Relembre promessas que fracassaram na F1

05/12/2011

Felipe Nasr, 19 anos, conquistou a Fórmula 3 Britânica em 2011 e se tornou a mais nova revelação do automobilismo brasileiro. Uma passagem brilhante pelas categorias de acesso à F1, entretanto, não é uma garantia de sucesso. A história mostra exemplos de diversas promessas que fracassaram na elite, passando pelos brasileiros Nelsinho Piquet e Antonio Pizzonia, pelo italiano Vitantonio Liuzzi e pelo francês Romain Grosjean. Confira esses e outros nomes.



Não foi somente o sobrenome famoso que levou Nelsinho Piquet à Renault, em 2008. Quatro temporadas antes, ele havia se tornado o piloto mais jovem da história, aos 19 anos e dois meses, a triunfar na Fórmula 3 Britânica e em 2006 tinha sido vice-campeão da GP2. Da F1, porém, ele saiu pela porta dos fundos - com 19 pontos conquistados em 28 corridas e envolvido na manipulação do resultado do Grande Prêmio de Cingapura de 2008.

Quando Martin Brundle perdeu o título da F3 Britânica para Ayrton Senna em 1983, nas voltas finais da última corrida, não esperava que essa ficasse para sempre como a principal credencial de sua carreira. Promovido imediatamente à F1, o inglês permaneceu 12 anos na categoria principal, mas jamais brilhou: sua melhor temporada foi pela Benetton em 1992, quando terminou em sexto. Atualmente, é comentarista da emissora britânica BBC.

Apelidado de "Jungle Boy", Antonio Pizzonia foi mais uma das promessas do automobilismo brasileiro que não se concretizou. Competindo na Europa desde os 17 anos, o amazonense venceu a Fórmula Renault Britânica em 1999 e a F3 Britânica no ano seguinte. Sua carreira na F1, porém, durou apenas 20 corridas: entre 2003 e 2005, o atual piloto da Stock Car correu por Jaguar e Williams e somou oito pontos.

"Com (Heikki) Kovalainen, espero encontrar o anti-Alonso", afirmou Flavio Briatore, chefe da Renault em 2007, quando promoveu o finlandês a titular para substituir o espanhol, transferido à McLaren. Mas não encontrou. Embora tivesse sido vice-campeão da GP2 em 2005, vencedor da World Series by Nissan em 2004 e terceiro colocado da F3 Britânica em 2002, Kovalainen jamais empolgou na F1. Em três anos com Renault e McLaren, só obteve três pódios e uma vitória. Hoje defende a Lotus.

O curitibano Ricardo Zonta começou a pilotar no kart aos 11 anos e aos 21, em 1997, sagrou-se campeão da Fórmula 3000 Internacional (atual GP2), superando o colombiano Juan Pablo Montoya. Em 1998, logo após vencer o campeonato de turismo FIA GT, acabou contratado pela BAR para estrear na F1. Foram cinco anos na elite, correndo ainda por Jordan e Toyota, e apenas três pontos somados. Desde 2007 o piloto compete na Stock Car.

Campeão da Fórmula 3000 em 1992, Luca Badoer estreou na Fórmula 1 pela extinta Scuderia Italia no ano seguinte. A equipe se tornou a Minardi, da qual o italiano foi titular em 1995. Sem chances em uma equipe competitiva, virou piloto de testes da Ferrari a partir de 1999. Em 2009, com o acidente de Felipe Massa, assumiu o carro vermelho em duas corridas e deu vexame. A imprensa inglesa não perdoou e ironizou o sobrenome do piloto, chamando-o de "how bad you are" (quão ruim você é).

A tese de que vencer a F3 Britânica não é sinônimo de um futuro de sucesso se reforça com Mario Haberfeld. O paulistano, campeão da categoria em 1998 aos 22 anos, nem sequer chegou à Fórmula 1, apesar de ter testado para Stewart e Williams. Nos quatro anos seguintes, ficou na F3000, tendo como melhor resultado um terceiro lugar. Ele ainda competiu sem brilho pela Champ Car, categoria americana originada com o racha da Indy.

Quando Alvaro Parente faturou 11 das 18 corridas que disputou na Fórmula 3 Britânica em 2005, Portugal pensou que havia encontrado um corredor de ponta. A previsão ganhou força dois anos depois, e ele ganhou outra categoria de prestígio, a World Series by Renault. Mas parou por aí. Desde 2008, o português, 26 anos, compete na GP2 e em sua melhor temporada ficou na oitava posição. Em 2010, ele seria o reserva da Virgin, mas não chegou a um acordo devido à falta de patrocínio.

Takuma Sato ainda é o automobilista japonês mais bem-sucedido na história da Fórmula 1, mas isso não quer dizer muita coisa. Vencedor da F3 Britânica em 2001, ele subiu imediatamente à elite com a "benção" da Honda, que fornecia motores para a Jordan. Ainda ficou por três anos na BAR e mais três na Super Aguri, sempre com propulsores da marca japonesa, somando 44 pontos em 93 provas. Agora ele está na Indy.

Jan Magnussen empolgou muita gente ao quebrar um recorde de Ayrton Senna e vencer 14 das 18 etapas da Fórmula 3 Britânica em 1994 - o brasileiro somou 13 em 1983. A carreira do dinamarquês, entretanto, não passou muito disso. Ele recebeu a oportunidade de defender a McLaren em uma prova em 1995 e foi companheiro de Rubens Barrichello na Stewart em 1997 e 1998. No total, marcou um ponto em 25 etapas e só foi se encontrar na 24 Horas de Le Mans, prova da qual é tetracampeão.

Marko Asmer é mais um exemplo de que o título da Fórmula 3 Britânica deve ser visto com ressalvas. Em sua terceira tentativa, o estoniano venceu o campeonato em 2007, mas jamais emplacou na carreira. Não brilhou na GP2, foi piloto de testes da BMW e desistiu da carreira em 2010. Neste ano, voltou atrás na decisão, disputando algumas etapas da mesma F3.

Nascido na Suíça, Romain Grosjean compete com a nacionalidade francesa. Após ganhar a Fórmula 3 Euroseries, ele liderava com folga a GP2 quando foi chamado para substituir Nelsinho Piquet na Renault, em 2008. Em sete corridas na F1, porém, fracassou, e o 13º lugar no Brasil foi seu melhor resultado. Aos 25 anos, o atual piloto reserva da equipe francesa espera nova oportunidade para descartar o rótulo de eterna promessa, depois de completar a temporada 2011 na GP2 e sair com o título.

Campeão da Fórmula 3000 em 2004, Vitantonio Liuzzi é mais um piloto italiano a não corresponder às expectativas de seu país. Na F1 desde 2005, com um pequeno intervalo em 2008 e 2009, ele já guiou para Red Bull, Toro Rosso, Force India e atualmente está na Hispania. No ano passado viveu seu melhor momento, sendo o 15º melhor piloto da classificação geral com o carro indiano.

Outra promessa francesa que passou longe de ser o novo Alain Prost é Sebastien Bourdais. Ele venceu a Fórmula 3000 em 2002 e brilhou nos EUA, sagrando-se tetracampeão da Champ Car, categoria que se originou do racha da Fórmula Indy, entre 2004 e 2007. Animado, foi tentar a sorte na F1 e falhou, sendo demitido da Toro Rosso depois de uma temporada e meia com um total de seis pontos em 27 corridas. Aos 32 anos, ele disputou a Le Mans Series e algumas etapas da Indy em 2011.

fonte: terra.com.br

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