FISA x FOCA Parte Final

01/10/2010

Chegamos hoje ao final deste especial que contou a história da guerra entre FISA e FOCA que tem reflexos na F1 até os dias de hoje.

Quando se discutiu a questão da televisão, a FIA admitiu que isto precisava ser coordenado através de uma entidade e como as equipes eram as principais participantes, os direitos para administrar e negociar a cobertura da televisão da F1 seria melhor gerenciada que FOCA. Com efeito, isso significava que ficaria a cargo do presidente da FOCA, Bernie Ecclestone, que já tinha demonstrado experiência e sucesso em lidar nesta área.


Enquanto a FIA admitia não ter experiência para desenvolver e explorar a oportunidade de contar com a televisão na F1, Ecclestone, mais do que ninguém, reconhecia a relação entre TV e o esporte e que o futuro desenvolvimento da F1 como empreendimento estaria inseparavelmente ligado á exposição na televisão.

Além disso, a FOCA recebeu a responsabilidade pela administração dos eventos de Grand Prix com autoridade sobre a disciplina geral e distribuição de credenciais e passes. A FISA reteria os direitos sobre o campeonato mundial de F1 e seria a autoridade sancionadora para os eventos que envolvessem o campeonato da F1.

A FISA criou então uma infra-estrutura de comissões para tratar dos diferentes aspectos relacionados com a operação jurídica da F1, que proporcionou o ambiente no qual a estabilidade poderia ser estabelecida e no qual o esporte poderia ser desenvolvido e administrado.


Sem a disputa técnica gerada pelo efeito solo no final dos anos setenta, que desencadeou a guerra FISA - FOCA, a F1 teria continuado seu progresso tranqüilo, embora fosse provável que algum outro assunto, seja técnico ou esportivo, mais cedo ou mais tarde trouxessem as coisas à tona. De maneira semelhante, não há dúvidas de que a guerra ocorreu em uma época apropriada, uma vez que resultou no Concorde Agreement (Pacto de Concórdia) e sua distribuição de responsabilidades.

A explosão econômica e da mídia eletrônica no final dos anos oitenta, a busca por excelência em tecnologia e operações dentro das equipes de F1, e a infra-estrutura assumida pelo pacto de concórdia, proporcionou o ambiente ideal para o desenvolvimento das corridas de Grand Prix. Esta interação ao ser combinada com a visão e a experiência de Bernie Ecclestone, acelerou o perfil e o desenvolvimento do esporte em um ritmo espantoso. Há poucos esporte hoje em dia, se é que existe algum, semelhantes às corridas do Grand Prix de Formula Um, em termos de exposição e muito do crédito para isso se deve Ecclestone.

mas a contribuição de indivíduos chave, tais como Jean-Marie Balestre, Enzo Ferrari, Colin Chapman e Ken Tyrrel não deve ser esquecida. Estes homens foram os arquitetos tanto da guerra quanto da paz.


Eles tiveram a visão para reconhecer o potencial do esporte e definir uma estrutura eficiente para seu futuro. Foi um período amargo para a Formula 1 e transcorreu algum tempo para que todas as animosidades cessassem novamente, mas o legado dos esforços daqueles homens foi o sucesso e a popularidade das provas de GP da atualidade

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