Então a TV mostrou que alguém estava morto, mas ainda não sabia quem era. Fico uns 3 minutos de olhos grudados na TV esperando por mais detalhes. Então, mamãe passa na minha frente e pergunta o que aconteceu. Então eu falo que um piloto morreu.


Mas a maior facada foi quando descobri que Dan Wheldon é que tinha morrido. Fiquei pasmo e surpreso. Esperava que tinha morrido um Jay Howard, Sebastian Saavedra, Pippa Mann ou um James Hinchcliff. Não acreditei. Como um Jenson Button versão Indy morreria daquele jeito.


A etapa de Las Vegas foi cancelada na hora. Os pilotos que sobraram deram 5 voltas atrás do Safety-Car como forma de homenagem a Wheldon.


Imediatamente eu raciocinei: Como alguém pode ganhar a Indy 500 de 2011 na mais pura sorte porque o diabético Charlie Kimball aparecer no meio do caminho de J.R. Hildebrand, Hildebrand bater e Wheldon ultrapassar nos últimos 500 metros no centenário do circuito que recebe a corrida mais importante dos Estados Unidos (ao lado da Daytona 500) e ainda ter o mais puro azar de bater na traseira de Paul Tracy, levantar vôo, bater a 300 kh/h na grade de proteção, bater sua cabeça no poste que sustenta a grade de proteção e morrer por não resistir aos ferimentos.


Fiquei bastante chocado por alguns dias, mas fiquei feliz de não haver nenhum vilão principal. No domingo seguinte, Marco Simocelli também faleceu num acidente no circuito de Sepang. No outro domingo, teve o GP da Índia de F1. Todos estavam de luto é claro, mas vi mais homenagens para Simoncelli do que para Wheldon. O único que eu vi fazendo alguma homenagem para Wheldon foi a dupla da HRT, Ricciardo-Karthikeyan. Uma tremenda injustiça com Wheldon.


Descanse em paz, Dan Wheldon.

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