitória também de um carro equipado com um motor V8.

O Ford GT vencedor é o primeiro carro a alcançar a histórica marca dos 200 km/h de média, mais exactamente 201.795 km/h.

Estreia do Porsche 906 também chamado de "Carrera 6" e obtém os 4º, 5º, 6º e 7º lugares.

A prova deste ano ficou envolta em polémica, já que houve 2 vencedores, os morais e os oficiais, baseada num regulamento discutível em vários pontos de vista.

Hulme e Miles fizeram uma prova inteligente, comandaram em doze das 24 horas de prova e, devido ao avanço conquistado, reduziram um pouco a velocidade nas últimas horas. Isto permitiu a aproximação do segundo carro de Shelby, o de Amon e McLaren e, como a terceira posição era ainda pertença de outro Ford, de Holman Moody os responsáveis da Ford idealizaram uma chegada bombástica, em termos de publicidade: fazer os três carros cortarem a linha de chegada em formação - tipo V - o célebre V da vitória. Os carros 1 e 2 estavam na mesma volta, distaciados de muitas centenas de metros. A Miles-Hulme é sinalizado, das boxes, que reduza o andamento para "esperar" por Amon-McLaren e Bucknum- Hutcherson , e assim terminarem em formação. E terminaram. Com o carro 1 à frente, seguido do 2 e do 5. Veio então a "bronca": a distância que separava o carro 1 do 2, à chegada, era inferior em vinte metros ao que os separava na linha de partida. Logo, logicamente, e por força de um regulamento próprio de Le Mans, ao fim de 24 horas de prova a equipa de Amon/McLaren tinha percorrido mais 20 metros que Hulme/Miles. E como a classificação era pela distância percorrida...

Miles e Hulme não gostaram. Tinham reduzido o andamento por indicação superior das boxes e automáticamente acusaram os dirigentes da Ford de os terem posto nos segundo lugar, pois que, pessoalmente, desconheciam essa "rábula" do regulamento. A Ford foi acusada de ter atraiçoado o seu piloto mais sacrificado, não ter reconhecido os seus desejos de vitória tripla de "endurance" (*) e ter procurado ganhos publicitários com os nomes de Chris Amon e Bruce McLaren, dois nomes muitos conhecidos mundialmente, da Fórmula 1, em prejuíso da melhor equipa. Muito se escreveu sobre o assunto e, ainda hoje, de concreto nada se sabe. Os responsáveis da Ford afirmaram não saberem de tal subtileza do regulamento e assim atiram a responsabilidade da decisão para cima da Organização.

(*) - Daytona, Seabring e Le Mans.

A Ford participa com uma nova versão do GT40, o Mk IV, construído em Michigan pela KAR KRAFT, dos 4 carros participantes na prova chegam um em 1ª e outro em 4ª tendo como vencedores os Americanos Dan Gurney e A. J. Foyt que este ano já havia conseguido a sua terceira vitória nas 500 milhas de Indianápolis, tendo sido o único piloto a vencer as duas provas míticas no mesmo ano.

Primeira vitória totalmente Americana: Carro Americano, motor Americano, pilotos Americanos e pneus Americanos.

Segunda participação da Chaparral, desta vez foram usados 2 modelos 2F, os pilotos eram Phil Hill/ Mike Spence (da BRM de F1), e Bruce Jennings/ Bob Johnson, nenhum dos carros terminou a prova.

O vencedor é o primeiro concorrente a alcançar a marca histórica de 5.000 km, mais exactamente 5.232.900.

Estreia dos Porsche 907 e 910, que terminaram em 5º e 6º lugares respectivamente.

Primeira participação de pneus slick na prova com os Alpine-Renault A210.

É utilizada pela primeira vez champanhe na cerimónia do pódium e imortalizado um gesto que ainda hoje perdura na competição automóvel, quando A. J. Foyt entusiasmado com a vitória agitou de tal maneira a garrafa de champanhe que o entornou todo...

A Porsche lança o modelo 908, último degrau antes do 917.

Vitória de Pedro Rodriguez e Lucien Bianchi num Ford GT 40

Primeira vitória de um carro equipado com pneus Firestone.

Corrida corajosa de Henri Pescarolo no Matra 630, que corre durante a noite sob chuva e sem limpa-pára-brisas.

