Jo Siffert: O último piloto privado a vencer na Fórmula 1

14/12/2011

Jo Siffert: O último piloto privado a vencer na Fórmula 1 - Em 1968, Jo Siffert venceu o Grande Prémio da Grã-Bretanha, a primeira vitória do suíço na F1, mas também o fim de uma era para a Rob Walker Racing Team.


Antigo piloto de motociclos, Seppi, como era conhecido pelos amigos, mudou-se para os automóveis em 1960 ao adquirir um Fórmula Júnior. A passagem para a F1 ocorreu em 1962 foi com a Ecurie Filipinetti, equipa suíça com mais sucesso nas provas de resistência, e com a qual o piloto se desentendeu em pouco tempo. Comprando um Brabham por meios próprios em 1964, Siffert deu nas vistas no GP do Mediterrâneo, prova extra-campeonato, ao bater Jim Clark por um décimo de segundo. Rob Walker, que nunca construiu um carro de F1, mas tinha sucesso com monolugares construídos por outros, não tardou em recrutar o jovem suíço como colega do consagrado Jo Bonnier.

Vitórias em provas extra-campeonato (incluindo rampas) e algumas presenças ocasionais no pódio provaram a confiança do empresário escocês em Siffert. Quando Walker voltou a usar um Lotus, em 1968, o carro esteve longe de ser fiável, exceto no GP da Grã-Bretanha em Brands Hatch, onde Siffert derrotou o Ferrari de Chris Amon. A marca italiana interessou-se por Seppi, o que levou a Porsche a levar o suíço para a March em 1970, enquanto Walker continuou em ação com Graham Hill. Siffert mudou-se para a BRM em 1971, ganhando o GP da Áustria.

Ironicamente, no final do ano, o seu carro incendiou-se ao sair de pista numa prova extra-campeonato em Brands Hatch, e o suíço morreu asfixiado com 35 anos de idade.

Pelo caminho, Siffert obteve sucessos na Fórmula 2 (foi piloto de fabrica da BMW) e na resistência, ao serviço da Porsche, para a qual ganhou Sebring, Daytona, o Targa Florio, as corridas de 1000 km de Spa, Nürburgring, Monza, Zeltweg e Brands Hatch. Desenvolveu o 917 para Can-Am, sem conhecer a vitória, mas foi uma boa rampa de lançamento para tornar o carro invencível.

Comprados no stand

Rob Walker, ligado à família detentora da destilaria Johnnie Walker, começou a inscrever carros de competição em 1950. Walker era fã de Stirling Moss, mas foi apenas em 1958 que pôde contar com ele, a apenas ocasionalmente. Com Moss, Walker conseguiu a sua primeira vitória no Mundial no GP do Argentina, dando também a primeira vitória à marca Cooper (cuja equipa oficial teve que esperar um ano pelo triunfo). A parceria Moss-Walker fez a mesma coisa com a Lotus, em 1960 (e mais uma vez a marca teve que esperar mais um ano para ganhar com a sua própria equipa). Walker continuou na F1 até 1970, inscrevendo ora Coopers, Lotus, Brabhams ou até o Ferguson P99, primeiro F1 de quatro rodas motrizes. Em 1971, fez um acordo para levar Mike Hailwood e o apoio da Brooke Bond Oxo para o Team Surtees, e o nome Walker ficou subsidiário da equipa.

Subir a pulso

Jo Siffert nunca foi rico, ao contrário de outros pilotos da época. Começou a pagar as suas corridas de motos com os lucros de um negócio de ferro-velho e depois de carros usados. Teve sucesso nas corridas rodeando-se de bons mecânicos até atrair patronos como Rob Walker, primeiro, e a BMW e Porsche, depois. Foi também ele que levou a Marlboro à F1, em 1970.

fonte: autosport.pt

Posts Relacionados

0 comentários :