Como funciona o sistema de gases nos difusores dos Fórmula 1

03/06/2011

A questão da atuação dos gases de escape ao nível dos difusores nos carros de Fórmula 1 continua a ser foco de discussão na modalidade, com a Federação Internacional do Automóvel (FIA) a levantar antes do GP de Espanha questões acerca da sua validade técnica. Ainda que a FIA tenha permitido a sua manutenção por mais algumas corridas, essa solução será debatida na próxima Reunião do Grupo de Trabalho Técnico da F1.

Mas como funciona, então, este sistema? Especialmente desenhados para tirar o máximo proveito dos gases provenientes dos escapes, os difusores utilizam esses gases quentes para aumentar o fluxo aerodinâmico no fundo dos carros, mesmo quando os pilotos não estão a acelerar.

Ou seja, quando o acelerador não está a ser pressionado, em travagem ou quando os pilotos levantam o pé, o fluxo de gases originado pelos escapes reduz-se naturalmente o que diminui a carga aerodinâmica. Mas, no ano passado, ao otimizarem o desenho dos difusores e integrando aí as saídas de escapes, as equipes começaram a refazer o mapa de regimes do motor, de forma a que o acelerador permaneça 'aberto' embora cortando na ignição e na injeção de combustível de forma a que a potência do motor não seja transmitida às rodas.

Em 2011, as equipes da frente encontraram uma solução ainda mais evoluída, que passa por retardar a ignição, mas mantendo a injeção de combustível para as válvulas, com o fluxo ainda mais quente produzido pelos escapes a incrementar de forma decisiva a carga aerodinâmica na traseira dos carros.

Contudo, o sistema não está a agradar à FIA, que teme nova subida exponencial de prestações dos carros em curva, isto depois de já ter banido os difusores duplos no ano passado. Para a FIA, a utilização dos gases de escape para fins aerodinâmicos não está de acordo com o espírito do regulamento. No entanto, a existir uma alteração, essa deverá passar pela obrigatoriedade das equipes reformularem os seus mapas dos motores e nao por modificações no difusor em si. As próximas semanas trarão, certamente, novidades a este respeito.

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