Quinta alteração ao traçado passando agora para 13.461 km.

São ensaiados os números fluorescentes nos carros.

Lucien Bianchi, vencedor da prova do ano passado sofre um acidente fatal em Março quando treinava para a corrida, Bianchi perdeu o controlo do Alfa Romeo T33 SE na recta de Mulsanne, bateu num poste, incendiando-se e Lucien teve morte imediata.

A prova teve início pelas 14 horas devido às eleições.

Última participação do Ford GT 40, que dos 5 participantes 3 chegam ao final em 1º, 3º e 6º, na chegada mais renhida com carros de marcas diferentes, por apenas 120 metros, tendo trocado de posição 8 vezes na última volta.

Ickx teve por companheiro Jackie Oliver e o Porsche de Herrmann foi pilotado também pelo estreante Larrousse.

Pela primeira vez o mesmo carro vence a prova duas vezes consecutivas.

Estreia do Porsche 917, o carro chega a Le Mans depois da sua estreia nos 1000 Km de Spa-Francorchamps, ainda com problemas de juventude, o carro seria considerado como um dos melhores carros de competição jamais construídos, dos 3 carros que a marca inscreveu para a prova 2 abandonam por problemas mecânicos e o terceiro sofre um violento acidente ainda no início da prova, no qual faleceu o piloto Inglês John Woolfe, sobre este acidente descobriu-se que, na pressa de ligar o carro e arrancar, John não colocou o cinto de segurança, isto pode ter sido a causa da sua morte. Era comun os carros rodarem nas primeiras voltas sem terem o cinto colocado pois o piloto entrava no carro e dava a partida, o que explica o hábito da não colocação dele.

Quanto ao Porsche 917 tinha um motor de 12 cilindros opostos construído todo ele em magnésio, titânio e alumínio, construído tendo por base a união de 2 motores do 911 de 6 cilindros refrigerado a ar. A carroçaria era de fibra de vidro e resina de poliéster, os cilindros eram cromados, bielas de titânio forjado e discos nas 4 rodas, a altura era de 92 cm, menos 8 que o Ford GT 40, que já era extremamente baixo e ficava distante do solo apenas 10 cm.

Jacky Ickx, em protesto com o tipo de largada, atravessa a pista a passo, instala-se ao volante e liga o motor quando o 907 de Stommelen já abordava Tertre Rouge. Por ironia Jacky Ickx ganha a prova com um final de prova nunca antes visto ao impor-se ao Porsche 908 de Larrousse/ Herrmann por... 120 mts.

Os Porsche 917 e 908 estão equipados com ailerons móveis ligados à suspensão.

1970 a 1979

A largada deste ano foi efectuada com os carros "em espinha" mas desta vez o piloto encontrava-se dentro do carro e com o motor desligado, em consequência do acidente ocorrido no ano passado com John Woolfe.

O piloto e actor Steve McQueen que filmava a corrida para fazer o filme "Le Mans" e Jackie Stewart, campeão do mundo de Fórmula 1 em 1969, que corriam com um Porsche 917, não conseguem largar devido a desentendimentos com a direcção de prova.

Um recorde negativo: O menor número percentual de carros que completaram a prova, 7 entre os 51 que largaram (13%), entre os 7, 5 são Porsche e os restantes 2 são Ferrari, nada mal para a fábrica alemã, que tinha 23 carros na largada (7 eram 917), contra 11 Ferraris 512.

O duelo aguardado era tanto, que esta prova foi anunciada como "A Batalha de Titâs".

Primeira participação em Le Mans de um carro com motor rotativo, O Chevron B16 com motor Mazda de 2 rotores, que não consegue terminar a prova.

Primeira participação do Inglês Derek Bell, que vencerá a prova por 5 vezes. Nesta estreia o piloto conduziu um Ferrari 512 S com Ronnie Peterson e não conseguiu terminar a prova.

É autorizada a participação de um 3º piloto em cada carro. A novidade demora a ser adoptada pelas equiipas e só em 1971 aparece um carro com 3 pilotos, e o vencedor com 3 pilotos só aparece em 1977, mas só se torna permanente a partir de 1985.

Primeira vitória absoluta da Porsche com o modelo 917, e a primeira também de um motor de 12 cilindros opostos (boxer).

Em treinos não oficiais, Jackie Oliver foi cronometrado a 395 km/h.

