O carona

03/07/2011

Peter Windsor e Ken Anderson lançaram a USGPE, uma equipe norte-americana de Fórmula 1.


Jornalista responsável pela entrevista dos pilotos depois das corridas, Windsor trabalhou durante muito tempo como assessor de imprensa para Ferrari e Williams e em inúmeras revistas especializadas em automobilismo.

Com o tempo, deixou de ser apenas uma testemunha dos fatos para viver, "in-loco", momentos importantes da história da categoria. Inclusive, passou a ser criticado por inúmeros companheiros de profissão, apoiados em textos considerados tendenciosos.

Onipresente, Windsor estava no carro quando Frank Williams sofreu o acidente que o deixou tetraplégico. Depois, a pedido do chefão, passou a acompanhar, de camarote, a briga entre Piquet e Mansell pelo título de 1986. Talvez, sua aproximação de dirigentes e pilotos tenha começado de modo despretensioso, quando, em início de carreira, cuidava da coluna de Jody Scheckter.

Escrevia, mas pouco conhecia do sul-africano. Assim, em busca da sinergia necessária, foi de carona entre Mônaco e Maranello na Ferrari 400GT de Scheckter. E deu sorte. Depois de uma viagem tranquila, acompanhou, na Itália, aquilo que chamou de “Ferrari Day”. Conviveu, durante o teste, com figuras históricas da equipe. Entre elas, Enzo Ferrari e Mauro Forghieri.

Na volta, a viagem para Mônaco ganha mais um integrante: Gilles Villeneuve, que havia deixado sua Ferrari 308 GT na fábrica para reparos. Um admirado Windsor, do banco de trás, registra o momento com uma câmera comprada de última hora. Afinal, estava de carona com dois ídolos ferraristas.

Pouco depois, na auto-estrada, ficam sem gasolina. Villeneuve havia insistido para o amigo acelerar, mesmo com o marcador dando sinais da falta de combustível: “Não dá para confiar nesse ponteiro. Com certeza há mais gasolina no tanque”.

Após comprarem o combustível em um estacionamento pelo dobro do preço, a viagem recomeça com mais um susto. Scheckter, por pouco, não acerta um guincho da polícia, estacionado no acostamento da estrada.

Windsor sobreviveu. E o relato foi parar nas páginas da Revista AutoCar, da qual era repórter.

Agora, Windsor quer fazer história.

Por isso, a USGPE.

fonte:blogsportf1

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