Ocaso?

18/11/2011


Depois de um bom tempo sem postar nada por aqui, hoje eu reproduzo um texto que acabei de escrever lá no Schelb F1 Team. Gostaria que os amigos leitores me desculpassem, o texto não é tão completo como os que costumo postar aqui no GP Expert, mas como eu estava me sentindo em dívida com site, aí está.

O fim chega para todos. No caso de Rubens Barrichello ele já foi decretado inúmeras vezes, mas sempre foi devidamente adiado pelo piloto, que sempre conseguiu dar mais sobrevida à sua carreira na Fórmula 1 do que seus detratores gostariam. Notadamente no fim de 2008, quando foi dado como aposentado, mas ressurgiu das cinzas na efêmera Brawn GP, para disputar o título até a penúltima estapa.

Agora, mais uma vez, Barrichello está se vendo na incômoda situação de três anos atrás, a cada dia que passa sua aposentadoria é dada como certa com a mesma força que é dada como certa a contratação de Kimi Räikkönen pela Williams para a temporada de 2012.

Sinceramente, eu não sei o que pensar sobre isso, eu assumo que sou fã do velho Barrica, mas concordo que a contratação de Kimi seria muito interessante no processo de reestruturação do time de Grove, e também que os petrodólares de Pastor Maldonado são essenciais para a equipe (longe de considerar o venezuelano mau piloto, mas é certo que o generoso patrocínio da estatal PDVSA é primordial para sua manutenção no grid).

O grande problema nisso tudo é saber até que ponto essa insistência de Barrichello de ficar na Fórmula pode ser benéfica para o piloto. Até que ponto ele seria capaz de se submeter só para ter um carro para guiar no ano que vem. Na minha modesta opinião, nada que seja abaixo do que a Williams possa oferecer (que mesmo com os motores Renault não é lá grande coisa) traz vantagem ao piloto. Ficar por ficar não compensa, principalmente pelo fato de Barrichello já ter sua imagem já bastante arranhada com os domingueiros e populacho em geral. O melhor seria enfiar a viola no saco, pendurar o capacete e curtir os milhões ganhos em quase 20 anos de Fórmula 1.

Sinceramente, eu desejo tudo de melhor para ele, e espero que ele saiba o que irá fazer, para não manchar uma carreira limpa, honesta e tão bem sucedida (sim, bem sucedida, afinal ninguém tem 11 vitórias, 14 poles, 17 voltas mais rápidas, 68 pódios e 2 vice-campeonatos à toa) como a que ele construiu ao longo de todos esses anos.

Na foto, Rubens em Kyalami, África do Sul, no fim de semana de sua estréia na Fórmula 1, em 1993.

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