Segunda vitória da Porsche com o modelo 917, desta vez pilotado por Helmut Marko e Gijs van Lennep.

O carro vencedor bate vários records em Le Mans, tais como:

- Média horária de 222.304 km/h

- Distância percorrida de 5.335.313 Km.

Outro Porsche 917, o de Pedro Rodriguez e Jackie Oliver encarrega-se de fazer a pole à média de 250.069 Km/h e a volta mais rápida em corrida à média de 244.387 Km/h.

O Record da Pole só será derrubado por outro Porsche um 962 que em 1985 conseguirá 251.815 Km/h a maior média de toda a história de Le-Mans.

Alguns dos 917 apareceram com a cilindrada aumentada para 4.9L igualando-se aos Ferrari 512M, modelo que sucedeu aod 512 S.

É adoptada a largada lançada, antecedidos por um Pace Car.

Recorde de presença de carros Porsche na grelha de partida, dos 49 inscritos, 33 são Porsche, isto é 67% seguida da Ferrari com 10 carros.

Primeira vitória da Matra-Simca com Henri Pescarolo e Graham Hill que tinha sido campeão mundial de Fórmula 1 em 1962 e 1968.

A colisão com o Ferrari 365 GT/4 tira a vida ao excelente piloto Joakim Bonnier que pilotava um Lola T-280, Bonnier tinha-se estreado em Le-Mans em 1957 num Maserati 300 S com o Italiano Giorgio Scarlatti.

Pela primeira vez é permitoda a participação de carros de Turismo.

Primeira participação do piloto françês Jean Rondeau que corre com Brian Robinson num Chevron-Cosworth que não consegue terminar a prova. Rondeau além de correr irá começar a fabricar o seu próprio carro que levará o seu nome e que vencerá em 1980.

Primeira participação também do alemão Hans Stuck, filho de outro piloto alemão famoso, Hans Stuck, que correu na Fórmula 1 no início dos anos 50.

Stuck participou num Ford Capri 2600 RS. com Jochen Mass não tendo terminado a prova.

Sexta alteração ao traçado passando agora para 13.640 km.

Duelo entre a Ferrari e a Matra durante 23 horas, do qual saiu vencedora a Matra-Simca com Pescarolo/ Larrousse.

Pela primeira vez o ACO organiza uma prova de 4 Horas disputada em duas mangas para preparação para as 24 horas.

O motor Turbo aparece em Le Mans através de dois Porsche Carerra RSR abandona e o outro consegue um brilhante 2ª lugar com Gijs van Lennep e Herbert Muller.

A estreia dos Turbos foi mais rápida em Le-Mans que na Fórmula 1, nesta disciplina acontecerá só no GP da Inglaterra em 1977 pela Renault.

Excelente desempenho feminino, 6 participam e 6 terminam.

Terceira e última vitória da Matra-Simca com Pescarolo/Larrousse que vencem pela segunda vez, com o modelo 670-B

O regulamento cria uma restricção ao consumo de combustível, medida criticada por muitos.

Primeira participação da Toyota através de um Sigma MC 75 que abandona com problemas na bomba de óleo.

Vitória e terceiro lugares para os Mirage Ford da equipa Gulf de John Wyer. Os vencedores são Jacky Ickx e Derek Bell

Primeira vitória de um motor turbo em Le Mans pelo Porsche 936, pilotado por Jacky Ickx e Gijs van Lennep.

Primeira participação do Renault Alpine A442. O carro consegue a Pole Position, faz a volta mais rápida da prova, mas não consegue terminar a prova.

Primeira vitória de um motor de 6 cilindros opostos.

Participam pela primeira vez veículos das categorias americanas de NASCAR e IMSA.

Primeira participação de Didier Pironi. que vencerá em 1978 com um Renault Alpine.

Pela primeira vez o carro vencedor é pilotado por 3 pilotos em vez dos 2 pilotos como era habitual até aqui.

Primeira participação da Sauber através do C5 BMW que teve problemas mecânicos e não terminou a prova.

O piloto americano Al Holbert participa pela primeira vez ao volante de um Inaltera e que termina na 13ª posição com Jean-Pierre Beltoise

Primeira participação de outro piloto americano Hurley Haywood que vence a prova com um Porsche 936, dividido com Jacky Ickx e Jürgen Barth.

