Mercedes à la Nascar

25/04/2011

A coluna post do leitor desta segundona por RPMS de Portugal.

Aposto que muita gente ficou intrigada com a velocidade dos pit stops da Mercedes no GP da China, ainda mais quando Nico Rosberg e Michael Schumacher ganharam várias posições após a primeira rodada de paradas. A equipe alemã, inclusive, conseguiu colocar Nico na liderança da prova. Além do bom trabalho nos boxes, o time apostou em uma técnica desenvolvida há anos na Nascar para ganhar tempo e minimizar problemas.


Desde o GP da Malásia, a Mercedes passou a prender as porcas nas rodas com uma espécie de adesivo, assim como é feito na Nascar. A categoria desenvolveu a técnica porque cada roda de seus carros usam cinco peças bem pequenas. O risco de um atraso era enorme. E na F-1, a intençao da equipe alemã é diminuir o tempo, já que, com o fim do reabastecimento em 2010, as trocas de pneus ganharam importância crucial. Foi uma manobra de mestre da Mercedes, que analisou o regulamento técnico da Fórmula 1 e viu que não havia nenhuma proibição à prática, que é barata e provou ser bem eficiente.

Consultada por equipes concorrentes, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) deu o OK para a novidade da equipe alemã. Acredito, inclusive, que outros times copiarão os adesivos nas porcas rapidamente por causa da eficiência. E o excelente blog do jornalista inglês Will Buxton elencou os itens do regulamento que regem esta questão.

Alguns leitores perguntaram como funciona. É simples: um adesivo, na parte interna da porca, prende a mesma às rodas que estão esperando nos boxes para serem colocadas no carro. Quando ele chega, o mecânico da Mercedes usa a pistola de ar, tira a roda, descarta a porca que já estava no local e coloca a nova roda, que já tem a porca presa. Então, ele posiciona a pistola e aperta a porca. Isto poupa dois segundos da operação.

Para encerrar, a prática provou ser bem eficiente. Alguns dos pit stops da Mercedes chegam a ser dois segundos mais rápidos que os das rivais. Nico Rosberg e Michael Schumacher poderão se aproveitar da inventividade da equipe. E é legal ver que uma solução da Nascar é usada com sucesso na Fórmula 1.

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