Relembrando Didier Pironi

06/07/2012

Aqui vos falo sobre um ambicioso e talentoso francês, vencedor das 24 horas de Le Mans, Didier Joseph-Louis Pironi infelizmente encontrara a morte à quase 25 anos e hoje faria 60 anos de idade.


Conhecido por ser extremamente veloz em pista, e por agir com brutalidade nas corridas, Pironi nasceu em Villecresnes, Val-de-Marne, inicialmente estudando como engenheiro, esqueceu a profissão depois que o pequeno francês conheceu o automobilismo em Paul Ricard. Em 1972 passou a ser patrocinado pela Elf e após a vencer na F3 francesa, chegou a categoria top do automobilismo em 1978, pela Tyrrell.
Nesse mesmo ano, consegue sua vitória nas 24 horas de Le Mans, a bordo de um Renault. Como as coisas na Tyrrel não estavam bem, em 1980 foi contratado pela Ligier, finalmente conseguindo sua primeira glória, vencendo em Zolder. Isso atraiu os olhos de Enzo Ferrari, e Pironi foi contratado para correr na sua equipe à partir da temporada de 1981.
Foi daí que conhece o que seria o seu maior rival na F1: Gilles Villeneuve. Lá tambem ganhou um aliado, o engenheiro Marco Piccinini. Outro aliado foi Gilles Villeneuve, que inicialmente viajavam juntos nas corridas e compartilhavam o tempo livre passeando de barco com ambas as famílias. Mas essa amizade era provocada pelo temor um ao outro. Esse temor vinha principalmente de Pironi, que enxergava Gilles como uma ameaça a sua carreira.

No fim de 1981 já era sentida um distancimento dos dois. Primeiro pelo fato de o piloto francês não ter convidado Gilles para seu casamento no início do ano. Villeneuve começou a temporada muito superior a Pironi, que dura até o fim do GP de Imola, quando essa amizade acabou de vez. Quando a Ferrari vinha fazendo uma dobradinha Villeneuve-Pironi. Como a corrida já estava sob controle total, a equipe pediu para que os pilotos poupassem os pneus diminuindo o ritmo. Villeneuve obedeceu, mas Pironi não fez o mesmo e o ultrapassou na Tosa, assumindo a ponta. O canadense não achou ruim, atacou o companheiro e o ultrapassou, retomando a liderança. Mas Pironi estava diabólico e ultrapassou Villeneuve novamente na penúltima volta. E venceu a corrida.
Sentindo-se traído, Gilles enfurecido sequer olhou pra cara do “segundo piloto” da Ferrari no pódio e isso se passou para a próxima corrida, onde sofre um acidente fatal. Pironi era visivelmente o culpado pela morte, tanto de Gilles, quanto pela de Riccardo Paletti no GP do canadá, quando ficou parado na largada. Concerteza o público passou a odiar Pironi.

Esses modos exagerados passaram a agravar sua crise no casamento com sua esposa Catherine. Ele pouco se importou, saindo desfilando com a apresentadora Veronique Jannot. Enquanto a vida na F1, ele estava quase à realizar seu sonho de ser o primeiro francês campeão na F1. Mas essa situação estava destruindo Pironi por dentro, que passava a ser cada vez mais arrogante. E foi assim que encarou a tenebrosa pista chuvosa de Hockemheim, quando sofreu um gravíssimo acidente, quando acertou a traseira de Alain Prost e ricocheteando nos Guad-Rails, e sofreu ferimentos graves nas pernas e na bacia.
Por sorte, o piloto sobrevive ao acidente, e graças aos médicos do hospital local, não teve a perna amputada. Mas ele nunca mais voltou ao esporte. Apesar disso, terminou a temporada sendo vice-campeão, o que mostra que Pironi poderia levar, sem dúvidas, a temporada, se tivesse controlado sua ambição.

Sem possibilidade de retornar à F1, ele se interessa por corridas de lancha, as competições off-shore. Em 1987, participa do campeonato de off-shore, pela a equipe Colibri, tendo como parceiro o navegador Bernard Giroux, que foi campeão do Rally Dakar como co-piloto de Ari Vatanen. O “throttleman”, o terceiro homem que manuseia a alavanca do acelerador era Jean-Claude Guénard, um ex-engenheiro da Ligier. Em Ardenal da Noruega conquista sua primeira vitória, sendo um dos candidatos ao título. Até Enzo Ferrari escreveu uma carta, parabenizand0-o. No dia 23 de agosto de 1987 Pironi e sua equipe estavam confiantes de também poder vencer a etapa de Isle of Wight. Brigando com o barco ‘Pinot di Pinot’ de Renato della Valle pela liderença, o ‘Colibri faz uma curva mais acirrada em volta de uma bóia e, acelerando mais cedo, acabou decolando por cima de uma onda que vinha do návio petroleiro ‘Avon’, cuja rota passava alguns quilômetros dali. Ao cair na água de ponta cabeça à velocidade considerável os três tripulantes são mortos pela força do impacto. O ‘Colibri’ não tinha um cockpit fechado para protegê-los nesta situação.
E assim morre um dos pilotos mais ambiciosos e talentosos da Fórmula 1. A sua esposa, Catherine Goux, com a qual ele tinha casado pela segunda vez, estava grávida de gêmeos quando o acidente ocorreu. Ela deu luz a dois belos rapazes em 6 de janeiro de 1988. Em um belo gesto ela fez uma homenagem reconciliatória: Os dois meninos foram batizados Didier e… Gilles. Ela também lançou um livro com o título “Lettre à Didier” (carta à Didier), o único livro que trata exclusivamente do piloto e, acima de tudo, do ser humano tão complexo, atormentado pela ambição, pela pressão, muitas vezes mal-interpretado e julgado pela opinião de terceiros que sequer o conheciam pessoalmente.

fonte: Formula Zero Brasil

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