Desde há muito tempo que não existe tanta diversidade de marcas entre os 10 primeiros (Porsche, Mirage, Inaltera, De Cadenet, Chevron e BMW).

Continuação do duelo entre Porsche e Renault começado no ano passado, na sua terceira participação consecutiva o Renault Alpine A442 B vence com Pironi e Jaussaud. e um outro termina em quarto, ao mesmo tempo que a direcção da marca francesa anuncia a retirada de Le Mans e a entrada na Fórmula 1.

Primeira vitória de um carro equipado com um motor V6.

Tal como em 1969, a prova teve início pelas 14 horas devido às eleições.

O actor Paul Newman, um apaixonado pelo automobilismo com 54 anos de idade termina num excelente 2ª lugar. pilotando um Porsche 935 da categoria IMSA, a qual vence com a companhia de Rolf Stommelen e de Dick Barbour.

Quem vence é um Porsche 935 de Grupo 5, uma categoria inferior e que derrota os protótipos oficiais e semi-oficiais com Klaus Ludwig (um estreante em Le Mans) com Don e Bill Whittington.

Sétima alteração ao traçado passando agora para 13.625 km.

1980 a 1989

Primeira vez e única de um piloto-construtor, o autor deste feito foi Jean Rondeau, que com Jean-Pierre Jaussaud pilotou um Rondeau M379 B

Morre em acidente o piloto francês Jean-Louis Lafosse, o motor do Rondeau que pilotava explode na grande recta e após ter perdido ocontrole do carro bate violentamente. Lafosse que se estreara em Le Mans em 1971 conduzindo um Porsche 910 com Christian Poirot, tinha obtido 2 segundos lugares, em 1975 com Guy Chasseuil ao volante de um Ligier Ford e em 1976 com François Migault num Mirage Ford

Por causa deste acidente, surge pela primeira vez o PACE-CAR.

Morre aos 84 anos Philippe Etancelin, vencedor em 1934.

Segunda vitória da dupla Ickx/ Bell que já tinha vencido em 1975, desta vez com um Porsche 936, com Ickx a obter a Pole-Position.

A Porsche vence em todas as 5 categorias, Grupo C, IGTX, Grupo 5, Grupo 4 e IGT na classificação geral obtém as 3 primeiras posições com o estreante 956 que para além da vitória obtém também a pole position, mais uma vez a vitória coube a Ickx/ Bell pela terceira vez.

Pela primeira vez é utilizado o Warm-Up à semelhança da Fórmula 1. Esta sessão de treinos não cronometrados estava destinada a verificar a regulação dos carros para a partida e ajudava a quebrar os tempos mortos para os espectadores.

A Lancia principal adversária da Porsche no campeonato de marcas, inscreve 3 carros LC2, com motor Ferrari, entretanto os carros não resistem e desistem.

A Porsche vence colocando 8 carros nos 8 primeiros lugares (entre os 10 primeiros 9 eram Porsche 956). É a maior vitória que Le Mans já assistiu com Holbert/ Haywood/ Schuppan.


As 4 horas de treinos de Quarta e Quinta-feira foram feitas 2 sessões de 2 horas com uma hora de intervalo.

Morre de causas naturais Eugene Chaboud, vencedor em 1938.

A Porsche vence, obtendo as 7 primeiras posições, fará o mesmo em 1986. Só a vitória de 1983 foi maior que esta (8 Porsche nas 8 primeiras posições).

Vitoria para Pescarolo/ Ludwig, que pilotaram um Porsche 956.

A volta mais rápida em prova e a Pole Position foram para o Lancia LC2 Wollek e Nannini respectivamente.

A Jaguar retorna a Le Mans, com 2 XJR 5, ambos os carros abandonam devido a acidente e caixa de velocidades respectivamente.

A prova deste ano ficou marcada pelo acidente entre os 2 Nimrod Aston Martin, entre Olson e Sheldon, do qual resultaram queimaduras nas mãos e tórax deste último, bem como a morte de um comissário de pista, o que fez com que a corrida estivesse interrompida durante 1 hora.

Morte de Peter Walker vencedor em 1951 com um Jaguar. Walker tinha abandonado as pistas em 1957, tinha 71 anos de idade.

