A degradação acentuada dos pneus e a utilização das asas móveis são pontos fundamentais.


A maior parte dos pilotos que testaram em Barcelona no último testes da pré-temporada de F1, participou numa longa reunião com Charlie Whiting, o diretor de Corrida dos Grandes Prémios e responsável máximo pela segurança na categoria, no qual lhe deram conta das suas preocupações acerca do atual estado dos pneus da Pirelli, mas também acerca da utilização em corrida da asas traseiras móveis.

Liderados por Barrichello e Trulli, os pilotos fizeram questão, como nos disse o italiano, de deixar bem claro que "não estamos aqui para criticar a Pirelli, que está a fazer o melhor que pode em circunstâncias difíceis, mas sim para tentar encontrar uma maneira de os ajudar a produzir pneus que nos ajudem a fazer o nosso trabalho."

Segundo o piloto da Lotus, "a principal questão não é a de podermos estar a rodar quatro ou cinco segundos por volta mais devagar no final de uma série de 12 ou 15 voltas, porque isso será igual para todos. O que acontece é que corremos todos o risco de não ter pneus para acabar uma corrida, porque nestes pneus não existe uma recuperação de eficácia depois de algumas voltas - eles simplesmente acabam, ficam sem borracha! Isso vai fazer com que se diminua bastante o número de voltas em treinos, o que não é bom para ninguém. A decisão da FIA, que nos permite ter mais três jogos em alguns fins de semana, mesmo se alguns são experimentais, é positiva, mas temos de encontrar uma solução que permita fazer com que os pneus durem mais do que meia dúzia de voltas."

Já Sebastian Vettel foi dos que propôs que a asa móvel traseira só possa ser utilizada na zona de ultrapassagem, desde o início dos treinos, "porque se puder ser usada em todo o lado nos treinos e só em 600 metros na corrida, vamos todos ter problemas com as relações de caixa e o seu efeito será anulado." Uma proposta para a FIA analisar, mas que a Ferrari deverá bloquear, segundo fontes italianas.

As novas regras do Safety Car

Além de ter decidido aumentar o número de jogos de pneus à disposição das equipes nos Grandes Prémios, a FIA também fez uma pequena alteração nas regras válidas quando o Safety Car estiver em pista. Se no ano passado os pilotos tinham de realizar a primeira volta em que a corrida estivesse neutralizada num tempo mínimo (mais 40 por cento que o seu melhor ao longo de todo o fim de semana), agora terão de rodar duas voltas naquele ritmo moderado, para evitar excessos quando a situação em pista não é totalmente segura.

Por fim, a FIA também passou à Comissão de Circuitos uma diretiva para encontrar soluções para a falta de ultrapassagens em algumas pistas. O traçado de Yas Marina vai ser o primeiro a ser investigado, podendo ser modificado ainda este ano, mas outros também serão alvo de um novo estudo por parte daquela comissão.

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