Lá no Vale Kelang

25/03/2013

É complicado falar sobre jogo de equipe, ordens de rádio e eticétera. Afinal, o que aconteceu entre Vettel e Webber sempre existiu na Fórmula 1. Se não acredita ou não concorda, pesquise como Fangio chegou ao tetra-campeonato em Monza, 1956.

Eu poderia também citar exemplos de Shumacher, ou, Senna e Prost. Mas seria apedrejado por meio mundo. Então, escolhi o único que está acima do bem e do mal. Fangio (sim, pra mim só ele).


Bom, seguindo.

A primeira coisa a se fazer é aceitar o fato de que a Fórmula 1 é um esporte coletivo. E não adianta argumentar que o campeonato de pilotos é o mais importante, o mais comentado, o mais disputado. As equipes focam no campeonato de construtores. Esse sim, é o que dá dinheiro. 

Também não adianta argumentar que sem um puta piloto não adiantaria um puta carro.

Pense no inverso.

Coloque Sebastian Vettel numa Hispania e cobrem-lhe uma vitória sequer. Estão fodidos! No máximo o alemãozinho faria melhor do que o Khartikeyan (o que não significa absolutamente porra nenhuma), chegando a terminar a corrida, sei lá. Se terminasse.

Ou, veja o caso de Button ao perder a rodinh... Ops, a roda. Imagine que o campeão vaga-lume estivesse liderando com uma volta inteira de vantagem. Um puta piloto que, estaria igualmente fodido! Simplesmente porque a equipe errou o pit stop.

Minha opinião.

Se não há ordens de equipe, que se foda o mundo. Que ambos os pilotos se matem na pista. Mas se há as malditas ordens, que elas sejam respeitadas. Se por um acaso o piloto não concordar com elas, que faça como Luigi Fagioli em 1934, que ficou puto, largou o carro no meio de Nürburgring (literalmente!) e voltou pra casa.

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