Primeira participação de um Porsche 962, que acaba por abandonar com problemas de ignição.

Primeira vitória da Equipa Joest, desta vez com Reinhold Jöst como chefe de equipa.

A Pole position conseguida pelo Alemão Hans Stuck num Porsche 962 é o recorde absoluto da volta em Le Mans até hoje: 251.815 Km/h de média, é uma excelente marca, tendo-se em conta que a Pole Position para o Grande Prémio de Inglaterra de Keke Rosberg num Williams-Honda foi de 258.983 km/h.

Morre em Roma o americano Masten Gregory que em 1965 conquistou a última vitória para a Ferrari, estava afastado das pistas desde 1972, faleceu devido a um ataque cardíaco na sua residência.

Morre também em Glasgow na Escócia, de cancro Ninian Sanderson, que em 1956 com Ron Flockhart venceu ao volante de um Jaguar D.

O Porsche 956 vencedor da Equipa Joest Racing, possui o mesmo chassi e o mesmo número (7) usado no ano anterior e igualmente vencedor, desta vez os pilotos foram Paolo Barilla/ Klaus Ludwig e «John Winter».

15ª e última participação de Jacky Ickx em Le Mans que ao volante de Porsche 962 com Jochen Mass terminou em 10º.

Faleceu o francês Jean Rondeau num acidente de viação. Rondeau vencera em 1980 ao volante de um carro de sua construção.

Tem inicio o período de maior ausência de Ferraris na prova, desde 1985 até 1993, isto é, durante 9 anos, por outro lado, é neste periodo que acontece o maior domínio da Porsche, sómente de 1981 a 1987 serão sete vitórias consecutivas.

Com 9 horas de corrida, um acidente na recta das Hunaudiéres mata o piloto austriaco Jo Gartner que pilotava um Porsche 962 provocando a interrupção da prova por duas horas, natural de Viena, estreara-se em Le Mans em 1985 ao volante de um Porsche 962, e obteve um excelente 4º lugar com os veteranos David Hobbs e Guy Edwards, Gartner faleceu com 32 anos.

A Porsche vence, obtendo as 7 primeiras posições. É uma vitória inesquecivel, igual à de 1984, só a vitória de 1983 seria maior que esta.

É a primeira vitória do modelo 962, modelo este capaz de atingir os 370/390 Km/h, desta os intervenientes foram Hans Stuck, Derek Bell e Al Holbert.

A Porsche inova ao participar com o modelo 961 uma versão de pista do modelo 959 (o carro que vencera o Paris-Dakar neste ano), e tal como este com tracção às 4 rodas, termina em 7º lugar da geral e 4º da categoria, pilotado por Claude Ballot-Léna e René Metge, um especialista em ralies e que vencera o Paris-Dakar ao volante do 959

Oitava alteração ao traçado somente nesta edição de 13.528 km.

Vitória do Porsche 962 com a mesma equipa vencedora de 1986, ou seja Stuck/ Bell/ Holbert.

A pedido da entidade federativa, é construída uma chicane na rápida curva Dunlop.

Sómente terminam a prova 12 concorrentes, números mais baixos só em 1930 e 1932 (9 classificados), 1927 (7 classificados) e 1931 (6 classificados). Em 1991 repetir-se-á a chegada de somente 12 concorrentes.

Morre em acidente numa corrida de motonautica (Offshore) o francês Didier Pironi , que venceu a prova de 1978 pilotando um Renault Alpine com Jaussaud.

Morre também com 78 anos, o alemão Hermann Lang, que com um Mercedes venceu em 1952, Lang estava afastado das pistas desde 1954.

Nona alteração ao traçado passando agora a ter 13.535 km.

Grande duelo entre Jaguar e Porsche. A batalha só se define às 7 horas da manhã o Jaguar de Lammers, Wallace e Dumfries assume a liderança para não a perder mais.

A Jaguar vence 31 anos após a sua última vitória em 1957, e 4 após o seu retorno oficial, em 1984

A corrida foi tão bem disputada, e a Jaguar tão brilhante ao quebrar a hegemonia da Porsche que já durava à 7 anos, que em 2000, um juri de jornalistas a elegeu como "A corrida do século 20 em Le Mans", registe-se que a Jaguar participou com 4 carros XJR-9 e a Porsche com nada mais nada menos que 11 carros 962 e 962 C.

