GP da Austrália de 1993

18/11/2013


A temporada de 1993 chegava ao fim na Austrália, e este seria uma corrida marcante por muitas razões. A principal delas era que um dos pilotos mais marcantes de uma geração, o francês Alain Prost. iria abandonar definitivamente a competição. Ia abandonar por cima, era certo, mas a sensação era de que isto seria uma espécie de "render da guarda" de uma geração.

Outros pilotos da geração de 80 iriam abandonar a competição. Riccardo Patrese iria fazer aqui o seu 256º e último Grande Prémio, após 17 temporadas de bons serviços na Formula 1, ao volante de equipas como Shadow, Arrows, Brabham, Alfa Romeo, Williams e Benetton. Derek Warwick também iria embora da Formula 1 de vez, depois de ter regressado no inicio desse ano. Outro veterano, Andrea de Cesaris, também estava de partida, depois de correr por Alfa Romeo, McLaren, Ligier, Minardi, Brabham, Rial, Dallara, Jordan e Tyrrell. Mas o futuro ainda lhe iria dar uma chance ao italiano...

Se na Australia se falava de partidas, também se falava de chegadas. A Simtek, equipa de Nick Wirth, anunciava que iria entrar na competição em 1994, com David Brabham, filho de Jack Brabham, nos comandos, e uma segunda vaga a ser preenchida por aquele que pagar mais por ela... A Mercedes também voltava para a Formula 1, quase 40 anos depois da sua saída, mas desta vez como fornecedora de motores, ao retomar uma parceria com a Sauber, que já vinha desde os tempos dos Sport-Protótipos.


Com todas estas novidades, os treinos decorreram de forma normal. A McLaren queria fechar a época com chave de ouro, e Senna queria também fechar em alta a sua passagem pela McLaren com um fim de semna de sonho, e conquistar o vice-campeonato, batendo Damon Hill. Assim, fez a "pole-position", com Alain Prost a seu lado. Damon Hill foi o terceiro, e a acompanhá-lo na segunda fila estava o Benetton de Michael Schumacher. Na terceira fila ficou o McLaren de Mika Hakkinen, e o Ferrari de Gerhard Berger.

A partida teve de ser adiada por duas vezes, porque nesses tentativas, o Tyrrell de Ukyo Katayama e o Jordan de Eddie Irvine viram os seus motores calarem-se. Quando finalmente aconteceu a largada, Senna resiste melhor ao ataque de Alain Prost à liderança, enquanto que logo atrás, o Larrousse de Toshio Suzuki toca no Lotus de Pedro Lamy, fazendo-o descolar e não andar mais do que 200 metros.

Nas primeiras voltas, Senna seguia à frente de Prost, com Hill e Schumacher logo atrás. Hakkinen, que partira mal e deixara ultrapassar Berger, era sétimo. O alemão da Benetton ia parar cedo, para imprimir um ritmo mais forte, mas na volta 20, motor subitamente calou-se e as férias vieram mais cedo.


À medida que a corrida prosseguia, a liderança de Senna era cada vez maior. Quando Senna foi à boxes, na volta 25, Prost herdou a liderança, mas não durou mais do que quatro voltas, pois quando foi a vez do francês ir trocar de pneus, o brasileiro retomou naturalmente a liderança.

Com as segundas paragens, tudo ficou na mesma, embora na volta 55, Damon Hill tenha perdido o controlo do carro na curva Adelaide, e perdia a segunda posição para o francês. E foi assim até à 79ª e última volta da corrida.


No final, Senna vencia o seu 41º Grande Prémio da sua carreira. Era o seu último pela McLaren, e assim, fechava este capítulo, garantindo o vice-campeonato. Alain Prost vinha logo atrás, e conseguia a segunda posição, subindo ao pódio na sua última corrida de uma longa carreira, E Damon Hill, o representante da nova geração (apesar de ter 33 anos, os mesmos que Senna...), era o terceiro classificado.




Quando os três subiram ao pódio, Senna agarrou a mão de Prost e ergueu-o, demonstrando respeito pelo seu maior rival de sempre, e que tinham feito muitos cabeçalhos nos jornais. A multidão aplaudiu, sabendo que aquilo simbolizava o final de uma era na Formula 1. O que não se sabia era que o rival de Prost, e seu sucessor na Williams, não iria viver por muito mais tempo...

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