Taki Inoue Feliz Aniversário

05/09/2010

Takachiho "Taki" Inoue Kobe, 5 de setembro de 1963) foi um piloto japonês de automobilismo. Na Fórmula 1, defendeu entre 1994 e 1995 as equipes Simtek e Footwork.


 Aos 22 anos, começou a carreira em categorias de turismo no Japão, passando depois para os monopostos. Mesmo nas categorias japonesas, Inoue nunca conseguiu destaque. Em 1987, ele freqüentou a escola de pilotagem Jim Russell, na Inglaterra, onde desconhecia a língua local e os circuitos da "terra da Rainha". Além de algumas técnicas, ele aprendeu com seu patrão na Fórmula 1600: "Dinheiro é corrida. Sem dinheiro, sem corrida."
 
Sem dinheiro, ele voltou para o Japão, correndo na Fórmula 3000 local (hoje, Fórmula Nippon). Foram cinco anos sem conquistar um pódio. Em 1994, Inoue voltou para a Europa com os bolsos cheios, para disputar o Campeonato Europeu de Fórmula 3000 pela Super Nova. Enquanto seu companheiro de equipe, o italiano Vincenzo Sospiri, disputava o título até o fim, Inoue não conquistou um único ponto. Na largada do Grande Prêmio da Sicília, Inoue foi tão lento que conseguiu diminuir a velocidade a tempo e desviar dos 6 carros atravessados na pista após um acidente na primeira curva.
 
Se a saúde financeira é o que conta, ao final de 1994, a Fórmula 1 tinha equipes em estado terminal. Larrousse, Footwork, Simtek, Pacific e a tradicional Lotus procuravam desesperadas por um "pay driver" (piloto pagante) que sanasse as suas contas. A Simtek ofereceu um teste para Inoue e Sospiri, que, embora fosse fosse muito mais rápido, o japonês tinha mais dinheiro, além do fato da corrida seguinte ser em Suzuka. Então, Inoue teve a primeira oportunidade. Após os treinos de sexta, o nipônico ficou à frente apenas dos fracos carros da Pacific (vigésimo sexto e último lugar), embora tivesse ficado a mais de 3 segundos de seu companheiro de equipe, o australiano David Brabham.
 
Para sorte de Inoue, assim que começou o treino de sábado, a chuva caiu em Suzuka.
 
Muita gente acreditava que ele não era um piloto ruim, mas nas palavras de seu compatriota Ukyo Katayama, Inoue era "uma porcaria".
 
A chuva continuou no domingo. Ainda durante a volta de apresentação, o câmbio do S941 ficou sem a quinta marcha. Na terceira volta, enquanto perseguia a Minardi do experiente italiano Michele Alboreto, Inoue aquaplanou na reta dos boxes, batendo no muro. Sem dinheiro (ou motivo) para correr a última prova na Austrália, ele foi dispensado pela Simtek.
 
Em 1995, Inoue chegou a um acordo com a Footwork-Arrows no valor de US$ 4,5 milhões (supostamente levantados com movimentações financeiras ilegais), ocupando o lugar do brasileiro Christian Fittipaldi, que foi para a CART. Em vez de melhorias, ele ficou marcado pelos acontecimentos bizarros naquele ano,
 
No Brasil, a temporada começou com um grande incêndio no motor Hart. No segundo GP, na Argentina, Inoue se classificou com um tempo 10 segundos mais lento que o de Gianni Morbidelli, que estava com a outra Footwork, sendo que na corrida ele rodou. Em Ímola, bateu.
 
Em Mônaco, ele estava conseguindo manter-se no ritmo de Morbidelli, mas no treino livre de sábado, ao perceber a aproximação da Sauber de Heinz-Harald Frentzen, ele abriu na curva Mirabeau e tirou o pé, mas o carro, inesperadamente, parou ali mesmo. Ele conseguiu que um guincho rebocasse o carro para os boxes (o que levaria uma volta inteira, já que naquele ponto ele havia passado da entrada dos boxes). Enquanto o caminhão puxava Inoue e seu carro pelas ruas monegascas, o safety car iniciou uma volta de inspeção da pista, e contra todas as possibilidades, o lendário piloto francês de ralis Jean Ragnotti, que dirigia o carro, encheu a traseira da Footwork, destruindo o carro, virando-o de ponta-cabeça, e deixando Inoue com uma concussão.
 
