Temporada de 2012 é a mais disputada da história da F1

16/05/2012

Cinco provas com cinco equipes diferentes no topo. Nove pilotos de sete escuderias no pódio até agora. Uma diferença de apenas 20 pontos entre o líder e o sétimo colocado do Mundial. E uma média recorde de 62 ultrapassagens por prova. Essa é a temporada 2012 da Fórmula 1, a mais disputada e emocionante da história da categoria.

Com seis campeões mundiais no grid pela primeira vez em todos os tempos, o ano prometia equilíbrio logo de cara. As mudanças nas regras também apontavam essa tendência: a proibição do difusor aquecido e o desgaste cada vez maior dos pneus conseguiram acertar em cheio o objetivo que tinham e deixaram a temporada completamente aberta.

O ano começou com a McLaren de Jenson Button na frente, o que sugeria um possível favoritismo do time de Woking. Na segunda prova, porém, Fernando Alonso, na chuva, surpreendeu e venceu mesmo com uma Ferrari tida por muitos como a mais fraca dos últimos anos. Na terceira etapa, Nico Rosberg chegou à sua primeira vitória na F1, com a Mercedes. Apenas na quarta prova, a Red Bull conseguiu colocar o bicampeão Sebastian Vettel no lugar mais alto do pódio. E, no último domingo, na Espanha, a F1 viu mais um vencedor inédito: Pastor Maldonado, da Williams.

Com a vitória do venezuelano e da Williams, igualou-se o recorde de 1983 de cinco equipes diferentes com vitórias nas cinco primeiras etapas do campeonato. A diferença é que, naquele ano, depois do início equilibrado, a disputa ficou concentrada entre Nelson Piquet e Alain Prost, e apenas Ferrari, Brabham e Renault conseguiram manter o bom ritmo.

Em 2012, o panorama deve ser outro. A começar pela Lotus, que ainda não venceu na temporada, mas ocupa a terceira colocação no Mundial de Construtores e nas duas últimas provas colocou pilotos no pódio – se vencer em Mônaco, no dia 27 de maio, a equipe de Kimi Raikkonen e Romain Grosjean coloca definitivamente o ano de 2012 na história da F1.


Não se pode esquecer também da Sauber. Com um carro bem feito em 2012, Sergio Pérez e Kamui Kobayashi já mostraram na pista que a briga com as equipes grandes não tem sido tão desigual. O mexicano foi segundo colocado na Malásia, deixando a vitória escapar para Alonso no fim. O japonês, por sua vez, fez uma ótima prova na Espanha, chegando na quinta posição. O carro já mostrou ter velocidade, e os dois podem voltar a surpreender no ano.

Com isso, são sete equipes que já chegaram e que têm possibilidades de voltar ao pódio em 2012. Em tese, são 14 pilotos com condições de brigar no topo. Até por todos esses candidatos reais, a temporada já teve Vettel, atual bicampeão, largando fora dos dez primeiros colocados na China, o heptacampeão Michael Schumacher sofrendo para pontuar, e Lewis Hamilton, terceiro colocado do campeonato, sem vitórias com o bom carro da McLaren.

"É a melhor Fórmula 1 que já vi. As corridas não são decididas até a bandeira quadriculada, e não há nenhum time muito à frente. Todas as pessoas que converso me dizem que a categoria está mais interessante do que nunca", disse Franz Tost, chefe da Toro Rosso. Dietrich Mateschitz, dono da Red Bull, concorda. “A F1 está mais empolgante e imprevisível do que nunca”.

Até o “Homem de Gelo”, o finlandês Kimi Raikkonen, se rendeu à emoção da temporada. “Em uma corrida, a equipe está na frente e, de repente, você está em décimo na próxima prova, então é uma situação diferente”.

Mais ultrapassagens

Outro fator de análise da emoção dentro das pistas, o número de ultrapassagens também conta a favor da temporada atual. A média de 2012 é a maior dos últimos 30 anos, com aproximadamente 62 por corrida. Em 2011, o número havia sido de 59. Na década de 80, ultrapassava-se de 20 a 40 vezes por prova, aproximadamente. O início dos anos 2000 teve o menor número. Em 2005, por exemplo, foram menos de dez ultrapassagens por corrida. Os números mostram que a FIA, depois de tanto tempo, finalmente conseguiu deixar a disputa acirrada.
fonte: ig

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