Grande Prêmio da Suécia de 1976

15/06/2011

A F1 continuava em circuitos travados quando chegou à Anderstorp para a corrida sueca, mas todos no paddock ainda se perguntavam sobre o Tyrrell P34. Seria um golpe publicitário da Elf? O bom desempenho em Mônaco, lugar altamente improvável para um carro com seis rodas andar bem mostrava muito potencial do novo carro, ainda mais em Anderstorp, pista onde a Tyrrell sempre andou bem desde os tempos de Jackie Stewart.



Isso foi confirmado com a primeira pole de Jody Scheckter na F1, mas ao seu lado estava uma ‘surpresa’. A Lotus estava andando tão mal que Chapman ameaçou abandonar a F1 por causa dos maus resultados, mas a contratação de Mario Andretti após o fim da equipe Parnelli deu o up-grade necessário ao time e o americano conseguiu acertar o carro e colocá-lo na primeira fila. Ronnie Peterson, que havia se recusado a andar com o Lotus 77 e se transferiu para a March, era apenas nono no grid. Depailler mostrava o quanto a Tyrrell estava bem e fechava a segunda fila, tendo ao seu lado uma verdadeira surpresa, com o novo Ensign de Chris Amon andando muito bem na Suécia. Pela primeira vez no ano a Ferrari não largaria na pole e Lauda estava insatisfeito com seu carro, mas ainda assim estava bem colocado no grid.


Grid:

1) Schekcter(Tyrrell) – 1:25.659

2) Andretti(Lotus) – 1:26.008

3) Amon(Ensign) – 1:26.163

4) Depailler(Tyrrell) – 1:26.362

5) Lauda(Ferrari) – 1:26.441

6) Nilsson(Lotus) – 1:26.570

7) Laffite(Ligier) – 1:26.773

8) Hunt(McLaren) – 1:26.958

9) Peterson(March) – 1:27.040

10) Pace(Brabham) – 1:27.133


O dia 13 de junho de 1976 estava quente e ensolarado, mesmo com a chuva que caiu a noite e deixou a pista bem escorregadia. No final dos treinos, a opinião era unânime em afirmar que apenas os carros da Tyrrell e da Lotus estavam se comportando bem na difícil pista de Anderstorp, enquanto os demais pilotos reclamavam que os carros estavam saindo demais de frente. Na largada, Scheckter deixa sua embreagem patinar, mas Andretti também o faz, com a diferença de ter queimado a largada de forma descarada, assumindo a ponta da corrida, enquanto Depailler ultrapassava Amon na briga pelo terceiro lugar.


Ainda na primeira volta, acontecem dois abandonos, com as saída de Reutemann (problemas de motor) e Watson (um acelerador travado o fez sair da pista), que estreava o belo carro da Penske. Andretti imprimia um bom ritmo na frente, mas Scheckter o perseguir de perto. Mais atrás, Depailler liderava um trem de carros que tinha Amon, Gunnar Nilsson e Lauda, mas o sueco da Lotus acabaria rodando na entrada da reta dos boxes na terceira volta e batendo seu carro no pit-wall. Para piorar as coisas para o time de Colin Chapman, a direção da prova anuncia que Andretti estava punido em um minuto por ter queimado a largada, fazendo o americano forçar o ritmo e em seis voltas já tinha 8s de vantagem sobre Scheckter. Mais atrás, Emerson Fittipaldi abandonava quando andava em último, com seu Copersucar praticamente inguiável, mas o brasileiro estava confiante com o futuro da equipe brasileira a ponto de desmentir uma possível negociação para que a Porsche lhe fornecesse motores a partir de 1977...


Quando Andretti se aproximou dos retardatários, o ítalo-americano perdeu tempo e permitiu a aproximação de Scheckter, mas havia outros indícios dessa perda de rendimento do piloto da Lotus. Fumaça era vista saindo da traseira da Lotus e o motor Ford-Cosworth soava cada vez pior. Mais atrás, Depailler ainda era pressionado pelo surpreendente Chris Amon, quando a suspensão traseira do Ensign quebrou na volta 38 e o neozelandês saiu da pista, abandonando a corrida. E o apelido de Rei do Azar ficava cada vez mais a calhar para Amon... Mas o piloto oceânico não ficaria sozinho quando o motor de Andretti finalmente se entregou na volta 45 e Scheckter finalmente pôde assumir a liderança, ganhando a corrida podendo até mesmo cuidar do seu Tyrrell, não forçando a 3º marcha, a mais usada em Anderstorp. Sem o mesmo acerto do companheiro de equipe, Depailler completou a dobradinha da Tyrrell sem ameaçar Scheckter, enquanto Lauda, sabendo que não tinha condições de vencer, mas pensando no campeonato, completou o pódio e garantiu pontos importantes rumo ao bicampeonato. Mesmo com todo esse domínio da Tyrrell na Suécia com seu carro de seis pneus(era a primeira vitória de um carro com mais de quatro rodas na história da F1), parecia que ninguém tiraria o título de Lauda naquele momento.


Chegada:

1) Scheckter

2) Depailler

3) Lauda

4) Laffite

5) Hunt

6) Regazzoni

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