Silly Season

15/08/2013


Prometi para mim mesmo que não entraria em detalhes sobre as "férias" da Fórmula 1, chamada por muita gente de Silly Season sei lá por qual motivo. Não gosto, porque em geral são enxurradas de novas especulações todos os dias, e, por mais que algumas tenham até algum fundamento, ninguém - repito: NINGUÉM - sabe o que vai acontecer até que sejam feitos os anúncios oficiais.

E mesmo quando há o anuncio oficial, as coisas ainda podem mudar. Basta lembrar do episódio de Luiz Razia com a Marussia no início dessa temporada.

Pois bem.

A única certeza até agora é a vaga de Mark Webber na Red Bull. Ponto. Vaga essa que já esteve nas mãos de Räikkonën, Alonso e Daniel Ricciardo, pelo menos. E este último eu até acredito que seja o mais cotado para a vaga mesmo. Sei lá porque. Ou até sei, e vou tentar explicar aí embaixo.

Não bastasse isso, a imprensa especializada especulou durante essa semana sobre um possível retorno de Räikkonën para a Ferrari já em 2014. Não digo que é impossível, mas acho que essa hipótese seja pouco provável. Pela grana, até poderia sim, voltar. Mas esta isso envolveria diretamente dois outros pilotos: são eles, logicamente, Sebastian Vettel e Fernando Alonso.

Caso Räikkonën viesse mesmo a substituir Alonso na Ferrari, o caminho natural do espanhol seria ocupar uma vaga na Red Bull, onde Vettel têm contrato até o final 2015. O alemão não é bobo, e certamente vetaria isso. Acredito eu que que o próprio Fernando Alonso não se sujeitaria a tal realidade, principalmente depois do que passou ao dividir a McLaren com Hamilton, em 2007.

Mas, supondo que Felipe Massa fosse o piloto dispensado por Maranello - e, sonhando MUITO alto até poderia se candidatar à vaga na Red Bull - o mesmo Alonso, que também não é bobo,  não se sujeitaria a dividir a Ferrari com um piloto do calibre de Räikkonën por um simples motivo: a Ferrari é uma equipe de ponta (não propriamente em resultados, mas em capital e possibilidade de construir um carro vencedor) e - pelo menos a curto prazo - o espanhol não encontraria as mesmas chances de vitória em nenhuma outra equipe do grid.

Pouco - ou quase nada - disso é concreto. Ao menos nesse momento.

E tem muito mais, claro. Mas prometo só voltar a falar nesse assunto depois de anúncios oficiais, que devem começar a acontecer já na próxima etapa, em Spa-Francorchamps. Enquanto isso vocês podem acompanhar meus pitacos nas Curtas.

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