1978 - Mario Andretti

08/09/2010

A Temporada de Fórmula 1 de 1978 foi a 29ª realizada pela FIA. Teve como campeão o norte-americano Mario Andretti, da equipe Lotus.


Sem Niki Lauda (foi para a Brabham) e Clay Regazzoni (foi para a Shadow), a Ferrari passou por um processo de reestruturação na temporada 1978 de Fórmula 1 e não conseguiu fazer frente ao potencial do novo carro da Lotus.


A escuderia liderou com folga o mundial de construtores e também o campeonato de pilotos, fazendo o primeiro e segundo lugar. Sendo o primeiro (e único) título do norte-americano Mario Andretti na categoria.

Contudo, a equipe precisou lidar com a perda do piloto Ronnie Peterson, o “Super Sueco” como ele era chamado. Peterson morreu durante a antepenúltima prova do campeonato, o GP da Itália, após acidente na primeira volta da corrida.

Ainda assim ele foi vice-campeão mundial naquele ano


O campeonato iniciou com uma vitória de Mário Andretti (Lotus) no GP da Argentina. Niki Lauda (austríaco), campeão do mundo em 1977 que trocou a Ferrari pela Brabham, ficou em segundo lugar e Patrick Depailler (francês) ficou em terceiro com o Tyrrell. No GP do Brasil, Carlos Reutemann (argentino) dá à Ferrari a primeira vitória da temporada. Emerson Fittipaldi (brasileiro) consegue um fantástico segundo lugar com o Copersucar. Foi o primeiro e único pódio da equipa brasileira na Formula 1. Lauda (Brabham) foi terceiro classificado. No GP da Africa do Sul, Ronnie Peterson (Lotus) vence, Depailler (Tyrrell) é segundo e John Watson (Brabham) é terceiro. No GP dos EUA, Reutemann (Ferrai) vence, Andretti (Lotus) é segundo e Depailler (Tyrrell) é terceiro classificado. Estavam decorridas quatro provas e o campeonato era liderado por Andretti e Reutemann com 18 pontos seguidos de Peterson e Depailler com 14 pontos. A Lotus era líder no campeonato de construtores com 27 pontos e a Ferrari estava em segundo lugar com 18 pontos. O campeonato ia agora entrar nas provas europeias.
 
No quinto GP do ano, no Mónaco, Patrick Depailler e o seu Tyrrell surpreenderam a concorrência ao vencer a prova monegasca. Numa altura em que a tendência futura da Formula 1 seriam os carros asa de efeito solo, a Tyrrell com um carro convencional conseguiu obter aquela que seria a sua única vitória nesse ano. Patrick Depailler vencia assim o seu primeiro GP na Formula 1. Niki Lauda (austríaco) ficou em segundo lugar com o Brabham e o sul-africano Jody Scheckter (Wolf) conseguia os primeiros pontos da época com o terceiro lugar.

No GP da Bélgica, Mário Andretti (ítalo-americano) estreava o Lotus 79 da melhor maneira possível, com a pole-position e a vitória, tendo liderado todas as voltas da corrida. Ronnie Peterson ficou em segundo lugar com o Lotus 78, conseguindo a melhor volta da corrida. O argentino da Ferrari, Carlos Reutemann, ficava em terceiro. No GP da Suécia repetiram-se os dois primeiros classificados, Andretti e Peterson, primeiro e segundo, respectivamente. Andretti conseguiu a vitória, a pole-position, a melhor volta e liderou 70 das 75 voltas da corrida. Desta vez os dois pilotos da Lotus já utilizaram o novo carro em simultâneo. O Lotus 79 dava fortes sinais de poder dominar facilmente a concorrência, tal era o desenvolvimento do efeito solo neste monolugar da Lotus.


Com sete GP já decorridos, o campeonato de pilotos era liderado por Mário Andretti com 36 pontos, Ronnie Peterson era segundo com 26 pontos e o terceiro era Patrick Depailler com 23 pontos. Nos construtores, a Lotus dominava com 45 pontos enquanto que a segunda classificada, a Tyrrell, tinha apenas 25 pontos.
No GP da Suécia, Niki Lauda vence com o polémico Brabham BT46B. A superioridade foi tal, inclusive os imbatíveis Lotus 79 que vinham a dominar foram incapazes de fazer frente ao BT46B, que Lauda afirmou ter sido a vitória mais fácil da sua carreira. O carro entretanto foi proibido de correr e para a história ficou a vitória na única prova que fez.
No GP da França, voltou a normalidade, com a vitória de Mário Andretti (ítalo-americano) e o segundo lugar de Ronnie Peterson (sueco), ambos em Lotus. No GP da Grã-Bretanha os Lotus não pontuaram e a vitória sorriu a Carlos Reutemann (argentino) em Ferrari, Lauda (Brabham) foi o segundo. Nos três GP seguintes (Alemanha, Áustria e Holanda) a Lotus consegue três vitórias, Andretti vence na Alemanha e na Holanda, Peterson vence na Áustria. O GP da Itália fica tragicamente ligado à morte do piloto sueco Ronnie Peterson. Na partida, envolvem-se vários carros num acidente. Ronnie Peterson, que tinha partido com o Lotus 78 porque o 79 não estava preparado, sofre ferimentos nas pernas. No dia seguinte falece no hospital devido a uma embolia causada pelos ferimentos das pernas. Diz-se que se tem utilizado o Lotus 79 talvez não tivesse sofrido os ferimentos nas pernas que lhe causaram a morte porque o Lotus 79 era mais resistente na área frontal do que o 78. Andretti fica em sexto, devido à penalização de ter “queimado” a partida e sagra-se Campeão do Mundo. A Brabham consegue a dobradinha com Niki Lauda em primeiro e John Watson em segundo lugar. Nas duas últimas provas do campeonato, EUA e Canadá, as vitórias foram para a Ferrari, Carlos Reutemann e Gilles Villeneuve (canadense), respectivamente. Villeneuve vencia pela primeira vez na Formula 1 e logo na sua terra natal.


No campeonato de pilotos, Mário Andretti fica em primeiro com 64 pontos e seis vitórias. No campeonato de Construtores, a Lotus termina em primeiro com 86 pontos e oito vitórias. Foram os últimos títulos conquistados pela equipa Lotus.

Sistema de pontuação:
  • 1º lugar – 9 pontos
  • 2º lugar – 6 pontos
  • 3º lugar – 4 pontos
  • 4º lugar – 3 pontos
  • 5º lugar – 2 pontos
  • 6º lugar – 1 ponto
Eram contados os pontos dos sete melhores resultados nas oito primeiras provas + os sete melhores resultados nas oito últimas provas.

Ainda tivemos uma corrida extra campeonato que foi a International Trophy Silverstone realizada em 19 de Março vencida por Keke Rosberg pilotando uma Theodore-Cosworth.

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