Acorda Brasil

24/05/2011

Quando Sebastian Bourdais foi demitido da Toro-Rosso a França voltou a ficar sem pilotos na Fórmula-1 durante o Grande Prêmio da Hungria deste ano.


Na corrida seguinte, em Valência, Romain Grosjean -que na verdade é nascido e criado na Suíça- foi confirmado no lugar de Piquet e, assim, a categoria voltou a contar com um piloto filiado à Federação Francesa de Automobilismo.

Uma situação que contrasta com o período retratado neste anúncio de 1968, quando Henry Pescarolo (de barba), Johnny Servoz-Gavin e Jean-Pierre Beltoise representavam a França na Fórmula-1 com bastante dignidade.

Inclusive, acredito que isso deveria servir de alerta, também, ao Brasil, que teve sua base nos monopostos sucateada em detrimento de uma única categoria de turismo.

Para os pilotos brasileiros, o saldo após o Grande Prêmio da Espanha não poderia ter sido pior. Felipe Massa abandonou com um problema no câmbio perto do final depois de uma prova apagada e Rubens Barrichello ficou apenas em 17º lugar depois de mais uma corrida em que o carro da Williams esteve péssimo. Sem pontuar, Massa caiu para a oitava posição na tabela. Barrichello segue sem pontos. É o pior início de temporada dos brasileiros desde 1998 - veja os números no quadro abaixo.


Massa teve uma corrida complicada pela má classificação do sábado, o que o deixou preso atrás de carros mais lentos e com um ritmo de corrida ruim. Que piorou ainda mais depois que a Ferrari colocou os compostos mais duros.
- Nesse fim de semana eu sofri muito com isso. Foi algo parecido com o que aconteceu na Austrália: problemas de acerto com o carro, problemas de aquecimento dos pneus. Essa não foi a melhor corrida para a Ferrari e, com estes pneus duros na pista, o carro era muito difícil de guiar - falou o piloto.
Já Barrichello voltou a sofrer com as mazelas do carro e da equipe Williams. Um problema no pit stop no início da prova não ajudou, mas ele próprio admitiu que, mesmo sem esse contratempo, não chegaria nem perto da zona de pontuação. Resta ao brasileiro torcer, ou rezar, para que as coisas mudem rapidamente num ambiente que não anda lá muito tranquilo.
- O time está trazendo novidades no carro, mas poucas estão funcionando. É uma situação crônica de uma falta de liderança técnica.
O Sam Michael vai sair (no fim da temporada) e não se sabe quem vai entrar e o que cada um vai fazer. O carro precisa de uma evolução e a ''família'' precisa ficar mais junto.
No momento ela está um pouco dispersa porque tem muita coisa acontecendo nos bastidores - avaliou.
O último pódio de um brasileiro na Fórmula 1 foi no GP da Coreia de 2010, quando Massa foi o terceiro. A última pole foi conquistada por Rubens Barrichello, no Brasil, em 2009. A última vitória faz ainda mais tempo, também com Rubinho, na Itália, há quase dois anos.
Bate-Bola com Felipe Massa
1- Qual foi a sua maior dificuldade durante a corrida?

O pneu duro. Aqui a gente não viu o nosso carro melhorando muito da classificação para a corrida. Do mole para o duro a diferença era de dois segundos e aconteceu a mesma coisa com o Alonso. Ele estava em primeiro antes de colocar o pneu duro e terminou uma volta atrás.


2- Há perspectiva de melhora para o GP de Mônaco?


É uma pista pequena em que você precisa de downforce o máximo possível e teremos o pneu mole e o supermole. Isso pode fazer o nosso carro ser mais competitivo em Mônaco. Mas a Red Bull e McLaren vão estar competitivas.


fonte:blogsportf1

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