A turma de 1992

09/02/2013

Mais do que uma geração de pilotos que assistiu ao domínio da Williams na temporada de 1992, eles marcaram a história da Fórmula 1.



A foto acima mostra parte dos pilotos da categoria máxima do esporte a motor no ano de 1992, reunidos com o já todo poderoso mandatário dos direitos comerciais da Fórmula 1, Bernie Ecclestone. O chefão costuma até hoje reunir parte do grid ou os pilotos envolvidos diretamente na briga pelo título da temporada para uma foto, compondo belos registros fotográficos.

A temporada de 1992 foi marcada por aquele que, segundo eu acredito, tenha sido o carro mais formidável de todos os tempos, a Williams FW 14B, que conduzida pelo inglês Nigel Mansell venceu 9 das 16 etapas da temporada. O inglês venceu as cinco primeiras etapas, na África do Sul, México, Brasil, Espanha e San Marino. Depois de ser segundo em Mônaco, e de um abandono no Canadá, o inglês venceu mais três consecutivas - França, Inglaterra e Alemanha. Na etapa seguinte, o segundo lugar na Hungria lhe garantiu o título mundial, repetindo a posição na Bélgica, abandonando na Itália, vencendo em Portugal e não terminando as etapas do Japão e da Austrália. No final Mansell somou 108 pontos, contra 56 do companheiro Ricardo Patrese, o vice-campeão.

O carro foi um divisor de águas, onde até então nunca a tecnologia tinha sido tão decisiva para o sucesso de um piloto na categoria. Mansell, por sua vez, com um carro muito superior aos demais bólidos, desfilou reluzente pela temporada, e salvo um problema ou outro de menor gravidade, poderia ter vencido ainda mais provas.

Ricardo Patrese, a época recordista em participações na Fórmula 1, venceu uma única corrida, mas não deixou de ser reconhecido como um ótimo acertador de carros, e um piloto de grande talento. A vitória do italiano aconteceu no Japão.

Ayrton Senna venceu três etapas na temporada (Mônaco, Hungria e Itália), na qual a McLaren Honda V12 da qual competia pouco se aproximava das Williams de Mansell e Patrese. No final da temporada o brasileiro amargou apenas a quarta colocação, com 50 pontos anotados. Claramente desmotivado, Ayrton abandonou sete corridas durante o ano, marcando esta como a temporada mais irregular do piloto desde que se transferiu para o time de Woking. O companheiro de equipe Gerhard Berger venceu as etapas do Canadá e Austrália, terminando o campeonato em quinto, com 49 pontos. Apenas um a menos que Ayrton.

Michael Schumacher, até então em seu segundo ano na categoria, venceu a primeira corrida da carreira na Bélgica. Sendo mais regular que a dupla da McLaren, terminou o ano em terceiro com 53 pontos. Schumacher iniciou em 1992 a somatória que o levaria a ser o recordista absoluto de vitórias com 91 conquistas.

Os demais foram coadjuvantes de luxo, onde, independente de talento maior ou menor, todos eram muito bons. Não sei por que, mas quando olho esta foto, fico com a impressão que gostaria que o tempo tivesse parado...

1992 marcou o adeus definitivo da vitoriosa equipe Brabham, como também da tradicional March e da pequena Fondmetal. Foi nesta temporada que também estreou e se despediu aquela que é considerada uma das piores equipes de todos os tempos, a caótica Andrea Moda, que teve como pilotos o impagável Perry McCarthy da Inglaterra, e o brasileiro Roberto Pupo Moreno, que conseguiu o feito de se classificar para o GP de Mônaco, o único em que um carro do time foi visto disputando uma prova em sua curta história. Este ano marcou a presença da última mulher a tentar classificar um carro para uma prova, a italiana Giovanna Amati da Brabham, como a estreia do futuro campeão Damon Hill, também pela Brabham.

Fica então o registro de uma época - Em pé, da esquerda para a direita: Martin Brundle (Benetton), Michelle Alboreto (Footwork/Arrows), Nigel Mansell (Williams), Ricardo Patrese (Williams), Michael Schumacher (Benetton), Ayrton Senna (McLaren) e Thierry Boutsen (Ligier). Agachados: Gehard Berger (McLaren), Bernie Ecclestone (Sentado), Jean Alesi (Ferrari) e Ivan Capelli (Ferrari).
Muito obrigado ao amigo Renato (Cocão), esta foto foi um presente de irmão meu querido!
Caterham e Marussia, nada de formidável...

Velocidade na veia galera!

Daniel Gimenes
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