100 anos de Fangio

24/06/2011

"Fui apenas um corredor de automóveis. Não fiz nada para o bem da humanidade", disse aos 80 anos, o argentino Juan Manoel Fangio, o melhor piloto de Fórmula 1 da história. Nas oito temporadas que participou, ganhou cinco títulos mundiais e dois vices. Ele correu 51 Grandes Prêmios, teve 24 vitórias, 28 pole-positions.

Começou a pilotar carros de corridas aos 23 anos, um Ford emprestado por um amigo. Devido à oposição dos familiares, que temiam por sua segurança, Juan decidiu parar com as corridas e dedicar-se a ser mecânico. Em 1938, porém, com a ajuda de um dos irmãos, construiu um carro para competir em Necoches e chegou em sétimo lugar. Passou a correr regularmente. Teve seus bons e maus momentos, mas faltava dinheiro. Então os moradores de sua cidade natal, Balcarce (a 400 quilômetros de Buenos Aires), o ajudaram a comprar um velho Chevrolet para corridas de longa duração.

A Segunda Guerra Mundial interrompeu as corridas. No pós-guerra, porém, o governo argentino patrocinou uma escuderia na Europa. Como os resultados não foram bons, Juan Manoel Fangio resolveu voltar à sua terra.

No inicio dos anos 1950, ele recebeu um convite para integrar a equipe oficial da Alfa Romeo no campeonato mundial da Fórmula 1. Conseguiu vice-campeonato. Em 1951 foi campeão mundial, com vitórias na Suíça, França e Espanha. No ano seguinte, a Alfa Romeo se retirou da competição e Juan foi para a BRM (British Racing Motors), um carro com motor mais veloz que as Maserati e Ferrari da época, mas sem chassis adequado para suportar sua força.

Sofreu um acidente grave. Ficou 40 dias internado e cinco meses com o pescoço e o tronco imobilizados. Só voltou às pistas em 1953, quando ganhou o GP da Itália e ficou em segundo na França, Inglaterra e Alemanha.

Conquistou o segundo título em 1954, depois de vencer duas corridas com uma Maserati e quatro com uma Mercedes. No ano seguinte, levou seu terceiro título mundial. Em 1956, ele passou a correr pela Ferrari e voltou a conquistar o campeonato.

Disputou novamente em 1957 pela Maserati, venceu na Argentina, em Mônaco, na França e na Alemanha, onde confirmou seu quinto campeonato mundial. Como pentacampeão, disputou ainda algumas corridas na temporada de 1958, mas resolveu parar.

Lutando contra um câncer, morreu logo depois de completar 84 anos. A doença e problemas cardíacos venceram um dos maiores pilotos de todos os tempos.

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