Veja 19 momentos de Rubinho na F1

21/01/2012

Rubens Barrichello ficou sem a vaga na Williams e está ameaçado de deixar a Fórmula 1. Em uma manifestação no Twitter, o brasileiro disse que o futuro está bem aberto, mas a contratação de Bruno Senna pela equipe inglesa tem grandes chances de realmente tirar Barrichello da elite do automobilismo mundial. Por isso, o Terra selecionou os 19 momentos mais marcantes do piloto na categoria - o equivalente a um a cada temporada dele na F1. Saiba mais nas próximas páginas:    Foto: Getty Images 

Rubens Barrichello ficou sem a vaga na Williams e está ameaçado de deixar a Fórmula 1. Em uma manifestação no Twitter, o brasileiro disse que o futuro "está bem aberto", mas a contratação de Bruno Senna pela equipe inglesa tem grandes chances de realmente tirar Barrichello da elite do automobilismo mundial. Por isso, selecionmos os 19 momentos mais marcantes do piloto na categoria - o equivalente a um a cada temporada dele na F1.



GP da África do Sul de 1993
No circuito de Kyalami, Barrichello disputou em 1993 o primeiro de seus - até agora - 323 Grandes Prêmios na Fórmula 1. O piloto que é recordista nesse quesito estreou pela Jordan e abandonou a prova na 31ª volta, com problemas no câmbio

GP da Europa de 1993
A nona etapa daquela temporada é lembrada até hoje como uma das melhores exibições da carreira de Ayrton Senna (foto), que venceu. Mas houve um coadjuvante de peso em Donington Park: Barrichello, que largou em 12º, mas mostrou pela primeira vez na carreira sua grande habilidade na chuva, chegando à terceira posição. Porém, a má sorte o levou a ter problemas no câmbio, e ele abandonou na penúltima volta - mesmo assim, ainda conseguiu o décimo posto.

GP do Pacífico de 1994
O primeiro pódio de Barrichello na Fórmula 1 veio na segunda prova de 1994. Ainda pela Jordan, o brasileiro largou na oitava posição no autódromo de Aida, no Japão, e terminou na terceira. A corrida foi marcada pelo domínio da Benneton do alemão Michael Schumacher, que deu uma volta em todos os outros competidores, à exceção do segundo colocado, o austríaco Gerhard Berger.

GP de San Marino de 1994
Um dos principais acidentes da carreira do piloto aconteceu nos treinos livres para a prova seguinte. A mais de 200 km/h, ele decolou com sua Jordan no circuito de Ímola e se chocou violentamente contra a barreira de pneus. Dois dias depois, a então jovem promessa não participou da prova devido ao nariz quebrado e ao gesso no braço. Naquele mesmo domingo, 1º de maio, Ayrton Senna morreu após bater sua Williams na curva Tamburello.

GP da Bélgica de 1994
Com 14, o brasileiro soma mais pole positions que vitórias (11) em sua história na categoria. A primeira vez em que ele largou na primeira colocação foi surpreendente. Em 1994, no circuito de Spa-Francorchamps, ele aproveitou a pista molhada e se tornou o pole mais jovem da história, com 22 anos, três meses e cinco dias - atualmente é o terceiro da lista, atrás de Sebastian Vettel e Fernando Alonso. Na corrida, abandonou na 19ª volta, após acidente.

GP da Europa de 1999
A Stewart durou de 1997 a 1999 e em todas as temporadas teve Barrichello como seu principal pontuador. No último ano, porém, a primeira e única vitória da história da equipe veio com o britânico Johnny Herbert, que triunfou no circuito de Nurburgring, na Alemanha. Com a terceira colocação, o brasileiro também subiu ao pódio na corrida, que foi disputada sob uma chuva fraca que deixou as condições caóticas - apenas nove carros cruzaram a linha de chegada.

GP da Alemanha de 2000
A primeira vitória da carreira de Barrichello também foi sob chuva. Em Hockenheim, ele teve uma de suas atuações mais notáveis e venceu em sua 11ª exibição pela Ferrari. O piloto largou em 18º, conseguiu muitas ultrapassagens e se beneficiou por um francês que invadiu a pista e provocou a entrada do safety car. Mais próximos dos líderes, o brasileiro bateu Mika Hakkinen ao não trocar pneus quando a chuva voltou a cair, completando a prova com slicks.

GP da Áustria de 2001
A passagem de seis anos de Barrichello pela Ferrari foi marcada por algumas polêmicas. No circuito de A1-Ring, o brasileiro, respeitando ordens da equipe, cedeu a segunda posição ao companheiro, Michael Schumacher, na última volta da prova. A etapa era apenas a sexta do campeonato, que seria vencido pelo alemão com 58 pontos de vantagem sobre o britânico David Coutlhard, da McLaren - o equivalente a quase seis vitórias.

GP da Áustria de 2002
A "entregada" mais marcante da carreira de Barrichello viria um ano depois, no mesmo autódromo. Desta vez, o brasileiro liderava a prova quando, novamente sob ordens da Ferrari, permitiu a ultrapassagem de Schumacher já na reta dos boxes, a poucos metros da linha de chegada. Novamente, a corrida austríaca era a sexta do Mundial, ganho pelo alemão com 67 pontos a mais que o segundo colocado, justamente o companheiro de escuderia.

