O paulistano Lucas di Grassi, 27 anos, luta para voltar à Fórmula 1 em 2012; apesar de ressaltar que superou pilotos da categoria como Paul di Resta, Vitaly Petrov e Sebastien Buemi nos campeonatos de base, ele vê o retorno difícil devido à falta de patrocínio.

Em uma carreira de sucesso na base, Di Grassi venceu em 2005 o tradicional Grande Prêmio de Macau quando disputava a Fórmula 3 Europeia pela Manor. Na época, ele deixou o polonês Robert Kubica na segunda posição, com o alemão Sebastian Vettel em terceiro.

Terceiro colocado da temporada da F3 Europeia em 2005, ele foi vice-campeão da GP2 dois anos depois, correndo pela ART Grand Prix.

A estreia de Di Grassi na Fórmula 1 foi em 2010, com a Virgin, quando abandonou o GP do Bahrein.

Seu melhor resultado na temporada foi o 14º lugar na Malásia.

Di Grassi persegue seu então companheiro, Timo Glock, no GP do Brasil. "Em termos de performance geral que eu tive foi muito bom, terminei o ano na frente dele", diz o brasileiro, 24º colocado do Mundial, em referência ao alemão, 25º.

O brasileiro aproveitou a temporada para participar de alguns eventos; na Austrália, por exemplo, surfou.

Em evento de seu patrocinador em Araçoiaba da Serra, praticou outro esporte: golfe.

Em Interlagos, Di Grassi fez festa ao lado de Rubens Barrichello, Felipe Massa e Bruno Senna, não quis comentar muito sobre o desempenho dos compatriotas em 2011: "dos outros brasileiros não é meu problema, eu tenho muito com o que me preocupar já".

Insistindo um pouco, o piloto aceitou falar sobre a chance recebida por Bruno Senna na Lotus Renault: "ele estava no lugar certo e na hora certa, mas só está lá por causa dos patrocinadores que levou também".

Neste ano, o paulista se tornou piloto de testes da Pirelli, fornecedora de pneus da F1. "Foi um ano interessante, de trabalho mais técnico, de desenvolvimento. Senti muito a falta da corrida, da adrenalina, da competição, mas o único piloto que conhece os pneus de 2012 sou eu", aponta.

Apesar do trunfo, o paulista não tem vida fácil para retornar à F1: "tenho propostas em minha mão, mas preciso de um patrocinador. É difícil arranjar uma empresa brasileira decente o suficiente".

Apesar do trunfo, o paulista não tem vida fácil para retornar à F1: "tenho propostas em minha mão, mas preciso de um patrocinador. É difícil arranjar uma empresa brasileira decente o suficiente".

Di Grassi explica a saída ao fim de 2010: "foi simplesmente um fator comercial, meu patrocinador não renovou com a equipe por ser muito fraca e o (Jerome) D'Ambrosio acabou achando um apoio". Questionado sobre o desempenho do belga no campeonato, o brasileiro foi seco: "não estou acompanhando".

"Na Virgin se chegar com patrocino você corre", resume o paulista, em referência à escuderia do empresário Richard Branson.

Di Grassi tem sucesso na carreira também em kart. Em 2010, ele venceu o Desafio das Estrelas, organizado por Massa em Santa Catarina.

Ele foi piloto de testes da Renault por cinco anos, mas não recebeu uma chance de guiar pela equipe na Fórmula 1.

Em 2009, o brasileiro era um dos testadores da escuderia. Porém, quando Nelsinho Piquet foi demitido no meio do ano, a vaga ficou com o outro piloto reserva, o francês Romain Grosjean.

Di Grassi deixou a Renault em 2009 e rumou para a Virgin. Ele não se arrepende da decisão: "a Renault acabou quando foi comprada pela Genii. Só fornece motor agora".

Caso não consiga retornar à F1, o paulista estuda outras alternativas: "meu objetivo é ser piloto profissional, pode ser de DTM, Le Mans. Prefiro ganhar corrida independentemente da categoria do que ficar em último - é para isso que eu corro há 17 anos".

fonte: terra.com.br

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