1 ano sem Sondermann. Aprendemos a lição?

10/04/2012

Um ano sem Gustavo Sondermann, vítima da tragédia em Interlagos. Aprendemos a lição?Foi no dia 3 de abril de 2011, em Interlagos, que o piloto Gustavo Sondermann perdeu a vida aos 29 anos em acidente na “Curva do Café” durante a etapa de abertura da temporada da Copa Montana. À época, o boletim médico assim informava:

O Hospital São Luiz informa que o piloto Gustavo Sondermann deu entrada na Unidade Morumbi às 14h25 de 03 de abril, após acidente durante prova automobilística, realizada neste domingo no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

O paciente foi transportado para o Hospital São Luiz Unidade Morumbi imediatamente após ser reanimado em pista e receber atendimento médico do próprio hospital no Centro Médico do Autódromo.

Atendido inicialmente pela equipe de emergência do pronto socorro da Unidade Morumbi, Sondermann foi transferido para a UTI. No momento da entrada estava em coma (escala de Glasgow 3), respirando com auxílio de aparelhos.

Após exames clínico, neurológico, funcional e de imagem, foi constatado traumatismo craniano grave, hemorragia cerebral difusa e fratura da primeira vértebra cervical. Frente às lesões apresentadas, foi concluído pela equipe médica que não havia indicação para tratamento cirúrgico.

O quadro neurológico é considerado irreversível.

Dr. Sebastião Cesar de Vasconcellos
Diretor Clínico do Hospital São Luiz – Unidade Morumbi

Dr. Jorge Pagura
Neurocirurgião

Dr. Dino Altmann
Responsável Médico Stock Car



Foi outra tragédia na categoria de acesso à Stock Car, que se somou à de Rafael Sperafico, quatro anos antes. Como escrevi na ocasião, a morte nas pista é resultado de algo muito errado:

Quando alguém morre no automobilismo é porque alguma coisa está muito errada. Automobilismo e morte não combinam, pois o esporte é vida, alegria, superação. Gustavo Sondermann, de 29 anos, morreu hoje, em Interlagos. Há algo muito errado. Tinha sido assim quando Rafael Sperafico morreu; continua assim até hoje.

Não é hora de encontrar culpados nem sacrificar ninguém. Pelo contrário, o momento é de reverência à sua memória e amparo à família. Mas há de se buscar ensinamentos que evitem novas tragédias como essa. Sou um cético que não acredita em sorte ou azar, muito menos em fatalidade.

Sondermann morreu porque alguma coisa precisa ser revista e ainda não o foi. Que nos engajemos todos nós, profissionais e amantes do esporte, para que não tenhamos mais de viver situações de tanta dor como essa.

Por Americo Teixeira Jr. – http://www.diariomotorsport.com.br

Nos links abaixo, tive a oportunidade de manifestar minha preocupação com a categoria. E, além do convite para ler as matérias indicadas, deixo aqui a pergunta fundamental: APRENDEMOS A LIÇÃO?

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