No Canadá, ele conseguiu um honroso nono lugar. Mas em Magny-Cours, ele e Katayama se encontraram ainda na primeira volta. Sobreveio outra rodada em Silverstone, e também teve um câmbio quebrado em Hockenheim. Então, veio a corrida na Hungria.
 
A Footwork contratou para o lugar de Morbidelli outro pay driver, o italiano Massimiliano Papis, que faria sucesso na Champ Car após deixar a F-1. Inoue conseguiu se classificar em Hungaroring à frente do novato, sendo mais de 1 segundo mais rápido. Durante a prova, o motor Hart estourou, e Inoue encostou o carro no canteiro com um princípio de incêndio. Sabendo que ele iria pagar pelo estrago, o japonês saltou rapidamente do carro, e, ao se aproximar de um bombeiro, tomou o extintor e tentou apagar o fogo. Desesperado, Inoue correu para trás da Footwork, mas acabou awndo atropelado pelo carro de socorro, que vinha buscá-lo. Ao vivo para o mundo, o japonês rolou por cima do capô, caiu em pé, e finalmente foi ao chão, sentindo a perna esquerda. Um dos bombeiros, ao invés de acudi-lo, tomou o extintor das mãos do japonês.
 
Recuperado para o GP seguinte, na Bélgica, terminou em décimo segundo lugar. Em Monza, Damon Hill (Williams-Renault) o acusou de bloquear a sua passagem enquanto lutava pela liderança com Michael Schumacher (Benetton-Renault), resultando em mais uma colisão entre ambos os postulantes ao título.
 
Alheio a isso, Inoue terminou em oitavo. No Estoril, ele foi décimo-quinto, com destaque para o fato de ter estado, durante 12 minutos do treino de sexta, na pole provisória. Se Inoue parecia progredir na pista, fora dela, ele também fez das suasaprontava, anunciando que deixaria de tomar vinho tinto francês, a sua bebida favorida, como boicote aos testes nucleares levados a cabo pela França no Atol de Mururoa. Naquela altura, depois de quatro corridas ao lado de Max Papis, o japonês se classificou melhor no grid três vezes.
 
No entanto, o final da temporada não foi bom. Quebras em Nurburgring e Aida, último lugar em Suzuka, e mais uma rodada em Adelaide - ele estava olhando no retrovisor a aproximação de Schumacher, e simplesmente esqueceu da curva.
 
Bem ou mal, Inoue estava no circo. Ele, que tentou uma vaga na Tyrrell - foi impedido por pressão da Mild Seven, que manteve a dupla Katayama-Mika Salo - , acertou com a Minardi para 1996, pagando US$ 3 milhões pela temporada. Mas, na última hora, um de seus patrocinadores cancelou seu contrato, e ele ficou a pé - para o seu lugar, a Minardi contratou Giancarlo Fisichella. Com as demais portas da F-1 fechadas, Taki nunca mais queria saber de pilotar carros da categoria. Após breves incursões em sport-cars, ele se aposentou das pistas no final de 1999, e desde então administra pilotos locais.
 
Registros na Fórmula 1
  • Nacionalidade Japonesa
  • Anos 1994 – 1995
  • Time(s) Simtek e Footwork
  • GPs disputados 18
  • Campeonatos 0
  • Vitórias 0
  • Pódios 0
  • Pole positions 0
  • Voltas mais rápidas 0
  • Primeiro GP Grande Prêmio do Japão de 1994
  • Primeira vitória
  • Última vitória
  • Último GP Grande Prêmio da Austrália de 1995

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