Morre em Columbus, Ohio, em acidente aéreo, Al Holbert, que venceu por 3 vezes, em 1983, 1986 e 1987.

A Sauber Mercedes obtém o 1º, 2º e o 5º lugares com o C9, também conquistando a Pole Position. Os vencedores são Jochen Mass, Manoel Reuter e Stanley Dickens.

1990 a 1999

Mais uma vitória para a Jaguar, desta vez com o modelo XJR 12, uma evolução do XJR 9, vencedor em 1988, aqui conduzido por John Nielsen, Price Cobb e Martin Brundle.

São construídas 2 chicanes na recta das Hunaudiéres, em consequência a média e o tempo de volta pioram sensivelmente, com esta alteração é a décima alteração ao traçado que passa a medir 13.600 km.

Uma das corridas mais disputadas de sempre, 30 carros lideraram a prova, principalmente Porsche 962 C.

Tentando a vitória a Nissan inscreve 7 carros, dos modelos R 90 e R 89, que fazem a Pole Position e a volta mais rápida mas na classificação só obtém o 5º lugar

Pela primeira vez a vitória pertence aos Japoneses com a Mazda após 13 participações com o modelo 787 B de motor rotativo Wankel com 4 rotores, a sua cilindrada real é de 2622 cc, mas segundo a fórmula de conversão adoptada pela FIA para motores rotativos equivaleria a 4708 cc. os responáveis por esta vitória foram Volker Weidler, Johnny Herbert e Bertrand Gachot.

Única aparição do alemão Michael Schumacher, que ao volante de um Sauber C11-Mercedes faz a volta mais rápida da corrida e termina em 5º lugar.

A Sauber-Mercedes lidera a prova durante 20 horas, mas o melhor que consegue é o 5º lugar.

Morre Fritz Riess, que venceu em 1952 na única vitória da Mercedes Benz.

O regulamento impunha que as primeiras linhas da grelha de partida seria ocupada por motores atmosféricos. Por isso o tempo de 3:31.270 obtido por Schlesser e que lhe daria a "Pole position real" acabou por relegar o Sauber Nº 1 para o 11º lugar da grelha. Teóricamente seria o Jaguar de Wallace/Warwick a ocupar esse lugar, pois fizera 3:31.912, mas, Tom Walkinshaw, com o seu "Fair Play" tipicamente britanico decidiu retirar esse carro da prova, considerando anti-desportivo o regulamento da FISA. Dizia o patrão da Jaguar que a "Pole Position" deve ser obtida na pista e não na secretaria.

Forte duelo entre a Peugeot com o 905B e a Toyota com o TS010 e 92C, vitória final para a Peugeot e segundo lugar para a Toyota.

A vitória da Peugeot é também a 1ª vitória de um motor V10, a monocoque é em fibra de carbono e a carroceria optimizada pela "Dassault Aeronautique", firma que constroi os famosos aviões "Mirage", ao volante estiveram Derek Warwick, Yannick Dalmas e Mark Blundell.

Participação de somente 28 carros, é a mais baixa desde 1934.

A Peugeot repete a vitória do ano passado e consegue a Pole e os 3 primeiros lugares, a vitória coube a Geoff Brabham, Christophe Bouchut e Eric Hélary.

Recorde positivo, 31 carros terminam a prova que constitui um novo recorde.

Faltando uma hora e meia para a chegada, o Toyota 94-CV de Martini, Krosnoff e Irvine, que liderava folgadamente, tem problemas com a caixa de velocidades, pára nas boxes por aproximadamente 11 minutos, mas isto é o suficiente para ser ultrapassado pelo Dauer Porsche de Haywood, Baldi e Dalmas, que pensavam ter perdido a corrida, deixando para o carro japonês um segundo lugar, ainda que brilhante.

primeira participação dos Honda com o modelo NSX da classe GT, que terminam em 14º, 16º e 18º.

Primeira participação dos Dodge Viper que conseguem a 12ª posição da geral, o segundo carro também termina a prova mas não se classifica devido a não ter completado o numero necessário de voltas.

Morre o irlandês Duncan Hamilton, vencedor em 1953 com um Jaguar, tinha abandonado as pistas desde 1959, tinha 74 anos de idade.

Morre também Luigi Chinetti que vencera em 1932 e 1934.

