Vettel se junta a time de Senna e Prost na Fórmula 1

25/03/2013

Tim Chong/Reuters

O GP da Malásia de Fórmula 1 caminhava bem até a volta 44. Mark Weber liderava e o tricampeão Sebastian Vettel deveria, por ordem da equipe Red Bull Racing, manter a segunda posição. Deveria. Na 44ª volta da corrida, o alemão resolveu partir para cima do companheiro. A briga durou duas voltas e terminou com Webber em 2º, mostrando o dedo do meio para o atual campeão, que chegou a sua 27ª vitória na carreira. 

O resultado deixou Vettel na liderança do mundial de pilotos, com 40 pontos. Kimi Raikonnen, em segundo na classificação geral, com 31 pontos. Webber vem na sequência, com 26. Hamilton (25), Massa (22) e Alonso (18) completam o grupo dos seis que brigam pelo título. Só que, mais do que representar o primeiro lugar, a manobra do alemão o colocou ao lado de outros grandes campeões mundiais de Fórmula 1 que eram verdadeiros guerreiros dentro das pistas. Aqueles que nunca foram bonzinhos. 

Ainda na Fórmula 1 atual, Fernando Alonso é um claro exemplo de usar tudo e mais um pouco para vencer corridas. Assim tem sido a relação com Felipe Massa. No GP da Alemanha de 2010, por exemplo, o engenheiro do piloto brasileiro o chamou pelo rádio para dizer Alonso era mais rápido: “Você confirma que entendeu isso?” Como se não bastasse, no GP dos Estados Unidos em 2011, o brasileiro foi obrigado a perder cinco posições no grid de largada só para beneficiar o espanhol. 

 Pascal Rondeau/Getty Images

Para os brasileiros, o maior exemplo de campeão com instinto selvagem foi Ayrton Senna. Tri mundial em 1988, 1990 e 1991, viveu duelos cheios de agressividade principalmente com Alain Prost, que também não deixava por menos, como na épica disputa no GP do Japão, em Suzuka, em 1989. Senna deu o troco na temporada seguinte. Jogou sua Mclaren em cima da Ferrari de Prost, tirou o francês da prova e, dessa vez, ficou com o título da categoria. 

 Tony Feder/Getty Images

Nigel Mansell e Nelson Piquet travaram disputas históricas dentro e fora das pistas. O brasileiro, tricampeão mundial em 1981, 1983 e 1987 deixava para acertar seu carro na última hora para que o inglês não tivesse tempo hábil para copiar o mesmo acerto. Piquet também usava estratégias para minar a confiança do seu companheiro de equipe. 

Após uma frustrada passagem pela McLaren, Fernando Alonso queria reconduzir a Renault a um título de Fórmula 1 – havia sido campeão pela equipe em 2005 e 2006. Em uma das muitas polêmicas manobras para largar e chegar a frente do companheiro de equipe, a mais grave delas foi a batida proposital de Nelsinho Piquet, no GP de Cingapura de 2008. O brasileiro aceitou jogar o seu carro no muro só para beneficiar o companheiro de equipe. 

 Clive Rose/Getty Images

Após uma frustrada passagem pela McLaren, Fernando Alonso queria reconduzir a Renault a um título de Fórmula 1 – havia sido campeão pela equipe em 2005 e 2006. Em uma das muitas polêmicas manobras para largar e chegar a frente do companheiro de equipe, a mais grave delas foi a batida proposital de Nelsinho Piquet, no GP de Cingapura de 2008. O brasileiro aceitou jogar o seu carro no muro só para beneficiar o companheiro de equipe.

Posts Relacionados

0 comentários :