Colin Chapman

05/02/2013


Se estívessemos nos anos 70 e os carros estivessem como hoje sendo apresentados, todos estáriamos nos perguntando o que ele iria apresentar de novo.

Colin Bruce Chapman, só o seu nome já nos leva a respeitar o homem, ele foi, como outros a frente do seu tempo um dos verdadeiros, senão o principal mago do desenho de carros de Fórmula 1.

Ficaram célebres algumas das suas criações, cada uma diferente da anterior e sempre com um objetivo, ser mais rápido e veloz que a concorrência, o Lotus 25 (campeão com Jim Clarck) com o primeiro chassis monocoque, depois o modelo 49 que aliou em primeira mão o motor (Ford Cosworth DFV) como elemento autoportante de todo o conjunto e que se tornaria também ele vencedor do campeonato de 1968 com Graham Hill

Foram sempre inovações que marcaram uma época e fizeram escola, não nos esqueçamos também do modelo 56 movido a turbina ou o 63, com a sua tração nas quatro rodas.

Depois veio o 72 que incorporava num desenho em cunha a novidade de colocar os radiadores ao lado do monocoque para assim se obter melhor e maior refrigeração, venceu o campeonato de 1972 com Emerson Fittipaldi.

Não fiquemos por aqui, em 1977 aparece o modelo 78 MkIII conhecido por ter sido o primeiro carro de Fórmula 1 com efeito solo, no ano seguinte o modelo 79 aproveitaria ao máximo este conceito e sagraria-se campeão do mundo através de Mario Andretti.

Chapman decide levar o conceito do efeito solo (agora já copiado por todos) a um nível extremo, projeta e constrói o polémico 88, a concorrência vendo-se superada decide agir e depois de várias batalhas jurídicas o modelo é considerado ilegal, Chapman perde a confiança nos seus pares e torna-se sisudo e desconfiado.

A partir daí continua a desenhar, a imaginar mas só volta a obter relativo sucesso com o seu modelo 91 que vence no Grande Prêmio da Áustria com Elio de Angelis numa das chegadas mais emocionantes de todos os tempos, foi a última vez que o mundo assistiu ao lançar de boné, um gesto que era típico de Chapman sempre que um dos seus carros cruzava a linha de chegada em primeiro.

Depois, triste e desanimado com os resultados e com o ambiente da Fórmula 1, Colin Bruce Chapman vem a falecer no dia 16 de Dezembro desse mesmo ano, ainda há quem acredite que não, que fugiu e que ainda vive…

Posts Relacionados

0 comentários :