GP dos EUA de 2002
Depois dos dois episódios, Schumacher resolveu recompensar Barrichello. Na penúltima corrida de 2002, o alemão cedeu passagem ao brasileiro também nos metros finais. O paulista conseguiu a quinta vitória da carreira por uma diferença mínima: 0s011.

GP da Inglaterra de 2003
O sexto êxito de Barrichello na Fórmula 1 veio de maneira memorável e terminou com "sambadinha". Após obter a pole position, ele largou mal em Silverstone e caiu para o terceiro lugar, atrás da Renault de Jarno Trulli e da McLaren de Kimi Raikkonen. Agressivo, o brasileiro travou o primeiro belo duelo do dia com a Williams-BMW de Ralf Schumacher e superou o rival. No fim da prova, estava em segundo e pressionou Raikkonen até o finlandês cometer um erro.

GP da Hungria de 2003
A participação de Barrichello no circuito de Hungaroring em 2003 durou 19 voltas. O brasileiro, que havia largado na quinta posição, perdeu o controle de seu carro e abandonou, com um problema na suspensão. Poucos dias depois, a Ferrari emitiria um comunicado polêmico sobre o ocorrido, dizendo que a quebra do triângulo da suspensão traseira esquerda foi causada pelo piloto, que passou fortemente pela zebra em disputa com a Jaguar de Mark Webber.

GP do Japão de 2003
O penúltimo dos sete títulos mundiais de Schumacher foi conquistado com uma ajuda de Barrichello. O brasileiro deu mais tranquilidade ao colega dominando a maior parte da corrida em Suzuka, a última do ano, e deixando Kimi Raikkonen em segundo. Quando chegou à prova, o alemão precisava de apenas um ponto para garantir o troféu e foi justamente isso o que conseguiu no Japão, com o oitavo lugar. O finlandês terminou o ano com 91 pontos, contra 93 do campeão.

GP da China de 2004
A nona e última vitória de Barrichello pela Ferrari veio na antepenúltima etapa de 2004 e lhe assegurou também o vice-campeonato mundial - o segundo de sua carreira. No circuito de Xangai, o brasileiro não teve a concorrência de Schumacher, que largou em último por problemas no treino classificatório e logo no início da prova tocou seu carro com a Jaguar de Christian Klien. Ao final, o alemão terminou em 12º e ainda levou uma volta do companheiro.

GP da Espanha de 2009
Um dos maiores desabafos da carreira de Barrichello veio em Barcelona. Ele liderou a maior parte de sua quinta prova pela Brawn GP, mas perdeu a ponta no fim para o companheiro, o inglês Jenson Button, que durante a corrida mudou a estratégia de duas para três paradas. Em entrevista, o brasileiro disse que logo após a etapa cobrou explicações de Ross Brawn, ameaçando se aposentar da F1 imediatamente caso o chefe tivesse feito alguma manobra para ajudar Button.

GP da Itália de 2009
Brawn alegou que a mudança na estratégia de Button foi uma coincidência e uma necessidade de momento e tranquilizou Barrichello, que seguiu na equipe e conseguiu a segunda vitória no ano na Itália mesmo após largar apenas no quinto posto. Com o resultado, passou a alimentar o sonho de ser campeão mundial. Esta foi a 11ª e última vitória do brasileiro na categoria - número que faz dele o 28º maior vencedor de todos os tempos.

GP do Brasil de 2009
Button dominava o campeonato com seis vitórias nas sete primeiras corridas, mas caiu de rendimento e permitiu a Barrichello sonhar com o título mundial. Este chegou à corrida de Interlagos, a penúltima do ano, com 14 pontos a menos que o inglês - havia 20 em disputa. O brasileiro se animou ao fazer a pole, mas concluiu o GP em oitavo. Já o inglês, que largou apenas em 14º, brilhou e garantiu o título com o quinto lugar.

GP da Hungria de 2010
Em uma vingança pessoal para o piloto, ele conseguiu uma bela ultrapassagem mesmo após ser "espremido" contra o muro pela Mercedes de Schumacher na reta dos boxes do autódromo de Hungaroring. "A justiça foi feita hoje de certa forma, porque acho que ele ficou parado por três anos e não mudou nada", desabafou Barrichello após a manobra, que lhe valeu o décimo lugar já no fim da prova e fez com que o alemão perdesse dez lugares no grid da etapa seguinte.

GP do Brasil de 2011
O 323º e possivelmente o último Grande Prêmio de Barrichello na Fórmula 1. Discreto durante todo o fim de semana com sua Williams, o piloto largou na 12ª posição e terminou duas atrás, levando uma volta do vencedor da prova, o australiano Mark Webber. Em 19 exibições em Interlagos pela categoria, o brasileiro abandonou 11 e só subiu ao pódio uma vez: com o terceiro lugar em 2004.

fonte: terra.com.br

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