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A temporada 2013 poderá ter no grid o quinto ex-piloto de Fórmula 1 a disputar o Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck. Alex Caffi, italiano de 48 anos, está no Autódromo Internacional de Curitiba, onde a categoria se prepara para a nona e penúltima etapa, que será disputada neste domingo (9), a partir das 13h, com transmissão ao vivo da Rede Bandeirantes. Caffi fará um teste com um caminhão da categoria na segunda-feira (12).


“Eu já conhecia a Super Truck da Europa, mas não tem comparação. A de vocês têm caminhões muito evoluídos em tecnologia, eles são máquinas de competição que impressionam. O nível é muito mais alto”, avaliou, depois de acompanhar a primeira sessão de treinos livres. “Vou acompanhar todo o fim de semana da etapa, quero conhecer o máximo da Fórmula Truck em todos os aspectos antes de fazer meu primeiro teste”, acrescentou.

A opção pelo Brasil tem motivação econômica, também. “A economia da América do Sul está mais forte que a da Europa, o que dá mais viabilidade a qualquer projeto no automobilismo”, manifestou. Caffi estará acompanhado em Curitiba de representantes de empresas argentinas e chilenas que viabilizaram sua participação no Rali Dacar de 2013 – o italiano, na competição de janeiro, será piloto de um dos caminhões Mercedes-Benz da Orobica Raid Team.

Foi justamente pelo contato que assumiu com o rali nas duas últimas temporadas que Caffi assumiu um contato mais próximo com os caminhões. “A Fórmula Truck tem uma organização exemplar. O campeonato é extremamente competitivo e o projeto em que estamos trabalhando é para no mínimo três anos de participação. É o tempo mínimo para assimilar bem o caminhão na pista e poder mostrar um bom trabalho nos campeonatos”, considerou.

Alex Caffi disputou o Mundial de Fórmula 1 entre 1986 e 1992. “Corri com Ayrton Senna e Nelson Piquet, eles também foram ídolos fora do Brasil”, faz questão de frisar. Estreou pela Osella, ainda na era dos motores turbo. Em 1988, transferiu-se para a Dallara-Scuderia Italia, onde ficou por dois anos. Em, 1990, foi piloto da Arrows, que no ano seguinte virou Footwork e representou, em termos práticos, sua última equipe na categoria.

O italiano tentou seguir na F-1 em 1992, pela modesta Andrea Moda. Sem conseguir classificar o carro para o grid e com os problemas financeiros da equipe de seu país, foi substituído pelo brasileiro Roberto Pupo Moreno. A partir de 1993, Caffi direcionou sua carreira às corridas de longa duração, com protótipos, e de gran turismo, com atuações na América do Norte e em vários países da Europa. Desde 2011, vem dedicando-se às competições de rali.

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