O auge de Modena e Gachot. Graças a Mansell

19/03/2013

Modena no pódio, ao lado de Piquet e Patrese: auge do italiano
Modena no pódio, ao lado de Piquet e Patrese: auge do italiano

A sorte acompanha aqueles que estão no lugar certo, na hora certa. Somente desta forma, dois pilotos puderam comemorar no GP do Canadá de 1991 os melhores resultados de suas carreiras: o italiano Stefano Modena (Tyrrell) e o belga Bertrand Gachot (Jordan). Modena assegurou o segundo lugar em Montreal, enquanto Gachot garantiu o quinto posto no Circuito Gilles Villeneuve. Todavia, essas façanhas só foram possíveis graças a Nigel Mansell (Williams). Mas o que o inglês tem a ver com os feitos de Stefano e Bertrand? Tudo.

Disputado em 2 de junho de 1991, o GP do Canadá tinham favoritos destacados: os pilotos da Williams. Mansell e seu companheiro de equipe, Riccardo Patrese, dominaram os treinos. Nem mesmo Ayrton Senna (McLaren), líder da temporada e futuro campeão, era páreo para o inglês e o italiano. No pelotão intermediário, Modena alinhou seu Tyrrell na boa nona colocação, à frente do seu parceiro, o japonês Satoru Nakajima, o 12º. Já Gachot foi superado pelo seu colega de time, Andrea de Cesaris: o belga sairia em 14º, enquanto o italiano largaria em 11º.

Na prova, Modena e Gachot tiveram trajetórias diferentes. Enquanto o italiano se mostrou regular durante toda a prova canadense, o belga teve problemas com seu Jordan na 14ª volta, foi obrigado a parar nos boxes e caiu para a 18ª posição na volta 17. Naquele momento, Stefano já ocupava a 7ª posição, atrás somente de Mansell, Patrese, Senna, da dupla da Ferrari – Alain Prost e Jean Alesi – e de Nelson Piquet (Benetton).

Modena acelera em Montreal: o segundo lugar caiu do céu
Modena acelera em Montreal: o segundo lugar caiu do céu

Se Modena fazia uma corrida de paciência, Gachot travava bons duelos. Logo de cara, superou Mauricio Gugelmin (Leyton House). Depois, ultrapassou Erik Comas (Ligier) após duelar com o francês por 11 voltas. Naquele instante, na volta 33, Bertrand assumiu o 10º lugar. Já Stefano era quinto – Senna e Prost haviam abandonado. Na volta 35, Alesi abandonou, e o italiano já era o quarto, atrás somente de Mansell, Patrese e Piquet. O piloto da Tyrrell já flertava com o pódio, ainda mais após Patrese cair para o 3º lugar depois de parar nos boxes com um pneu furado.

Por outro lado, o belga da Jordan travava uma nova batalha – desta vez com Pierluigi Martini (Minardi). Na volta 47, Bertrand superou o italiano e assumiu o 7º lugar. O abandono de JJ Lehto, da Dallara, na volta 51, levou Modena para o 4º posto e Gachot para o 6º. A partir daquele momento, parecia que o resultado estava sacramentado. Mas como diria Juan Manuel Fangio, “carreras son carreras”. A três voltas do final, a caixa de câmbio do Williams de Patrese começa a falhar, e Riccardo é obrigado a aliviar seu ritmo. Foi quando Modena acelerou ao máximo atrás do pódio. O italiano da Tyrrell superou o compatriota da Williams e assumiu o terceiro posto.

 Gachot fez uma corrida de recuperação e levou a quinta posição 
Gachot fez uma corrida de recuperação e levou a quinta posição

Mas o melhor estava por vir na 69ª e derradeira volta: liderando com mais de 50 segundos de vantagem para Piquet, Mansell celebrava o virtual triunfo quando, no hairpin, deixou seu Williams no ponto morto. A menos de 2 km da bandeirada, o inglês estava fora. Piquet venceu pela última vez, e Modena alcançou o segundo posto. Patrese foi o terceiro, seguido pela dupla da Jordan – De Cesaris e Gachot -, que anotava os primeiros pontos da história da escuderia.

Foram os melhores resultados das vidas de Modena e Gachot. Deveriam colocar na conta de Mansell…


Matéria cedida gentilmente por Douglas Williams proprietário do Contos da F1

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