Cancelar o GP só daria poder aos extremistas

20/05/2012


O príncipe herdeiro do Bahrain, Salman bin Hamad Al-Khalifa, rejeitou esta sexta-feira a possibilidade de cancelar o Grande Prémio de Fórmula 1 (F1), considerando que isso representaria uma vitória para os extremistas.




"Penso que cancelar [a prova] serviria apenas para dar mais poder aos extremistas", defendeu o príncipe, numa reação à tensão crescente no paddock da quarta prova do Mundial de F1 devido à contestação social.

A equipe Force India desistiu mesmo de participar na segunda sessão de treinos livres desta sexta-feira, mas justificou a decisão com base em "objetivos estratégicos", apesar de dois membros terem abandonado na quinta-feira o país por "razões pessoais".

"Para todos aqueles que estão tentando encontrar uma saída para este problema político, a corrida contribuirá para construir pontes e pôr as pessoas a trabalhar em conjunto", sustentou o príncipe herdeiro do Bahrain.

No mesmo momento em que falava Salman bin Hamad Al-Khalifa, dezenas de milhares de manifestantes pararam uma das principais autoestradas, exibindo cartazes e gritando palavras de ordem contra a monarquia sunita governante, liderada pelo rei Hamad ben Issa Al-Khalifa.

O alemão Nico Rosberg (Mercedes) foi o mais rápido na segunda sessão de treinos livres, com o tempo de 1.32,816 minutos, batendo por perto de meio segundo o compatriota Sebastian Vettel (Red Bull), bicampeão mundial.

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