Depois de se acostumar com as vitórias de Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna, o Brasil ganhou o talento de Rubens Barrichello, Felipe Massa e Nelsinho Piquet. Mas essa nova geração não teve a mesma sorte, e o país já amarga 20 anos sem um título de Fórmula 1.

Massa e Barrichello tiveram suas chances, mas não aproveitaram acabaram sendo marcados pela subserviência aos companheiros de equipe. Mas eles não foram os únicos bons pilotos estigmatizados pela fama de “cordeirinho”.

Barrichello teve a sua chance pós-Schumacher


Grande esperança do Brasil depois de Ayrton Senna, Rubinho passou seis temporadas correndo com um carro de ponta, mas não conseguiu chegar ao título. Seu companheiro de Ferrari era Michael Schumacher, que tinha a preferência da equipe e até ganhou de presente uma vitória do brasileiro no GP da Áustria de 2002. O alemão ganhou sete títulos e se retirou por três anos, mas Barrichello seguiu na luta. Uma nova chance veio em 2009, com a imbatível Brawn GP.

Mas o improvável aconteceu: mesmo com menos experiência, Jenson Button logo assumiu a liderança da equipe, e Rubinho foi segundo piloto mais uma vez.
Massa é prejudicado pela sombra de Alonso


Ele surgiu como pupilo de Schumacher na Ferrari, e em seu terceiro ano na escuderia, já desbancou o então campeão Kimi Raikkonen e disputou o título até a última curva. Aquele GP do Brasil consagrou Lewis Hamilton, e foi a última vitória de Massa. Depois, veio um ano pouco produtivo para a Ferrari, e o acidente que quase tirou a sua vida. Quando finalmente voltou a pilotar, ao seu lado estava o bicampeão Fernando Alonso.

Veio o polêmico GP da Alemanha, e a frase Fernando está mais rápido que você?. Criticado pela própria equipe, o brasileiro vem amargando outro ano atrás do espanhol, mas ainda deverá ter outra chance na próxima temporada.

Nelsinho bateu o próprio carro para ajudar Alonso


Veio do filho do tricampeão mundial Nelson Piquet o exemplo mais explícito de subserviência ao companheiro de equipe. Ele sofreu um acidente de propósito no GP de Cingapura de 2008, só para ajudar Fernando Alonso a vencer e agradar o então chefe da Renault, Flavio Briatore. Mas Nelsinho ao menos reconheceu o erro no ano seguinte, e deixou a equipe fazendo estragos. Derrubou Briatore e o engenheiro Pat Symonds. Traumatizado pela experiência extrema como segundo piloto, esnobou a F-1, e atualmente tenta nova carreira na Nascar.

Webber nega ordem de equipe, mas perde mesmo assim


Nada mau para um segundo piloto?, disse Mark Webber depois do GP da Inglaterra de 2010. Ele venceu aquela prova, e teve chances de disputar o título. Que acabou ficando nas mãos do companheiro Sebastian Vettel. No mesmo circuito, um ano depois, Webber causou nova polêmica ao ignorar a ordem da Red Bull para não atacar a segunda posição do parceiro. Ele reclamou da equipe, mas apesar de tentar fugir do rótulo de segundo piloto, o australiano não consegue ser protagonista.
Kovalainen, o escudeiro ideal de Hamilton


Depois de perder o título de 2007 em meio à grande rivalidade com Alonso na McLaren, Lewis Hamilton enfim tomou conta da McLaren no ano seguinte. O companheiro Heikki Kovalainen fez uma campanha discreta, com uma vitória e um segundo lugar. Não chegou a ameaçar os rivais do inglês ? aliás, não ameaçou ninguém. E deixou caminho livre para Hamilton conseguir o título mundial, na última curva do campeonato, para a infelicidade de Felipe Massa. Kovalainen ainda fez outra temporada na McLaren, ficando no 12º lugar em 2009.

Coulthard: nove temporadas em branco na McLaren


Ele chegou na McLaren como primeiro piloto. Desbancou Mika Hakkinen em seus dois primeiros anos na equipe. Título que é bom, só o finlandês conseguiu, em 1998 e 1999. E com a ajuda de Coulthard, que atrapalhava os rivais com uma vitoriazinha aqui, outra ali. Em 2001, a hierarquia se inverteu novamente, e quem disputou o título foi o britânico. Mas Schumacher foi campeão. Depois de Hakkinen, ainda veio o Raikkonen, e o Coulthard ficou na McLaren até 2004.

Encerrou a carreira na Red Bull, um ano antes de a equipe austríaca conseguir fazer um carro competitivo.
 

Irvine, o primeiro reserva de Schumacher na Ferrari


O piloto da Irlanda do Norte fez dupla com Michael Schumacher na Ferrari entre 1996 e 1999. Neste período, a escuderia ficou sem títulos. Mas o alemão esteve perto de ser campeão em 1998, com a ajuda de Irvine, que sabia bem como segurar o ritmo dos rivais quando Schumacher estava na ponta. Eis que, no ano seguinte, o segundo piloto ganhou evidência. Foi quando o alemão quebrou a perna e ficou afastado das pistas. Irvine foi para cima e ganhou quatro corridas naquele ano, mas o título ficou com Mika Hakkinen.

Berger, o melhor amigo de Senna


Entre 1990 e 1992, a McLaren obteve dois troféus de construtores e um vice, além dos dois títulos de pilotos conquistados por Ayrton Senna. Além do talento do brasileiro, a equipe contava com um coadjuvante de peso: o austríaco Gerhard Berger. Foi ele o responsável por dar fim à guerra interna de Senna com Prost, que marcou os anos anteriores na equipe. Como companheiro do brasileiro, Berger teve três vitórias e quatro pole positions. A parceria com Senna deu certo nas pistas e, fora dela, os dois também se tornaram amigos próximos.
Patrese, o homem por trás de dois títulos mundiais


O italiano Riccardo Patrese era o companheiro de equipe de Nelson Piquet na Brabham em 1983, ano do segundo título do brasileiro. Patrese não fez praticamente nada durante a temporada inteira, mas ganhou a última etapa na África do Sul, prova em que Piquet chegou em terceiro lugar para confirmar o seu título mundial. Em 1992, o italiano foi parceiro de Mansell na Williams, e cumpriu o típico papel de coadjuvante: em seis dobradinhas da equipe, chegou em segundo. Detalhe: antes de Rubinho, era de Patrese o recorde de quantidade de corridas disputadas na F-1.

Posts Relacionados

1 comentários :

eustaquio disse...

sao muito fracos com o money que eles tem nao daria chance pra ninguem ,seria de pau a pau