O maior de todos

03/08/2012

Eu estou de volta! E nada melhor do que voltar com uma história como essa aí debaixo...

... O ano era 1957.

O palco? A mítica pista de Nürburgring. Não a atual, e sim a original, com seus intermináveis 22.810 km de extensão, serpenteando floresta adentro.

Juan Manuel Fangio dominava a temporada a bordo de sua Maserati 250F. Os únicos rivais a altura eram os pilotos da Ferrari, Peter Collins e Mike Hawthorn, que inclusive tinham um melhor desempenho no inferno verde de Nürburgring.

Na classificação, pole de Fangio, com direito a quebra do recorde da pista. Mas, para manter o mesmo ritmo na corrida, o argentino largaria com metade do combustível e pneus  macios, que eram mais rápidos, mas não durariam até o final da prova. Ou seja, era necessária uma parada nos boxes. Algo inovador e arriscado, mas era o único jeito de vencer.

Após a largada, como era esperado, Fangio andava rápido e abria vantagem sobre as Ferrari. No final da 13ª volta (de um total de 22) era a hora de parar. Fangio entrou nos boxes com cerca de 30s de vantagem para Hawthorn. Não seria suficiente.

E porque?

Pense em uma parada de box nos anos 50. Tonéis de combustível eram despejados em um funil acoplado no tanque (e ao menor descuido do mecânico tudo poderia ir pelos ares). Para a troca dos pneus traseiros, marretadas até que a porca e todo o conjunto da roda se soltasse para ser substituído. Demorou tanto, que quando Hawthorn e Collins rasgaram a reta, foram avisados pela Ferrari que Fangio estava fora. 

Mas não estava. Deixou os boxes com um déficit de 45s em relação aos líderes. E começou uma das maiores corridas de todos os tempos...

Enquanto as Ferrari administravam o ritmo imaginando estarem sozinhas, Fangio voava na pista. Chegou a quebrar o recorde da pista (que já era dele) por nove vezes (!), sete delas consecutivas. Ou seja, a caçada havia começado.

No início da  penúltima volta, Fangio ultrapassou Collins e encostou em Hawthorn. A briga não foi fácil. Fangio teve de passar com duas rodas na grama, e se defender dos contra-ataques do inglês.





















No final, o desabafo: "Eu nunca pilotei tão rápido em toda minha vida, e não acredito que conseguirei repetir isso novamente".

Não, ninguém nunca conseguiu... 


Presentinho pra vocês aí embaixo: o vídeo da bagaça. Esse tal de Youtube é foda mesmo...


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