Sistemas de suspensão na Fórmula 1 e outros

29/10/2010




Formula One driver
O piloto da Ferrari, Kimi Räikkönen, stoura champanhe após vencer o Campeonato Mundial de 2007
Suspensão

A suspensão de um carro de Fórmula 1 tem os mesmos componentes que carros comuns. Estes componentes incluem molas, amortecedores, braços e barras estabilizadoras. O artigo Como funcionam as suspensões dos carros fornece informações detalhadas sobre cada uma dessas partes e inclui até uma seção sobre suspensões em carros de Fórmula 1. Para simplificar, digamos que quase todos os carros de Fórmula 1 contam com suspensões do tipo braços triangulares superpostos. Antes de qualquer corrida, a equipe ajustará a suspensão para garantir que o carro possa frear e fazer curvas com segurança, mas que proporcione rapidez de resposta.

É fácil reconhecer as partes dos discos de freio encontrados em carros de Fórmula 1. A grande diferença é que os freios usados na Fórmula 1 devem fazer o carro parar a uma velocidade de mais de 320 km/h. Isso faz com que os freios se tornem incandescentes quando usados. Discos e pastilhas de fibra de carbono são utilizados para evitar o desgaste e as fissuras e melhorar o desempenho. Estes sistemas de freio, mesmo sendo leves, são extremamente eficazes quando expostos a temperaturas de até 750 °C. Orifícios em volta das bordas do disco de freio permitem que o calor seja liberado rapidamente. Os carros contam também com tomadas de ar colocadas na parte fora do cubo da roda que têm a função de resfriar os freios. Essas tomadas são modificadas conforme as necessidades de cada pista, inclusive porque os freios não devem esfriar demais, sob pena de perda de eficiência, uma característica dos freios de carbono.

Pneus

Os pneus de um carro de Fórmula 1 talvez sejam a parte mais importante do veículo. Isso pode parecer um exagero, até percebermos que os pneus são os únicos componentes do carro a tocar o solo. Isso significa que todos os outros sistemas como o motor, a suspensão e os freios cumprem suas funções com o auxílio dos pneus. Se o desempenho dos pneus não for bom, o do carro também não será, independente da superioridade técnica presente em outros sistemas.

Assim como qualquer outra parte de um carro de Fórmula 1, os pneus são rigorosamente regulamentados. Pneus totalmente lisos, sem sulcos, foram introduzidos na década de 60 e usados até 1998, quando a FIA modificou as regras para reduzir a velocidade nas curvas e tornar o esporte mais competitivo. Nos carros de Fórmula 1 atuais, os pneus dianteiros devem ter de 30 a 40 cm de largura e, os traseiros, entre 35 e 40 cm. Quatro sulcos longitudinais contínuos devem circundar o pneu. Estes sulcos devem ter, pelo menos, 2,5 mm de profundidade e 50 mm de distância uns dos outros. Em condições de pista molhada, os carros podem ter pneus "intermediários" e "de chuva", que possuem banda de rodagem desenvolvida para canalizar para fora a água da superfície.

Os pneus de Fórmula 1 são feitos de componentes de borracha macia que, ao serem aquecidos, resultam em excelente aderência à pista. Na realidade, pneus de carros de corrida têm melhor desempenho em temperaturas elevadas, por isso são aquecidos antes de ficarem prontos para a corrida. O inconveniente é a pouca durabilidade. Um pneu de Fórmula 1 é feito para durar no máximo 200 quilômetros.

O controle de tração pode aumentar a vida útil de um pneu ao limitar a patinagem, principalmente sob as cargas impostas pelas curvas. Os sistemas de controle de tração utilizam sensores eletrônicos para comparar a rotação da roda com a velocidade do veículo. Se a roda estiver girando mais rapidamente que a velocidade do carro, sinal de que as rodas estão prestes a patinar, o motor é automaticamente desacelerado. O controle de tração foi permitido e proibido diversas vezes na história da Fórmula 1. Foi permitido desde o início da temporada de 2002, mas será novamente banido já em 2008.



Formula one car illustration
Volante

O volante de um carro de Fórmula 1 tem pouca semelhança com o de um carro comum. Centro de comando do carro, o volante é composto de uma magnífica variedade de botões, controles e dispositivos. Durante a corrida, o piloto pode controlar praticamente cada um dos aspectos do desempenho de seu carro como, mudanças de marcha, mistura do combustível, equilíbrio dos freios e muito mais, com apenas um toque. E, o mais impressionante, é que todos esses controles estão localizados em um volante que tem a metade do diâmetro do volante de um carro comum.

As normas de segurança dizem que o piloto deve conseguir sair de seu carro, em cinco segundos, removendo apenas o volante. Para isso, o volante é montado na coluna de direção por uma conexão rápida.
A corrida de Fórmula 1 é um trabalho de equipe. Mais de cem pessoas em cada equipe trabalham para o sucesso da temporada. Aprenderemos sobre isso na próxima página. 

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