Vitória na primeira participação do McLaren F1 pilotado por J. J. Lehto, Masanori Sekiya e Yannick Dalmas colocando 4 carros nos 5 primeiros lugares só o Courage Porsche se colocou no 2º lugar.

Depois de 21 anos reaparece um protótipo Ferrari, o 333 SP que não consegue terminar a prova. Ao mesmo tempo participam alguns modelos F40, obtendo um deles o 12º lugar

É utilizado perla primeira vez pela equipa Nissan o uso go GPS (Global Positioning System).

A partida de Futebiol Escócia/Inglaterra pelo Euro 96 obriga a antecipação da largada, do tradicional horário das 16 horas para as 15 horas, sob pena da televisão não poder transmitir a prova.

O austríaco Alexander Wurz, um dos pilotos do TWR-Porsche que venceu a prova é o mais jovem vencedor de Le Mans com 22 anos de idade acompanhado por Manoel Reuter e Davy Jones

estreia do Porsche 911 GT1, que participa com 2 carros que terminam em 2º e 3º

A surpresa veio de van de Poele que ao volante de um Ferrari 333 SP faz a melhor volta da prova, facto que não acontecia desde 1963 com John Surtees

O TWR-Porsche da equipa Joest, possui o mesmo chassis e o mesmo número 7 usados pelo vencedor do ano passado, tal como em 1984 e 1985, além disso conseguiu vencer depois de fazer a Pole Position com Alboreto e a volta mais rápida em corrida com Kristensen (aqui em estreia) tendo como ajuda Johansson, sendo este um caso único em Le Mans.

Estreia do carro americano Panoz que os 3 que iniciaram a prova abandonam, e do modelo GT1 da Nissan estes que na sua estreia conseguem o 12º lugar.

O circuito sofre a décima primeira alteração para os 13.605 km.

O Porsche 911 GT1 vence e obtém também o 2ª lugar cabendo a vitória a Allan McNish, Laurent Aiello e Stéphane Ortelli

Morre aos 73 anos, Olivier Gendebien, que vencera em 1958, 1960 1961e 1962, tinha ternminado a carreira de piloto em 1962 devido a um aneurisma.

Junto com Jacky Ickx, Henri Pescarolo e Woolf Barnato, formava o quarteto dos pilotos que conseguiram vencer 3 vezes consecutivas, uma dos maiores feitos em Le Mans.

Depois de 43 anos regressam os protótipos da Mercedes-Benz, o modelo é o CLK GTR com monocoque em fibra de carbono, motor phpirado baseado no bloco utilizado pelos S-500 e SL-500 com travões em carbono, o qual faz a Pole atraéz de Bernd Schneider.

Na categoria dos protótipos a vitória foi para o Ferrari 333 SP que consegue a 8ª posição.

Primeira vitória completa da BMW atravéz do V12 LMR, pilotado por Joachim Winkelhock Pierluigi Martini e Yannick Dalmas.

Os Mercedes em nova versão, o CLR, tem problemas de estabilidade/aerodinâmica em altas velocidades, No Warm-Up e na prova com Peter Dumbreck. A direcção da equipa resolve retirar-se antes que haja um acidente mais grave, repetindo a opção já tomada em 1955 após o acidente que vitimou Pierre Levegh e mais 83 espectadores.

2000 a 2010

A Audi inscreve 3 carros e os mesmos obtém as 3 primeiras posições da grelha, fazem a melhor volta da prova e ternminam nos 3 primeiros lugares, a vitória coube a Frank Biela, Emanuele Pirro e Tom Kristensen.

Após 50 anos retorna a Le Mans a Cadillac com 4 carros denominados Cadillac Northstar LMP.

Um juri de jornalistas especializados elege Jacky Ickx como "O piloto do século XX em Le Mans, o Porsche 917K como o carro do século XX de Le Mans e a corrida de 1988 como a corrida do século XX de Le Mans".

O ano começou com a morte de 4 destacadas figuras de Le Mans, em Janeiro morreu «John Winter», vencedor em 1985, que por razões desconhecidas pôs fim à vida em Atlanta, a sua primeira participação foi em 1978 ao volante de um Porsche 935

Em Fevereiro o automobilismo francês perdeu Jean-Louis Ricci vitimado por cancro. Ricci estreou-se em 1987 ao volante de um Royale-Ford.

