Jean-Marie Balestre

20/06/2012

Bom para quem é mais novo não vai se recordar dele, mas em 89 se tinha alguém odiado no Brasil é Jean-Marie Balestre, todo esse ódio foi pelo ocorrido em Suzkuka 89.


Jean-Marie Balestre, ex-presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), morreuno dia 27 de março de 2008 na França. Para quem não o conhece, o dirigente francês ganhou notoriedade no Brasil na disputa do campeonato da Fórmula 1 de 1989, quando não escondeu sua preferência por Alain Prost quando ele brigava com Ayrton Senna pelo título (a foto acima, à direita, mostra o pódio do GP da Bélgica de 89, quando Balestre ignora Senna e levanta os braços de Prost e Nigel Mansell).



O ápice desta “ajuda” foi no GP do Japão de 1989, quando Prost jogou o carro contra Senna na chicane “Triangle”. O francês saiu do carro, mas o brasileiro continuou na corrida, voltando à pista por um atalho. Ele teve de voltar aos boxes, trocar o bico avariado e ultrapassar Alessandro Nannini, da Benetton, na mesma curva. Senna venceu a prova e se manteria vivo no campeonato, não fosse a canetada de Balestre, que desclassificou o brasileiro e deu o título a Prost. Só que o uso deste atalho era permitido aos pilotos, desde que seus carros estivessem em posição perigosa, o que era o caso naquele momento.

A crise continuou, Senna deu uma coletiva manifestando sua insatisfação com aquela decisão e atacando Balestre. O dirigente, então, ameaçou cassar a superlicença do brasileiro a menos que ele se desculpasse publicamente. Após muitas negociações, inclusive com a presença de Ron Dennis, chefe de Senna à ocasião, ambos chegaram a um acordo e o brasileiro pediu desculpas para poder correr em 1990. Mas a batalha com Balestre não estava encerrada.


Senna e Balestre entrariam em atrito mais uma vez no Japão. Em 1990, Senna chegava a Suzuka em ótimas condições para levar o título. Para completar, ele ainda marcaria a pole position para a corrida. Só que Balestre determinou que o pole largaria pelo lado sujo da pista, contrariando o que acontece em todos os circuitos do mundo. Senna protestou, mas nada foi feito. Resultado: na primeira curva, uma das mais rápidas do circuito, o brasileiro deu o troco a Prost e jogou seu carro em cima do rival. De uma forma pouco elegante, o brasileiro levou o bicampeonato da F-1.

Balestre deixou a presidência da FIA em 1993. Antes, ele já tinha dirigido a Fisa (Fédération Internationale du Sport Automobile – Federação Internacional de Automobilismo) entre 1979 e 1991. Ele também foi agente duplo do nazismo de Adolf Hitler infliltrado na Resistência Francesa na Segunda Guerra Mundial. Após o fim do conflito militar, ele lançou a revista “Auto-Journal”, sobre automobilismo.


No Brasil, Balestre é lembrado pela rixa com Ayrton Senna. Mas o francês também foi responsável por um grande aumento da segurança na F-1. Ele implementou os crash-tests (testes de impacto) nos carros da categoria, além de acabar com os motores turbocomprimidos no fim de 1988. Balestre foi um dos poucos a bater de frente com Bernie Ecclestone, chefe comercial da categoria. Os dois chegaram a um acordo, após a F-1 quase chegar a um racha. A FIA ficaria responsável pela parte esportiva e a Foca (Formula One Constructors Association – Associação dos Construtores da Fórmula 1 – hoje FOM – Formula One Management), pela parte comercial.

fonte:voando baixo

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