atilaÁtila Abreu e Sebastian Vettel estão hoje em lados opostos do automobilismo. Mas o piloto da Stock Car e o da Fórmula 1 já viveram uma gostosa rivalidade ainda quando adolescentes em categorias de base pela Europa. Apesar dos bons momentos na memória, o brasileiro revela que vai torcer pelo título de Fernando Alonso, no GP do Brasil, no domingo (25), em Interlagos. 

— Até acho que vai dar Vettel. Apesar de que, o Alonso merece mais neste ano. Conseguiu contornar muito bem as adversidades, tirar o máximo do carro e até poderia estar mais perto do título. Ele demonstrou um lado diferente do trabalho dele e passou até mesmo a ser mais respeitado. 

De volta ao automobilismo nacional, muito por não caber em carros fórmula, Átila, hoje com 1,90 metros, tem boas recordações dos três anos que pilotou ao lado de Vettel. Eles foram árduos concorrentes em 2003 e 2004 na Fórmula BMW Alemã e até companheiros de equipe na Fórmula 3 Europeia no ano seguinte. A relação sempre foi marcada por respeito mútuo e ainda algumas brincadeiras típicas da idade.

O piloto da Stock Car – que inclusive fez tratamento para parar de crescer antes de abandonar a apertada Fórmula 3 – conta que, então com 16 anos, os dois chegaram a ser repreendidos por uma inocente guerra de papel molhado em um luxuoso hotel na Itália. Por todos os valiosos momentos vividos juntos, Átila pretende ir a Interlagos mais uma vez dar um abraço no velho amigo.

— Apesar de ser concorrente naquela época, a gente se divertia muito. Muito comum de quando a gente é mais novo. Quando criança, você sabe do profissionalismo, mas não tem muita malícia. O ideal era que a gente se odiasse, mas nunca tivemos problemas. 


Parte da formação daquele que está prestes a ser tricampeão da Fórmula 1 (precisa apenas do quarto lugar na última prova do ano), o piloto conta que Vettel sempre foi um piloto completo, que errava pouco, apesar de largar mal.

— Foram anos de muito aprendizado, disputando título diretamente com um piloto de alto nível. Em 2004, cheguei 15 vezes no pódio, mas o Vettel chegou 20 e foi campeão. Foram disputas intensas, fortes, em que acabava jogando até com o psicológico do outro. Coisa que o Alonso também deve usar por não ter o melhor carro. Mas fica o carinho por ele, pela família dele em anos muito bons da minha vida.

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