Em 16 e Março, o automobilismo mundial perdeu Bob Wollek que se estreou em Le Mans em 1968 ao volante de um Alpine A210, fora conhecido como o Eterno Segundo pois foi o piloto que mais segundos lugares conquistou, 1978, 1995, 1996 e 1998, Wollek fora atropelado quando circulava de bicicleta nos arredores do autódromo de Sebring, onde iria correr as 12 horas 3 dias depois, esta seria a sua 3ª corrida do ano.

Em Abril mais uma perca a nível mundial, desta vez foi Michele Alboreto quando treinava para as 24 horas de Le Mans em Lausitzring na Alemanha ao volante de um Audi R8, tinha-se estreado em 1981 com um Lancia Beta Montecarlo que termina em 8º da geral.

Nova vitória da Audi com a mesma equipa do ano anterior, ou seja, Frank Biela, Emanuele Pirro e Tom Kristensen.

Terceira vitória consecutiva para a Audi com a mesma tripla de pilotos, Frank Biela, Emanuele Pirro e Tom Kristensen. que com 3 carros inscritos a nível oficial ocupou os 3 primeiros lugares, com o carro vencedor a fazer o "hattrick", ou seja vitória, Pole e volta mais rápida em corrida, este será mais um facto único em Le Mans.

Nova correcção ao traçado após a ponte Dunlop e a entrada no circuito Bugatti alteraram o comprimento do circuito para 13.650 km, apesar deste aumento de perímetro o Audi vencedor rodou em tempo inferior e melhorou todas as marcas obtidas pela própria Audi que ganhara em 2000 e 2001.

Excelente actuação do MG nº26, que com os seus 4 cilindros e um só Turbo e apenas 500cv, foi 4º classificado durante 6 horas esteve nos 4 primeiros classificados na frente dos poderosos Bentley, com o mesmo motor que os Audi.

Dominio dos dois Bentley desde o inicio da prova, o carro vencedor liderou 370 das 377 voltas.

terceiro e quarto lugares para a Audi desde o inicio da prova, tendo o Audi nº 10 foi o único carro entre os Bentley e os Audi a abandonar devido a falta de gasolina.

Supremacia do Ferrari 550 Maranello na categoria GTS e dos Porsche 911 GT3 RS nos GT

Quarta vitória consecutiva para Tom Kristensen e quinta no total, o qual igualou em vitórias Derek Bell

Para a Bentley foi a sexta vitória na prova, a primeira foi em 1924, seguindo-se 1927, 1928, 1929 e 1930

Durante obras de benificiação foi encontrada a 11 de Janeiro uma bomba da segunda grande guerra intacta.



Vitória histórica para a Audi, pela primeira vez um veículo com motor Diesel vence a prova na sua prova de estreia.

Décima terceira actualização do traçado da pista, passando agora para 13.629 Km.

Nova vitória para a Audi, com motor Diesel, desta vez com a forte oposição da Peugeot, também com carros Diesel.

Prova marcada pela forte instabilidade climatérica, onde o safety-car foi uma das presenças assíduas por causa da forte chuva que se fez sentir, em particular na última hora.

É utilizado pela primeira vez na prova um sistema de indicadores luminosos coloridos na parte lateral do carro que indicava a posição até ao terceiro lugar, consoante a categoria. tais como: - LMP1 - Vermelho, LMP2 - Azul, LMGT1 - Verde e LMGT2 - Amarelo.

Para comemorar os 100 anos do primeiro voo na europa, mais precisamente na zona das Hunaudières, foi dada a partida, pela primeira vez na história do autobilismo mundial, por 3 astronautas em sintonia com a estação orbital ISS, sendo eles o françês Jean Loup Chretien, o americano Mark Brown e o russo Vladimir Titov, quando esta se encontrava precisamente sobre o circuito a cerca de 400 km de altitude.

Regresso de parte da equipa do Junior Team da Mercedes que dominou os Sport-Protótipos em 1991 com Karl Wendlinger e Heinz-Harald Frentzen, agora a correrem juntos no Aston Martin 007, faltando somente um tal de Michael Schumacher.

Os motores a Diesel parece que vieram para ficar... pois a Audi voltou a vencer com o R10 Diesel e desta vez alimentado a BioDiesel.

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